Dilma, jogue fora a marquetagem!

publicada segunda-feira, 01/09/2014 às 11:57 e atualizada segunda-feira, 01/09/2014 às 11:15

Esse eleitor (jovem, com celular na mão), acredita tanto em marquetagem quanto eu acredito no Silas Malafaia. Dilma precisa falar de futuro, oferecer uma agenda melhor do que Marina – pra ganhar esse eleitor. A agenda é pela esquerda, uma agenda concreta, trabalhista, de combate aos banqueiros, defesa do social, fim do fator previdenciario. Emprego e salário.

por Rodrigo Vianna

Em duas semanas de campanha no rádio e na TV, Dilma já perdeu… quinze dias. Sim. Retomemos a cronologia: dia 13 de agosto, às 12h, já se sabia que a agenda eleitoral tinha virado de pernas para o ar, com a morte trágica de Eduardo. Marina transformou-se, naquele momento, no rosto eleitoral a representar a “não-política” de junho/2013.

Dilma, com sua campanha dominada pela marquetagem, seguiu fingindo que nada acontecera. Surgiram na tela programas eleitorais muito bem produzidos. Mas pergunto-me: aquilo dá um voto que seja? Ou só consolida os votos de quem já estava propenso a escolher Dilma? Eram programas feitos para enfrentar os tucanos… Progamas, aliás, que quase ninguém assiste pra valer. A TV fica ligada, a dona-de-casa vai terminar o jantar ou botar as crianças pra dormir… Enquanto os mais jovens seguem no celular, papeando pelas redes sociais.

O comando marqueteiro da campanha petista ficou esperando que Aécio desconstruísse Marina. E Aécio ficou à espera de que a mídia velha fizesse o serviço. Nem uma coisa nem outra… Durante 15 dias, Marina surfou sozinha na onda.

No primeiro debate na TV (na Band, semana passada), o que fez Dilma? Escolheu o confronto… com Aécio. Hehe.

É como se Dilma estivesse dirigindo um carro (ainda) em primeiro lugar na corrida, e ficasse xingando, pelo espelho retrovisor, o sujeito do carro de trás. Ao mesmo tempo, pela direita, um outro veículo com símbolos de paz e amor e adesivos do Itaú colados no vidro, acelerou e passou o carro de Dilma…

Falar que “FHC quebrou o país e gerou desemprego” não ganha mais eleição. O PT está brigando com o espelho retrovisor, enquanto é ultrapassado – pela direita, claramente pela direita – por um misto de neo-hippismo, neo-liberalismo e neo-pentecostalismo. Um fenômeno como o de Marina não se desmonta com uma única estratégia. Marina é fruto de múltiplos fatores. Nem todos podem ser enfrentados pelo PT. Mas muitos podem, sim. 

A campanha dilmista deveria aproveitar a enorme superioridade de tempo no rádio e TV para usar ao menos os comerciais curtos na desconstrução de Marina. Disparar torpedos de política contra a adversária!

Leia a matéria completa »

9 Comentários

Video

Mais vídeos »

“Sabesp priorizou venda de água e abandonou gestão de demanda”

São Paulo pode ficar sem água a partir de outubro. O nível do Sistema Cantareira alcançou níveis críticos, obrigando o governo a utilizar o chamado “volume morto”. O geólogo Delmar Mattes analisa a crise da água e apresenta soluções para o problema.

Imagem e Ação


Em São Paulo, Levante Popular da Juventude parou a Avenida Paulista por uma hora para pintas a bandeira do Brasil por uma Constituinte Soberana e Exclusiva do Sistema Político na frente do MASP

Diversos movimentos sociais realizaram atos e intervenções artísticas pelo país no Dia Nacional de Luta pela Constituinte. As ações, que aconteceram em 14 estados, tiveram como objetivo chamar a atenção da sociedade para o Plebiscito Popular.