Estado e Habitação: universidade paulista enxerga Getúlio Vargas com outros olhos

publicada quarta-feira, 01/10/2014 às 13:51 e atualizada quarta-feira, 01/10/2014 às 13:50

“A política inaugurada na Era Vargas invertia o papel social dos pobres nas cidades brasileiras. Antes combatidos como caso de polícia eles foram incorporados como atores estratégicos do processo de industrialização.”

por Nilce Aravecchia Botas*

Grande parte das análises produzidas sobre a Era Vargas, mesmo aquelas provenientes do meio acadêmico, deram prioridade ao caráter autoritário e centralizador da liderança de Getúlio. Ao priorizar a figura do líder, desconsideraram o processo e seus múltiplos agentes. A pesquisa que resultou na coleção “Pioneiros da Habitação Social no Brasil”, que sai agora publicada em três volumes pela Editora da Unesp e Edições Senac, pautou-se numa construção mais complexa da história.

A obra traz a maior amostra já reunida da primeira produção pública de habitação social no país, e soma um esforço de relacionar o campo da cultura, mais precisamente da arquitetura e do urbanismo, com as dinâmicas econômicas. Trata-se do resultado de um amplo trabalho coletivo de investigação que, sob a coordenação do professor, arquiteto e urbanista Nabil Bonduki (inicialmente no Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos e posteriormente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, ambos da USP), vem sendo desenvolvido há 17 anos.

A pesquisa identificou mais de 500 conjuntos habitacionais construídos no Brasil entre 1930 e 1964, e catalogou mais da metade, construindo uma extensa base empírica. Formou-se assim o panorama da ação, que distribuída em 22 unidades da federação, representou o início da intervenção do Estado no setor da moradia.

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