Brava Gente

Carlos Marighella ganha título de cidadão paulistano
O jornalista Pedro Venceslau relembra, na edição de novembro da revista "Fórum", as circunstâncias da morte de Carlos Marighella, lendário líder comunista - que rompeu com o velho PCB e, nos anos 60, ajudou a criar a ALN (grupo guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar). No próximo dia 4, completam-se 40 anos da morte de Marighella - assassinado numa emboscada chefiada pelo delegado Fleury, em São Paulo. Quem se interessa pelo assunto pode ler "O Batismo de Sangue", de Frei Betto. O livro conta como a prisão de religiosos da ordem dominicana em São Paulo (barbaramente torturados) ajudou a polícia a localizar Marighella. O líder da ALN vai virar filme em 2010. E ganhará também o título de cidadão paulistano. Tudo isso você confere na "Fórum".
José Bonifácio: abolicionista no Brasil das senzalas
José Bonifácio pensou o Estado brasileiro, comandou o processo ao lado de Dom Pedro I. Pensou o Estado, mas pensou também a Nação. E essa é sua maior grandeza. Sim, pouca gente sabe mas Bonifácio era um reformista. Na época em que a maioria da elite brasileira apostou numa independência que mantivesse a estrutura escravista intacta, ele seguiu rumo oposto. Na Consituinte de 1823, Bonifácio pregou a Abolição da Escravatura. Apresentou um projeto corajoso e coerente com esse objetivo. Perdeu. Acabou exilado. Mais tarde, a elite tentou recuperar o mito do "Patriarca" da Independência. O Bonifácio que interessa é outro: o reformista, o pensador que deu a cara a tapa, o Abolicionista que arriscou o pescoço e o pretígio num Brasil senzaleiro.
As pedras do cais já não são o único monumento para o Almirante Negro
“Salve, o navegante* negro, que tem por monumento as pedras pisadas do cais”. Se você tem mais de 30 anos, já deve ter ouvido esses versos, na interpretação belíssima de Elis Regina. A letra de Aldir Blanc conta a história de um dos heróis do povo brasileiro.

 

Escrevinhador por Rodrigo Vianna