Em Campo
IGOR FELIPPE SANTOS é jornalista, editor da Página do MST, integrante da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária e do Centro de Estudos Barão de Itararé.
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Escândalo é derrubar pés de laranja. Estupro, não.
A Globo fez um escândalo sem precedente quando, em 2009, trabalhadores rurais derrubaram pés de laranjas em protesto para denunciar que a fazenda era grilada pela Cutrale. Agora suspeita-se que um integrante do BBB12 teria feito sexo sem consentimento com outra participante, desmaiada e sem consciência, o que configuraria estupro. Esta denúncia não vai aparecer no Jornal Nacional e cia.?
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Contradições da sexta economia do mundo
O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. A leitura do estudo da consultoria britânica, especializada em análises econômicas, de que o Brasil ocupará o posto de sexta maior economia do mundo seguiu o mesmo padrão.
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Terras estão mais concentradas e improdutivas
Dados do cadastro de imóveis do Incra, levantados a partir da auto-declaração dos proprietários de terras, apontam que aumentou a concentração da terra e a improdutividade entre 2003 e 2010. No período, mais de 100 milhões de hectares passaram para o controle de latifundiários, que controlam em média mais de 2.400 hectares. Os dados demonstram também que o registro de áreas improdutivas cresceu mais do que das áreas produtivas, o que aponta para a ampliação das áreas que descumprem a função social.
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A postura de Bolsonaro e o racismo no Brasil
As manifestações do deputado Bolsonaro, e toda a polêmica em torno do episódio, são apenas a ponta de um iceberg histórico da sociedade brasileira e suas contradições. A questão do racismo faz parte do processo da formação política, econômica, social e cultural do Brasil, que tem como elemento central a escravidão. Não podemos ignorar o passado, porque deixaríamos em segundo plano os fundamentos do preconceito contra os negros.
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Salário mínimo: o que está por trás da proposta tucana
O debate sobre o novo valor do salário mínimo, que envolve o governo federal, os partidos derrotados na eleição presidencial, as centrais sindicais e os movimentos populares é a primeira batalha política sob o comando da presidenta Dilma Rousseff, que terá continuidade na disputa em torno da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
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Da polarização à politização da sociedade
por Igor Felippe Santos: “A eleição de Dilma Rousseff (PT) é uma vitória da sociedade brasileira. E não temos que ter vergonha de comemorar a derrota de José Serra (PSDB), que se tornou símbolo dos setores que se opõem às bandeiras progressistas no país. A mídia burguesa, os setores conservadores da igreja católica e evangélica, os ruralistas mais truculentos e o imperialismo dos Estados Unidos perderam uma batalha importante com a derrota de Serra.”
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Memórias de um corintiano
Faz 20 anos que sou torcedor do Corinthians. Tenho muito orgulho da minha escolha. Ainda criança, assumo que tinha simpatia pelo São Paulo. Era naquela idade em que filho copia tudo do pai. Nesses tempos, eu era muito criança e não gostava muito de futebol. Nem do São Paulo.
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Cuidado com os agrotóxicos nos alimentos
O Brasil bateu recorde na utilização de agrotóxicos no ano passado. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
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Código Florestal e o Estado de Direito Ruralista
Foi aprovado relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PcdoB) na comissão especial que discute alterações no Código Florestal, na primeira semana de julho. Agora, o projeto será votado no plenário da Câmara dos Deputados. As entidades ambientalistas e os movimentos sociais do campo avaliam que as mudanças representam um retrocesso para a política de preservação ambiental, mas também para a Reforma Agrária. O relatório aprovado na comissão prevê, entre outros pontos, anistia a todos os latifundiários criminosos que desrespeitaram o Código Florestal até julho de 2008.
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A tática do latifúndio em ano eleitoral
O agronegócio intensificou a ofensiva contra os movimentos sociais do campo e contra a Reforma Agrária no mês de abril, com o lançamento da campanha “Vamos Tirar o Brasil do Vermelho – Invasão é Crime”, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Como não conseguiram criar escândalos na CPMI contra a Reforma Agrária, no Congresso Nacional, para desmoralizar os movimentos sociais, os latifundiários lançaram mão dos veículos de comunicação de massa para alcançar seus objetivos.




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