Livros e História -
Dez anos sem Aloysio Biondi, o jornalista que desnudou as privatizações no Brasil
“Quando notares, estás à beira do abismo, que cavaste com teus pés” (Cartola; serve para a velha mídia)
ROGÉRIO PACHECO JORDÃO é jornalista e mantém o blog Entrementes.
“Em 1996, Merced recebeu um telefonema em seu trabalho. Os pedreiros que trabalhavam em uma obra em sua casa tinham, ao cavar um buraco, encontrado um punhado de ossos. Era o início de uma descoberta arqueológica dessas passíveis de acontecer em uma cidade histórica como o Rio.” Leia o novo artigo na coluna de Rogério Pacheco Jordão.
Minha busca começou por encontrar o telefone de Celina. Depois de tantos anos, ela não guarda nenhum papel, nenhuma lista de presença, nem material didático de nossas aulas de alfabetização pelo método Paulo Freire que dávamos na favela do Jardim Colombo.
Transcrevo abaixo uma conversa que tive, recentemente e por e-mail, com o pesquisador americano Marcus Eriksen, um dos organizadores da expedição que mapeará, pela primeira vez, a partir de agosto, a situação do lixo plástico existente no Oceano Atlântico Sul entre o Brasil e a África. O projeto será levado a cabo pela Algalita, uma fundação baseada na Califórnia (EUA) e que há anos tenta dimensionar o tamanho do problema nos mares.
Em um início de tarde calorento do Rio de Janeiro, subo uma escadaria íngreme que surge, como que do nada, da Rua Camerino, na zona portuária da cidade. Após uma dezena de degraus, num escape à esquerda, vejo um mendigo e logo adiante três ou quatro corpos estendidos em meio a restos de comida e garrafas PET.
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