Entrementes
ROGÉRIO PACHECO JORDÃO é jornalista e mantém o blog Entrementes.
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Sou branco ibero-descendente. E daí?
Nossa identidade talvez seja, em certa medida, forjada de fora para dentro, e quando nos sentimos obrigados a incorporar esta identidade (mesmo que à nossa revelia), bem então possamos estar falando de preconceito (de pele, de hábitos, de preferências etc). E muitas vezes esse tipo de atitude quando associada à cor de pele ganha o nome de racismo.
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Intervenção urbana: as causas públicas
Por Rogério Pacheco Jordão: “Sempre achei interessante a capacidade de certos grupos de gerarem fatos a partir de intervenções criativas que despertam a atenção das pessoas. Quem tem idade para isto e não se lembra, por exemplo, dos barcos do Greenpeace em meio a baleias para impedir sua pesca, enfrentando arpões e a ira dos baleeiros, nos idos de 1980?”
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Os Pretos Novos
“Em 1996, Merced recebeu um telefonema em seu trabalho. Os pedreiros que trabalhavam em uma obra em sua casa tinham, ao cavar um buraco, encontrado um punhado de ossos. Era o início de uma descoberta arqueológica dessas passíveis de acontecer em uma cidade histórica como o Rio.” Leia o novo artigo na coluna de Rogério Pacheco Jordão.
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Uma favela em SP, 20 anos depois
Minha busca começou por encontrar o telefone de Celina. Depois de tantos anos, ela não guarda nenhum papel, nenhuma lista de presença, nem material didático de nossas aulas de alfabetização pelo método Paulo Freire que dávamos na favela do Jardim Colombo.
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Uma conversa sobre lixo nos mares
Transcrevo abaixo uma conversa que tive, recentemente e por e-mail, com o pesquisador americano Marcus Eriksen, um dos organizadores da expedição que mapeará, pela primeira vez, a partir de agosto, a situação do lixo plástico existente no Oceano Atlântico Sul entre o Brasil e a África. O projeto será levado a cabo pela Algalita, uma fundação baseada na Califórnia (EUA) e que há anos tenta dimensionar o tamanho do problema nos mares.
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Um passeio pelo Rio de Janeiro dos escravos
Em um início de tarde calorento do Rio de Janeiro, subo uma escadaria íngreme que surge, como que do nada, da Rua Camerino, na zona portuária da cidade. Após uma dezena de degraus, num escape à esquerda, vejo um mendigo e logo adiante três ou quatro corpos estendidos em meio a restos de comida e garrafas PET.




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