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	<title>Escrevinhador &#187; Colunas</title>
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	<description>Por Rodrigo Vianna</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 17:50:30 +0000</lastBuildDate>
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		<title>2012 é ano de eleições. E aí, como é que fica?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Como a esquerda irá agir?]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca é demais lembrar que estamos em ano eleitoral.  Nas eleições, estarão em jogo duas visões distintas para enfrentar não só a presente crise econômica, mas para definições de uma política que encontre alternativas humanistas para a mesma desfaçatez capitalista. E a esquerda democrática brasileira, dentro dessa complexidade, como se comportará?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p>Acabo de escrever a coluna agora, ainda no dia dois de fevereiro.</p>
<p>Dia dois de fevereiro, dia de festa no mar; eu quero ser o primeiro a saldar Iemanjá&#8230;</p>
<p>Apesar do carnaval que se aproxima, aquela data em que o Brasil já se acostumou a dizer que é partir dela, ou melhor, depois dela que o ano começa, nunca é demais lembrar que estamos em ano eleitoral. E política é coisa de gente grande. Política é guerra, embora os cínicos queiram provar o contrário. Sim, porque é comum se ouvir que a política deve ser feita com ética e civilidade, mas os exemplos do cotidiano nos remetem exatamente ao oposto disso.</p>
<p>Mas deixemos de lado essas reflexões que não levam a lugar nenhum e passemos aos fatos concretos. Fatos que, em princípio, estão na ordem do dia de um ano particularmente crítico. Tanto nacional como internacionalmente.</p>
<p>Dizem alguns estudiosos, supersticiosos ou não, que a civilização maia definiu em seu calendário o ano de 2012 como sendo um ano de grandes transformações.</p>
<p>Ao colocar a corda no pescoço da política, o capital financeiro internacional no seu estágio mais avançado em que buscou a desregulamentação da economia e, em particular, ao enfraquecimento do estado como agente conciliador entre os vários segmentos econômicos e sociais, provocou não só uma crise econômica em escala mundial, mas também uma crise política de proporções ainda não de todo avaliada.</p>
<p>Países como Estados Unidos e França enfrentarão eleições majoritárias em meio a uma turbulência social. Espanha, Portugal, Itália e Grécia, solapados pelas tão decantadas benesses do neoliberalismo, voltaram-se (não sei se exatamente por vontade da maioria dos seus cidadãos, mesmo considerando as recentes eleições espanholas) para a direita ou para a extrema direita, fazendo pressupor dias sombrios em algumas regiões européias.</p>
<p>Os nossos vizinhos do norte, sempre que se encontram em situações internas delicadas, costumam ter uma bala na agulha. Gostam de uma violenciazinha e o Irã continua como alvo. O motivo não importa: basta plantar a notícia através de suas agências noticiosas e milhares de jornais, revistas e televisões ao redor do mundo repetirão como papagaios mais uma mentira que justifique a invasão.</p>
<p>Na America do Sul, dois países terão eleições importantes: na Venezuela eleições presidenciais e no Brasil as eleições para prefeitos e vereadores. Em ambas estarão em jogo duas visões distintas para enfrentar não só a presente crise econômica, mas para definições de uma política que encontre alternativas humanistas para a mesma desfaçatez capitalista. Nos dois países o filme irá se repetir e as oposições mais uma vez botarão as suas garras de fora, cada vez mais afiadas nos velhos e bons ensinamentos dos vovôs Adolfo e Benito.</p>
<p>Anotem aí: e a esquerda democrática brasileira, dentro dessa complexidade, como se comportará? Seus candidatos e alianças surgirão naturalmente. Como se comportarão diante de problemas como a Comissão da Verdade? Da limpeza étnica em São Paulo e não só? Dos vários Pinheirinhos espalhados pelo país? Da CPI da privataria? Da moralização do Judiciário? Da exigência de nova regulamentação da mídia? Silêncio? Blá, blá eleitoral?</p>
<p>Mas esses são problemas nacionais e não municipais, dirão alguns. Mas o país não é também o conjunto dos seus municípios? Isolar os problemas e torná-los estanques é a velha técnica da direita, o velho individualismo superando a solidariedade. E aí, como é que fica?<br />
<em>Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos. </em></p>
<p>E aí, como é que fica?</p>
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		<title>O estupro da razão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 15:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rede Globo de Televisão, beneficiária e por isso mesmo defensora do golpe de Estado no Brasil em 1964 (ou seria o contrário?) chamou uma vez mais para si os olhares da nação, muitos deles cada vez mais descontentes com o que ali assistem. Baseados na antiga falácia de que a televisão produz aquilo que o povo gosta de ver, as emissoras de um modo geral e a Rede Globo em particular, mistura alhos com bugalhos propositadamente, pois sabe que um povo desinformado é um povo paralisado e medroso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p>Volto ao país depois de merecidas férias. Visto à distância, o Brasil é um país como outro qualquer. É como estar em São Paulo, por exemplo, e ler as notícias sobre países europeus, asiáticos ou sobre nossos vizinhos sul-americanos. As notícias do dia a dia são muitas vezes superficiais, sensacionalistas, procurando encobrir a natureza dos motivos pelos quais elas acontecem ou se desenvolvem.</p>
<p>A diferença, é claro, se dará por conta do conhecimento que temos da nossa própria realidade, os interesses e os fatores objetivos e subjetivos que se entrelaçam na informação produzida por jornais, televisões, revistas, sites e blogues.</p>
<p>A Rede Globo de Televisão, beneficiária e por isso mesmo defensora do golpe de Estado no Brasil em 1964 (ou seria o contrário?) chamou uma vez mais para si os olhares da nação, muitos deles cada vez mais descontentes com o que ali assistem.</p>
<p>Detentora de uma estratégia e de um marketing de comunicação imposto pelo poder econômico que construiu e que a sustenta, a emissora vem atravessando os anos colocando-se acima das leis e da Constituição, uma vez que o seu DNA foi formado no período autoritário mais recente da história política brasileira.</p>
<p>Ao se arrogar em fazer o que quer, a Rede Globo finge não ver que a ditadura já terminou e apresenta-se com aquela prepotência dos que fingem que nada de mais se passa à sua volta. Coloca-se acima da própria Constituição do país. Consultar os artigos. 221 e 223 da Constituição.</p>
<p>Talvez o braço mais forte do pequeno grupo que comanda impunemente a informação no Brasil, a “Venus platinada”, como alguns a chamaram ou ainda a chamam, não tem pelo país qualquer tipo de consideração, a não ser aquela – é claro – em benefício próprio, quando se proclama líder de audiência em vetustos programas, entre eles alguns já mofados e embolorados como “Fantástico”, “Jornal Nacional”, “Faustão”, “Programa da Xuxa” e a maioria de suas telenovelas, cujo conteúdo, aliás, é de dar enjôo em antiácido.<br />
Baseados na antiga falácia de que a televisão produz aquilo que o povo gosta de ver, as emissoras de um modo geral e a Rede Globo em particular, mistura alhos com bugalhos propositadamente, pois sabe que um povo desinformado, confuso, indisciplinado, ignorante de seus direitos constitucionais, iludido por partidos políticos de pouca ou nenhuma expressão ideológica, é um povo paralisado e medroso.</p>
<p>A estratégia de desinformação coloca o cidadão diante da dúvida, da negação da própria política, do desânimo, da apatia, do medo.</p>
<p>Ainda assim, é possível identificar alguns bolsões de resistência a esse plano de manipulação de consciências e de votos, que transforma o país num amálgama de incertezas.</p>
<p>As manifestações de vários setores da sociedade quanto ao possível estupro de uma cidadã brasileira num programa de qualidade cultural zero são sinais de conscientização do entrave que representa para a democracia a existência de uma mídia partidarizada e defensora dos privilégios do poder econômico.</p>
<p>Imprensa livre, sim, mas não usurpadora do poder político, também ele livre, dos cidadãos e contribuintes.</p>
<p>Condenável sob todos os aspectos, até porque toda a armação foi para aumentar a audiência de um programa lamentável, o maior estupro não é o que a TV Globo mostrou, mas é o estupro que se faz da razão, da nossa inteligência e da própria democracia.</p>
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		<title>Escândalo é derrubar pés de laranja. Estupro, não.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 00:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Felippe Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação seletiva]]></category>

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		<description><![CDATA[A Globo fez um escândalo sem precedente quando, em 2009, trabalhadores rurais derrubaram pés de laranjas em protesto para denunciar que a fazenda era grilada pela Cutrale. Agora suspeita-se que um integrante do BBB12 teria feito sexo sem consentimento com outra participante, desmaiada e sem consciência, o que configuraria estupro. Esta denúncia não vai aparecer no Jornal Nacional e cia.? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Igor Felippe Santos</span></em></p>
<p>A Globo fez um escândalo sem precedente quando, em 2009, trabalhadores rurais derrubaram pés de laranjas (menos de 1% do total na área, contaminados por agrotóxicos, de acordo com o governo dos Estados Unidos) em protesto para denunciar que a fazenda era grilada pela Cutrale, as terras ficam no município de Borebi, na região de Iaras (SP).</p>
<p>Foram dias e dias de exposição por mais de uma semana, dia e noite, das imagens (sem contextualizá-las) de um trabalhador rural passando o trator sobre os pés de laranja. Esse escândalo teve como consequência a instalação de uma CPMI contra a Reforma Agrária, a paralisação da criação de assentamentos e tentativa de desmoralização do MST.</p>
<p>Agora suspeita-se que um integrante de um reality show, o BBB12, teria feito sexo sem consentimento com outra participante, desmaiada e sem consciência, o que configuraria estupro. Esta denúncia não vai aparecer no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil, no Jornal Hoje e no Jornal da Globo? As imagens, inclusive, não estão mais no arquivo da Globo&#8230;</p>
<p>Escândalo para a Globo é fazer um protesto contra a grilagem de uma empresa transnacional, contra a pobreza no campo e pela Reforma Agrária. Mas a suspeita de estupro dentro da suas instalações, transmitido ao vivo por suas câmeras (com consentimento da produção do programa?), não está sujeita a virar notícia.</p>
<p>Não dá nem para dizer que são dois pesos e duas medidas. Porque o escândalo no caso da Cutrale era a grilagem das terras, que foi omitida, assim como o episódio no BBB12. A Globo cria os escândalos que quer. E com todo o seu poder apaga aqueles que se configuram como tal que não convêm para seus interesses. Aposto que, daqui uma semana, o programa transcorrerá como se nada tivesse acontecido&#8230;</p>
<p>Tanto que a “história” e os “procedimentos” para a continuidade da “atração” já foram combinados entre produção e participantes, uma vez que “por volta das 19h30 desta segunda-feira, o áudio do pay-per-view do programa foi cortado e só voltou às 20h20. Às 20h, os brothers que estavam na área externa da casa tiveram que entrar imediatamente” (de acordo com o <a href="http://www.sidneyrezende.com/">blog SRZD</a>).</p>
<p>Não há democracia num país que tem uma emissora de TV que manda e desmanda, escandaliza e “des-escandaliza” (transforma verdadeiros escândalos em&#8230; nada). É hora da sociedade se movimentar e pressionar para que o governo federal jogue peso no projeto de regulamentação dos meios de comunicação. É preciso colocar amarras nesse monstro criado pela ditadura chamado Organizações Globo, que deveria escandalizar todos aqueles que defendem a democracia.</p>
<p><em>Igor Felippe Santos é jornalista, editor da Página do MST, do conselho político do jornal Brasil de Fato e do Centro de Estudos Barão de Itararé.</em></p>
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		<title>No Brasil o povo só sai às ruas para votar?</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/no-brasil-o-povo-so-sai-as-ruas-para-votar.html</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização]]></category>

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		<description><![CDATA[Isso que, por si só, já demonstraria que o país vai a duras penas construindo seu arcabouço democrático, mostra-se – contudo -- insuficiente para enfrentar a luta pelas desigualdades sociais, frágil contra os descalabros e irresponsabilidades da Imprensa, inibido diante dos esbirros corporativistas do Poder Judiciário, incapaz na persistência necessária ao combate efetivo da corrupção... No Brasil a democracia é tutelada e só deixara de ser com o povo nas ruas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p>&#8230;Isso que, por si só, já demonstraria que o país vai a duras penas construindo seu arcabouço democrático, mostra-se – contudo &#8212; insuficiente para enfrentar a luta pelas desigualdades sociais, frágil contra os descalabros e irresponsabilidades da Imprensa, inibido diante dos esbirros corporativistas do Poder Judiciário, incapaz na persistência necessária ao combate efetivo da corrupção (corrompidos e corruptores), nulo na exigência de um comportamento civilizado por parte das Policias Civil e Militar, descrente na mais do que necessária quebra do preconceito entre civis e militares, etc. No Brasil a democracia é tutelada e só deixara de ser com o povo nas ruas&#8230;</p>
<p>CUIDADO, BRASIL: EM SÃO PAULO O FASCISMO VAI BOTANDO CADA VEZ MAIS AS GARRAS DE FORA&#8230;</p>
<p>Por qual razão o brasileiro não vai às ruas defender os seus direitos, muitos deles ignorados ainda que constitucionais?</p>
<p>Por qual motivo algumas dezenas de mauricinhos e patricinhas vão a &#8220;meetings&#8221; (particularmente em São Paulo) contra o aumento de impostos ou para denunciar a corrupção apenas do governo federal enquanto os maiores interessados em combater as principais e verdadeiras mazelas da sociedade brasileira não tiram a bunda do sofá, das cadeiras dos bares, dos escritórios, principalmente dos campi universitários, ou para se reunir em seus locais de trabalho por algumas horas, discutir, refletir, fazer greves localizadas não só reivindicativas e trabalhistas de suas próprias categorias, mas também de apoio e solidariedade entre categorias distintas, exercitando a cidadania de maneira objetiva, solidária e não corporativista?</p>
<p>EM 2O12 A LUTA PELA CONTINUIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA SE FARÁ NAS URNAS&#8230; E TAMBÉM NAS RUAS</p>
<p>MST, UNE, Sindicatos em geral, Professores, Bancários, Petroleiros, PSOL, PSTU, POC, PSB, PCdoB, PT, Esquerda Católica, Socialistas e Democratas independentes, Militares democratas e socialistas, Rádios Comunitárias, Imprensa Alternativa, Blogs sujos e limpos, Grupos teatrais de Intervenção Social, Teatro do Oprimido, Cineastas Independentes, Jornalistas ainda Conscientes, Internet, Facebooks, Twitters, Celulares, mais de 60 milhões de eleitores elegendo Dilma Rousseff, 80% dos brasileiros apoiando Lula e ainda assim a sociedade brasileira parece não encontrar forças ou os meios necessários para exprimir sua indignação, a sua revolta, o seu desejo de transformação daquilo que herdamos de uma colonização predatória, de um escravagismo dos mais desumanos, de um elitismo aculturado e inútil, de um militarismo subalterno à oficiais da reserva e sufocado pelo passado.</p>
<p>O inconformismo se demonstra na ação.</p>
<p>MEDO? INDIFERENÇA? HIPOCRISIA? DEIXA ESTAR PARA VER COMO E QUE FICA?</p>
<p>Há alguns anos que as ruas e praças do Brasil estão à espera do seu verdadeiro povo, mais participativo, mais politizado, mais ideologizado. Povo apático, que faz oposição nos almoços dominicais e nos recintos fechados de partidos e nas sedes de movimentos sociais é alvo fácil do pensamento autoritário.</p>
<p>Por vezes a falta de convicção ideológica e o desconhecimento da realidade em que se vive nos torna cúmplices das próprias mazelas que gostaríamos de eliminar.</p>
<p>O BRASIL É BEM MAIOR QUE SÃO PAULO E SUA ELITE PRETENCIOSA, ARROGANTE E ANTIDEMOCRÁTICA&#8230;</p>
<p>Perdemos a capacidade de mobilização e de manifestação nas ruas como a tivemos nos anos 50 e na primeira metade dos anos 60, não só pela repressão e violência do final dos anos 60 e seguintes, mas &#8212; sobretudo &#8212; pela maciça campanha de manipulação das novas gerações formadas no contrapé da solidariedade, do nacionalismo sadio, e submetida ao mais genuíno individualismo competitivo. E, não menos importante, na cooptação de alguns milhares de esquerdistas desorientados, &#8220;arrependidos&#8221; que sucumbiram com a queda do socialismo real e acreditaram nas sereias do fim da História e das ideologias. Ou mesmo daqueles que, fechados em seu &#8220;purismo&#8221; ideológico, não atentaram para as mudanças à sua volta. A dialética é uma ferramenta necessária da prática política e não uma alegoria teorizante.<br />
<span id="more-11303"></span><br />
A VOCAÇÃO BRASILEIRA PARA SE TORNAR UMA GRANDE NAÇÃO NÃO É UMA QUESTÃO DE CRENÇA&#8230;</p>
<p>&#8230;mas de luta, trabalho, visão política, quebra de preconceitos, na confiança em nos mesmos, no desmantelamento progressivo dos bolsões de atraso econômico e cultural, resgatando cidadãos humildes para o convívio social e ao mesmo tempo isolando os quinta-colunas, interessados em manter privilégios que já não se justificam numa sociedade que se quer construir: mais igualitária economicamente e democrática politicamente.</p>
<p>O país começa o ano de 2012 com a agressão a um estudante negro dentro da Universidade de São Paulo, com repressão policial e estudantes no norte do país, com o estúpido e violento combate aos dependentes de droga na cidade de São Paulo, com &#8220;reality shows&#8221; de mulheres granfinas e os idiotizados do tal BBB.</p>
<p>Não é por acaso que, passados duzentos e vinte dois anos na história da humanidade, ainda podemos sentir e entender as vibrações da Revolução Francesa. Ou, com nova sonoridade, os ecos de 1848 na Europa&#8230;<br />
<em><br />
&#8220;O que está errado, agora, no nosso discurso?<br />
Alguma coisa? Ou tudo?<br />
Com quem ainda podemos contar?<br />
Somos sobras da correnteza viva,<br />
que o rio depositou em suas margens?<br />
Ficaremos para trás, sem entendermos,<br />
sem sermos entendidos por ninguém?<br />
Precisamos ter sorte?<br />
Isso é o que perguntas. Não esperes<br />
resposta a não ser de ti mesmo.&#8221;</em></p>
<p>Bertolt Brecht</p>
<p><em>Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É   autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE   RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS,   Editora Caros Amigos. </em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Contradições da sexta economia do mundo</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/em-campo/contradicoes-da-6%c2%aa-economia-do-mundo.html</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 12:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Felippe Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Que crescimento é esse?]]></category>

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		<description><![CDATA[O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. A leitura do estudo da consultoria britânica, especializada em análises econômicas, de que o Brasil ocupará o posto de sexta maior economia do mundo seguiu o mesmo padrão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Igor Felippe Santos</span></em></p>
<p>O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. A leitura do estudo da consultoria britânica, especializada em análises econômicas, de que o Brasil ocupará o posto de sexta maior economia do mundo seguiu o mesmo padrão.</p>
<p>Nos últimos oito anos, o Brasil teve um crescimento baixo em comparação com os outros países emergentes, mas bem maior do que no sombrio período do FHC. No entanto, o principal fator para o Brasil chegar ao posto foi a crise capitalista de 2008, que derrubou países centrais.</p>
<p>O fortalecimento do mercado interno, com a valorização do salário mínimo, políticas de crédito e políticas sociais também foi importante, mas não central para o país se tornar a sexta economia do mundo. Isso acontece porque o mercado interno brasileiro, embora fortalecido, não está no centro da dinâmica da nossa economia, que é dependente do mercado externo.</p>
<p>Quem sustenta a economia brasileira é a exportação de matéria-prima mineral e agrícola, controlada por empresas transnacionais e do mercado financeiro que não paga impostos na exportação (por causa da Lei Kandir, uma herança maldita do governo FHC mantida até hoje), para China e outros países centrais.</p>
<p>Por isso, a “grande” vantagem comparativa do Brasil na disputa capitalista internacional é o baixo valor de troca da força de trabalho (nossos trabalhadores têm um nível de renda menor que dos países centrais, assim são superexplorados), a exploração de recursos agrícolas e minerais e o desrespeito a direitos sociais básicos.</p>
<p>O Brasil é uma formação social fundada na desigualdade social e violenta concentração de renda, riqueza e capital. Isso é o paraíso para as empresas transnacionais. Quanto maior essa concentração (viável pela falta de um sistema tributário progressivo, que taxe mais que tem mais e movimenta mais dinheiro), maior as possibilidades de investimentos e lucros.</p>
<p>Um dos elementos que garante essas condições é o pagamento de salários baixos. Segundo dados preliminares do Censo divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos postos de trabalho criados a partir de 2000 foi ocupada por trabalhadores com remuneração de até dois salários mínimos (igual a R$ 1.244 com o novo salário mínimo). Essa faixa de remuneração representa 63% do total em 2010.</p>
<p>Em relação à exploração dos recursos naturais, o país passa por uma ofensiva do capital estrangeiro, para controlar as nossas terras e a produção agrícola. A desnacionalização das terras e da agricultura chega a níveis inéditos, enquanto o governo não tem instrumentos para mensurar e controlar. De 2002 a 2008, empresas do agronegócio trouxeram uma avalanche de investimentos estrangeiros, que somaram US$ 46,91 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.</p>
<p>Ao mesmo tempo, enquanto exporta matéria-prima mineral, para que os países centrais produzam máquinas, equipamentos e produtos eletrônicos, o Brasil passa por um grave processo de desindustrialização. Uma moção do Congresso Brasileiro de Economia, realizado em setembro, apontou que “o Brasil não pode continuar com o atual processo de aumento da dependência da importação de produtos industrializados. A atual substituição da produção interna por produtos importados ocorre antes que o país tenha alcançado o domínio dos processos tecnológicos estratégicos para assegurar a sustentabilidade de seu desenvolvimento soberano”.</p>
<p>Por fim, os direitos sociais dos brasileiros são desrespeitados, o que abre a perspectiva de investimentos do grande capital em empresas do setor de serviços e, ao mesmo tempo, “libera” o Estado de aplicar os recursos dos impostos nessas áreas para pagar os juros, amortizações e os títulos da dívida pública, que são controladas por bancos brasileiros e estrangeiros e empresas transnacionais. Do orçamento geral da União, apenas em 2010, R$ 635 bilhões (que representa cerca de 45% do montante total do orçamento) para o pagamento de juros, amortizações e o refinanciamento da dívida pública brasileira.</p>
<p>O que o Brasil oferece ao mundo, ou melhor, às empresas capitalistas transnacionais são trabalhadores mal remunerados, condições para concentração de renda e riqueza para novos investimentos, terras (além de sol e água) para a produção de commodities para exportação, minérios sem valor agregado para os países centrais e mercado para investimentos no setor de serviços.</p>
<p>Aplaudir com entusiamo e sem fazer necessárias ponderações ao 6º lugar do Brasil na economia mundial é comemorar a consolidação e expansão de um modelo econômico que se sustenta nas más condições de vida do povo brasileiro, na desigualdade de riqueza/renda e na desnacionalização/desindustrialização da economia, que fazem do Brasil o paraísos das empresas transnacionais.<br />
<span id="more-11128"></span><br />
Só valerá a pena para o povo brasileiro continuar crescendo na lista das maiores economias do mundo se foram realizadas mudanças estruturais &#8211; que possam garantir melhores condições de vida a toda a população, com maiores salários e a efetivação dos direitos sociais, e a independência econômica, industrial e tecnológica em relação às empresas estrangeiras &#8211; em torno de um projeto popular para o desenvolvimento do Brasil. Que o povo brasileiro se organize e lute para construí-lo em 2012!</p>
<p><em>Igor Felippe Santos é jornalista, editor da Página do MST, do conselho político do jornal Brasil de Fato e do Centro de Estudos Barão de Itararé.</em></p>
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		<title>Barcelona e Santos: o dilema do futebol brasileiro</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 17:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Dias Carrilho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogo de Classe]]></category>
		<category><![CDATA[Estética x rendimento?]]></category>

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		<description><![CDATA[O treinador do Barcelona, Pep Guardiola, declarou, após a esmagadora vitória do seu time sobre o Santos, que os seus comandados jogavam como a Seleção Brasileira de antigamente. O que se viu no jogo de domingo em Yokohama foi uma demonstração de que é falsa a oposição entre estética e rendimento no esporte apregoada por muitos especialistas. Aliar os dois conceitos é, na verdade, a grande utopia do futebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Felipe Carrilho</span></em></p>
<p>O treinador do Barcelona, Pep Guardiola, declarou, após a esmagadora vitória do seu time sobre o Santos, que os seus comandados jogavam como a Seleção Brasileira de antigamente. Em maio, discuti <a href="http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/jogo-de-classe/a-utopia-do-barcelona.html">aqui</a> a relação entre a estética do futebol e os resultados em termos de placar e conquistas de títulos, comparando o jogo dos catalães com os de outras formações célebres, como a do Brasil de 1982.</p>
<p>O que se viu no jogo de domingo em Yokohama foi uma demonstração de que é falsa a oposição entre estética e rendimento no esporte apregoada por muitos especialistas. Aliar os dois conceitos é, na verdade, a grande utopia do futebol.  É por isso que por mais que os clubes sejam hoje administrados sob a cartilha da administração racional capitalista – aquela que supostamente equilibra receitas e despesas –, estes não poderão jamais ser analisados como se fossem uma mera fábrica de refrigerantes.</p>
<p>O futebol é muito mais do que isso. No Brasil, as ciências sociais, desde a obra de Gilberto Freyre, viram esse esporte como um elemento constitutivo da nacionalidade e sublinharam também as contribuições da nossa formação social para a criação de uma nova maneira de jogar. O sucesso do nosso empreendimento esportivo, com sua originalidade estética, tem sido explorado como um resultado histórico da tensão entre padrões de disciplina que vêm de cima e resistência popular.</p>
<p>Hoje, no entanto, o futebol brasileiro vacila entre a irresponsabilidade individualista dos craques-celebridades, com seus cortes de cabelo extravagantes e festas vultosas, às vezes bizarras – com espaço para o protagonismo de jegues e anões – e uma moral disciplinadora, de inspiração neopentecostal, que ficou claramente exemplificada pelo regime de clausura imposto aos atletas brasileiros por Dunga durante a Copa de 2010. Ambas as facetas do nosso esporte são em boa parte produto histórico de um tratamento paternalista dado por dirigentes, técnicos e grande imprensa em relação aos atletas, e das distorções provocadas pelo mercado da bola.</p>
<p>Os técnicos comportam-se muitas vezes como chefes de produção nos clubes. O importante são os três pontos. Supervalorizados em seus cargos, montam esquemas táticos defensivos e apostam nos contra-ataques e nas jogadas ensaiadas de bola parada, com a justificativa de que não há estabilidade no cargo que ocupam. “Aqui é trabalho”, costuma dizer Muricy Ramalho, o principal expoente dessa maneira de conceber o futebol brasileiro atual, numa sentença sintomática.</p>
<p>Os clubes negligenciam as categorias de base, ou apostam nos talentos a partir de critérios de ordem física, como altura, peso, força etc. Muitos preferem as jogadas de marketing, com a contratação de ex-craques que pouco contribuem dentro de campo, mas ajudam a atrair patrocinadores e a vender camisas ou qualquer bugiganga relacionada à “marca”.</p>
<p>A atuação do Barcelona contra o Santos não foi um simples banho de bola ou uma humilhação esportiva. Evidenciou, na verdade, o dilema do nosso futebol com a suavidade de um bofetão no meio da cara. Não há uma mera “entressafra” de jogadores. Existe uma crise de concepção e de identidade futebolísticas.</p>
<p><em>Felipe Dias Carrilho é historiador e autor do livro Futebol, uma janela para o Brasil &#8211; As relações entre o futebol e a sociedade brasileira</em></p>
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		<title>Em São Paulo, a faxina urgente e necessária</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 13:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano de 2012 oferece ao eleitor brasileiro, ao eleitor paulista e ao paulistano em particular, a excelente oportunidade de iniciar uma providencial e necessária faxina no governo da cidade de São Paulo, e em 2014 no Palácio dos Bandeirantes, desalojando a gestão incompetente moradora há quase vinte anos no Palácio dos Bandeirantes e oito anos na cidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p>O ano de 2012 oferece ao eleitor brasileiro, ao eleitor paulista e ao paulistano em particular, a excelente oportunidade de iniciar uma providencial e necessária faxina no governo da cidade de São Paulo, e em 2014 no Palácio dos Bandeirantes, desalojando a gestão incompetente moradora há quase vinte anos no Palácio dos Bandeirantes e oito anos na cidade. Senão vejamos.</p>
<p>Confrontada com a sua indigência programática e com as sucessivas derrotas eleitorais nos últimos dez anos no plano federal, a atual oposição brasileira, aquela que majoritariamente se abriga sob as siglas do PSDB, DEM, PPS e agora do noviço PSD, cuja hipócrita defesa da alternância do poder não leva em consideração quando se trata de seus próprios interesses, tem que ser derrotada no Estado de São Paulo, sob o risco de o estado continuar a servir de estorvo ao espírito progressista assumido pelo país nos últimos anos. Tanto na capital em 2012, como no governo estadual em 2014.</p>
<p>E por quê? Pela simples razão de que essa oposição representa um perigo para o modelo desenvolvimentista brasileiro, para a soberania do país e para a própria democracia.</p>
<p>Começaria aí o verdadeiro sentido da faxina, quer do ponto de vista da alternância do poder, como tanto defendem em nível federal, quer do ponto de vista ético, com o desmonte de uma engrenagem viciada, com a limpeza das inúmeras falcatruas domésticas no estado, quando dezenas de CPIs são engavetadas na assembléia estadual e ignoradas pela mídia e que fariam destampar de vez o caldeirão do cinismo e da hipocrisia daqueles que já não têm alternativas a oferecer ao novo Brasil, a não ser as da sua própria incompetência.</p>
<p>Como afirmou o jornalista Mino Carta em recente simpósio em Salvador, “São Paulo é o estado mais reacionário da federação”. Sempre foi, aliás. Não há aqui o que contestar. Desde as famosas marchas em 1964 para não irmos mais atrás à História pátria, São Paulo continua sendo o depositário maior do espírito da Casa Grande em detrimento da Senzala. Provas da afirmação do jornalista, a qual endosso, vão se acumulando no dia a dia da política brasileira, ganhando patamares perigosos para o próprio exercício da democracia, repito, mesmo que ainda incipiente e tutelada, após os anos de ditadura.</p>
<p>É em São Paulo que se localiza o quartel general da direita brasileira, aquela que representa de fato o atraso, a submissão a interesses estrangeiros, aquela que não perde a sua formação aculturada, o seu preconceito contra pobres, negros e nordestinos, por exemplo, aquela que morde o próprio cotovelo de inveja ao não querer reconhecer que um metalúrgico sem diploma universitário, sem plumas e paetês, tirou o país da condição de devedor passando-o a emprestador internacional. Oposição no mais puro estilo quinta coluna.</p>
<p>É em São Paulo também que se localiza o centro mais reacionário da mídia corporativa que diariamente apostou suas fichas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos e agora continua a apostar contra o governo da presidenta Dilma Roussef na esperança de que possa encontrar motivos políticos para enfraquecê-la e preparar o terreno onde, numa eventual regresso ao governo federal, façam o Brasil voltar ao mercado de negócios e interesse escusos em que transformaram o país enquanto governaram, bem como o Estado de São Paulo que governam há anos e agora a capital do estado.</p>
<p>Tal qual na mitologia grega, o eleitor paulista entre outros tem que fazer um dos trabalhos de Hércules e ir cortando as cabeças da Hidra, tantos anos ignorada, e que insiste em renascer sob novos disfarces. Uma dessas cabeças, talvez a mais perigosa, reúne jornais, revistas e emissoras de televisão. Seu centro criativo e ideológico está em São Paulo, onde editoriais e jornalistas de aluguel destilam seus preconceitos ideológicos e sociais com o apoio do setor rentista, de grandes agências de publicidade, bancos, latifúndios muitos deles grilados, sucursais de empresas multinacionais, cujos interesses defendem sem qualquer escrúpulo e com a aceitação a conivência de grandes setores de uma classe média para fascista.<br />
<span id="more-10956"></span><br />
A promiscuidade desses atores do espectro econômico com seus representantes nas câmeras de vereadores, assembleias estaduais e principalmente em Brasília, através de lobbies com polpudas verbas nos bolsos vai, a cada ano que passa, transformando São Paulo numa peça cada vez mais encardida e rançosa no mapa político do país nesse início de século XXI, com o arcabouço administrativo da cidade e do estado engessado pela concepção econômica neoliberal e pela mesmice de quadros políticos que têm um olho político em nosso passado ditatorial e outro, econômico, na possibilidade de amealhar grandes fortunas no uso de tecnologias do futuro e não só, num jogo que beneficia os governantes de plantão e os seus apaniguados mais próximos.</p>
<p>Nesse audacioso jogo de assalto ao patrimônio público, onde o exercício da política quase que anula a procura pelo bem estar da coletividade, não é difícil enxergar, cada vez com maior nitidez os fios trançados entre os já nem tanto obscuros interesses econômicos e políticos da imprensa das quatro famiglias (Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias), onde não se descarta sempre a possibilidade de um hipotético, mas não de todo imprevisível golpe de estado, não aquele tradicional com soldados na rua, fechamento do Congresso, toques de recolher, etc., mas um golpe que, sob certo aspecto, é mais perverso: o da desinformação, quando não da repetição pura e simples de uma suposição, de uma acusação irresponsável ou mesmo de uma mentira.</p>
<p>Nesse aspecto, o impressionante e minucioso relato contido no livro PRIVATARIA TUCANA do jornalista Amaury Ribeiro Jr. não deixa dúvidas quanto à necessidade do eleitor paulista e paulistano darem início àquela que seria a verdadeira e necessária faxina para que o país iniciasse nova jornada de recuperação ética. Arrumar a casa em São Paulo e dar o exemplo para o resto do país, pois o denuncismo seletivo e irresponsável que emana de certas redações paulistas recebeu agora um duro golpe, pois aqui não se trata de denúncia sem provas.</p>
<p>São tantas as denúncias de práticas criminosas nos anos 90 que fica difícil escolher qual a mais impressionante. Contudo, é curioso ver que os principais beneficiários, econômicos e políticos, são paulistas, o que não vem a ser exatamente uma coincidência, mas um jogo perverso pela manutenção do poder político, e o pior deles: o poder de assaltar o patrimônio público.</p>
<p>No meu entender, o eleitor paulista e paulistano têm o dever de fazer uma assepsia ética e política das mais rigorosas, desinfetando o Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura da Capital e devolvendo o Estado de São Paulo ao leito do novo país que começa a se erguer na América Latina e no mundo. Não se trata de comparar corrupções onde as houver, mas de combatê-las com o rigor da lei quando provadas.</p>
<p>E provas não faltam na PRIVATARIA TUCANA, provavelmente a mãe de todas as corrupções entre nós nos últimos anos pós ditadura. Nada mal que se pense numa CPI da Privataria, pois além dela convocar – com toda certeza – a juízo público os principais personagens da dilapidação de grande fatia da riqueza nacional para que expliquem o que fizeram, é muito provável que surjam sólidos motivos jurídicos para se pensar em uma ação de recuperação para o Estado de uma empresa como a VALE, por exemplo. Isso sem falar na necessidade de se estabelecer maior rigor na defesa de nossa soberania e na urgente reforma da Lei de Imprensa. Com a palavra o Brasil progressista e genuinamente democrático.</p>
<p><em>Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É  autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE  RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS,  Editora Caros Amigos. </em></p>
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		<title>Trabalhadores marcham por moradia e trabalho</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 16:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Pomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundos do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Na pauta: desapropriações]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), o Movimento das Fábricas Ocupadas e os Sem Terras de Campinas realizam hoje (8/12) um ato público na Avenida Paulista por uma política nacional de desapropriações e outras reivindicações relacionadas ao direito a moradia digna e ao trabalho. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Trabalhadores sem teto pedem desapropriações que assegurem moradia e trabalho</strong><br />
<em>Por <span style="color: #ff0000;">Pedro Pomar</span></em></p>
<p>O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), o Movimento das Fábricas Ocupadas e os Sem Terras de Campinas realizam hoje (8/12) um ato público na Avenida Paulista por uma política nacional de desapropriações e outras reivindicações relacionadas ao direito a moradia digna e ao trabalho. Estava prevista uma marcha do MASP até o escritório de representação da Presidência da República em São Paulo (na esquina de Paulista e Augusta). Reproduzo a seguir os principais trechos do documento divulgado por eles:</p>
<p><em>O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da fábrica sob o controle dos trabalhadores Flaskô e militantes sem terra de Campinas realizaram, no dia 12 de novembro, um encontro no qual foi discutido a necessidade de articulação e organização da luta conjunta dirigida ao governo Federal.  Essa ação tem o objetivo de apontar as desapropriações como medidas urgentes da pauta de luta desses movimentos.</p>
<p>A fábrica Flaskô está ocupada há 8 anos e os trabalhadores lutam para manter seus empregos. Têm sofrido diversos ataques por parte do Governo e da Justiça em função das dívidas deixadas pelos antigos patrões. Os trabalhadores têm mantido a fábrica aberta e em funcionamento, mas sob ataques cada dia maiores. Por isso, é necessário que o Governo desaproprie a fábrica e a coloque sob o controle dos trabalhadores. É necessário que o governo desaproprie o terreno onde se construiu a Vila Operária regularizando as moradias. É necessário que o governo desaproprie os galpões da Fábrica de Cultura e Esporte consolidando um verdadeiro centro cultural público e sob o controle dos trabalhadores da arte e cultura. A desapropriação é a forma de reaver o que os patrões não pagaram garantido os empregos, as moradias e a cultura.</p>
<p>Nas cidades, as ocupações Zumbi e Dandara do MTST mostram a disposição de luta dos trabalhadores por suas moradias, mas esbarram na falta de terrenos. É hora de acabar com a especulação imobiliária desapropriando terrenos para construção das moradias para as famílias. No campo é necessário desapropriar as terras para a reforma agrária popular e sob o controle dos trabalhadores.</p>
<p>Tarefas urgentes estão colocadas para os trabalhadores da cidade e do campo:</p>
<p>·  No campo, o governo não deu nenhum passo para a mínima aplicação da constituição desapropriando as terras para a reforma agrária e entrará para a história como não tendo realizado nenhum assentamento no primeiro ano de governo. </em> <em></p>
<p>·  Nas cidades, as famílias não têm onde morar e pouco se fez no sentido de aplicar as leis, como o estatuto da cidade, que prevê a desapropriação de terras para a moradia de interesse social.</p>
<p>· Na fábrica ocupada Flaskô, os ataques se ampliam por parte do governo e nenhuma medida concreta é adota no sentido de salvar os empregos.</p>
<p>· Nas fábricas, prossegue o processo de ataques aos direitos dos trabalhadores, com terceirizações e fechamento de unidades produtivas, como resultado a internacionalização das empresas para os patrões ganharem bilhões, tudo com dinheiro publico do BNDES.</p>
<p>· A criminalização dos trabalhadores na cidade e no campo a cada dia é maior. Não podemos aceitar as ameaças ao militantes, os processos criminais e mais do que isso os assassinatos que prosseguem.</p>
<p>Por isso, e sabendo que é necessário construir a unidade na luta, decidimos organizarmos um ato unitário em 8 de dezembro no MASP em São Paulo para apresentarmos nossa pauta de reivindicações.</p>
<p>- Por uma Política Nacional de Desapropriações!</em> <em><br />
- Contra os despejos e remoções! Contra os crimes da Copa 2014!<br />
- Desapropriação já da fábrica ocupada Flaskô!<br />
- Desapropriação já pelas moradias da acampamento Dandara e Zumbi!<br />
- Desapropriação já por reforma agrária da área do Sítio Boa Vista em Americana – SP!<br />
- Não à criminalização dos Movimentos Sociais.</p>
<p>Movimento das Fábricas Ocupadas</em> <em><br />
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)<br />
Sem Terras de Campinas</em></p>
<p>*<em>Pedro Pomar é jornalista, editor da Revista Adusp e doutor em ciências da comunicação.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Quem ri por último&#8230;</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/quem-ri-por-ultimo.html</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 19:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Izaías Almada A tese da Folha* A antítese do livro A síntese da história * A ficha aqui reproduzida foi publicada pela Folha de S. Paulo em 2009, entretanto o jornal não comprovou a autenticidade do material e diversos indícios indicam que seria uma montagem. Sobre o episódio, leia mais aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p><strong>A tese da Folha</strong>*</p>
<p><strong><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ficha-falsa1.jpg" rel="lightbox[10810]"><img class="size-medium wp-image-10809 alignnone" title="Ficha falsa da Dilma" src="http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ficha-falsa1-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a></strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>A antítese do livro</strong></p>
<p><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/julgamento.jpg" rel="lightbox[10810]"><img class="size-medium wp-image-10811 alignnone" title="Dilma em julgamento" src="http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/julgamento-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /></a></p>
<p><strong>A síntese da história</strong></p>
<p><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/newsweek.jpg" rel="lightbox[10810]"><img class="size-medium wp-image-10812 alignnone" title="Capa da revista Newsweek" src="http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/newsweek-227x300.jpg" alt="" width="227" height="300" /></a></p>
<p>*<em> A ficha aqui reproduzida foi publicada pela Folha de S. Paulo em 2009, entretanto o jornal não comprovou a autenticidade do material e diversos indícios indicam que seria uma montagem. Sobre o episódio, leia mais <a href="http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/rumo-ao-esgoto-folha-publicaria-ficha-do-serra.html">aqui</a></em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mídia e capitalismo: o canto do cisne</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/o-canto-do-cisne.html</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 12:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Despolitização]]></category>

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		<description><![CDATA[O homem é um ser político por natureza. Toda sua ação é política, mesmo quando se diz apolítico ou se nega a reconhecer a política nas relações humanas. Não é por acaso que muitos, a mídia em particular, tentam cotidianamente despolitizar toda e qualquer questão relevante. Despolitizar é criar confusão, insegurança, preconceitos. Despolitizar é dividir para continuar reinando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p>A vida já me concedeu, como imagino que a muitos dos leitores também, ser testemunha de alguns fatos políticos importantes no Brasil e no mundo. Testemunhei, por exemplo, como outros milhares de compatriotas, e ainda menino, parte da campanha “O Petróleo é Nosso”, o suicídio de Vargas e a comoção nacional de seu suicídio, o governo desenvolvimentista e ousado de Juscelino Kubitscheck, o golpe civil/militar de 1964 contra o governo legal de João Goulart, o AI-5, a luta armada da esquerda revolucionária contra a ditadura, da qual participei.</p>
<p>Li sobre a emblemática revolução cubana e de seus heroicos líderes Fidel e Che, sobre o final da guerra da Coreia, sobre a invasão norte americana do Vietnã em substituição aos franceses, sobre Mao Tse Tung e a Guarda Vermelha, o Maio de 68 na França, a chamada primavera de Praga. Essa lista, dos anos 80 para cá, seria ainda enorme&#8230; E talvez até maçante para o leitor.</p>
<p>Embora ainda existam pessoas que pensem o contrário, o homem é um ser político por natureza. Toda sua ação é política, mesmo quando se diz apolítico ou se nega a reconhecer a política nas relações humanas. Não é por acaso que muitos, a mídia em particular, tentam cotidianamente despolitizar toda e qualquer questão relevante que diga respeito à luta daqueles que ainda acreditam numa mudança de rumos para o mundo em que vivemos. Despolitizar é criar confusão, insegurança, preconceitos. Despolitizar é dividir para continuar reinando.</p>
<p>O avanço e a sofisticação dos meios modernos de comunicação, e aqui o exemplo mais fascinante fica por conta da internet, obriga o homem contemporâneo a um exercício constante e atento de tudo que se passa à sua volta, sob pena de que se perca o sentido da civilização e assim nos afundarmos em poucas horas nas trevas da barbárie.</p>
<p>O propósito com que escrevo esses primeiros parágrafos é chamar a atenção do leitor para que, ao organizar sua agenda de informações, leve em conta não só a agilidade com que elas acontecem, mas também que deixe a sua sensibilidade e o seu espírito crítico funcionando como antenas de um momento histórico importante, polêmico, armadilhado com inúmeras falácias e – sobretudo – resvalando para o perigoso terreno de um fascismo revisitado. De um fascismo moderno, travestido de falsas opiniões científicas ou sustentado por uma democracia enganosa, de aparências, onde o cidadão comum tem a ilusão de que ao votar de quatro em quatro anos está exercendo a sua liberdade de escolha nos que “dirigirão” o seu país, o seu estado, a sua cidade. Ou que de fato  todos exercemos livremente nossa liberdade de opinião e pensamento.</p>
<p>Dou aqui dois exemplos, um internacional e outro caseiro:</p>
<p>1 – O vergonhoso e criminoso plano de invasão do Iraque sob o pretexto de que aquele país possuía armas de destruição em massa. Provou-se que era tudo mentira fabricada nos escritórios da Cia e do Departamento de Estado norte americano. O mesmo esquema de dúvidas e mentiras parece agora estar sendo construído contra o Irã, sob o pretexto de aquele país tem intenções de fabricar armas nucleares. E se tiver? Os que acusam, em particular EUA, Inglaterra e Israel, não possuem armas nucleares em profusão? Uns podem e outros não? Por quais motivos?</p>
<p><span id="more-10725"></span></p>
<p>2 – O ridículo e falsamente consciente vídeo gravado por menininhos e menininhas (algumas nem tanto) globais em oposição à construção da Usina de Belo Monte, aonde os argumentos sequer chegariam a empolgar uma discussão de bêbados de botequim, mas com o firme propósito de aproveitar aquilo que consideram a popularidade tele noveleira para dar credibilidade a argumentos falaciosos contra uma obra que ajudará o país a criar energia condizente para o seu desenvolvimento atual.</p>
<p>A mídia internacional e a nacional, em particular, movimenta-se no perigoso e delicado terreno da desinformação, da divulgação de meias verdades ou mesmo de mentiras, da tentativa de desmoralização daqueles que ainda ousam discordar das maravilhas do capitalismo ou daqueles que procuram criar alternativas ao desmantelamento lento, gradual e progressivo de um sistema econômico que já mais nada tem a oferecer à humanidade, a não ser o seu canto do cisne.</p>
<p><em>Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos. </em></p>
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