Mundos do Trabalho

PEDRO POMAR é jornalista, editor da Revista Adusp e doutor em ciências da comunicação.


  • Trabalhadores reagem aos abusos em Jirau

    A revolta dos trabalhadores do canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, foi um dos acontecimentos mais importantes dos últimos tempos no Brasil, em matéria de luta dos assalariados. Uma das empreiteiras contra as quais se insurgiram os peões é uma antiga conhecida dos brasileiros, por seu envolvimento em escândalos: a Camargo Corrêa.

  • Paralamas do Sucesso (e do trabalho)

    Que trabalho, que nada! No início de fevereiro, intimado por minha esposa e uma amiga, assisti a um show do Paralamas do Sucesso em Ribeirão Preto. À formação tradicional da banda (Herbert Viana, João Barone e Bi Ribeiro) juntaram-se três outros músicos (João Fera, Bidu Cordeiro e Monteiro Jr.) e com isso tivemos, além de baixo, guitarra e bateria, também saxofone, trombone e teclados e pandeiros, de vez em quando.

  • Mínimo salário e máximas expectativas

    A vitória do governo na votação do novo valor do salário-mínimo pelo Câmara dos Deputados (545 reais), com “enquadramento” dos deputados do PT e partidos aliados que defendiam valor mais alto (580 reais, ou 560), fez lembrar um momento desastroso da primeira gestão de Lula, aquele em que se realizou a reforma do sistema previdenciário do funcionalismo público.

  • Chagas do Brasil: senhores de escravos

    por Pedro Pomar “Chaga” é uma palavra antiga, quase em desuso. É bem mais forte, porém, do que “ferida”, pois parece conter uma carga simbólica que esta não tem. Pois bem: dentre as chagas da sociedade brasileira, três talvez sejam as mais denunciadoras do nosso subdesenvolvimento (este vocábulo, embora bem mais recente, soa como completamente [...]

  • Greve no setor aéreo seria justa e legítima

    No noticiário, começaram a aparecer notícias de piquetes de trabalhadores aeroviários mobilizados em busca de suas reivindicações. Os aeroviários são os “carregadores de piano” do setor aéreo. Aviões de passageiros dependem de pilotos para voar em segurança, mas o transporte aéreo não funcionaria sem o pessoal de terra. Ocorre que os pisos salariais dessa turma são ridículos.

  • Dilma e a agenda dos trabalhadores

    A vitória da candidata Dilma Roussef confere ao Partido dos Trabalhadores seu terceiro mandato presidencial consecutivo. Diferentemente, porém, das eleições de 2002 e 2006, desta vez a candidatura petista contou com respaldo não apenas da CUT, mas de quase todas as centrais e correntes sindicais importantes, inclusive a Força Sindical e outras historicamente vistas como pelegas (por sua adesão a propostas patronais ou de governos conservadores).

  • Produtivismo acadêmico e Síndrome de Burnout

    A chamada reestruturação neoliberal do capitalismo afetou, em maior ou menor grau, todas as categorias de trabalhadores, e não só os situados na produção industrial. Os chamados “trabalhadores intelectuais”, como os jornalistas, os professores e outros assalariados, também sofreram o impacto das mudanças destinadas a maximizar os lucros do capital, reduzir a massa salarial, apoderar-se dos fundos públicos, quebrar a solidariedade entre os trabalhadores etc.

  • Interditar o interdito proibitório!

    Um dos “efeitos colaterais” da implantação do neoliberalismo no Brasil, nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, foi a adoção de medidas duríssimas contra os sindicatos de trabalhadores, por parte dos governos e dos patrões. O próprio FHC inaugurou a moda, ao despachar tanques do Exército para as refinarias, já no primeiro ano de seu mandato inicial, em 1995.

  • Um ano sem o diploma de jornalista (e a mídia só faz piorar)

    Faz um ano que o Supremo Tribunal Federal cassou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. A decisão representou um dos pontos mais baixos da história da instituição que deveria ser, em tese, a mais preparada para ministrar a justiça em nosso país. O patronato, pela voz de seus representantes mais célebres — Organizações Globo, Editora Abril, Folha de S. Paulo, Estadão, Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) — aplaudiu.

  • Dominação e subjetividade

    Como lidar com a subjetividade dos modernos trabalhadores brasileiros? Será que as manhas do capital conseguiram enfeitiçá-los definitivamente? Trata-se de um desígnio do rearranjo mundial das forças produtivas, do qual não há fuga possível? Evidentemente, poderemos encontrar diferentes respostas para tais perguntas. A primeira delas é que a História não acabou, portanto esse marasmo que vivemos desde o início dos anos 1990 poderá sofrer uma reversão. Mas o que pretendo aqui é simplesmente apontar algumas pistas disponíveis no trabalho denominado “A Vida Precária: bases para a nova submissão”, de autoria do sociólogo Antonio David Cattani, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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