Estados Unidos e Wikileaks: a democracia fugiu de controle?

publicada terça-feira, 07/12/2010 às 09:00 e atualizada terça-feira, 07/12/2010 às 09:59

por Izaías Almada

Um curioso artigo do jornalista espanhol Pascual Serrano publicado em “El Periódico de Catalunya” e reproduzido no site www.rebelion.org levanta uma questão interessante provocada pelos milhares de telegramas vazados pelo site Wikileaks na internet, mas que – de algum modo até intrigante – ultrapassa a polêmica criada na imprensa mundial diante do volume e do conteúdo ali exibidos.

por Josetxo Ezcurra

Diz Serrano na introdução do seu texto que o fenômeno Wikileaks tem monopolizado numerosas análises e reflexões sobre o futuro da informação, da internet e da própria difusão de notícias. É natural. Como o direito à informação e à liberdade de imprensa se constituem em pilares, entre outros, da democracia tal qual a conhecemos e é praticada em boa parte do mundo ocidental, chama a atenção o fato de que parece se configurar com maior nitidez uma verdade que a hipocrisia de muitos ‘democratas’ procura esconder e maquiar há algum tempo: afinal existem informações e… informações. Como também existem concepções diferentes sobre a liberdade de imprensa.

Quando um país, como os Estados Unidos da América, apóia um golpe de estado contra um governo democraticamente eleito, o último exemplo é a deposição do presidente Manuel Zelaya em Honduras (mas a lista é imensa só nos últimos 50 anos), é justo encobrir ou negar essa informação? Em nome de quê? De quem? E a liberdade de imprensa onde é que fica? Os chamados segredos de estado só pesam em um dos pratos da balança?

Não é por acaso que o pensador e lingüista Noam Chomsky declara, a propósito dos recentes vazamentos no Wikileaks, que os governantes norte americanos tem profundo desprezo pela democracia, essa mesma da qual se orgulham e querem impor ao mundo através da força.

Muito a propósito, vejamos as recentes declarações do atual embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em artigo escrito para o jornal Folha de São Paulo no dia 2 de dezembro passado: “O presidente Obama e a secretária de Estado Hillary Clinton decidiram dar prioridade à revigoração das relações dos EUA no mundo.

Ambos têm trabalhado com afinco para fortalecer as parcerias existentes e construir novas parcerias no enfrentamento de desafios comuns, das mudanças climáticas e da eliminação da ameaça das armas nucleares até a luta contra doenças e contra a pobreza.”

Obedecendo à orientação de Washington para minimizar os telegramas wikis, o blá, blá, blá retórico de Thomas Shannon é vazio de significado prático e recheado de conteúdo cínico. No contexto da América Latina, quais seriam esses desafios, senhor embaixador? O combate ao narcotráfico, por exemplo? Mas qual é o maior país consumidor de drogas pesadas no mundo e, portanto, grande sustentáculo do narcotráfico internacional, segundo relatórios da ONU? Os Estados Unidos da América. Qual o volume de dinheiro do narcotráfico branqueado em bancos norte americanos? Em termos mundiais, já ultrapassa a casa dos 400 bilhões de dólares por ano.

Quanto às mudanças climáticas, é sabido que até a presente data o país do Sr. Shannon ainda não assinou o Protocolo de Kyoto, criado em 1997 com o objetivo de reduzir a produção de gases poluentes, sendo os EUA o país que mais polui o meio ambiente mundial. Dispenso-me de comentar sobre o cinismo da “eliminação da ameaça de armas nucleares”. Repito aqui apenas a velha e surrada pergunta: por quê os EUA não dão o exemplo e começam a destruir o seu próprio arsenal nuclear? Sobre a luta contra a doença e a pobreza, o Sr. Shannon deveria olhar para dentro de seu próprio país e ver os estragos causados no sistema de saúde privatizado, tão bem avaliado pelo cineasta Michael Moore; ou avaliar o atual nível de desemprego e pensar nos imensos guetos de miséria espalhados pelo país, sobretudo entre afros descendentes e hispânicos.

O ainda referido artigo publicado na FSP é uma catilinária de parvoíces, eivada de frases vazias, mas sempre com aquela pontinha de arrogância com a qual os “nossos irmãos do norte” se acostumaram a tratar o mundo. Prestem atenção nessa simples e emblemática frase do embaixador norte americano no Brasil sobre os telegramas do Wikileaks, eivada de arrogância e ‘espírito democrático’: “Uma ação cuja intenção é provocar os poderosos pode, em vez disso, pôr em risco aqueles que não têm poder.” Ou seja: nós, os poderosos (leia-se EUA), se provocados, podemos pôr em risco os que não tem poder (o resto do mundo).

Mas é exatamente isso o que seu país já faz, senhor embaixador, com ou sem o Wikileaks. Como é que ficam os assassinatos de civis no Afeganistão e no Iraque? Quantos idosos, mulheres e crianças já morreram para receber (custa-me mais uma vez engolir o cinismo) a velha e empoeirada democracia de Abraham Lincoln? O que significa enviar dez mil soldados armados até os dentes para uma ajuda humanitária ao Haiti?

Volto agora ao jornalista Pascual Serrano. Sobre o debate entre defensores e críticos para saber se o site de Julian Assange comete uma irresponsabilidade com a e circulação de informação secreta, o jornalista espanhol considera que há uma simplificação do tema e que o modus operandi do próprio Wikileaks vem demonstrando que o assunto é mais complexo.

Serrano, sem mostrar duvidas quanto à veracidade dos tais telegramas, levanta a enigmática hipótese de se saber a razão pela qual, de início, o Wikileaks ofereceu de forma privilegiada e com exclusividade 250.000 documentos a cinco grandes meios de comunicação mundial, The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El País. Tais órgãos de informação divulgaram em seguida que tinham “autonomia para decidir sobre a seleção, valoração e publicação das informações que afetassem a seus países (EUA, Grã Bretanha, Alemanha, França e Espanha).

Portanto, e ainda segundo Serrano, a conivência entre o Wikileaks e o cartel criado entre esses cinco órgãos de comunicação, é absoluta. E conclui: “Não sei se a origem do site Wikileaks era limpa e honesta. O que parece claro, contudo, é que está se convertendo num objeto domesticado, a ponto de o primeiro ministro de Israel Benjamim Netanyahu afirmar que os documentos dão razão ao seu governo ao valorizar a ameaça iraniana”.

Os vazamentos Wikileaks significariam o simples desnudamento da diplomacia de intimidação e espionagem colocadas em prática por Washington, tornando explícito para o mundo aquilo que muitos já sabiam ou desconfiavam? Criam constrangimentos para o complexo industrial/militar e as grandes corporações capitalistas ou, ao contrário, significam uma nova e sofisticadíssima forma de contra-informação digna de um filme de Hollywood?

O atual líder republicano no senado norte americano, Mitch McConnell, declarou em entrevista para a rede de televisão NBC que Assange é “um terrorista de alta tecnologia”. O dano causado aos EUA é enorme e, segundo o senador, Assange deve ser julgado com todo o peso da lei. Se por acaso isso causar problemas legais, “muda-se a lei”, completou McConnell. Parece que desde a eleição de Bush filho, quando se fraudou a lei no estado da Flórida para sua eleição, ou mesmo bem antes, quando John Kennedy foi assassinado, a democracia norte americana vem mudando algumas de suas leis a fim de se manter como sendo a democracia exemplar para o resto do mundo.

Ainda é cedo para maiores projeções nessa ou naquela direção sobre os telegramas wikis ou sobre o papel representado por Julian Assange. Uma coisa é certa. A pergunta que se configura aos poucos e que o confronto entre a força avassaladora da nova informação eletrônica e a da velha mídia mundial a serviço do poder hegemônico do capitalismo nos coloca é a seguinte: a democracia representativa burguesa está fugindo ao controle de quem a tutela?

Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).

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40 Comentários

40 Comentários para “Estados Unidos e Wikileaks: a democracia fugiu de controle?”

  1. Paulo França disse:

    Precisamos de um novo paragdima da tecnologia. Se formos pensar o alcance da informação há dez anos, realmente somos uma criança no ponto máximo que podemos chegar. Lembrei-me, pe, do enforcamento de Saddam Husseim…”um espião” com um celular levou ao mundo o que era pra ficar nos porões da execussão.

  2. Wagner Ferraz disse:

    Não tenho dúvidas sobre isso: As informações podem ser facas de dois gumes sim, porém o que observamos é a total incapacidade dos EUA de asfixiar as vozes que sempre tiveram razão.
    Os EUA são a Roma atualizada, com tentaculos nos pontos estrategicos do mundo. A mídia mundial (especialmente a brasileira) tem fortes acordos com setores americanos de “pregação da verdade”, da “democracia de direito”. Sabem muito bem concialiar o jogo com a mídia mundial.
    Aqui no Brasil, setores de partidos politicos como DEM, PPS, PSDB aprofundaram esse viés, sabem que o mundo caminha para rebelar-se, caminha para “a carta de abolição da escravatura mundial” e o trabalho americano foi muito bem feito.
    O que podemos perceber no texto acima é justamente a criação de mecanismos para desnudar esse jogo.
    EUA praga do mundo!
    Att.
    Wagner Ferraz
    Vitória da Conquista – Ba.

  3. Marcos disse:

    Rodrigo, o WikiLeaks está prestando um enorme favor ao mundo ocidental. O debate sobre liberdade de imprensa e de expressão – e sobre democracia – ganhou um novo patamar. Além disso, a pauta dos blogueiros progressistas passa a ser debatida a partir de um questionamento global sobre o papel da imprensa e de seus veículos. A própria cobertura do ‘mainstream’ sobre o caso Assange está mostrando aos leitores que os grandes grupos globais de comunicação jogam um papel “enviesado”…

  4. sergio disse:

    Democracia vetusta numa república de bananas.Isso é EUA.

  5. reinaldo bordon carletti disse:

    eu acredito que as coisas mais pesadas que estão por vir,serão publicadas por quem efetivamente não o traiu…pois de bobinho, o menino não tem nada!e segundo nostradamus,a era de paz definitiva esta por vir, portanto essa arrogancia americana tambem esta no fim!!
    reinaldo carletti

  6. lcsouzaleal disse:

    Parece brincadeira, mas agora o jornal O GLOBO também tem acesso interal aos mais de 2mil telegramas enviados por Embaixadas no Brasil…FSP & o GLOBO. Só o supra-sumo da informaçao

    “Agora, o Wikileaks vai trabalhar em parceria com dois dos maiores jornais do país – a Folha e O Globo.

    Wikileaks é uma organização pequena (embora grande), não tem condições de realizar todo o jornalismo sozinho. Contamos com os dois jornais para nos ajudar a narrar essa importante história.”

    http://operamundi.uol.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1315

    • Fernanda disse:

      O que é bom, a gente mostra, o que é ruim, a gente esconde… lembra disso???
      Agora vamos ficar reféns, além do TIO SAM, da FSP e da GLOBO?
      Vai chegar o momento da nova ordem mundial… é inexorável…

    • Lucio Dias disse:

      Meu caro, vc está contando com esses dois jornais para publicar e comentar o Wikiliks? Fala sério.

  7. Rogério Neibert Bezerra disse:

    Todo império tem o seu crepúsculo.
    Que, quase sempre terminam “atirando”…
    Chega de míqueis e donaldes, né senhores?
    O mundo é maior que róliude!

  8. Cláudio Freire disse:

    Como sempre, o pessoal que se mostra indignado (embaixador dos EUA e outros) discute a forma mas não discute o conteúdo. Ou seja, podem ser arrogantes mas não pode ficar explícito que são arrogantes.
    Cinismo puro.

  9. Luisa disse:

    Numa aula de antropologia, o professor disse uma coisa muito interessante: não sei qual o caminho a seguir, mas certamente, a humanidade o encontrará, mas este modelo que aí está, está provado que não persistirá por muito tempo, os males são por demais intensos e gradativos. Em nenhum momento da História Humana, não há notícia de que a sociedade não tenha se rebelado e aqui, rebelar no sentido de pensar uma saída diferente. Mas este modelo de dominação que aí está não persistirá por muito tempo.

    Talvez estejamos vivendo momento de novas conjunturas que requerem transformações que sequer temos ideia de como se darão, por mais previsível que sejam a Ciência e o capitalismo. Num mundo de informações rápidas e simultâneas e culturas díspares, encontrar um bom senso com o discurso americano, que todos já conhecem está mostrando a cada dia que este poder tende a diminuir. É preciso pensar um mundo mais multiplural, multipolar e multieconômico. Padronização de religões, culturas, economias, só na cabeça de americano, o mundo é por demais plural para um pensamento único.

    • Emília disse:

      Bem lembrado, Luisa. A natureza levou, e ainda leva, milhões de anos para criar cada ser vivo diferente um do outro, mas o “homem” insiste em padronizar e, o pior, se coloca como modelo-padrão.

  10. Aposto que se tivessem vazados esses segredos da Venezuela, Bolivia, Equador ou Brasil o senhor estaria todo ouriçadinho falando contra estas informações..

    ta faltando integridade intelectual aqui hein?

  11. Eason Nascimento disse:

    Os desmandos americanos pelo mundo, fato que sempre foi do conhecimento público, ficou mais patente agora com este volume de informações divulgadas pelo wikileaks. O rei ficou nu e não foi sozinho. Muitos “vassalos” se desnudaram juntos.
    http://easonfn.wordpress.com

  12. Anarquista Lúcida disse:

    Enquanto o autor desse texto fica lançando suspeitas sobre o Wikileaks, Assange está sendo caçado pela Interpol, acusado de estupro por nao usar camisinha, etc, etc e tal. Só isso já prova a confiabilidade do cara.

  13. Gilson Raslan disse:

    O criador do site Wikileaks, Julian Assange, entregou-se à polícia ingleza, atendendo a um mandado de prisão expedido pelas autoridades suecas.
    O crime que ele cometeu? Relações sexuais sem camizinha.

  14. sam disse:

    Imaginem se fosse o Governo de Cuba?

    Imagina se fizessem metade disso com aquela blogueira que comprovadamente é agente de washigton???

    2 pesos

    2 medidas na ordem mundial

    um mundo melhor é possível

  15. Luís Braga disse:

    Texto espetacular!

  16. mineiro disse:

    isso prova o que todo mundo ja sabia, o eua quer dominar , destruir , todas as democracias do mundo , e principalmente aquelas que nao é subserviente a esses desgraçados malditos . principalmente a america latina que sempre foi alvo facil desses desgraçados malditos que sempre tramou golpes de estados nas escuras com o intuito de acabar com o comunismo , mas isso sempre foi um pano de fundo para a dominaçao. quantos paises esses calhordas prejudicou , aqui no brasil so para ter um exemplo , a ditadura que acabou com o brasil e matou muita gente , é essa a democracia desses desgraçados , malditos dos quintos dos infernos . claro sempre contando com os traidores da patria ontem e hoje. haja vista agora o jombim traidor safado , sempre vai ter gente dessa laia , para vender o seu proprio pais , o povo e imprensa do bem que tem extirpar essa cancer . e tambem o pig maldito que sempre polsando de coitadinho , a imprensa nunca foi a favor da democracia , eles sempre defendeu o imperio e o golpe de estado e a dominaçao e mais nada.

  17. Remindo Sauim disse:

    O título do texto resume tudo. Os americanos querem a democracia somente para seus ricos e poderosos.

  18. Emília disse:

    - Sempre com aquela pontinha de arrogância com a qual os “nossos irmãos do norte” se acostumaram a tratar o mundo. -
    É mais ou menos assim que os “sulistas” tratam os “baianos”.
    Os americanos são democráticos quando lhes interessa ser, e são ditatoriais quando lhes interessa ser. Sempre visaram e sempre visarão os interesses da elite americana. Essa manipulação acontece desde a segunda guerra, pelo menos a nível mundial. Mas, quem realmente manda no mundo hoje, são os magnatas das comunicações. São eles quem santificam o diabo e colocam santo no inferno. Só não vê quem não quer.

    • Jésus Araújo disse:

      “A América não tem amigos,tem interesses”. Esta frase já foi proclamada explicitamente várias vezes por chanceleres de governos estadunidenses. Idiota quem acredita na boa vontade e generosidade dos EUA. Sobre as intervenções americanas desde a fundação dos EUA até 1930 há um livro famoso e quase desconhecido, de Eduardo Prado (a primeira edição foi confiscada pelo governo brasileiro, a segunda feita na Inglaterra; uma terceira edição saiu há uns 5 anos). É uma leitura edificante. Falta atualizá-lo.

  19. Gilvan Miranda disse:

    Quem pensa que não existe ditadura na democracia? Os fatos demonstram. Os EUA representam hoje esse tipo de “ditadura do poder dominante”. A democracia do Norte “dita” normas para o resto do mundo. “Democraticamente” se armou de todas as formas para isso, apoderou-se, financiou-se. Não seria isso imposição de força? O nome desse tipo de “democracia” é ditadura, ou na melhor das hipóteses uma demagogia poderosa. Quem, portanto, irá salvar o mundo?

  20. Cecéu disse:

    Prezado Rodrigo, o que mais espanta é o tom desses “telegramas”. Um verdadeiro desastre. Não é coisa de embaixadas de um país sério. Não são relatórios com análises aprofundadas acerca de pontos sobre política, cultura e economia que envolvam os interesses legítimos de um determinado país. São coleções de fofocas rasteiras e mal costuradas. Fazem pensar que tais embaixadores se comportam como antigos governadores coloniais de territórios remotos, calçam botas empoeiradas, usam slaks e bermudas e estendem os pés sobre um velho birô, debaixo de um sonolento ventilador de teto.

  21. francisco pereira neto disse:

    Todos aqueles que históricamente defenderam e ainda defendem os EUA como o país mais democrático do mundo, cometeram e cometem um erro monumental.
    A idolatria mundial pelo “american way life” não passa de acesso utópico dos países miseráveis que inadvetidamente sempre serviram de escada para o bem estar norte americano.
    Os governantes e as elites desse país trabalharam ao longo dos tempos de maneira sub-reptícia, ao deixar a ilusória impressão que qualquer país periférico um dia poderia ter o mesmo grau de bem estar do seu povo.
    O exemplo mais clássico dessa empulhação foi a Aliança para o Progresso, criado em contra posição ao sucesso da revolução cubana.
    Nos dez anos que funcionou esse programa foram destinados para os países da América Latina (objetivo do programa) a “assombrosa” quantia de 20 milhões de dólares.
    O que o programa oferecia?
    Só migalhas. Por exemplo, leite em pó, a exemplo de como os portugueses fizeram ao chegarem ao país que iludiam os nossos indios com quinquilharias para poderem aliciá-los para o trabalho escravo.
    O governo e a elite norte americana são perversas, egoístas. Chego ao limite de dizer que são uns degenerados mentais, não diferente da personalidade hitleriana.
    Uma pretensa boa ação desse país, não me engana.
    Infelizmente não é o pensamento da maioria dos brasileiros e todo o resto latino americano.
    Parece que algo está mudando.
    Oxalá!

  22. Henrique disse:

    Democracia não se faz com defraudadores!
    Democracia se faz com a realidade social de um povo!

  23. Regina disse:

    BOMBA…A Babilônia vai cair…de quatro,no chaõ e o Império do tea party vai junto.Até nas questões climáticas do GORE há profundas chantagens…Leia o pesquisador LUIZ CARLOS MOLION e como ele fala da sacanagem americana no caso do CFC…agora,comprovado pelo Assange…Falando dele…ASSANGE FREE.

  24. Aracy disse:

    O Wikileaks apenas jogou no ventilador aquilo que o mundo inteiro sabia ou suspeitava sobre os EUA. Cá entre nós, até agora não surgiu nenhuma grande novidade o “Cablegate”. E, neste nosso mundo capitalista, não surpreende que o Wikileaks se associe à grande mídia comercial para obter fundos e continuar existindo.

  25. Thomaz Braga disse:

    Eu acho que o Bradley Manning vazou esse material para todos nós. Pra acabar com esse império de vez.

    Mas ele confiou no Wikileaks, que quer fazer uma novela eterna. Um pinga-pinga das informações, e ainda depois de passar na mão de coisas tipo Folhão-Globão. Põe novela nisso! E manipulação!

    Essa enrolação ficou clara nesse fim de semana. No dia 6, o Wikileaks perdeu de vez a sua máscara, com aquele papo de “espelhos”, mas que só levavam ao mesmo pinga-pinga. No dia 7, bem cedo, ele procurou a polícia.

  26. ANGELA disse:

    Nesta, nós ,sociedade civil , estamos sós. Um silencio ensudercedor vem dos parlamentos de todo mundo e dos setores instituicionais de direitos Humanos. Será porquê esta transparencia total, esta democracia radical da informação é contraria a todo tipo de político e de seus partidos independente da matiz ideologica? Eu acredito que sim. Cabe a nós exercer o poder de cidadãos contra o poder totalitário usando as ferramentas que dispomos e nossas mentes e corações livres.

  27. .. disse:

    Todas as nações devem ser livres, soberanas e independentes; para desse modo, projetar e construir o processo de democracia e liberdade, conforme seus ideais de desenvolvimento, ou realidades sociais, culturais, politicas e econômicas; na pretensão sempre de assegurar a soberania e independência nacional.
    “A Democracia é para o império estadunidense, quando os EUA mandam, ditam as regras, subjugam e submetem os povos a condição e posição de passividade, dependência, obediência, sujeição, subserviência e controle – mas, quando os povos se exsurgem e tentam colocarem-se ou oporem-se contra a ingerência, ganância, dominação, tirania, vontade ou interesses dos EUA – então, isso é considerado ditadura para o império”.
    Os estadunidenses que se julgam os donos do poder e da situação, os eruditos altivos, superiores e melhores que todo o gênero humano – com seu sistema de governo fundado no poder de dominação infrene e, com postura provocativa; o império instala bases militares em todas as regiões do mundo para preponderar; ou demonstrar força para intimidar e ameaçar o mundo livre com exercícios militares constantes e em grande escala.
    O Imperioso regime opressor dos EUA, que sempre defende junto a Comunidade Internacional, a fazer sanções economicas, embargos ou medidas restritivas, destinadas a obstruir o comercio e as comunicações das nações livres e independentes, contrárias a política de expansão e domínação imperialista.

  28. juan disse:

    no meu blog estou disponibilizando
    o artigo de julian assanger antes de ser perseguido e preso.

    adicionalmente tem dois servidores um na bolivia e outro em lima para quem queira baixar arquivos e difundir no mundo inteiro. ao final tem que ser desmascarado o trabalho sujo dos diplomatas norteamericanos, mostrando que na verdade são agentes do governo ianque.

    http://atualidadelatinaymundial.blogspot.com/

  29. fernando disse:

    Acho importante alguma reflexão sobre os argumentos dos EEUU.
    1- Se as infomações chegaram ao Wikileaks, deixaram de ser segredo, pois não há REVELAÇÃO DE SEGREDO REVELADO.
    2- Se as informações constrangem os americanos, a culpa é de quem as “cometeu”, na certeza que ficariam encobertas. Nada que é honesto e justo precisa ser escondido.Portanto, quanto mais se reclama pior se fica.

  30. Paulo Villas disse:

    Os sinais da decadência do império são evidentes. Teme-se por uma implosão , que resultaria na divisão do território em cinco partes. Já imaginaram mais cinco potências nucleares belicosas e recalcadas no cenário internacional.

  31. Romeu disse:

    A maior Ditadura Militar da história já foi implantada nos EUA. Democracia é apenas o termo usado para enganar o povo manipulado pela imprensa.

  32. isaias disse:

    A liberdade de expressão e a democracia só valem para o grande capital seus títeres/aliados .

  33. sonia maria disse:

    O que mais ainda se pode dizer s/ este país chamado EUA?
    - Que para vender seu “óleo de soja” p/ o mundo inteiro, tratou de espalhar que a gordura de porco era a pior coisa que poderia existir p/ a saúde.
    - Que para vender sua margarina, colocou um exército de “médicos” a comentar s/ todos os malefícios imagináveis da manteiga.
    - Que para vender seus hormônios, colocava um médico diariamente em todos os programas de rádio/TV falando das “males” da menopausa e das “maravilhas” do produto p/ a eterna juventude das mulheres em todos os seus aspéctos. Só sendo “desmascarados” p/ uma séria pesquisa inglesa, mostrando o aumento dos casos de câncer de mama em usuárias da droga.
    - Que após não assinarem o tratado de Kyoto, colocaram todos os pesquisadores a pesquisar os males do tabagismo.
    - Para vender tênis e aparelhos de academia, “enfiaram” na cabeça dos médicos que caminhar e fazer exercícios é a fonte da eterna saúde. Se fosse exatamente assim, todos os esportistas viveriam mais de 150 anos. Por favor, não sou contra exercícios físicos e penso que todos devam praticar, mas não da “forma” como é colocada e fazendo c/ que os médicos repitam as recomendações como um mantra.
    Teria muitos exemplos mais, porém fico por aqui.

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