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Carta Aberta à companheira Dilma

publicada terça-feira, 27/07/2010 às 09:36 e atualizada quinta-feira, 05/08/2010 às 16:20

Carta Aberta à companheira Dilma Roussef

Por Izaías Almada

 Estimada companheira Dilma Roussef:

Aproximam-se as eleições de outubro. Passada a overdose do futebol, o Brasil mergulha nas águas turbulentas de uma campanha eleitoral com características como há algum tempo não se viam na nossa história, trazendo lembranças – para os que viveram como eu, ainda adolescentes – as disputadíssimas eleições de 1955 e 1960, onde o viés ideológico permeava os votos daqueles que iriam escolher entre o progresso do país ou a estagnação e o atraso. O Brasil de hoje é bem diferente, eu sei, mas ainda com inúmeros problemas de autodeterminação, de soberania, de construção de uma infraestrutura mais produtiva, consistente e autônoma, geradora de mais empregos e distribuição de sua riqueza de maneira mais equânime e solidária. Organização de um mercado interno sólido, duradouro. Problemas que permanecem ainda em nossos dias.

 Em finais de 2005 fui conhecer a Venezuela. E o fiz tomado de grande curiosidade pela Revolução Bolivariana, cuja visibilidade institucional se estabeleceu em 1998, com a eleição de Hugo Chávez à Presidência da República, mas iniciada com a desastrosa política neoliberal imposta ao país pelo governo de Carlos Andrés Perez, fato já aceito e incorporado à história econômica venezuelana. 

Resolvi visitar aquele país irmão e sentir um pouco a temperatura do que ali se passava. Ver de perto como oposição e governo se enfrentavam no dia a dia – e já lá se vão quase cinco anos. Entre os vários fatores que suscitaram em mim essa curiosidade, devo confessar que parte importante deles veio no caudal do linchamento da esquerda brasileira sofrido nesse mesmo ano de 2005, tão logo o ínclito e honrado deputado Roberto Jéferson, valoroso combatente da e pela democracia representativa tupiniquim, contrariado em seu despojamento e honestidade patriótica resolveu, segundo ele, botar a boca no trombone e denunciar irregularidades na vida política nacional, em particular na atuação parlamentar do Partido dos Trabalhadores.

Tal fato, de conhecimento geral, onde se jogou muita areia no ventilador, independentemente dos envolvidos e das denúncias, algumas delas sem comprovação até o presente, foi sobejamente aproveitado por boa parte da oposição nacional que, na voz do também honrado e ínclito senador Bornhausen (da turma dos brancos de olhos azuis), deu o mote: “temos que eliminar essa gente da política brasileira”, ou qualquer coisa nesse teor. Embora sem filiação partidária, senti-me atingido pela bravata.

Eu não desconfiava, companheira Dilma Roussef, àquela altura, que viria ao de cima, como acontece sazonalmente no Brasil, mais um jogo sujo de política institucional, com o confronto pelo poder assumindo contornos mais nítidos e não menos distantes, como também não menos violentos, de muitos dos confrontos ideológicos dos anos 60, anos em meio aos quais me formei, como você, companheira, política e profissionalmente, na mesma Belo Horizonte que nos viu nascer. Com ingredientes, fatos e personagens diferentes, é claro.
 
 Ignorando a privataria, o entreguismo de muitas de nossas empresas a preço de banana, e muitas das seqüelas econômicas e sociais daí advindas do período de FHC e não só, imediatamente anterior, o traumático episódio acima referido fez sair da toca, de uma vez por todas, a nova direita do país que, além de ter se agarrado na defesa de uma prática econômica neoliberal, concentradora de riquezas e privatizadora, obediente a determinações e diretrizes vindas de fora, ferindo a soberania do Brasil, mostrou também as garras de um neo-racismo (sempre dissimulado em nossa história pátria) contra negros, mulatos, nordestinos, indígenas, enfim, contra a maioria pobre do povo brasileiro, ainda subnutrida, subempregada, analfabeta ou semi-analfabeta, essa gente que muitas vezes “só sentia o gosto de carne”, como dizia Ulisses Guimarães, “quando mordia a própria língua”. E mantendo, por outro lado, o ancestral preconceito contra as mulheres, numa demonstração conservadora e inequívoca de um machismo mal resolvido, como ilustra o triste e recente episódio envolvendo um jogador de futebol do clube de maior torcida do país.
 
 Com distintos objetivos, entre eles o de identificar a política do atual governo e a corrupção como sendo sinônimos, o linchamento em questão acima citado, ultrapassou o principal alvo que era o PT e espraiou-se sobre quase toda a esquerda que, atônita e já agora atomizada e desacostumada aos grandes embates de rua de passado não tão distante e – mais do que isso – presa muitas vezes aos debates acadêmicos entre quatro paredes ou em algumas publicações aqui e ali, não conseguiu reagir à altura aos ataques a que foi submetida. Presa, em muitos casos, a um viés moralista, compactuou com o prejulgamento dos caçados, esquecendo-se de quem eram os caçadores e os objetivos aos quais desejavam atingir.

Ou, o que é também de se lastimar, não encontrou os argumentos mais coerentes para isso, até porque muitos de seus antigos quadros se renderam à propaganda neoliberal e passaram para o campo adversário. Pior: fragmentou-se ainda mais e, vítima de algum pânico por não saber responder com vigor aos ataques, não conseguiu até o momento estabelecer uma estratégia para unir os vários movimentos sociais que lutam para superar as enormes mazelas impostas ao país pelo capitalismo globalizado em seus anos e anos de domínio e exploração. União desejável, principalmente agora nos dois últimos anos, com o eclodir e o desenvolvimento da crise econômica mundial iniciada em 2008. Afinal, não se muda um país em 24 horas ou mesmo oito anos…

Ao contrário, companheira Dilma, a esquerda tem muitas vezes se dividido em acusações – em particular nos períodos de campanhas eleitorais – e disputas sobre quem é verdadeiramente de esquerda, caindo na armadilha da chantagem mediática e mergulhando no caudal de desatinos propostos pela direita alojada no Congresso Nacional e nos grandes órgãos de comunicação social, jornais, revistas semanais e canais de televisão. Vítima dessa tribuna corporativa de informação, a democracia é exercida como uma figura de retórica e de mão única, muitas vezes valendo-se de um poder judiciário que deixa à mostra o seu caráter classista.

Não acuso ninguém em particular. Não é minha intenção, ao escrever esta carta, entrar nesse jogo de acusações e/ou desconfianças. Ao contrário, a hora é de união. Cada um de nós terá a oportunidade de refletir e sentir, nas questões de fundo, se o país está ou não, de fato, à procura de sua emancipação e soberania. Se o eixo da herança colonial, conservadora, aculturada e entreguista, está se deslocando para mãos mais responsáveis e genuinamente brasileiras ou não, é o desafio a enfrentar no momento. E o sentimento de união pede-nos para trilhar o caminho mais sensato que nos leve a conseguir esse objetivo.
  
A inércia, a dúvida e a insegurança ideológica, em política, costumam se constituir em grandes aliadas da manutenção do ‘status quo’.  Mais do que isso: a ausência de críticas construtivas ou mesmo a crítica generalizada a propostas de transformação ligadas ao país real e não aos alfarrábios embolorados de algumas bibliotecas ou a subjetividades de programas político/partidários, provoca erros de avaliação e excita o oportunismo e ao infantilismo de esquerda, substituindo a realidade por aquilo que gostaríamos que ela fosse. Comportamento que, invariavelmente, leva ao dogmatismo irrefletido ou ao pessimismo irresponsável.

Por vezes, e a companheira sabe disso tão bem ou melhor do que eu, por toda sua militância política e pela experiência adquirida nos vários cargos em que atuou, a falta de visão a médio e longo prazo de uma luta comum à maioria da sociedade brasileira, possibilitou até agora, a abertura de enormes atalhos por onde vamos nos perdendo em análises e discussões, muitas delas estéreis, na criação de novos partidos políticos, novas centrais sindicais, novos movimentos sociais, cada um deles, por vezes, levantando a bandeira de uma irrepreensível pureza ideológica, louvável sob vários aspectos, mas de uma prática de escassos resultados políticos e/ou legitimamente progressistas. Sei que nos últimos oito anos muito já se fez para mudar o fiel da balança. É preciso reconhecer, mas – acima de tudo – é preciso avançar.

Contudo, companheira Dilma, nesse momento a sua responsabilidade é enorme e sei que tem consciência disso. Não é somente uma responsabilidade partidária, ideológica, mas uma responsabilidade com toda a nação. Fosse de outra maneira e não estaria disputando a presidência da república. Sua vitória nas eleições de outubro não deve expressar apenas a continuação do atual governo, mas o avançar em algumas questões essenciais para solidificar no país o deslocamento do eixo transformador da nossa sociedade, afastando-o da Casa Grande e deslocando-o com justiça e temperança para a senzala.

Nesse mister, evidenciam-se algumas cruciais e eternas questões a enfrentar: a reforma tributária, a reforma política, a reforma no Judiciário, o aumento da escolaridade em todos os níveis, a implantação de um sistema previdenciário de saúde menos privatizado, a efetiva e consciente defesa da soberania nacional com o fortalecimento não só material, mas também de um novo espírito dentro das FFAA. Questões, no meu modesto ponto de vista, que devem ser verdadeiramente discutidas pelo povo brasileiro e não apenas em decisões do congresso nacional ou em assinaturas dessa excrescência chamada de Medida Provisória. Questões a serem, algumas delas levadas a referendo popular, com a população brasileira tomando consciência do quê e do por quê se quer mudar.
 
 A realidade à nossa volta é violenta e não necessita de hipocrisias ou dissimulações para combatê-la de verdade. A recente crise econômica do capitalismo e as ainda tímidas, mas promissoras, demonstrações de soberania de alguns povos, vizinhos nossos, alternativas com inegáveis perspectivas de mudança para um mundo melhor de se viver, indicam que – se não houver um esforço de todos que ainda acreditam na possibilidade da mudança – caminhamos para tragédias de enormes proporções. O Brasil tem muito a dizer sobre isso. O governo do qual a companheira faz parte tem sabido demonstrar isso aqui e além fronteiras. E a sua candidatura, companheira Dilma, coloca-se ou pode se colocar como bússola orientadora nessa caminhada, ajudando a evitar retrocessos indesejáveis.

Izaías Almada, escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico e autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos.

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26 Comentários

26 Comentários para “Carta Aberta à companheira Dilma”

  1. Francisco Nogueira disse:

    O texto transmite o meu sentimento sobre o momento atual que vivemos sendo que na história ele não se resume a um dia, semana ou mês, mas a esta passagem. O Brasil não pode perder esta oportunidade de continuar progredindo. Parabéns!

  2. Rudi Pereira Lopes disse:

    Importante a carta de Izaías Almada na perspectiva de contribuir com reflexão de nossa candidata quando precisar se defender das maldades do outro lado.É isso mesmo porque a Dilma Presidente vai se afastar sim da Casa Grande e se aproximar cada vez mas da Senzala, até transformá-la em uma grande classe média. a elite oportunista e destruidora do país não queria e não quer a população promovesse esta transformação social. Entreguistas não se conformam.

    Rudi Pereira Lopes
    Florianópolis SC

  3. Ed Araujo disse:

    Estamos juntos no caminho do progresso !

  4. Márcia Regina disse:

    Prezado Izaías,
    Que bela reflexão você nos proporcionou!
    Não podemos mais nos perder em brigas internas menores, quando o que está em jogo é uma moeda muito alta e preciosa para a nação: o descolamento mais efetivo do modelo “casa-grande e senzala”, como você bem pontualizou, e a superação de enormes gargalos, tais como concentração de renda, de terra, de informação e todas as outras mazelas daí decorrentes. Creio que não podemos perder essa chance histórica de dar continuidade ao processo iniciado pelo Presidente Lula e romper definitivamente com o atraso, com a corrupção, com a “colonização” e a exclusão que nossa elite ainda deseja protagonizar. É urgente fortalecer a outra forma de democracia, para que o povo brasileiro possa atuar como sujeito de sua história: a democracia direta, com plebiscitos e referendos em questões vitais que envolvem diretamente nossa vida. Não podemos delegar tudo a uma representação de um Congresso que não nos representa, pois assim já nos basta um judiciário que não tem a noss alma. A propósito, devemos aproveitar esse pleito eleitoral para de fato renovar o Congresso, banir os herdeiros da capitanias hereditárias, dar voz aos nossos assemelhados e acompanhar a atuação deles. Não é hora de vacilar, nem se deixar seduzir pelo canto de “sereia verde”, que traiu toda sua história e caiu no colo da direita, reproduzindo o discurso desta.

  5. Marcelo de Matos disse:

    Nesse mister, evidenciam-se algumas cruciais e eternas questões a enfrentar: a reforma tributária, a reforma política, a reforma no Judiciário, o aumento da escolaridade em todos os níveis. Ainda bem que o autor reconhece que essas questões são cruciais e eternas. A reforma tributária é mais que necessária, mas, difícil de ser implementada. Quem poderia realizá-la é o Congresso Nacional, dominado pela vontade dos governadores, que não querem perder receita. É impossível realizar uma reforma que beneficie a todos. Há, também, o grande problema da sonegação. Se todos pagassem impostos, poderiam pagar menos. Mas há grande resistência quando se tenta conter a sonegação. Haja vista a cruzada midiático-parlamentar contra a CPMF. A reforma política é mais que desejável. Para que 27 partidos, ainda mais com a exigência de fidelidade partidária? O Judiciário requer reforma, mas, os juízes são um poder, tal como os parlamentares. Quem irá forçá-los a mudar o que não querem? E o ensino? A meu ver, seu principal problema é o fim da disciplina. Como restaurá-la?

  6. Geraldo Brasil disse:

    Caro Izaias,

    Parabéns pelo seu artigo. É buscando unir forças é que poderemos vencer os grandes obstáculos que ainda virão. Faço minhas as suas palavras.

  7. sergio disse:

    estamos fortes nessa empreitada e vamos vencer mais essa, abaixo o neoliberalismo tupiniquim!

  8. Claudinete Sergipe disse:

    Subscrevo essa magnifíca Carta e peço aos brasileiros que amam verdadeiramente este País e querem vê-lo cada vez mais livre, independente e forte como uma nação respeitada e admirada pelo Mundo, que também entrem nessa campanha de corpo e alma, para que a minoria (rica) não vença a maioria. Avante, Brasil, com Dilma!

  9. Carlos Alberto Neves Albergaria Barreto disse:

    Isaias. Parabens pela beleza da sua peça. Não sei o que é melhor.O apuro na redação ou o espetáculo da reflexão. Muito obrigado.

    • Izaias Almada disse:

      Prezado Carlos Alberto,
      aproveito o seu gentil comentário para agradecer a todos os que escreveram sobre a carta e renovo a espernçade união daqueles que querem um brasil mais justo. Dilma 2010!

  10. lourdes disse:

    Admirável trabalho de análise de nossa trajetória política dos últimos anos. Parabéns!

  11. Até a vitória. :)

    Primeira entrevista de Dilma como candidata.
    Entrevista de Dilma na Revista Época
    http://bit.ly/bDWqTj

  12. mineiro disse:

    eu concordo em parte , o brasil na mao do pres.lula avançou mil anos , se nao fosse ele o brasil tava na lama ,entao se o brasil esta onde esta é graças a ele, so resta agora elegermos a dilma para o progresso continuar. porque se a direita do demonio burguesa voltar ao poder nunca mais o brasil vai crescer, o que vai acontecer na mao do ze nazista é subserviencia , entreguismo , privatizaçoes. entao povo brasileiro esta na nossas maos , se eles retornar ao poder o povo é culpado sim pela besteira que fez e depois nao adianta chorar.

  13. mineiro disse:

    o instituto nazista milleniun é a prova disso tudo ,os desgraçados malditos se reunem para falar mal do pres. lula e do povo brasileiro , os blogs de esquerda tem que dar nomes aos bois e mostrar todo dia , quem é os desgraçados golpistas da burguesia nazista branca , desse instituto maldito golpista . o que eles estao tramando, é sugeira atras de sugeira, é so bandalheira , e nao ve nada na boca desses calhordas que presta, é um bando de racista que odeia pobre, eles sao os autenticos representantes do nazismo. entao povo brasileiro tome cuidado com essa turma e nao caia na armadilha deles . depois ja era . a ditadura vai se instalar nao brasil, sem duvida nenhuma.

  14. Fabio Rossano Dario disse:

    Parabéns companheiro Izaías Almada! Vamos juntos com a Dilma para mais uma grande vitória!

  15. Regina disse:

    Ouvi um comentário de um participante do Fórum Social-A esquerda nunca soube se unir! Fiquei mesmo pensando no assunto…cheguei a conclusaõ que é verdade.A esquerda se divide em temas taõ tontos(nenhuma referência ao vice de sua alteza),quando deveria entender que a mudança de enfoque é tudo que precisamos.
    LULA coloca o Estado em funçaõ da Pessoa,esse é o invés das propostas…O homem como sendo o centro das ações reverte o fator econômico e militar para um segundo plano.A política já naõ é de intimidaçaõ,mas parceria.Naõ é so para alguns mas para todos.O fortalecimento do Estado é o fortalecimento do indivíduo.
    Foi essa a maior conquista de Lula, e, o sonho que o socialismo teve e naõ soube como implantar!Dilma aprendeu.
    Acredito que o caminho já foi traçado e as escolhas estaõ sendo feitas.Dilma já…

  16. ricardo silveira disse:

    Belíssima carta! Não pode ser outro o compromisso da candidata Dilma, porque penso que sua vitória tem a importância da confirmação de uma mudança histórica que, balizada na Constituição de 1988, foi com a vitória de Lula que se iniciou, de fato, um governo olhado de outro lugar que não o das elites privilegiadas pelo patrimônio. Nesses quase oito anos da emergência dos subalternos, como figuras políticas, essa inflexão se fez cheia de cautela, penso que doravante possa avançar com um pouco mais de ligeireza. É o que espero, pois há muito que fazer. Como disse certa vez Saramago: “não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.

  17. francisco c.c.pesssoa disse:

    Sr.Izaias Almada, curti muito sua carta para nossa futura presidenta Dilma. Bastante esclarecedora. Parabens.

  18. PAULO ANGELO(B.HORIZONTE disse:

    Acredito que só continuaremos a dar passos em direçao da modernidade do país se a política de governo continuar, com as aliaçcas possíveis, como fez o presidente Lula, na sua visao de estadista.
    Se essa aliança em torno da Dilma, for formada por um número maior de progressistas, e nao dos oportunistas de sempre, daremos um passo enorme .
    É preciso reforçar junto ao presidente Lula, que ele deverá se esforçar ainda mais no sentido de aumentar seu apoio no legislativo. Sem isso a Dilma terá muito mais dificuldade do que o Lula de alcançar os objetivos que queremos há décads,que é a rendençao do povo brasileiro. Quem sou eu para sugerir ao presidente Lula o que deve ser feito, mas a eleiçao em Sao Paulo é vital para se alcançar os objetivos maiores, uma vez que a capacidade orçamentária desse estado daria um apoio enorme no que se refere as políticas públicas que tanto almejamos.
    Quem sabe o Lula com um pouco mais de esforço,nao consegue uma vitória em Sao Paulo. Essa vitória é estratégica para os objetivos da aliança pela Dilma, uma vez que no Rio e em Minas está quase alcançada.
    Parabens por sua visao, correta e sensata do panorama político brasileiro.

  19. Remindo Sauim disse:

    Izaías está coberto de razões ao chamar as esquerdas brasileiras para uma união frente a extrema-direita que se incorporou no antigo democrata José Serra. É um brilhante, e ao mesmo tempo sensato, contraponto as idéias de Plínio de Arruda Sampaio expostas hoje no Vi O Mundo, do Azenha. Corretíssimo, o escritor e dramaturgo, pois agora é a hora de ganhar o jogo eleitoral e em seguida continuar com as mudanças levadas a efeito nos últimos oito anos.

  20. Messias Franca de Macedo disse:

    Dilma Brasileira Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil! Porque o honesto e trabalhador povo brasileiro QUER GENTE DECENTE E COMPETENTE!

    Dilma é um´poste´: porque tem luz, muita luz [própria]!

    Dilma Brasileira Rousseff, A Magnífica!

    Dilma Brasileira Rousseff, uma inflexão mais à esquerda é possível – e absolutamente necessária! O processo civilizatório agradece!

    BRASIL NAÇÃO
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

  21. pablo disse:

    é isso aí!

    tem que aumentar o salário no Exército e usá-lo para garantir a reforma agrária. Isso por si só já é um grande trabalho cívico. Prover ao povo o acesso à terra e apoio na produção saudável de alimentos para o abastecimento interno.

  22. Não só nas eleições de 1955 e 1960,mas nas eleições passadas ou em toda história politica no Brasil houve uma midia massacrante, que massacrou lula de toda forma que ele perdeu as eleições.
    O povo já não é mais aquele povo, é um povo mais maduro na ideia mundo digital.
    Onde as informações ecoa por todo o planeta criando não só pensamentos, mas criando discursões a respeito de certos temas.
    <a
    http://www.imprensabrasileira.com.br/

  23. Messias Franca de Macedo disse:

    …Dilma Brasileira Rousseff, uma inflexão mais à esquerda é possível – e absolutamente necessária! O processo civilizatório agradece!

    DILMA BRASILEIRA ROUSSEFF – porque o honesto e trabalhador povo brasileiro quer gente decente e competente!

    BRASIL NAÇÃO
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

  24. Archibaldo dos Santos Braga disse:

    Bendito seja o BLOG DE DEUS!!! Izaias, agora podemos compartilhar de suas maravilhosas opiniões – TAMBEM ASSINO JUNTO A CARTA! – DILMA NO PRIMEIRO TURNO!!! Um grande abraço A. S. Braga

  25. Wilson Garcia disse:

    Dilma Neles!!!!A mamae dilma vai continuar e fazer o que ainda precisa ser feito,papai lula vai descarnsar uns dias e depois volta pra continuar ajudando o brasil a ser o primeiro do mundo em justiça social e economica.PARABENS IZAIAS PELA BELA CARTA.

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