O livro que eu não li; resposta ao leitor
publicada quinta-feira, 20/10/2011 às 12:09 e atualizada quinta-feira, 20/10/2011 às 12:09
Resposta ao comentário do leitor Luis Filipe ao artigo O livro que eu não li
“Li o artigo de Izaias Almada e não gostei. Izias Almada filho do Sr. Almada, membro da Igreja Metodista Central de Belo Horizonte, meu contemporâneo na igreja, cujo pai se esmerou em dar uma educação ética e cristã, me decepciona a criticar um livro só pela leitura de sua orelha. Não foi isto que aprendemos em nossa juventude. (…) Izaias, você me decepciona por ter abandonado todo o princípio de ética e de honestidade intelectual que aprendemos em nossa juventude. Será que o seu pai, o Sr. Almada de saudosa memória, ainda teria o orgulho que tanto tinha de seu filho intelectual. Não creio!”
Caro leitor Luis Filipe, antes de tudo obrigado pelo comentário, até certo ponto surpreendente para mim, pois sequer imaginaria que o meu velho pai seria para aqui chamado e lembrado. É verdade, sou filho de Arthur Almada, membro da Igreja Metodista Central de Belo Horizonte, igreja que freqüentei até aos meus 17 anos de idade.
Antes de dar a réplica às suas respostas, gostaria de informá-lo e aos leitores do ESCREVINHADOR que morei cinco anos da minha vida em Lisboa, Portugal, mas de lá regressei em 1996 e vivo, nesses últimos 15 anos em São Paulo, tendo – portanto – uma relação bastante íntima com a realidade política brasileira.
Gostaria também de contar uma curiosidade sobre o nome que levo e que foi escolhido pelo meu saudoso pai para homenagear um então ilustre bispo da Igreja Metodista de nome Isaías Sucasas Júnior. (Vim a descobrir que meu nome se escrevia com Z ao ter que tirar uma segunda via da minha carteira de identidade, quando fui preso da ditadura civil militar.
Precisei de uma cópia da minha certidão de nascimento e lá estava, para minha surpresa e ignorância até aquele momento, o meu nome grafado com Z). Esse fato, a origem do meu nome, em si apenas uma curiosidade para os leitores, marca – de saída – uma profunda divergência entre nossos pontos de vista.
Em matéria publicada pela revista Isto É de alguns meses atrás, eu e o Brasil ficamos sabendo que o ilustre bispo metodista Isaías Sucasas Jr. se tornou informante e agente do DOPS em São Paulo, onde colaborou com a repressão durante a ditadura. Tenho certeza, e penso que conheci meu pai melhor que o senhor, isto sim, teria sido uma grande decepção para ele, como foi para mim. Ser homônimo, por homenagem de meu pai, de um falso cristão, portador de preconceitos ideológicos, políticos e religiosos. Homem sem escrúpulos em denunciar cidadãos brasileiros para serem presos e torturados.
A propósito, devo dizer que o que a Igreja Metodista me ensinou foi a intolerância e o fanatismo religioso, a discriminação contra todos aqueles que não fossem convertidos a essa religião, católicos, espíritas, budistas, muçulmanos, etc. Isso para não falar dos comunistas, socialistas e/ou ateus, que deveriam ser punidos e consumidos pelo fogo dos infernos.
Não me esqueci, senhor Luis Filipe, do que aprendi nos bancos da Igreja Metodista da Rua Tupis 51, em Belo Horizonte. E por não esquecer é que me tornei um homem com profundo respeito pelos mais humildes, aqueles que não tiveram “oportunidades na vida”, submetidos que estão a um sistema econômico dos mais perversos (não sei se o senhor sabe que a reforma protestante de Calvino e Lutero serviu de propaganda e ideologia para o capitalismo nascente do século XVI?), e estive preso por 25 meses por ter as convicções que tenho. E entre esses deserdados esteve o meu pai, homem humilde, que mal chegou a completar o quarto ano primário e que, com grande esforço pessoal, conseguiu que o único filho estudasse e procurasse por uma vida mais digna. Rendeu-se ao fanatismo protestante à espera de “encontrar uma vida melhor no reino dos céus”.
Ao contrário do que o senhor, levianamente, afirma no final do seu comentário, tenho a mais absoluta certeza de que o meu pai se orgulharia de quem tivesse respeito pelos que – como ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – formavam o pelotão dos deserdados desse país.
Quanto às suas respostas tenho algumas considerações a fazer:
“Por qual razão milhares de trabalhadores brasileiros das camadas mais simples da população gostam tanto de LULA?
Pela simples razão de acreditarem que Lula é um deles, e que se Lula chegou ao topo, significa que eles também tem esta oportunidade. Infelizmente pouco importa se chegou ao topo de forma desonesta e anti ética. Izaias, oi que aprendemos de nossos pais foi que a honestidade e a ética são mais importantes do que o poder. Vale mais ter do que ser. Será que vocês já se esqueceu do que aprendemos nos bancos da igreja na Rua Tupis 51?”
1 – Lula não chegou ao “topo” (a expressão é sua) de forma desonesta e antiética. Lula foi eleito e reeleito democraticamente por milhões de brasileiros, depois de perder outras eleições, e o poder que exerceu foi em decorrência dessas duas eleições, gostem ou não os seus adversários e detratores.
“Por qual razão muitos empresários brasileiros também gostam de LULA?
Izaisa, talvez por estar morando em Portugal você tenha perdido a noção da realidade brasileira. Os empresários e principalmente os banqueiros nunca na história deste país ganharam tanto dinheiro como agora com os juros mais altos do mundo pagos pela população pobre.
Os pobres gostam de Lula pela esperança, pelo sonho que não se realiza nunca. Os empresários pela realização dos lucros em cima da população pobre.”
2 – O senhor confunde empresários que produzem com banqueiros que vivem de juros realmente imorais. Muitos empresários também sofrem nas mãos dos bancos, esses, sim, assaltantes a mãos desarmadas e responsáveis pela grande e atual crise do capitalismo neoliberal. O senhor já esteve, por acaso, nos sertões de Pernambuco e/ou Alagoas, na periferia de São Paulo ou Fortaleza como eu já estive e viu de perto o que é a miséria? Sabe, por acaso, que há energia elétrica em vilarejos do interior do Piauí, onde hoje já se pode fazer as necessidades em vasos sanitários e não em fossas como há alguns anos atrás? Ou acha que isso, como o Bolsa Família é esmola dos governos Lula/Dilma? O senhor já passou fome, senhor Luis Filipe?
“Por qual motivo o ex-presidente tem recebido tantas homenagens dentro e fora do Brasil?
Não pelo seu conhecimento, mas por sua habilidade de comunicação, sua habilidade demagógica, sua habilidade de enganar a tantos com tão pouco.”
3 – Quer dizer que o Lula é um demagogo? Engana a todos durante todo o tempo? Imagina, então, se ele não fosse crucificado pela mídia e pelo jornalismo de esgoto praticado, entre, outros pelo autor do livro que não li? Foi Lula, então que montou o maior esquema de corrupção de que se tem notícia no Brasil? E sou eu que estou fora da realidade, senhor Luis Filipe? Eu é que pergunto: em que país o senhor vive? Ou que cidade? Na grande democracia de Aécio Neves? O senhor é, infelizmente, da turma do “me engana que eu gosto”.
Ainda bem que o amigo confessa que eu o decepcionei por ter abandonado os princípios de ética e honestidade intelectual que “aprendemos em nossa juventude”. Nós, quem, cara pálida? Pelo visto, entendemos a questão de forma antagônica e distinta, pois me recuso a adotar o discurso moralista dos que querem manter o Brasil no atraso, na submissão a interesses estrangeiros, à censura das opiniões divergentes, ao pensamento único.
Não sei se conseguiu enxergar alguma ironia no fato de dizer que critiquei um livro sem o ter lido. Do autor, tenho algumas informações, mas não o levo a sério, como, aliás, a maioria dos leitores que me honraram com seus comentários. Também não tenho a pretensão de ser o dono da verdade, longe disso, e de querer ter a última palavra. Apenas não suporto a arrogância dos intelectuais de fachada, dos demagogos que ainda habitam a Casa Grande, dos que trocam a sua dignidade pelas trinta moedas da fama a qualquer custo.
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Nósa……senhor Luis Felipe!Acho melhor o senhor enfiar a sua viola(máquina de falsificar dinheiro assim chamada)no saco,como diria o meu avô,juiz de Direito formado pelo Largo são Francisco nascido no Espírito Santo e orgulhoso de exercer a justiça(deve estar revirando-se na tumba,hoje em dia).Quando alguem em nossa familia começava a querer arogar-se em dono da verdade,sempre havia um outro parente se contrrapunha e meu avô,já aposentado dizia o que deveria dizer depois de ler a resposta do Izaias:”Tomou ,papudo?”………
Luiz Vidal
Infelizmente no Brasilnde hoje há pessoas que colocam seus interesses ideológicos acima dos interesses da nação.
O patrulhamentonideológico é uma prática nazi fascista daqueles que queimavam livros que não leram só porque os autores eram judeus ou eram contrários aonnazismo.
Izaias condoeu o livro que não leu por preconceito contra o autor. Uma democracia não se constrói com preconceito e censura de opinião.
Uma democracia não se constrói em cima de um mar de lamas de corrupção , e demagogia.
Enquanto houver “intelectuais” defendendo a falta de ética, a desonestidade e querendo impor a censura de opinião por puro preconceito não teremos no Brasi uma verdadeira democracia.
Tomou papudo?
Prezado Izaias
Primeiramente gostaria que você escrevesse o meu nome corretamente. Luiz com Z e Felipe com E e não com i.
Fui seu contemporâneo na Igreja Metodista e admirava muito o seu pai o Sr. Arthur Almada, muito amigo da minha família.
Você infelizmente, por motivos ideológicos, prefere acreditar nas mentiras publicadas sobre o Bispo Izaias Sucassas, homem íntegro e honesto, e não acreditar nas verdades publicadas sobre Luiz Inácio Lula da Silva com relação aos benefícios da corrupção que corroem nosso Brasil.
Você pergunta se já passei fome e necessidade. Já morei em São João do Miriti no Rio de Janeiro com vala de esgoto a céu aberto passando em frente de casa. Meu pai ganhava salário mínimo.
Mas não é passar fome que torna um homem íntegro e honesto. O fato de Lula ter tido dificuldades financeiras não o torna um semi deus acima da lei e da ordem e não o habilita e se tornar uma das maiores fortunas do Brasil hoje de forma ilícita.
Abomino a ditadura, tanto de direita como de esquerda. Abomino o patrulhamento ideológico. Todos temos de ter a liberdade de expressar nossos pontos de vista e até falar mal de Lula – isto é democracia.
Criticar uma obra sem ler por simples preconceito é uma atitude facista de quem não aprecia a democracia que existe hoje no Brasil.
Depois de oito anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, muito pouco foi feito em termos sociais. Tivemos um aumento na carga tributária que incide mais sobre os pobres do que sobre os ricos – aliás não há pecado algum em ser rico, o pecado é o amor ao dinheiro e as coisas materiais que independente de quanto você tem.
Hoje segundo dados do Ministério da Fazenda nossa carga tributária é de 38% do PIB – era de 15% em 1947 e de 30% em 2002. No entanto os gastos com saúde pública entre 2003 e 2011 ficaram estacionados.
Para você ter uma idéia para quem ganha até 2 salários mínimos é de 49%, isto é o pobre paga 49% de seu salário em impostos. Já quem ganha mais de 30 salários mónimos a carga tributária é de 26%.
E o que retorna em benefícios para o povo? Saúde pública de péssima qualidade, qualidade de ensino público cada dia pior, o povo é transportado como gado para o abatedouro no transporte público dos grandes centros. Quanto tempo gasta no transporte público um trabalhador em São Paulo? Uma média de 3 horas por dia.
O aposentado vê seu rendimento diminuir em termo de salários mínimos ano após ano.
Relatório recente do IBGE demonstrou que a grande maioria da população brasileira não tem rede de esgoto e tão pouco água encanada.
Você me pergunta se já vi o que é miséria. Já vi sim, além de ter sofrido com a miséria enquanto seus companheiros assaltavam bancos e assassinavam inocentes, como fez Fausto Freire (filho de metodista da Igreja de Coelho Neto no Rio de Janeiro) para roubar um carro com a finalidade de instaurar no Brasil uma ditadura do proletariado, eu e outros jovens de nossa idade subíamos as favelas de Belo Horizonte, como a Cabana do Pai Tomás, Flamengo, Pedreira Prado Lopes etc., minorando o sofrimento daquela gente com bolsas família, assistência médica e odontológica, e ajudando as crianças a melhorarem seu desempenho escolar.
Izaias, não se constrói uma democracia com patrulhamento ideológico, não se constrói uma democracia sem justiça social, não se constrói uma democracia com um mar de lamas de corrupção, não se constrói uma democracia com demagogia, como a que você disse que Lula criou não sei quantas universidades. Transformar um centro universitário em universidade não é criar de fato uma universidade. Dizer isto é demagogia.
Aprendemos na igreja Metodista da Rua Tupis que devemos valorizar a ética, a honestidade o comportamento moral. Aprendemos que devemos valorizar a justiça social. Aprendemos que não devemos agir com preconceito.
Criticar um livro sem ler por puro preconceito é desonestidade intelectual.
Você diz que não suporta a arrogância. Pois acho que é muita arrogância e prepotência criticar um livro só porque “ouviu alguma coisa” sobre o autor.
Infelizmente não sou um intelectual de renome como você. Não escrevo bem nem me expresso com clareza na maioria das vezes, mas não suporto o preconceito. Não suporto o patrulhamento ideológico.
Quero continuar tendo a liberdade de expressar meu ponto de vista e que os outros também tenha a liberdade de o fazer.
Novamente afirmo. Criticar um livro sem ler é o que nazistas e fascistas faziam só porque o autor era judeu.
Daqui a pouco vão querer queimar em praça pública o livro que você não leu e não gostou. Ou queimar em praça pública números da revista Veja que te desagradam por criticar Lula.
Vamos lutar por um Brasil melhor, mais democrático, mais ético, que valorize mais a honestidade, sem preconceitos e principalmente com verdadeira justiça social sem demagogia.
Izaias
Complementando. Você me pergunta se conheço o interior de Pernambuco, Alagoas. Conheço o interior do Amapá, conheço a pobreza do norte de Minas, conheço a realidade das favelas de Belo Horizonte.
Conheço o interior de Minas Gerais e a periferia do Rio deJaneiro. Sei o que o povo sofre privado de assistência medica enquanto o dinheiro dos impostos ebsurrupiado pelos nossos intelectuais de esquerda que acham uma maravilha o governo mais corrupto de nossa história.
É uma pena que pessoas como você abandonaram os princípios éticos e de honestidade por acreditarem num discurso falso e por acreditar que os fins justficam os meios
Números.
Não tenho a idade dos senhores. Não sei o que é METODISMO, talvez algo relacionado à metodos? Fui criado até os 17, dentro dos dogmas da igreja baptista. Fui e sou um incréu inato. Nos meus tenros 12 anos pilheriava sobre a estória do filho da viúva de Naum e seu filho de 18 anos que um tal Cristo o faz voltar á vida quando ia ser enterrado. É de chorar de rir acreditar numa bobagem desta.
Mas senhor Luiz, isto não vem ao caso. O que eu quero dizer é que concordo com o senhor Almada, que já disse alhures que nem é tão Lulista assim. Mas também não é tão anti Lulista como o senhor. O senhor vive em um universo paralelo, não está no meu Brasil. Quiçá Kardeck e os físicos quânticos têm razaão.
Mas senhor Luiz. Será que os doutos de universidade (Salamanca) fundada em 1218, chamou o operário analfabeto para ser por eles premiado apenas pelo seu carisma?
Será que esta gente toda, de Havard, Davos, Coimbra, Hanoover, Unesco, World Food,Prize, rei, rainhas, premieres, estão todos errados?
Só o senhor que faz parte de 4 per cente está certo?
Aos números:
- Em maio de 1999, o desemprego chegou a 25%;
- Em 1989, o tempo médio de busca por um novo emprego era de 15 semanas. Em 98, chegou a 36 semanas !!!;
- Segundo o Caged, o Brasil destruiu 3,3 milhões de empregos ao longo dos anos 90;
- Em 94, a balança comercial teve um superávit de US$ 10 bilhões; em 98, um déficit de US$ 6 bilhões;
- Durante os dois mandatos do Farol o funcionalismo publico não recebeu um centavo de aumento;
- O Farol anunciou que ia acabar com o legado de Vargas;
- A participação da renda dos trabalhadores no PIB caiu de 52% em 1990 para 41% em 2002;
- A taxa média de crescimento da economia brasileira ao longo dos anos 90 foi a PIOR da História: 2,4%; inferior à média da “década perdida” (os anos 80), que girou em torno de 3%;
- Mesmo com as privatizações do Daniel Dantas, a divida interna do país saltou de R$ 60 bilhões para IMPENSÁVEIS R$ 630 bilhões, enquanto o valor da dívida externa dobrou.
É isto que enxergo no senhor, senhor luiz:
A idéia delirante é uma representação morbidamente falseada, cuja demonstração não se pode comprovar”. Esta ideia, ou conjunto de ideias, não é acessível ao raciocínio e argumentação lógica nem é modificada pelo confronto com a realidade.”
Emil Kraeplin.
Delfim Netto: FHC surfou sobre o Plano Real e quebrou o país
Ex-ministro denuncia desastre e “métodos absolutamente heterodoxos para se reeleger”
O deputado federal Delfim Netto (PMDB/SP) afirmou que Fernando Henrique “surfou sobre o plano real” para se eleger presidente da República por dois mandatos, aplicando um “duplo estelionato eleitoral” no povo brasileiro.
“Elevou para 29% a carga tributária bruta e aumentou de 31% para 49% do PIB o endividamento. Não fez o menor esforço para controlar as despesas, reduzindo o superávit a zero no primeiro quadriênio. Em apenas quatro anos, acumulamos um déficit em conta corrente da ordem de US$ 100 bilhões! O resultado foi trágico”, ressaltou o deputado, assinalando que essa política levou o Brasil a quebrar em 1998 e recorrer ao FMI “com o chapéu na mão, pedir um socorro de US$ 40 bilhões!”.
Foi o primeiro “estelionato”, disse Delfim.
O deputado continuou, afirmando que no segundo mandato – depois de se eleger e procurar, “com métodos absolutamente heterodoxos, a sua reeleição sem desincompatibilização, o que seria o segundo ‘estelionato eleitoral’” – diante da exigência de arrocho fiscal feita pelo FMI “descarregou o problema sobre o setor privado, aumentando a carga tributária bruta para 32% já em 1999” .
“Puxado pelo nariz, o governo perdeu o controle do câmbio para o ‘mercado’. Instalou-se depois uma nova e melhor política monetária. Mas o fim foi melancólico.
Terminamos 2002 com uma inflação de 12,5% e um crescimento de 1,9%. Acumulamos mais US$ 80 bilhões de déficit em conta corrente. Com reservas de US$ 16 bilhões, e o Brasil ‘quebrado’ pela segunda vez”, observou.
Delfim Neto destaca também que o último surto de desenvolvimento experimentado pelo Brasil ocorreu no governo Itamar Franco (1993/94), “quando crescemos 5,4% ao ano, com equilíbrio externo”. “A carga tributária bruta era de 27% do PIB, e a dívida líquida do setor público, 31% – graças ao vigoroso superávit primário de 3,7% ao ano, em média, no período. As reservas internacionais eram de US$ 40 bilhões, correspondentes a um ano de importação”, completou.
A devastação do Brasil no governo tucano-neoliberal: uma memória (1)
No recente relatório da Fitch Ratings, tão aplaudido por alguns, está a afirmação de que os supostos avanços da economia brasileira que motivaram a “elevação” do rating do país no conceito (ou no apetite) dos bancos externos foram aqueles do governo Fernando Henrique – o que, para uma “agência” que obedece aos interesses estrangeiros mais espoliadores e parasitários da face da Terra, é compreensível. Muito menos compreensível são certas afirmações, por quem não é tucano nem fez parte daquele infeliz governo, de que o sucesso do presidente Lula em seu segundo mandato foi devido à continuidade em relação àquela época catastrófica para o Brasil.
Quando Lula assumiu a Presidência, em 2003, o país estava à beira do colapso – e foi a ruptura com o período anterior que possibilitou, sob a liderança de Lula, que o país se reerguesse, assim como foram os elementos que ainda restavam desse malfadado período que mais obstaculizaram esse reerguimento.
Tudo isso nos parece óbvio, mas, infelizmente, a memória às vezes falha a alguns – e de tanto ouvir a mídia repetir o seu cantochão sobre os supostos “fundamentos” que alguns devastadores do país teriam assentado, há quem faça, inconscientemente, coro a essa infâmia. Além disso, existem os jovens, alguns que são tão jovens que mal viveram aquela época. Por todas essas razões, veio-nos a idéia lembrar, brevemente, o que foi aquela aflição para o país e seu povo – para os trabalhadores, para os empresários, para os estudantes, para as mulheres, crianças e homens deste país.
Não encontramos forma melhor de isto fazer do que apresentar uma condensação do relato e análise de Nílson Araújo de Souza em seu livro “A Longa Agonia da Dependência”.
Chamamos a atenção do leitor para o fato de que se trata de obra volumosa – mas acessível a todos os interessados em melhor conhecer a economia e, de resto, a História de nosso país. O que apresentamos aqui é apenas uma amostra – mas suficiente para que conheçamos (ou refresquemos a nossa memória) sobre um dos mais terríveis períodos que o Brasil já passou. O seu desfecho, com a derrota da reação, do atraso e dos destruidores da nação, apesar das marcas que ainda não foram inteiramente superadas, é uma advertência presente aos inimigos do país.
Não há continuidade possível e não há volta possível àquela época. Os que o tentaram, aliás, receberam do povo o seu saudável e bem colocado repúdio.
Ruy Barbosa Maciel- Governador Valadares MG- Cidade Qg do golpe de 64 na região leste de Minas.
Ruy
Só para complementar minha resposta A dívida pública federal aumentou 2,28% em setembro, quando alcançou o valor de R$ 1,8 trilhão, de acordo com dados do Tesouro Nacional. Compare o montante desta divida coma de FHC
Caro Ruy Barbosa Maciel,
que bom que um leitor mais jovem como você possas trazer opiniões e estatísticas que confrontam as repetições dos papagaios da mídia nativa.
A reposta do Sr. LuiZ FElipe, todos podem perceber, descamba para as agressões pessoais, que é o terreno mais conhecido da direita.
Recuso-me, por isso mesmo, a continuar o “diálogo”, até porque não me considero fascista e nem terrorista, como ele afirma.
Saudações a todos,
Izaías.
Izaias é uma pena a sua atitude de fugir de um debate democrático.
O que eu disse e reafirmo é que condenar uma obra sem ler nos conduzirá a uma atitude semelhante a dos nazistas de queimar livros em praça pública simplesmente porque não gostavam do autor.
É uma lástima que aos 17 anos você tenha abandonado a religião que o Sr. Arthur Almada seguiu até o fim da vida, e que possibilitou que ele fosse o grande homem que foi, ético, honesto, trabalhador. Me lembro dele vendendo livros e bíblias na igreja. Trabalho digno e honesto do qual você deveria se orgulhar.
Ruy Barbosa
Foi bom você mencionar números, então vamos lá.
Antes do Plano Real implantado por Fernando Henrique Cardoso em 1994, a inflação mensal chegava a 83%, isto mesmo 83% em um único mês. Foi portanto uma vitória chegarmos ao final de 2002 com uma inflação anual de 12%.
A taxa de desemprego, que segundo você era de 25% (qual a fonte de sua informação?) chegou a 12% em Março de 2002.
O Brasil está entre os países emergentes com dívida mais elevada. Um ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI) com 27 economias mostra que o país só perde para Hungria e Índia. Enquanto a dívida bruta total do setor público brasileiro atingirá 67,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) em 2010, segundo projeções do FMI, a húngara chegará a 78,9% e a indiana, a 79%. Já no Chile, será de 4,4% do PIB e, na China, 20%. O elevado patamar do endividamento no país tem levado analistas a alertarem para o risco de que esse indicador possa prejudicar o equilíbrio fiscal do país a longo prazo.
A taxa média de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 3,07% no período de 1998 a 2008, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Funcex, Banco Mundial e Fiesp.O Brasil está atrás de países como México (3,13%), Argentina (3,21%), Chile (3,72%) e África do Sul (4,05%). A lista é liderada pela China com o crescimento de 9,92% do PIB no período, seguida da Índia, com 6,98% e Malásia, com 4,37%. Essas informações foram divulgadas em janeiro de 2011
No fim do governo FHC a carga tributária brasileira estava em 32,64% do PIB. Já no final do período Lula, em 2010, esta carga tributária havia aumentado para 35,04% do PIB. Enquanto que país como carga tributária menor que a do Brasil como Reino Unido, Canadá. e Espanha gastam mais de 6% do PIB com saúde pública, o Brasil gasta apenas 3,6% do PIB.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi inteligente ao manter a política econômica implantada por FHC, colocando no comando da mesma um banqueiro, deputado federal pelo PSDB, Henrique Meirelles.
Durante o governo FHC o Brasil enfrentou quatro crises econômicas mundiais graves, num período em que buscava estabilizar a economia e por um freio na inflação que como já mencionei chegou a 83% em um único mês. Foram a Crise Financeira Asiática de 1997, A Crise Econômica da Argentina de 2001, a Crise Russa de 1998, a Crise Econômica do México de 1995. Em 2002, a própria eleição presidencial no Brasil, em que se previa a vitória de Lula, causou mais uma vez a fuga de hot-money, elevando o preço do dólar a quase R$ 4,00, devido ao medo do mercado financeiro em aplicar em um país prestes a ser governado por um personagem pertecente a um partido de passado de esquerda radical, que teve postura aguerrida contra o Plano Real e as reformas econômicas.
Lula por sua vez navegou em mar de almirante em relação a economia mundial. Não houve crises graves a não ser no final de seu governo, mesmo assim não soube aproveitar do bom momento e nosso crescimento continuou pífico em relação a outros países do mundo.
Mas realmente o pior da era Lula foi a institucionalização e a banalização da corrupção. Os bilhôes de reais que escoam pelo ralo da corrupção indo para os bolsos de políticos corruptos que acabam por prejudicar sériamente a população mais carente.
Outro fator tremendamente negativo da era Lula foi a sua associação com o que há de mais podre na política brasileira, sua associação com o coronelismo de José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Paulo Maluf, Romero Jucá e tantos outros.
Lula foi eleito com a esperança de que colocaria em prática o discurso de ética e honestidade na política. Não foi o que experimentamos e ainda estamos experimentanto.
Um país não alcança nunca a democracia plena e a justiça social para todos mergulhado em um mar de lama e sem que se valorizem os princípios éticos, e de honestidade que devem reger o comportamento de uma nação.
De nada adianta toda a estatística que você menciona se a Saúde Pública em nove anos de governo lulo petista não melhorou em nada, se continuamos perdendo vidas preciosas nas filas do SUS, se a qualidade da educação pública é continua sofrível, se o trabalhador gasta três horas por dia em um transporte precário para ir e vir do trabalho, se os banqueiros ficam cada dia mais ricos e os pobres recebem as migalhas que lhes são dispensadas pelo Bolsa Família, herdada de FHC (basta ver o preambulo da lei que crio o Bolsa Familia para ver que não passa de aglutinamento do vale gas, bolsa escola e bolsa alimentação).
Portanto. Ruy, vamos ter pelo menos honestidade ética de reconhecer os erros e acertos tanto do governo FHC como do governo Lula.
Mas o mais importante de tudo é mantermos nossa liberdade de expressão, sem que nossos livros e escritos sejam criticados sem ter sido lidos, pois em breve estarão sendo queimados em praça pública como faziam os nazistas.
“Ruy Barbosa
Foi bom você mencionar números, então vamos lá.
Antes do Plano Real implantado por Fernando Henrique Cardoso em 1994, a inflação mensal chegava a 83%, isto mesmo 83% em um único mês. Foi portanto uma vitória chegarmos ao final de 2002 com uma inflação anual de 12%.”
Caro senhor Luiz.
Tudo o que o senhor disse não passa de uma falácia. Anotei só o início. Pois trata-se de uma mentira. FTHC não implantou pôrra nehuma, (desculpe o baixo calão)
. O plano real, foi implantado no governo Itamar, por Ricúpero, pérsio arida, Lara Rezende,Malan e Chico lopes para atrapalhar. Todos eles hoje riquísimos.Todos banqueiros. FTHC nunca deixou só um risquinho de um plano econômico qualquer. Como disse delfim em texto que publiquei acima, FTHC, já ia destruindo o Plano real, Coube ai torneiro analfabeto recuperá-lo. O senhir é um metodista, que seja um metodista na viad real e enxergue o método senhor. Não se arraigue em pré-conceitos. Eu sou apenas um jovem, velho o bastante para ter vivido no Brasil que os senhores viveram e vivido em um Brasil em um Brasil que os senhores não viveram.
Senhor Luiz, insisto 2 mais 2 são 4. Verdade que será aceita na Índia, paquistão, Nepal, Japão. O Metodismo e o que o senhor pensa sobre o governo Lula, não será aceito como verdade em lugar nehum.
Ruy
Só para complementar minha resposta A dívida pública federal aumentou 2,28% em setembro, quando alcançou o valor de R$ 1,8 trilhão, de acordo com dados do Tesouro Nacional. Compare o montante desta divida coma de FHC.
2,28 per cente sr Luiz? O senhor me açula? Dívida líquida pública: 1995/2002 recebida 150 Bi- entregue em 2003 896 bi, crescimento de 475 per cente.
Nem um concurso, nem uma universidade, nem um profesor contratado, nenm um cientista, nem um NADA, entre 1995/2002.
Senhor Luiz, o senhor é a prova viva que os Kardecistas têm razão. Há universos paralelos. Há pessoas que vivem em outro mundo.
Não vi nada na minha resposta que possa ser considerada agressão pessoal.
Apenas me localizei no tempo na esperança que você se lembrasse de mim e de nosso tempo de juventode, o que não ocorreu – paciência.
Minha referência a seu pai, Arthur Almada, não foi e não poderia ser isultuosa pelo fato de o admirar muito.
Você diz que não se considera facista. Eu apenas fiz um paralelo entre o condenar um livro sem ter lido só por não simpatizar com o autor com a queima de livros promovida pelos nazistas só por discordarem dos autores.
No mais respondi as perguntas que me foram feitas por você mesmo.
Enfim encerramos aqui o assunto pois a esquerda radical não consegue mesmo dar continuidade a um debate democrático.
Perdeu a oportunidade de não teclar. É isso que acontece quando se age por impulso. Perde-se a razão, literalmente. Paciência.
Ricardo
No regime democrático importa que expressemos nossas ideias com liberdade sem patrulhamento ideológico e é importante o respeito a ideias contrárias. Através do debate podemos enriquecer e aperfeiçoar a democracia.
A intolerância daqueles que defendem o totalitarismo, de direita ou de esquerda, conduzem a se criticar livros que não lemos só por não simpatizar ou discordar das ideias do autor.
Nunca se perde por deixar de expressar suas ideias mesmo que seja uma minoria. A democracia só tem a ganhar com a liberdade de expressão.
O seu comentário é típico de alguém que tecla sem pensar. No entanto seu impulso é legítimo, sem ele a democracia seria mais pobre.
Só se perde a razão literalmente quando se foge do debate democrático, quando se age movido pelo preconceito, quando se condena uma obra ou uma ideia só por não simpatizar com o autor.
Ruy,
Você comete um erro histórico. FHC foi Ministro da Fazenda no período de Maio de 1993 a Março de 1994. O decreto instituindo o Plano Real foi publicadores fevereironde 1994′portanto FHC era o Ministro da Fazenda quando da implantação do Plano Real. É claro que a equipe econômica trabalhou no plano, mas FHC foi o responsável.
Luiz Inácio Lula da Silva se opôs ao plano junto com o PT. Quando em 2002 tudo indicava que Lula venceria a eleição, o mercadonentrou em crise com o temor de que Lula acabaria com o Plano Real como pregava. lula fez então a famosa carta a nação se comprometendo a manter o Plano Real. Eleito Lula nomeou um deputado tucano, o banqueiro Henrique Meireles para comandar a economia.
A dívida pública brasileira, que engloba tanto o que o Brasil deve para outros países como os débitos no mercado interno, cresceu 2,34% em abril e atingiu R$ 1,734 trilhão, informou nesta segunda-feira (23) o Tesouro Nacional. Esta é a primeira vez que a dívida ultrapassa a marca de R$ 1,7 trilhão. Fonte http://noticias.r7.com/economia/noticias/pela-1-vez-divida-publica-brasileira-supera-marca-de-r-1-7-trilhao-20110523.html
Quanto a universidades o que tenho a dizer é o seguinte:
1 – Lula afirma por aí ter criado 13 universidades federais. É mentira! Com boa vontade, pode-se afirmar que criou apenas seis; com rigor, quatro. Por quê? A maioria das instituições que ele chama “novas universidades” nasceu de meros rearranjos de instituições, marcados por desmembramentos e fusões. Algumas universidades “criadas” ainda estão no papel. E isso, que é um fato, está espelhado nos números, que são do Ministério da Educação;
2 – Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 – seis anos de mandato de Lula;
3 – Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);
4 – Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;
5 – Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;
6 – O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;
7 – Sim, há mesmo a preocupação de exibir números gordos. Isso faz com que a expansão das federais, dada como se vê acima, se faça à matroca. Erguem-se escolas sem preocupação com a qualidade e as condições de funcionamento, o que leva os estudantes a desistir do curso. A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.
8 – Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina “companheira”. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 – 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período;
Se informe melhor. Estude mais. Você é jovem e com o tempo vai aprender que sair falandobas bobagens que você diz sem ter base já não cola mais. O povo já não é tão bobo quanto você pensa .
Só agora vi essa polêmica criada por Luiz Felipe com o texto do Izaias Almada. Não quero entrar diretamente o debate, além de dizer que concordo totalmente com as opiniões expressas pelo Izaias. Entretanto quero aproveitar a oportunidade para dizer que sou metodista – tenho 71 anos – e fui uma das vítimas do “dedodurismo” do bispo Izaias Sucasas e um dos focos da matéria da revista iSTOÉ de junho. Luiz, nada do que foi dito sobre o bispo é mentira. Tudo está documentado nos arquivos do DEOPS e também no diário dele. Outra informaçào sobre ele que talvez você não saiba: consta, entre alguns familiares dele, que ele foi membro do movimento integralista, versão brasileira do fascismo. Infelizmente, mesmo diante de evidências como essas há pessoas que ainda crêem que são mentiras. Atitude semelhante, aliás, assumida por pessoas que ainda acreditam que os que lutaram contra a ditadura foram “terroristas”. Uma nota para o Izaias: estivemos presos juntos no Tiradentes em 1970, mas nunca nos encontramos pessoalmente porque eu estava no 02 e você no 01. Conheci a Marília em 1969 e vi vocês algumas vezes no páteo durante as visitas. Abraços
Prezado Anivaldo,
obrigado por suas palavras. Como você pode ver, alguns de nós carregam o estigma de anti-democráticos porque acreditamos que um outro mundo é possível.
Os que acreditam na manutenção do status quo se arvoram em donos da verdade e dizem que são democratas e os que não rezam pela sua artilha são fascistas e todas esses termos que gostam de colar na pele dos adversários.
Quanto ao bispo Isaías Sucasas: sem comentários. Esse tipo de metodismo, pelo visto, sobrevive. Infelizmente.
Saudações e um abraço,
Izaías Almada.
Prezado Izaias
Eu sou um dos que acredita que um outro mundo é possível. Por isto contesto o que você diz.
Acredito que é possível um outro mundo onde os fins não justifiquem os meios.
Acredito em um mundo em que ideias contrárias às nossas sejam respeitadas.
Acredito em um mundo em que um livro seja criticado por seu conteúdo e não por preconceito contra o autor.
Acredito em um mundo onde a liberdade de imprensa, de expressão e de religião sejam respeitados.
Acredito em um mundo onde sua crença religiosa não seja ridicularizada.
Acredito em um mundo onde se defenda o comportamento ético, de honestidade e de princípios.
Acredito em um mundo em que a verdade seja valorizada.
Acredito em um mundo onde o debate democrático seja possível sem patrulhamento ideológico
Acredito em um mundo onde o arrependimento e o perdão tenham mais valor do que o preconceito o ódio e o sentimento de vingança.
Acredito em um mundo onde seja possível a justiça social para todos.
Acredito em um mundo em que os governantes corruptos sejam castigados por seus atos contra o povo que sofre.
Mas este mundo só é possível se tivermos a fé em Jesus Cristo.
Anivaldo
Sei que você é o pai do Ministro da Saúde de Dilma Rousseff.
Mas isto não vem ao caso, pois acompanhei sua história inclusive no Expositor Cristão. Não vou discutir o assunto do Bispo Izaias. Se você disse que foi desta forma acredito em você, pois não tenho motivos para desacreditar, mesmo que não concorde com sua ideologia política.
Infelizmente você diz concordar com as opiniões expressas por Izaias Almada. A crítica que faço a Izaias e no caso a você também que concordou com as opiniões dele, é que não se constroi uma democracia criticando livros ou ideias simplesmente por não simpatizar com o autor das mesmas.
Continuo afirmando que a atitude de Iazias Almada ao criticar um livro sem ler, simplesmente por não simpatizar com o autor é uma atitude semelhante aos nazistas que queimavam livros por serem seus autores judeus. Puro preconceito.
Sou Metodista e vi a Igreja Metodista Central ser pichada por dentro com frases contra o pastor na época (1968 ou 1969, não me lembro bem), por puro preconceito.
O Bispo Izaias já faleceu. Não tem como se defender mais. O fato de ter tido parentes que foram integralistas não o condena. Uma pessoa só pode ser condenada por seus próprios atos e não pelos atos de seus pais e filhos como dizem as Escrituras Sagradas.
Aqueles foram tempos difíceis para todo mundo. Também fui vítima de preconceitos e ainda sou por ser um adepto do cristianismo, por ser favorável a liberdade de imprensa e de expressão, por ser contra o preconceito e o patrulhamento ideológico.
Como disse diversas vezes, abomino a ditadura tanto de direita como de esquerda.
Tive contacto com muitos que pegaram em armas contra a ditadura da época e sei, como você também sabe, que muitos defendiam a instalação no Brasil de uma ditadura de esquerda nos moldes cubanos. Prova disto a guerrilha do Araguaia patrocinada pelo PC do B.
Nossa atitude como Metodistas e como cristãos é em primeiro lugar uma atitude de amor ao próximo de arrependimento e principalmente de perdão.
Temos muitos heróis da fé que morreram defendendo estas causas, no passado recente pastores foram mortos por ordem de Adolf Hitler por se oporem ao nazismo. Hoje há um pastor condenado a morte no Irã por sua posição cristã e por ter se convertido do islamismo para o cristianismo.
Um amigo meu de infância, cuja mãe Maria da Glória Freira me alfabetizou em Coelho Neto no Rio de Janeiro, Fausto Machado Freire, assassinou um motorista no Rio de Janeiro com a finalidade de roubar o carro para a realização de um assalto a banco. Como este motorista muitos outros perderam a vida. Você não considera isto um ato terrorista? Como também é um ato terrorista a tortura praticada por militares e policiais nos porões da ditadura.
Outro civil perdeu uma das pernas ao ser atingido por uma bomba colocada no Consulado Americano em São Paulo. Este ato não é tão terrorista como a bomba que explodiu no Rio Centro?
Desde quando os fins justificam os meios?
Gostaria, Anivaldo, de saber como do ponto de vista cristão você encara esta questão.
Senho Luiz.
Meu debate com o senhor será longo. Os números que o senhor me apontam são falácia. O governo Lula, colocou 700 mil alunos na universidade. Só de dizer PTOUNI,FIES, REUNI, COTAS, ENEM, contariam o que o senhor diz. O senhor se preocupa com dívida interna, não deveroia um país que crescer tem que aumentar sua dívida. Ou senhor quer voltar á economia roda presa de FTHC, onde vendia-se o patrimõnio e aumentava a dívida e o brasil não crescia, e não enfrentou crise internacional como o senhor disse anteriormente. Enfrentou espirros da ásia, russia e tailãndia, quem enfrentou e enfrenta crise é este governo. Se evasões aumentaram no ensino público, o que sempre teve, se detectou-se neste governo é porque o números de matrículas idém. Não disse que FTHC não foi ministro da fazenda, disse que ele não tem shongas nenhuma a ver com o Real. Ele voltou no governo quando estava no senado apenas para assinar de forma leviana as cédulas do real. Os donos do brasil já tinham decidido que ele seria o gerente dos negócios deles com o estado, tanto que quem, governou o Brasil no segundo mandato foi Os USA, fizeram isto(decidiram que ele seria o gerente) chantageando Itamar, este sim um grande governante, depois da morte daquele “sobrinho” dele na Bolívia, Itamar detestava FTHC.
FTHC mesmo Afirmou que não conhecia os detalhes técnicos do plano. Quando foi a ele informado que lara, Arida,malanta, Chico, sabiam que a moeda seria apreciada e o que possibilitou a estes senhores serem hoje podres de ricos, lara anda para cima e para baixo de avião, no mundo todo e levando seus cavalos de raça.
Se bem que o o delegado protógenes, disse que FTHC ganhou dinheiro manioulando a divida externa através do banco Paribas.Talvez daí aquele apartamento na Foch Avenue em paris, que agora FTHC admite ser dele.
Senhor, o Brasil passa por um momento em que os jovens têm esperança, quando os mundo está derretendo. Eu sou da casa Grande.
Faço vaquinha com outros amigos aqui para mandar alguns $$$ mensalmente para o filho da empregada de um lojista amigo da família, que estuda geologia em caçapava do sul RS, entrou pelo ENEM. O senhor poderia me informar algum caso destes em 1995/2002?
A propósito, desafio o senhor a provar que o governo Lula Dilma, não fez não 13 mas 14 universidades, estes seus números são falácias, Conte também 200 e tantos Campi criados através do REUNI.
CONTINUA….
Senhor Luiz, se o senhor mora ainda em BH, deveria frequentar o campus da UFMG, o senhor ouviria muitos destes depoimentos que eu ouvi aqui na UFOP, que aliás é um campus que virou um canteiro de obras. Sinceraqmente gostaria que o senhor nos visitasse.
Leia este depoimento:
Outro dia conversando com um antigo aluno da faculdade dos anos 90, me dizia como era a educação universitária no governo Fernando Henrique Cardoso e porque ele tem tanto desgosto por essa época.
Dizia ele, passei a década de 1990 praticamente inteira dentro da UFMG. Primeiro na Escola de Música, cursando formação musical enquanto fazia o segundo grau. Fiz um intervalo de um ano, em 1996 (aqui já era governo FHC), estudando pro vestibular.
Depois, cursei a faculdade de Direito. A formatura seria em dezembro de 2001, mas foi em fevereiro de 2002 por causa da greve de servidores.
Lembro-me da aposentadoria em massa dos professores da Escola de Música, pois estavam sendo implantadas novas regras para trabalho e previdência que seriam ruins para os docentes.
Mais tarde, vi o impacto dessas aposentadorias na Faculdade de Direito: as vagas deixadas em aberto pelas aposentadorias foi preenchida em sua maioria por concursos de professores temporários (os famosos professores substitutos).
Alunos de pós-graduação ou bacharéis em Direito sem pós-graduação (não havia cursos de especialização, havia pouquíssimas vagas de mestrado e doutorado na UFMG, e o mestrado da PUC-MG só foi implantado em 1997) eram contratados como professores substitutos, recebendo um salário de R$300,00 (baixo, mesmo para a época) para ministrar aulas.
Como professores temporários ficavam somente em sala de aula, não desenvolviam pesquisa. As poucas vagas abertas para professores efetivos exigiam dedicação exclusiva, com salários baixíssimos e sem recursos de nenhum tipo para desenvolver pesquisa.
Alunos de graduação que quisessem seguir carreira acadêmica tinham de se dispor a fazer pesquisa e monitoria de forma voluntária, pois as raríssimas bolsas não eram suficientes para todos os candidatos aprovados. A ausência de bolsas afastou alunos que queriam fazer pesquisa, mas que não tinham família para bancar seus estudos: ou trabalhavam (e aí eram recusados na monitoria/pesquisa voluntária, pois muitos orientadores exigiam dedicação em tempo integral), ou se sujeitavam a pesquisar sem bolsa e aguardar pacientemente na fila até obtê-la.
Os prédios onde estudávamos eram ruins, pois não havia um mínimo de preocupação com planejamento ou manutenção. Os elevadores nunca funcionaram a contento, e sempre alguém ficava preso neles.
A faculdade de Direito conseguiu fazer algumas reformas em meados da década de 90, alterando um dos prédios (o menos velho) para receber todos os alunos de graduação, e ampliando a biblioteca (que funcionava num porão e passou a ter um prédio acima do porão, com mais mesas para estudo, novas instalações elétricas e até elevador).
Porém, o problema da manutenção era sério: quando um professor e meus colegas ficaram presos no elevador da biblioteca e foi necessário destruir sua porta para que eles saíssem, mais de seis meses se passaram até consertarem o elevador e reorganizarem a biblioteca.
Falando em biblioteca, ela era um horror: só tinha livros velhos, mofados, e poucos periódicos estavam atualizados. Estudar na biblioteca era sinônimo de sinusite e alergias. Cansei de estudar lá em época de chuva ouvindo goteiras. Não havia verba para comprarem os livros indicados pelos professores. O D.A. fazia campanhas incentivando editoras a doarem livros para melhorar o acervo.
O período em que estudei foi também o período das greves. A de 1998 é particularmente memorável, pois metade dos professores entrou em greve (eram os professores em dedicação exclusiva) e metade não aderiu à greve (professores substitutos, em estágio probatório, e em tempo parcial que priorizavam atividades não-acadêmicas como advocacia). A greve foi de março a julho, e bagunçou todo o calendário acadêmico por cerca de dois anos. Pra mim, o impacto da greve foi terrível, pois tive aula direto entre março e outubro (primeiro com os professores que furaram a greve, e depois com as aulas de reposição) e o novo calendário bagunçou todo o esquema de férias, que passaram a ser bem curtas, em maio e outubro, totalmente incompatíveis com minhas férias no trabalho.
Ter aulas em salas abafadas em pleno 40 graus de janeiro foi algo bastante desgastante, não tinha ventilador que amenizasse o desconforto (pelo que me explicaram, a reforma do prédio para receber as turmas de graduação alterou – pra pior – a circulação de ar).
Quando o calendário voltou ao normal, veio outra greve. E mais outra, e mais outra… quando não era greve de professores, era greve de servidores, ou de ambas as categorias. E todos tinham razão em suas reivindicações: salários baixos, congelados, planos de carreira que só retiravam direitos, e péssimas condições de trabalho.
Não tenho saudade das dificuldades dessa época, e ainda não entendo como um presidente que era professor universitário conseguiu destruir a universidade desse jeito.
Estando hoje novamente na UFMG, vejo o quanto algumas coisas mudaram (mais verbas pra pesquisa, bolsas de monitoria, novos livros – inclusive estrangeiros – na biblioteca). Tem muita coisa que pode ser melhorada (como a manutenção dos prédios e elevadores), mas não tem nem comparação com o pesadelo que foi estudar durante o período Fernando Henrique Cardoso.
Às vezes é necessário ver ou viver situações bastante ruins para dar valor quando elas melhoram…
Ruy Barbosa Maciel- Governador valadares MG
Senhor Luiz, é difícil fugir ao canto da sereia da imprensa corrupta deste país.
Mas novamente eu desafio o senhor desmentir estes números que apontarei abaico e a provar os que o senhor me apontou, sobre o ensino superior na época de FTHC, dando a este uma superioridade sobre o governo Lula.
Senhor Luiz, quando o governo do cínico e mentiroso FHC terminou o seu 2º reinado a situação da nossa
economia era a seguinte:
- A economia brasileira QUEBROU TRES VEZES em oito anos.
- A inflação já estava nos dois dígitos.
- As reservas brasileiras eram de US$ 15 bilhões (carta de crédito do FMI)
- As taxas de juros eram superiores a 25% a.a.
- O risco país era superior a 4.000 pontos.
- Um mísero dólar valia quase R$ 4,00.
- Privatizaram as maiores estatais, estradas, portos, etc. – ação denominada de PRIVATARIA, foram mais de R$ 100 bilhões transferidos para a “iniciativa privada”, que ninguém viu e não sabe.
- A taxa de desemprego era superior a 19,5% .
- O número de “miseráveis” era superior a 38 milhões de pessoas.
- O número de “pobres” era superior a 40 milhões de pessoas.
- Durante oito anos o governo FHC foi dedicado a desmantelar o Estado com milhares de “aposentadorias” estimuladas com verdadeiras fortunas em dinheiro .
- As taxas médias anuais de crescimento da economia sempre foram inferiores a 2,5% a.a.
- Quase 80% das nossas exportações eram destinadas para os EUA.
- A carga tributária passou da média de 25% para 36% do PIB.
- A dívida pública interna passou de R$ 200 bi para R$ 896 bilhões, que relacionada ao PIB , apresentou um crescimento de 30 para 56% do PIB.
- A dívida externa era superior a US$ 180 bilhões.
Enfim, chega de números. Aliás, PÉSSIMOS NÚMEROS
.
Agora, vamos pegar estes mesmos dados e comparar com os do governo Lula:
- A economia NÃO QUEBROU NENHUMA VEZ, apesar do imenso desejo da oposição e da imprensa, e das maiores crises da história do capitalismo.
- A inflação é inferior a 5% a.a. nos últimos 4 anos.
- As reservas totais já superaram a casa dos US$ 363 bilhões.
- As “altas taxas” de juros são inferiores a 12% a.a.
- O “risco Brasil” é inferior a 44 pontos.
- A atual taxa de câmbio é de US$ 1 para R$ 1,70 COM TODA A ZONA QUE OS EUA APRONTARAM NOS MERCADOS.
- NÃO HOUVE PRIVATARIA.
- a taxa de desemprego é inferior a 7 %.(em algumas capitais, pleno emprego)
- Na classe média baixa, houve um aumento de mais de 38(uma Espanha) milhões de pessoas, ou seja, hoje, o Brasil tem menos de 20 milhões de pobres, o que é ainda inaceitável.
- O governo Lula vem “reconstruindo” o Estado, só na Polícia Federal foram contratados mais de
15 mil policiais.
- a taxa de crescimento no ano de 2010 foi superior a 6%.
E A TAXA DE DESEMPREFO FOI A MENOR DESDE 2002! 6,8. fujam do PIG!
- depois de quatro anos, menos de 20 % das nossas exportações são para os EUA. As viagens do Lula, tanto criticadas pela mídia, deram este salto de qualidade nas nossas exportações e importações, pois não dependemos mais apenas dos EUA.
É oportuno lembrar que “todos” os analistas e comentaristas diziam que o Brasil iria “sofrer as conseqüências” da quebradeira norte-americana com os seus papéis sujos. Todavia, como não dependemos mais tanto do mercado deles, a nossa economia continuou crescendo e “inabalável” com a “crise externa” (para o desespero dos analistas). ANALISTAS?
- a dívida pública interna é inferior a 50% do PIB.( é aqui que está o X da questão senhor luiz, esqueça o valor venal)
- NÃO TEM MAIS A “IMPAGÁVEL” DIVIDA EXTERNA com o FMI
Portanto, se o governo do presidente Lula tivesse cometido a IDIOTICE de continuar a política econômica neo-liberal tucana/demoníaca, estaríamos falidos há muito tempo.
Quem fala ou pensa que a nossa atual economia é uma conseqüência dos tempos dos MALANDROS, deverá rever o seu conceito – URGENTEMENTE.
Assim sendo eu pergunto:
- até quando essa manipulação odiosa da grande imprensa vai existir?
Quando será que as pessoas de bem e as pessoas informadas irão se rebelar contra essa ditadura da informação? O famoso PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA,
Sinceramente, EU ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE. Não compro nenhum produto ou serviço do PIG.
e, sempre que oportuno, como neste momento, DESMORALIZO-OS COM FATOS E NÚMEROS, (verdadeiros, sem malabarismo)
Ruy Barbosa maciel- Governador valadares MG
Ruy
Dizer que os números do IBGE e do Banco Central são falácias e demais. Não dá para discutir pois não vamos ter base técnica para tal, se você começa por desacreditar os dados oficiais. Discutir com base em dados tirados da sua cartola não dá.
Nunca pensei que a qualidade de ensino na OFOP estivesse tão ruim.
Você não deve saber que o comunismo acabou na Europa. O muro de Berlim já caiu há mais de dez anos. A União Soviética não Existe mais. Os paises da Cortina de Ferro hoje fazem parte da OTAN. A China e outros países do antigo bloco comunismo estão caminhando para o capitalismo.
A Albania há mutio não é comunista.
Quanto a UFMG leia o blog de um renomado professor de lá, Professor Antônio Machado http://profmachado.blogspot.com/
Mesmo assim vamos responder alguns dos pontos levantados por você com base em dados oficiais (IBGE e Banco Central etc.)
1. Me diga com base em que informações você afirma que o Brasil quebrou três vezes? Este é um jargão usado muito pelos lulo petistas que não tem nenhuma base técnica.
2, Realmente a inflação já estava em dois dígitos – Só que com uma grande diferença partiu de 83% ao mês para 12% ao ano. Vai lá uma grande diferença.
3. Qual a sua fonte de informação com relação a reserva brasileira e as demais informações de economia. Sairam da sua cabeça ou são dados oficiais do banco central? Esclareça por favor para que possamos continuar o debate.
4. Só mais uma pergunta. Se a dívida externa era impagável como é que foi paga?
Fica difícil um debate com quem quer empurrar goela abaixo suas crenças sem base técnica.
Aqui vai a opinião de quem leu e não gostou do livro. Prova de que Izias Almada agiu por impulso e preconceito contra o autor,
José Nêumanne Louva Lula
Nivaldo Cordeiro
Um espectador engajado
20 de agosto de 2011
O segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua platéia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele.
Kark Kraus
Quando comecei a ouvir e a ler os comentários sobre o livro de José Nêumanne Pinto, editorialista do Jornal da Tarde e articulista do Estadão, eu inicialmente me recusei a acreditar. Nêumanne é um dos orgulhos da comunidade nordestina em São Paulo, homem inteligente e talentoso escritor. Sempre o tive na mais alta conta e até então era, para mim, um pilar da imprensa livre no Brasil.
Eu já havia percebido nos artigos recentes que costuma publicar no Estadão certa tolerância com o PT e a Dilma Rousseff. A isso atribuí a natural acomodação que um grande jornal por vezes faz com o poder do dia. Afinal, as gordas verbas não podem parar de fluir. Sem vender a alma de todo, um jornal faz concessões aqui e ali. Mas a publicação do livro (O Que Sei de Lula, Editora TopBooks) foi um rebaixa-mento e um gesto subserviente sem igual. A resenha publicada no próprio jornal O Estado de São Paulo disse que o autor procura mostrar “o homem atrás do mito”. Na verdade, o livro cultiva ainda mais o mito.
Foi aberto imediatamente intenso debate na minha página no Facebook. A maior parte dos amigos que a integram são simpatizantes e leitores de longa data do jorna-lista, como eu mesmo sou. O próprio Nêumanne integra a relação dos meus amigos naquele sítio. O repúdio foi geral ao encômio feito a Lula no livro e Nêumanne se manifestou em tom defensivo/ acusatório, alegando que na verdade fazia até denún-cias, como a de Lula dizer-se admirador de Hitler, declaração que o ex-presidente deu a uma antiga edição da revista Playboy, fato sobejamente conhecido.
Nêumanne deu uma entrevista a um site da internet e a ouvi com atenção. Frases como “Lula é um gênio”, “Lula nunca foi de esquerda” e “Lula é um enorme talento” me levaram a concluir que José Nêumanne Pinto não escreveu mais do que uma peça de propaganda, convenientemente em momento bem próximo às eleições. Lula é precisamente o oposto de tudo o que Nêumanne enxergou nele. O livro virou notícia em toda parte e tem sido objeto de intensos debates. As eventuais “denúncias” contra Lula, todas velhas notícias requentadas, parecem-me meras escoras para
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aumentar a credibilidade do escritor e o imunizar contra as críticas de puxa-saquismo e de propagandista da causa.
Mas foi exatamente isso que José Nêumanne fez: puxou o saco de Lula e fez propaganda da sua personalidade e do PT. Um gesto lamentável, um opróbrio para uma biografia que tinha sido até agora uma exaltação inerente. Uma obra maldita. José Nêumanne caminhou além da linha vermelha.
Eu, pensando comigo: em 1933, Thomas Mann exilou-se, foi o primeiro exi-lado, aquele que não compactuou com a Alemanha de Hitler, enquanto toda a gente, as “Zelites” inclusive, toda a imprensa, todos os ricos, o Exército, todos os alemães (menos alguns, os insubstituíveis, os restos de Israel, como Voegelin. Excluo os ju-deus por óbvio, como Strauss) aderiram de mala e cuia ao novo regime. Algo seme-lhante acontece entre nós. Mas onde anda o nosso Thomas Mann, aquele que poderia dizer: onde eu estou está a cultura brasileira? Ninguém, ninguém. Ou há? Acho que vi um: Olavo de Carvalho, que presentemente se encontra no exílio. Em 1933 era apenas um. Em 2011 é apenas um. A classe letrada, toda ela, pôs-se a serviço dos revolucionários. Tempos de grandes perigos.
Observações:
1) Extraído do site do autor, http://www.nivaldocordeiro.net/
(http://www.nivaldocordeiro.net/joseneumannelouvalula);
2) As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não
Senhor luiz.
Vamos debater pelo email
[email protected]
Não vamos encher a caixa de comentários do ex metodista Izaias com coments de um metodista e de um agnóstico que estuda geologia e as rochas falesianas, poupemos os leitores dele.
meu email TAÍ!
ABRÇS!!!!!
Ruy Barbosa
A minha crítica ao Izaias não é o fato de ser ex metodista ou não. A crítica não é se apoia ou não a Lula e ao PT, apesar de lamentar que Izaias tenha trocado o verdadeiro Deus, que seu pai adorava, pelo deus Lula.
A crítica se refere a sua intolerância e preconceito com relação a um livro que não leu só porque não simpatiza com o autor, uma atitude semelhante a dos nazistas e fascistas que queimavam livros por não simpatizarem com os autores ou pelos mesmos serem judeus.
Atitude pouco democrática de Izaias e de que o apoia nesta atitude totalitária.
Quanto a debater o governo lulo petista através do email, estou disposto a debater, desde que com dados confiáveis do Banco Central, IBGE etc. e não dados retirados da cartola.