<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Escrevinhador</title>
	<atom:link href="http://www.rodrigovianna.com.br/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.rodrigovianna.com.br</link>
	<description>Por Rodrigo Vianna</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 17:50:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>2012 é ano de eleições. E aí, como é que fica?</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/e-ai-como-e-que-fica.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/e-ai-como-e-que-fica.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izaías Almada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Como a esquerda irá agir?]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11516</guid>
		<description><![CDATA[Nunca é demais lembrar que estamos em ano eleitoral.  Nas eleições, estarão em jogo duas visões distintas para enfrentar não só a presente crise econômica, mas para definições de uma política que encontre alternativas humanistas para a mesma desfaçatez capitalista. E a esquerda democrática brasileira, dentro dessa complexidade, como se comportará?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Izaías Almada</span></em></p>
<p>Acabo de escrever a coluna agora, ainda no dia dois de fevereiro.</p>
<p>Dia dois de fevereiro, dia de festa no mar; eu quero ser o primeiro a saldar Iemanjá&#8230;</p>
<p>Apesar do carnaval que se aproxima, aquela data em que o Brasil já se acostumou a dizer que é partir dela, ou melhor, depois dela que o ano começa, nunca é demais lembrar que estamos em ano eleitoral. E política é coisa de gente grande. Política é guerra, embora os cínicos queiram provar o contrário. Sim, porque é comum se ouvir que a política deve ser feita com ética e civilidade, mas os exemplos do cotidiano nos remetem exatamente ao oposto disso.</p>
<p>Mas deixemos de lado essas reflexões que não levam a lugar nenhum e passemos aos fatos concretos. Fatos que, em princípio, estão na ordem do dia de um ano particularmente crítico. Tanto nacional como internacionalmente.</p>
<p>Dizem alguns estudiosos, supersticiosos ou não, que a civilização maia definiu em seu calendário o ano de 2012 como sendo um ano de grandes transformações.</p>
<p>Ao colocar a corda no pescoço da política, o capital financeiro internacional no seu estágio mais avançado em que buscou a desregulamentação da economia e, em particular, ao enfraquecimento do estado como agente conciliador entre os vários segmentos econômicos e sociais, provocou não só uma crise econômica em escala mundial, mas também uma crise política de proporções ainda não de todo avaliada.</p>
<p>Países como Estados Unidos e França enfrentarão eleições majoritárias em meio a uma turbulência social. Espanha, Portugal, Itália e Grécia, solapados pelas tão decantadas benesses do neoliberalismo, voltaram-se (não sei se exatamente por vontade da maioria dos seus cidadãos, mesmo considerando as recentes eleições espanholas) para a direita ou para a extrema direita, fazendo pressupor dias sombrios em algumas regiões européias.</p>
<p>Os nossos vizinhos do norte, sempre que se encontram em situações internas delicadas, costumam ter uma bala na agulha. Gostam de uma violenciazinha e o Irã continua como alvo. O motivo não importa: basta plantar a notícia através de suas agências noticiosas e milhares de jornais, revistas e televisões ao redor do mundo repetirão como papagaios mais uma mentira que justifique a invasão.</p>
<p>Na America do Sul, dois países terão eleições importantes: na Venezuela eleições presidenciais e no Brasil as eleições para prefeitos e vereadores. Em ambas estarão em jogo duas visões distintas para enfrentar não só a presente crise econômica, mas para definições de uma política que encontre alternativas humanistas para a mesma desfaçatez capitalista. Nos dois países o filme irá se repetir e as oposições mais uma vez botarão as suas garras de fora, cada vez mais afiadas nos velhos e bons ensinamentos dos vovôs Adolfo e Benito.</p>
<p>Anotem aí: e a esquerda democrática brasileira, dentro dessa complexidade, como se comportará? Seus candidatos e alianças surgirão naturalmente. Como se comportarão diante de problemas como a Comissão da Verdade? Da limpeza étnica em São Paulo e não só? Dos vários Pinheirinhos espalhados pelo país? Da CPI da privataria? Da moralização do Judiciário? Da exigência de nova regulamentação da mídia? Silêncio? Blá, blá eleitoral?</p>
<p>Mas esses são problemas nacionais e não municipais, dirão alguns. Mas o país não é também o conjunto dos seus municípios? Isolar os problemas e torná-los estanques é a velha técnica da direita, o velho individualismo superando a solidariedade. E aí, como é que fica?<br />
<em>Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos. </em></p>
<p>E aí, como é que fica?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/e-ai-como-e-que-fica.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Folha e Veja terão espaço na TV Cultura: parceria com os tucanos agora é oficial</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/folha-e-veja-ganham-espaco-na-tv-cultura-parceria-com-tucanos-agora-e-oficial.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/folha-e-veja-ganham-espaco-na-tv-cultura-parceria-com-tucanos-agora-e-oficial.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 02:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Radar da Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Trincheira da oposição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11510</guid>
		<description><![CDATA[por Rodrigo Vianna A &#8220;Folha&#8221; já pediu, em editorial, o fechamento da TV Brasil - emissora pública criada pelo governo federal. O motivo alegado pelo jornal: audiência baixa. &#8220;Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada -antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte.&#8221; A mesma &#8220;Folha&#8221; anuncia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por<span style="color: #ff0000;"> Rodrigo Vianna</span></em></p>
<p>A &#8220;Folha&#8221; já pediu, em editorial, <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16102">o fechamento da TV Brasil </a>- emissora pública criada pelo governo federal. O motivo alegado pelo jornal: audiência baixa. <em>&#8220;Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada -antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte</em>.&#8221;</p>
<p>A mesma &#8220;Folha&#8221; anuncia agora  - de forma discreta, diga-se &#8211; uma curiosa &#8220;parceria&#8221; com a TV Cultura de São Paulo &#8211; emissora igualmente pública, mantida principalmente com dinheiro do contribuinte paulista. </p>
<p>Tenho orgulho de ter trabalhado na TV Cultura nos anos 90, à época sob a presidência do ótimo Roberto Muylaert. Mas o fato é que a Cultura também não tem uma audiência maravilhosa. Nos últimos anos, os índices só caíram. Mas aí a &#8220;Folha&#8221; não vê problema. Ao contrário, torna-se aliada da TV.</p>
<p>Sobre a parceria entre &#8220;Folha&#8221; e TV Cultura, você pode ver mais detalhes <a href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/46962/tv+cultura+convida+veiculos+impressos+para+compor+sua+programacao">aqui</a>.</p>
<p>O mais curioso é que a parceria se estenderá também à &#8220;Veja&#8221;, a revista mais vendida do país.</p>
<p>A &#8220;Veja&#8221;, como se sabe, gosta de escrever Estado com &#8220;e&#8221; minúsculo, para reafirmar seu ódio ao poder público. Ódio? Coisa nenhuma. A Abril adora vender revistas para o governo. E agora, vejam só, também terá seu quinhãozinho na emissora controlada pelos tucanos paulistas.</p>
<p>O &#8220;programa&#8221; da &#8220;Veja&#8221; deve ir ao ar às terças. O da &#8220;Folha&#8221;, aos domingos.</p>
<p>A notícia sobre o novo programa da revista mais vendida pode ser lida abaixo, em reportagem do site &#8220;Comunique-se&#8221;&#8230;</p>
<p>Recentemente,<a href="http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/estadao-assume-que-e-partido-politico.html"> o &#8220;Estadão&#8221; chamou a oposição às falas</a>, pedindo &#8211; em editorial &#8211; unidade e combatividade para barrar o PT em São Paulo. Alckmin parece ter escutado.</p>
<p>A TV Cultura transforma-se numa  tricheira, a organizar o que sobrou da oposição: &#8220;Veja&#8221;, &#8220;Folha&#8221;&#8230; E dizem que o &#8220;Estadão&#8221; também terá seu programinha por lá.</p>
<p>Faz sentido.</p>
<p>Como disse um leitor, no tuiter:</p>
<p>@<a title="Roberto Toledo" href="https://twitter.com/#!/RobertoToledo59" data-user-id="434931850">RobertoToledo59</a> Estão apenas oficializando a parceria.</p>
<p>Trata-se de um movimento importante: estão preparando a trincheira pra defender a terra bandeirante da horda vermelha&#8230; Afinal, se o PT ganhar a capital esse ano, o Palácio dos Bandeirantes será o último bastião do tucanato paulista e de seus (deles) aliados na velha mídia.</p>
<p>Perguntinha tola desse escrevinhador: &#8220;Folha&#8221; e &#8220;Veja&#8221; vão pagar para usar o espaço da emissora pública? Ou será tudo na faixa?</p>
<p>Em entrevista ao Portal Imprensa, o editor da &#8220;Folha&#8221; deixou claro qual o objetivo da parceria:<em> &#8220;trará a possibilidade de a marca Folha alcançar seu público no maior número possível de mídias. &#8220;O jornal continua firme no propósito de levar seu conteúdo de qualidade a um número diversificado de plataformas, e chegar à TV parece um passo natural&#8221;.</em></p>
<p>Muito natural! Tá tudo em casa, eu diria.</p>
<div><strong><span id="more-11510"></span></strong></div>
<div><strong>===</strong></div>
<p><em><span style="color: #ff0000;">Anderson Scardoelli</span>, do site Comunique-se</em></p>
<p><em>A partir de março, um novo jornalístico ocupará a grade de programação da TV Cultura. Em parceria com a revista de maior circulação no País, a emissora da Fundação Padre Anchieta vai transmitir o ‘Veja na TV’. A atração irá ao ar durante as noites de terça-feira, após o ‘Jornal da Cultura’.</em></p>
<p><em>Além da TV, o programa será exibido ao mesmo tempo na Veja.com. Porém, quem acompanhar o ‘Veja na TV’ pela internet terá um diferencial assim que cada edição chegar ao fim: participar do chat com o jornalista Augusto Nunes, que estará à frente do projeto que marca a parceria entre a Cultura e a publicação da Editora Abril.</em></p>
<p><em>O projeto representa o retorno de Nunes à TV Cultura. Ele foi entrevistador do ‘Roda Viva’ de julho de 2010 a agosto de 2011, época em que a atração foi comandada por Marília Gabriela. De 1987 a 1989, o programa criado há 20 anos foi apresentado pelo jornalista, que atualmente mantém uma <a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/">coluna</a> na Veja.com. </em></p>
<p><em>Por enquanto, nenhum profissional foi contratado para participar do novo programa. O ‘Veja na TV’ será produzido integralmente pela equipe das versões impressa e online da Veja. Os temas abordados pela atração serão política, economia e demais assuntos que aparecerão na mídia no decorrer da semana em que determinada edição será exibida.</em></p>
<p><em>‘Veja na TV’ contará com matérias especiais, comentários, debates e entrevistas. O programa será gravado no estúdio da Veja, localizado na sede da Editora Abril, em São Paulo. O estúdio é o mesmo em que Nunes comanda o ‘<a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/secao/videos-veja-entrevista/">Veja Entrevista</a>’, que é publicado quinzenalmente na Veja.com.  </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/folha-e-veja-ganham-espaco-na-tv-cultura-parceria-com-tucanos-agora-e-oficial.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>28</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Privatização dos aeroportos: vergonha!</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/privatizacao-dos-aeroportos-vergonha.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/privatizacao-dos-aeroportos-vergonha.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Leilão é na 2ª feira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11502</guid>
		<description><![CDATA[Por Paulo Kliass: A estatística dos 3 aeroportos a serem privatizados (Guarulhos, Brasília e Campinas) reflete bem a realidade do que vai ser subtraído do setor público. Eles são responsáveis por 30% do total dos passageiros, 57% do total das cargas e 19% das aeronaves em todo o País.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Privatização dos aeroportos: vergonha nacional!</strong><br />
<em>Por <span style="color: #ff0000;">Paulo Kliass</span>, na <a href="http://www.cartamaior.com.br">Carta Maior</a></em><a href="http://www.cartamaior.com.br"><br />
</a><br />
O próximo fim de semana certamente será palco de muitas reuniões a portas fechadas, encontros discretos e momentos de tensão. Não me refiro aqui aos efeitos da violenta desocupação de Pinheirinho, nem às repercussões da desastrada operação na Cracolândia e muito menos à retomada dos trabalhos no Congresso Nacional. Na verdade, trata-se da tentativa de ressuscitar o nada saudoso processo de privatização de bens e serviços públicos aqui em nosso País. Eis mais uma incongruência que o governo traz à agenda, uma medida tão polêmica quanto anacrônica nos mundos de hoje, em que alguns dos principais dogmas do neoliberalismo estão sendo colocados em xeque, até mesmo por seus ideólogos nos países centrais. Mas aqui em solo tupiniquim, as coisas parecem funcionar ao revés. A bola da vez é a Infraero, empresa pública que se encarrega da gestão e operação dos aeroportos em todo o território nacional.</p>
<p>O “lobby” pela privatização dos aeroportos<br />
O pesado “lobby” que atua a favor da privatização dos serviços aeroportuários é antigo e conhecido. Desde os tempos de ouro da hegemonia da agenda do Consenso de Washington que os representantes do setor privado vêem com olhos gordos essa verdadeira mina de fazer dinheiro fácil, às custas do monopólio dos bens públicos. Nos tempos em que o discurso contra a presença do Estado na atividade econômica era considerado irreparável esse foi um setor que conseguiu resistir e não ser repassado à exploração pelo capital. Uma das razões para tal fato refere-se, sem sombra de dúvida, à natureza estratégica dos aeroportos e de sua tangência evidente com as questões de segurança e soberania nacionais.</p>
<p>E, ao que tudo indica, setores expressivos das Forças Armadas nunca foram muito simpáticos à idéia de transferir tal atividade ao setor privado. Mas os interesses empresariais não haviam desistido de tal projeto e estavam apenas à espreita para saltar em cena no momento adequado. Quis a ironia da historia, que tal oportunidade fosse oferecida, assim de bandeja, justamente por um governo comandado pelo Partido dos Trabalhadores.</p>
<p>O caminho foi sendo pavimentado aos poucos, sem muita pressa. Todos nos lembramos da forma como os meios de comunicação têm tratado a questão do chamado “apagão aéreo” ao longo dos últimos anos. É preciso reconhecer que o quadro dos aeroportos tem ficado cada vez mais crítico. Mas isso ocorreu por um verdadeiro sucateamento a que foi submetido o setor. Ou seja, a situação a que chegaram os aeroportos brasileiros contou com a conivência do próprio Estado. A política de arrocho orçamentário e de cortes nas rubricas de investimento em infra-estrutura contribuiu para aprofundar as dificuldades de oferta de condições adequadas para a operação aeroportuária em nosso País. No entanto, a versão oferecida para a maioria da população, como sempre, acentua apenas a suposta incapacidade do setor público em gerir o setor com padrões de eficiência. A solução seria a bem conhecida panacéia para todos os males: transferir para o setor privado. Aliás, estamos cansados de assistir às demonstrações de tal eficácia do capital na crise atual que assola o planeta. Na hora do aperto, sempre grita pela ajuda do Estado!</p>
<p>Por outro lado, a realização da Copa do Mundo em 2014 e os compromissos assumidos pelo Brasil perante a FIFA e a comunidade internacional passaram a atuar como elemento de reforço da versão catastrofista. E mais uma vez o discurso em favor da eficiência do setor privado prevalece. O tempo é curto, as necessidades são urgentes, não existe alternativa viável que não seja a privatização &#8211; os argumentos se repetem. Assim, em função de um fluxo aéreo extraordinário e concentrado durante tão somente um mês da competição, decide-se por transferir toda a operação dos aeroportos, por décadas, para o capital privado.</p>
<p>O leilão marcado para dia 6/2<br />
Agora a cena toda está montada para a segunda-feira, dia 6 de fevereiro, quando deverão ser realizados os leilões para a privatização de alguns dos principais aeroportos do Brasil. Apesar de todos os protestos e manifestações contrárias ao processo por parte de entidades do movimento sindical, de especialistas na matéria, de órgãos da sociedade civil organizada e até mesmo do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo permaneceu irredutível na manutenção da data e das condições previamente estabelecidas desde meados do ano passado.</p>
<p>Serão leiloadas as concessões dos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Campinas (SP). Esses três são considerados dentre os mais rentáveis e os menos problemáticos de todo o conjunto da Infraero. As condições são as melhores possíveis para os interessados. Tanto que o preço inicial solicitado no leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) foi largamente superado durante o leilão realizado em agosto de 2011. Naquela espécie de experiência piloto dessa nova onda de privatização, o valor pago pelo consórcio vencedor foi quase 230% superior ao preço inicial fixado pelo governo.</p>
<p>Guarulhos tem um lance mínimo fixado em R$ 3,4 bilhões, com concessão de 20 anos. Viracopos tem um valor inicial estipulado em R$ 1,5 bilhão e prazo de uso de 30 anos. Brasília teve o lance mínimo arbitrado em R$ 582 milhões, com prazo de uso de 30 anos. As regras prevêem que seja formada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o objetivo de gerir o excelente negócio. Na verdade, trata-se de um eufemismo jurídico para a famosa Parceria Público Privada (PPP), onde o capital privado fica com 51% dos votos e a Infraero com 49%. Como há necessidade de realizar investimentos para ampliação e modernização, com certeza a SPE receberá empréstimos do BNDES e de outras fontes federais com todas as facilidades e juros subsidiados. E o que mais impressiona é que o edital admite até mesmo a possibilidade de participação de empresas estrangeiras na gestão dos aeroportos. Uma verdadeira irresponsabilidade, dada a natureza estratégica desse tipo de atividade e os riscos envolvidos com a questão de segurança nacional.</p>
<p>O Estado tem recursos para investir<br />
O principal argumento utilizado pelo governo para lançar mão da privatização é a tão propalada falta de verbas para investimento. Porém, a verdade dos fatos desmente essa versão enganosa. Recursos sobram no Orçamento! O problema é a prioridade definida pelas autoridades para sua utilização. Encerradas as contas de 2011, por exemplo, apurou-se que o Estado brasileiro forçou a geração de um superávit primário no valor de R$ 130 bilhões ao longo do ano. Uma loucura! Mais de 3% do PIB destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública. Um número que se revela 30% mais elevado do que o superávit de 2011. E agora basta uma simples comparação. A operação de privatização desses 3 aeroportos vai render R$ 240 milhões por ano aos cofres da União. Ou seja, se houvesse destinado apenas minguados 0,2% do superávit a cada ano para esse importante compromisso, não precisaria transferir a concessão dos aeroportos ao capital privado. Mas a vida é feita de escolhas. E elas revelam a essência de nossas verdadeiras vontades.</p>
<p>A Infraero é responsável pela gestão de 66 aeroportos em todo o território nacional, Eles representam 97% do movimento do transporte aéreo regular, o que corresponde a 2,6 milhões de pouso e decolagens, transportando mais de 155 milhões de passageiros por ano. Como esse serviço não é o mercado da batatinha (“não gostei do serviço, vou aqui no aeroporto da esquina”&#8230;), a SPE tem assegurada a renda das tarifas por passageiro embarcado e aeronave na pista. Um negócio com perspectivas crescentes de ganho e rentabilidade, inclusive porque em 2011, pela primeira vez, a população brasileira passou a utilizar mais o avião do que o ônibus para o transporte interestadual.</p>
<p>Apesar de todas estas evidências, a opção foi de repassar à exploração privada os aeroportos mais promissores, sem nenhuma exigência de contrapartida, como a responsabilização do consórcio ganhador por aeroportos de menor fluxo, mas de grande importância no trânsito regional. É o caso das unidades da Amazônia, por exemplo. A estatística dos 3 aeroportos a serem privatizados reflete bem a realidade do que vai ser subtraído do setor público. Eles são responsáveis por 30% do total dos passageiros, 57% do total das cargas e 19% das aeronaves em todo o País. Assim, fica claro que a Infraero deverá perder parcela significativa de sua fonte de receitas, pois boa parte dos demais aeroportos apresenta baixo faturamento, que tem como principal fonte as taxas aeroportuárias cobradas das empresas e dos passageiros.</p>
<p>Assim, a pergunta que todos nos fazemos é simples e direta: por que a Presidenta Dilma decidiu, então, pela privatização? Como os argumentos relativos à escassez de recursos não resistem ao exame atento dos números do orçamento, a única explicação plausível é de que ela teria sido convencida de que a gestão aeroportuária não seria mesmo uma atividade típica de Estado. E aí o quadro ficaria bem mais complicado, abrindo margem para especulação a respeito da existência de lista contendo outros setores que poderiam vir a sofrer o mesmo tratamento.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/privatizacao-dos-aeroportos-vergonha.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lançamento SpressoSP</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/lancamento-spressosp.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/lancamento-spressosp.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:58:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11478</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/geral/lancamento-spressosp.html/attachment/debate-spressosp" rel="attachment wp-att-11479"><img class="alignnone size-full wp-image-11479" title="Debate SpressoSP" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Debate-SpressoSP.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/geral/lancamento-spressosp.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Judiciário e Coronelismo</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/judiciario-e-coronelismo.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/judiciario-e-coronelismo.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:57:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[STF e CNJ]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11476</guid>
		<description><![CDATA[Por Kenarik Boujikian: Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal deve decidir uma ação que tem como intuito bloquear a iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no que diz respeito à iniciativa dos procedimentos disciplinares contra juízes e desembargadores. O que esta por trás deste processo e de outros que visam coibir as atribuições fixadas na Constituição Federal ao CNJ, órgão criado com a reforma do Judiciário?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Kenarik Boujikian Felippe</span>, no <a href="http://www.viomundo.com.br">Viomundo</a></em></p>
<p>Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal deve decidir uma ação que tem como intuito bloquear a iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no que diz respeito à iniciativa dos procedimentos disciplinares contra juízes e desembargadores.</p>
<p>O que esta por trás deste processo e de outros que visam coibir as atribuições fixadas na Constituição Federal ao CNJ, órgão criado com a reforma do Judiciário?</p>
<p>Resposta: o coronelismo, que no Judiciário é forte o bastante para que com unhas e dentes segure os anéis. Está arraigado em sua estrutura de poder, em suas entranhas, aculturou-se de tal modo que é blindada às mudanças estabelecidas pelos legisladores.</p>
<p>O retrato do coronelismo no Judiciário, especialmente perceptível face à atuação do CNJ nestes seus primeiros anos de existência, pode ser apontada particularmente no que representa a terrível “confusão” entre a coisa pública e a privada; nos favorecimentos pessoais de toda ordem, como o pagamento de valores de forma privilegiada, em total desrespeito aos princípios constitucionais da moralidade e transparência;  a designação de mais  ou menos funcionários nos cartórios pelas relações de amizade, sem critérios objetivos e transparentes; o favorecimento de designação de funcionários para a segunda instância, como demonstrou pesquisa realizada em Pernambuco; o desvio de verbas; os gastos descontrolados, perseguição de juízes por manifestação de opinião; o corporativismo; distribuição de processos muito aquém para  desembargadores do órgão especial; impunidade que beneficia as cúpulas e membros dos Tribunais, etc…etc…</p>
<p>Mais grave é o descaso do coronelismo judiciário com os que estão no andar de baixo, que não são pessoas dotadas de dignidade, pois para o coronelismo a existência de andares e castas é uma premissa. Tal foi demonstrado com a realização dos mutirões carcerários. Presos e presas não recebem o tratamento respeitoso de jurisdicionados, como se não tivessem direito de acesso à justiça. Em relação a São Paulo, estranhamente, o CNJ não inseriu o relatório do mutirão, conforme consulta realizada no site.</p>
<p>Registro que o CNJ não pode se imiscuir na questão jurisdicional, sob pena de ferir o princípio consagrado na Constituição Federal e em documentos internacionais, da independência judicial, que não existe em benefício do magistrado, mas do povo, para que o juiz possa decidir, sem que os coronéis do judiciário possam interferir em suas decisões, sem pressioná-los, como a dar telefonemas para que decidam assim ou assado. Isto é fato. Acontece. Recentemente, magistrado do Rio de Janeiro recebeu um telefonema destes e pediu que o presidente apresentasse o pedido por escrito. Acreditem: o presidente do TJRJ assim o fez e conseguiu-se documentar esta conduta.</p>
<p>E mais recentemente, aqui em São Paulo, o próprio presidente declarou em nota pública que comandou a operação militar de desocupação do “Pinheirinho”. Qual o fundamento para que um presidente de tribunal atue em um processo, senão nos casos previstos em lei? Não há previsão legal de poder de avocação de processo e de seus atos por qualquer desembargador.</p>
<p>Há que se reconhecer que o CNJ abriu um pouco da caixa preta deste Poder, por vezes de forma excessivamente midiática e muitas como também fosse um coronel, querendo controlar a conduta pessoal do magistrado, usando da fúria normativa, inclusive querendo que o juiz se submeta às decisões jurisprudenciais, sob pena de sanção para o momento de promoção (apenas alguns exemplos).</p>
<p>O foco do CNJ muitas vezes é equivocado, a gestão administrativa do Judiciário como se fosse uma empresa privada é fruto de uma visão mercadológica do Poder. O que o Judiciário necessita é de práticas democráticas. O CNJ deve ser o guardião da independência judicial, do princípio do juiz natural, deve ser o órgão a pensar e idealizar novas formas de realização de justiça e não apenas ser um cobrador de números.</p>
<p>É necessário também rever a própria estrutura do CNJ, pois o controle social do Judiciário, ninguém pode mais ter dúvida, é imprescindível.  Entretanto, é fatal pensar que é basicamente um órgão de cúpula, dirigido pelo próprio presidente do STF, composto majoritariamente por magistrados indicados pelas cúpulas do Judiciário. Onde estão a Universidade, as pessoas de outras áreas, porque só temos pessoas do direito a compor o CNJ, onde estão os sociólogos, os economistas, administradores, filósofos, etc…?</p>
<p><span id="more-11476"></span></p>
<p>A cidadania tem direito de controlar todos os seus poderes de Estado, pois são seus. O Judiciário deve se subordinar ao povo soberano, os juízes têm que se subordinar ao povo e somente o farão se cumprirem o seu papel de garantidor de direitos.</p>
<p>Como afirmado pela Associação Juízes para a Democracia, em nota pública, a competência disciplinar do CNJ, encontra apoio no art. 103-B, § 4.º, incisos III e V da Constituição Federal, é salutar conquista da sociedade civil.  Os mecanismos de controle da moralidade administrativa e da exação funcional dos magistrados garantem legitimidade ao poder.</p>
<p>Nem todos os juízes compactuam com a nefasta tradição de impunidade dos agentes políticos do estado, mas todos os juízes sabem que até hoje nada é feito em relação à conduta dos desembargadores, e o caso de São Paulo, estopim das ações propostas no STF, é exemplar. Muitos ouviram que foi realizado pagamento de forma irregular, mas tudo ficou no âmbito da fofoca, do mal dizer. Mas o que foi feito até que tudo viesse publicamente à tona?</p>
<p>Absolutamente nada, pois a postura preferencial é jogar para debaixo do tapete, como se isto fosse melhor para a imagem do Poder Judiciário.</p>
<p>Não é justo que todos os juízes sejam confundidos com o que existe de mais nefasto no Poder e os relatos e exemplos acima não podem ser generalizados e isto o CNJ pode e deve fazer.</p>
<p>A necessidade de democratização do Judiciário é premente e um bom começo seria o Supremo Tribunal Federal, enviar ao Congresso sua proposta de nova lei de regência, pois passados 23 anos da Constituição Federal, ainda somos obrigados a viver sob uma lei promulgada pela ditadura militar.  A colocação do projeto de lei no ambiente próprio, no Congresso Nacional, permitiria que a sociedade discutisse os marcos desejáveis para uma justiça democrática.</p>
<p>Espera-se que o Supremo Tribunal Federal tenha coragem para romper com o conservadorismo que ainda impera no Judiciário e atenda a expectativa social, que foi apresentada pela carta “Pela Transparência e Democratização do Poder Judiciário”, lançada por diversas organizações sociais, que clamam que os órgãos e os agentes do Poder Judiciário brasileiro respeitem os marcos republicanos instituídos com o advento da Constituição de 1988 e com a Reforma do Poder Judiciário.</p>
<p>Kenarik Boujikian Felippe, desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, co-fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/judiciario-e-coronelismo.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Debate e festa para o novo site: o SPressoSP!</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/no-sabado-lancamento-do-spressosp-debate-a-cidade.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/no-sabado-lancamento-do-spressosp-debate-a-cidade.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Neste sábado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11456</guid>
		<description><![CDATA[Os principais assuntos que estiveram em pauta na cidade de São Paulo neste início de 2012 serão discutidos na festa/debate de lançamento do SPressoSP. O portal nasceu no final do ano passado com o objetivo de fazer jornalismo regional na maior cidade global do país. O lançamento será no sábado, dia 04/02, a partir das 10h, com transmissão ao vivo direto da Casa Fora do Eixo de São Paulo. Participe pessoalmente ou on line.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Do<a href="http://www.spressosp.com.br/2012/01/no-sabado-402-lancamento-do-spressosp-debate-a-cidade/"> SpressoSP</a></em></p>
<p><a href="http://www.spressosp.com.br"><img class="alignnone" title="Festa/debate" src="http://www.spressosp.com.br/wp-content/uploads/2012/01/spressosp-festa-debate.jpg" alt="" width="535" height="55" /></a></p>
<p>Os principais assuntos que estiveram em pauta na cidade de São Paulo neste início de 2012 serão discutidos na festa/debate de lançamento do SPressoSP. O portal nasceu no final do ano passado com o objetivo de fazer jornalismo regional na maior cidade global do país. Veja aqui o Manifesto.</p>
<p>O lançamento será no sábado, dia 04/02, a partir das 10h, com transmissão ao vivo direto da Casa Fora do Eixo de São Paulo (Rua Scuvero, 282 – Liberdade). Participe pessoalmente ou on line.</p>
<p><strong>Programação*</strong></p>
<p><strong>10h – O crack e a Cracolândia</strong><br />
Daniela Skromov de Albuquerque, coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública</p>
<p>Jamil Murad, vereador (PCdoB) e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo</p>
<p>Padre Julio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua</p>
<p><strong>11h30 – Território: especulação imobiliária e direito à moradia</strong><br />
Antonio Donato, vereador e presidente do Diretório Municipal do PT de São Paulo</p>
<p>Kazuo Nakano, arquiteto, urbanista e coordenador do Instituto Pólis</p>
<p>Osmar Borges, representante da Frente de Luta por Moradia (FLM)</p>
<p>Roberto Araújo, representante do Movimento Luz Livre</p>
<p>Paula Ribas, presidente da Associação de Moradores e Amigos da Santa Ifigênia e Luz (Amoaluz) e conselheira da Zeis da Santa Ifigênia<br />
<strong><br />
14h – Desconferência sobre a cobertura da mídia em São Paulo e o SPressoSP</strong><br />
Luiz Carlos Azenha, do blog Vi o Mundo</p>
<p>Renato Rovai, editor da Revista Fórum</p>
<p>Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador</p>
<p>*presenças já confirmadas, na medida em que outros convidados forem confirmados, a programação será atualizada</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/no-sabado-lancamento-do-spressosp-debate-a-cidade.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dilma em Cuba, sem meias palavras</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/videos/dilma-em-cuba-sem-meias-palavras.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/videos/dilma-em-cuba-sem-meias-palavras.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11454</guid>
		<description><![CDATA[Durante sua visita a Cuba, a presidenta Dilma Rousseff conversa com jornalistas. Em debate: direitos humanos, cooperação com Cuba, mídia e política externa brasileira. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante sua visita à Cuba, a presidenta Dilma Rousseff conversa com jornalistas. Em debate: direitos humanos, cooperação com Cuba, mídia e política externa brasileira.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/videos/dilma-em-cuba-sem-meias-palavras.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estadão assume que é partido político</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/estadao-assume-que-e-partido-politico.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/estadao-assume-que-e-partido-politico.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Disputa pela prefeitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11452</guid>
		<description><![CDATA[Por Altamiro Borges: Alguns ainda tinham dúvidas que o Estadão é um partido de direita, que funciona e age como tal. No último domingo (29), porém, no editorial intitulado “Agora a capital, depois o Estado”, o jornal saiu do armário e se assumiu como ativa organização partidária. Ele conclama a sua militância – os seus fiéis leitores – a se mobilizarem para a batalha eleitoral de outubro próximo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Altamiro Borges</span>, no <a href="http://altamiroborges.blogspot.com">Blog do Miro</a></em></p>
<p>Que o jornal O Estado de S.Paulo é oligárquico, isto é fato desde a sua origem, quando publicava anúncios da venda de escravos. Que ele é golpista, isto está registrado na história com as suas conspirações contra Getúlio e Jango. Que ele é neoliberal, isto ficou patente no destrutivo reinado de FHC. Que ele gosta dos tucanos, em especial do Serra, isto ficou explícito na campanha de 2010.</p>
<p>Agora, que o Estadão é um partido de direita, que funciona e age como tal, alguns ainda tinham dúvidas. No último domingo (29), porém, no editorial intitulado “Agora a capital, depois o Estado”, o jornal saiu do armário e se assumiu como ativa organização partidária. Ele conclama a sua militância – os seus fiéis leitores – a se mobilizarem para a batalha eleitoral de outubro próximo.</p>
<p><strong>O medo das eleições municipais</strong><br />
Para o jornal/partido, as forças conservadoras correm sério risco nas eleições municipais na capital paulista, a principal cidade do país, o que torna inviável qualquer projeto de retomada do poder central em 2014. Na sua avaliação, o candidato “armado pelo lulopetismo”, o ex-ministro Fernando Haddad, será o principal adversário na contenda e precisa ser duramente combatido.</p>
<p>O Estadão tem visão estratégica. Teme que a derrota da direita na capital paulista seja “o trampolim [dos petistas] para conquista inédita” do governo do Estado. Neste sentido, o jornal oligárquico critica a divisão do bloco neoliberal-conservador e faz um chamamento à sua urgente unidade. Até parece um manifesto partidário (ou é?). Leia alguns trechos:</p>
<p>*****</p>
<p><em>“O maior adversário do PT em São Paulo, o PSDB, não apenas demonstra enorme dificuldade para articular uma candidatura competitiva, como enfrenta o problema adicional de permanecer numa posição ambígua, sem um discurso claro, em relação à prefeitura: não é exatamente situação nem oposição, embora tenha o rabo preso com a gestão Kassab”.</em></p>
<p><em>“Para embaralhar ainda mais o quadro, torna-se cada vez mais concreta a possibilidade de Gilberto Kassab fazer algum tipo de aliança do seu PSD com o PT – por paradoxal que isso seja. Segundo o prefeito tem confidenciado aos seus interlocutores, essa é uma opção a que ele está sendo praticamente impelido por aqueles que seriam seus aliados naturais”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“O que importa é que na disputa pela Prefeitura de São Paulo está em jogo muito mais do que o poder municipal. Um dos fundamentos do regime democrático é a possibilidade de alternância no poder no âmbito federal, que está ameaçado pela perspectiva de o lulopetismo estender seus domínios ao que de mais politicamente significativo ainda lhe falta: a cidade e o Estado de São Paulo. Se existe uma oposição no País, está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir”.</em></p>
<p>*****<br />
<strong><br />
Estadão devia registrar o PIG</strong><br />
Tirando o cinismo da tese sobre “alternância no poder” – a não ser que o jornal considere os seus leitores idiotas, que não sabem que o PSDB comanda São Paulo há quase duas décadas –, o Estadão formula uma linha tática bem definida. Não é “ambíguo”. Caso os tucanos não sigam as suas orientações, a famiglia Mesquita até que podia registrar uma nova legenda – o PIG (Partido da Imprensa Golpista).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/estadao-assume-que-e-partido-politico.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PSDB ou SBT: o escândalo do Vivaleite</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/psdb-ou-assessor-do-sbt-o-escandalo-do-vivaleite.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/psdb-ou-assessor-do-sbt-o-escandalo-do-vivaleite.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 12:18:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Filiados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11444</guid>
		<description><![CDATA[Do SpressoSP: Imaginem quantos minutos o Jornal Nacional dedicaria ao tema para uma reportagem apontando que o PT havia vinculado filiações ao Bolsa Família. Ou imagine quantos discursos o tema renderia ao sempre atento senador Álvaro Dias. Também imagine se isso não seria a pedra de toque dos comentários de zelosos colunistas da moral pública que atuam em veículos tradicionais. Mas nada disso vai acontecer. A reportagem-denúncia de ontem no Estadão, já virou pó no noticiário de hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PSDB ou assessor do SBT: o escândalo do Vivaleite</strong><br />
<em>Por <span style="color: #ff0000;">Renato Rovai</span>, no <a href="http://www.spressosp.com.br">SpressoSP</a></em></p>
<p>Imaginem quantos minutos o Jornal Nacional dedicaria ao tema para uma reportagem apontando que o PT havia vinculado filiações ao Bolsa Família. Ou imagine quantos discursos o tema renderia ao sempre atento senador Álvaro Dias, o único veemente opositor que como não tinha que disputar a reeleição em 2010 conseguiu continuar no Senado. Outros, como Mão Santa, Heráclito Fortes e Arthur Virgilio, não tiveram a mesma sorte. Também imagine se isso não seria a pedra de toque dos comentários de zelosos colunistas da moral pública que atuam em veículos tradicionais.  Mas nada disso vai acontecer. A <a href="http://www.spressosp.com.br/2012/01/filiados-ao-psdb-desconhecem-o-partido-e-nao-lembram-ter-assinado-ficha/">reportagem-denúncia de ontem no Estadão</a>, já virou pó no noticiário de hoje.</p>
<p>E olha que a reportagem tem elementos bastante constrangedores, como o de uma senhora quase cega que cotejada com a pergunta se era filiada ao PSDB, respondeu: assessora do SBT?</p>
<p>Leia este trecho:</p>
<p><em><strong>A senhora é filiada ao partido?</strong><br />
Não entendo o que é.</em></p>
<p><em><strong>A senhora é filiada ao PSDB?</strong><br />
Auxiliar do SBT?</em></p>
<p><strong>É militante do PSDB, do partido?</strong><br />
Não sou…</p>
<p><strong>O nome da senhora consta de uma lista de filiados. A senhora nunca preencheu documentos para se inscrever em um partido político?</strong><br />
Não, nunca preenchi nenhum documento. Inclusive tenho deficiência visual. Sou especial pelo problema meu, não dá para eu ler nada. Perdi a visão total num olho num acidente e tenho apenas 20% em outro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Alguém lhe pediu o título de eleitor?</strong><br />
Uma vez me pediram, mas não lembro pra que era.<br />
<strong><br />
A senhora está em algum cadastro do governo?</strong><br />
Eu tenho o Bolsa Família. E também recebo o leite para o meu neto.</em></p>
<p>A assimetria da mídia na cobertura política quando trata de “mal feitos” do PSDB e de partidos como o PT, PCdoB, PDT ou PSB é algo que beira o ridículo. Não dar mole para os partidos de centro-esquerda não é um problema. A questão é tratar os erros dos partidos de centro-direita com tanta tolerância.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/psdb-ou-assessor-do-sbt-o-escandalo-do-vivaleite.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tensão Europa/Irã: quem semeia ventos&#8230;</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/europaira-quem-semeia-ventos.html</link>
		<comments>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/europaira-quem-semeia-ventos.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 00:23:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Pressão não funciona]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigovianna.com.br/?p=11437</guid>
		<description><![CDATA[Por Flávio Aguiar: ...ouve o que não quer! É o que aconteceu com város ministros de Relações Exteriores que, amadoristicamente, resolveram dizer que aumentavam a pressão econômica sobre o Irã porque essa era uma maneira de evitar a possível agressão armada israelense contra aquele pais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Flávio Aguiar</span>, da Rede Brasil Atual</em></p>
<p><em>&#8230;</em>ouve o que não quer!</p>
<p>É o que aconteceu com város ministros de Relações Exteriores que, amadoristicamente, resolveram dizer que aumentavam a pressão econômica sobre o Irã porque essa era uma maneira de evitar a possível agressão armada israelense contra aquele pais.</p>
<p>Além de não evitar coisa nenhuma, mas apenas ceder a uma chantagem, o corolário foi um tiro no próprio pé: suspender as importações de óleo bruto do Irã a partir de 1º de julho. A Grécia foi a primeira a gritar: sem esse petróleo, ela afunda de vez.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o restante da Europa lhe sonega ajuda, ameaçando não lhe remeter a próxima parcela desta, caso não chegue a um acordo com os bancos privados credores. A chanceler Angela Merkel pede calma aos desesperados gregos e ao resto do mundo que, do Japão à América Latina (de leste para oeste, atravessando o mundo), arranca os cabelos diante da recessão &#8220;auto-feliz&#8221; da Europa.</p>
<p>Ora, o Irã fez o que devia fazer: está em discussão no seu Parlamento a proposta de, se a Europa quiser suspender as importações de petróleo a partir de 1º de julho, suspender as suas exportações para o Velho Continente desde já. Ou seja, sem disparar um tiro &#8211; o que lhe atrairia a ação da 5ª Frota Naval norte-americana estacionada no Bahrein, do outro lado do Golfo Pérsico &#8211; o Irã está fechando o estreito de Ormuz para a Europa inteira &#8211; o que pode ter efeitos catastróficos para o mundo europeu e o nosso também.</p>
<p>É no que dá brincar de política externa.</p>
<p>Em relação ao Irã, no Ocidente vai-se alegremente no caminho da guerra, numa situação que lembra a da Primeira Guerra Mundial. Ninguém acreditava no conflito, nem na sua proporção. Mas ele ocorreu, e mudou a face do mundo. E para pior, apesar do fim dos grandes impérios do passado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/europaira-quem-semeia-ventos.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

