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	<title>Escrevinhador</title>
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	<description>Por Rodrigo Vianna</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 May 2012 18:11:04 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Investigar &#8220;outro lado&#8221; na ditadura: seria igualar nazistas à Resistência Francesa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra Minha]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da Verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[por Rodrigo Vianna Raymond Aubrac morreu no mês passado. Tinha 97 anos, viúvo. Na França, era tratado como herói. Lutou de armas na mão contra os nazistas e contra os franceses colaboracionistas, que aceitaram manter um regime fantoche em apoio a Hitler. Aubrac e a mulher, morta há uma década, foram líderes da Resistência Francesa. Se morassem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13565" class="wp-caption alignleft" style="width: 245px"><a href="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Aubrac-Resistencia-Francesa.jpg"><img class="size-medium wp-image-13565" title="Aubrac Resistencia Francesa" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Aubrac-Resistencia-Francesa-235x176.jpg" alt="" width="235" height="176" /></a><p class="wp-caption-text">No Brasil, tentariam igualar Aubrac a nazistas?</p></div>
<p><em>por<span style="color: #ff0000;"> Rodrigo Vianna</span></em></p>
<p>Raymond Aubrac morreu no mês passado. Tinha 97 anos, viúvo. Na França, era tratado como herói. Lutou de armas na mão contra os nazistas e contra os franceses colaboracionistas, que aceitaram manter um regime fantoche em apoio a Hitler.</p>
<p>Aubrac e a mulher, morta há uma década, foram<a href="http://francabresil.blogspot.com.br/2012/04/e-franca-perde-um-pouco-mais-memoria.html#!/2012/04/e-franca-perde-um-pouco-mais-memoria.html"> líderes da Resistência Francesa</a>. Se morassem no Brasil, parte dos comentaristas e colunistas da direita brazuca certamente diria que eles tinham sido &#8221;terroristas&#8221;. Sim, Aubrac lançou bombas, deu tiros. Foi preso, escapou milagrosamente dos nazistas. Tinha inimigos. E lutou. E não deixou de lutar. Depois da Guerra, tornou-se amigo de Ho-Chi-Min. E na última campanha eleitoral francesa, chegou a declarar apoio a Hollande, do Partido Socialista. Ele tinha um lado.</p>
<p>Um homem precisa ser &#8220;neutro&#8221; pra lutar por Justiça? Tolice. Mais que tolice. Argumento falacioso a proteger criminosos de guerra. Seja na Europa ou na América do Sul. Aqui,  às vezes cola. Lá, não cola&#8230;</p>
<p>No Brasil, Aubrac e a mulher talvez fossem chamados de &#8220;petralhas&#8221;. Mais que isso. Talvez aparecesse um ex-ministro tucano dizendo que &#8220;os dois lados&#8221; precisam ser investigados. Sim! Não é justo julgar (ou relatar os crimes, que seja) apenas dos pobres nazistas. E as &#8220;vítimas inocentes&#8221; do &#8220;outro lado&#8221;? Essa Resistência Francesa era &#8220;criminosa&#8221;&#8230;</p>
<p>Aubrac seria exercrado, ofendido. Pela internet, circulariam e-mails idiotas chamando o sujeito de &#8220;terrorista&#8221;, talvez achassem uma foto dele com  fuzil pra dizer: olha só, o &#8220;outro lado&#8221; era adepto da força bruta, não era bonzinho, também precisa ser investigado&#8230;</p>
<p>Isso me lembra o título daquele livro: &#8220;Falta Alguém em Nuremberg!&#8221; Sim, para a direita brasileira (e os apavorados que se acham de esquerda e têm medo de enfrentá-la) seria preciso enviar a Resistência Francesa a julgamento! Afinal, a Resistência pegou em armas, cometeu &#8220;crimes&#8221;.</p>
<p>No Brasil, por hora, nem se fala em julgamento. Mas numa simples Comissão a relatar os crimes cometidos por agentes do Estado. Crimes contra a Humanidade. Não se fala em execrar soldados, sargentos ou oficiais que, eventualmente, tenham matado guerrilheiros em combate. Da mesma forma, nunca ninguém se atreveu a &#8220;condenar&#8221; soldados alemães que lutaram nas trincheiras ou nas ruas.</p>
<p>O que se pretende é relatar crimes de tortura, desaparecimento, assassinatos cometidos a sangue frio&#8230; Ah, mas estávamos numa &#8220;guerra&#8221;, dizem militares brasileiros (secundados por civis perversos, e até por gente de boa fé mas desinformada)  que atacam a Comissão. Há controvérsias se aquilo que ocorreu no Brasil foi uma &#8220;guerra&#8221;&#8230;</p>
<p>De todo jeito, na Europa houve &#8220;guerra&#8221;. Pra valer. Nem por isso, crimes contra a Humanidade deixaram de ser julgados. Nazistas e seus colaboradores que torturaram, assassinaram e incineraram gente indefesa foram a julgamento. A Resistência Francesa não foi a julgamento. Nem irá.</p>
<p><span id="more-13564"></span>O resto é invenção do conservadorismo mais matreiro do mundo, porque dissimulado: o conservadorismo brasileiro. Nesse debate sobre a Comissão da Verdade, é preciso derrotá-lo. Com inteligência, moderação. Mas com firmeza.  </p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A volta (e os novos desafios) dos indignados</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-volta-e-os-novos-desafios-dos-indignados.html</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Protestos pela Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Manuel Castells: Mas… não estava morto e enterrado o 15-M? Não tinham se convertido, os mais sensatos, numa associação legal Democracia Real Já!, devidamente registrada no ministério do Interior? Que resta destes movimento espontâneo, maciço e criativo que contou, durante meses, com apoio moral de três em cada quatro cidadãos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Manuel Castells</span>, no <a href="http://www.outraspalavras.net">Outras Palavras</a></em><br />
<em>Tradução: <span style="color: #ff0000;">Antonio Martins</span></em></p>
<p>Mas… não estava morto e enterrado o 15-M? Não havia degenerado em violência de rua, para a qual temos a polícia? Não tinham se convertido, os mais sensatos, numa associação legal Democracia Real Já!, devidamente registrada no ministério do Interior? Que resta destes movimento espontâneo, maciço e criativo que contou, durante meses, com apoio moral de três em cada quatro cidadãos?</p>
<p><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-volta-e-os-novos-desafios-dos-indignados.html/attachment/miguel-bravia" rel="attachment wp-att-13548"><img class="alignleft  wp-image-13548" title="Cartaz do artista plástico Miguel Brieva" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Miguel-Bravia.jpg" alt="" width="280" height="394" /></a>Logo saberemos. Nas redes sociais já circula o chamado para uma manifestação local e global, em 12 de maio. Reúne milhares de pessoas em todo o mundo, com o lema “Unidos por uma mudança global”. Reativa os protestos que mobilizaram milhões, em 951 cidades e 82 países, em 15 de outubro de 2011. E este movimento rizomático, com múltiplos nós mutantes e autônomos, que vive nas redes sociais da internet e nas pessoas, mantém o fogo da indignação, enquanto as coisas permaneçam como estão.</p>
<p>Aparece, desaparece e reaparece no espaço público para reafirmar sua existência e formular um projeto de mudança social. Por ser movimento sem chefes, baseado na horizontalidade e na participação, sem normas nem programa, supera qualquer circunstância. Não se cria nem se destrói: transforma-se. Sobrevive ao próprio perigo mais comum dos movimentos sociais: a autodestruição por disputas internas.</p>
<p>Certas práticas usuais da esquerda não afetam o 15-M. Quando, há alguns dias, Fabio Gandara (um veternao do movimento) e outras pessoas impacientaram-se e criaram uma associação DRY [Democracia Real Ya], para atuar em nome do movimento, soou o alarme nas redes sociais. Tal decisão, tomada de forma pouco clara e minoritária, segundo parece à maioria dos nós locais do movimento, contrariava os princípios de democracia assembleária sobre os quais se apóia o 15-M. Mas depois de um momento de irritação inicial, adotou-se a atitude de que cada um faz o que quer e não cai o mundo. A declaração do movimento de Valência, que se opôs em 25 abril à ideia da associação era assinada por “Democracia Real Já (o objetivo, não a marca)”, porque não há marca, ninguém pode se apropriar do que não tem proprietário. O 15-M é das pessoas que saem às ruas e debatem na rede, a cada momento: cada um com suas razões, reivindicações, ideais e manias. Por isso, não é nem será um partido ou algo parecido. Também não há problema (exceto se houver trols no meio) se pessoas de boa fé decidirem seguir outro caminho, por objetivos amplamente compartilhados. É uma rede aberta, não uma burocracia fechada.</p>
<p>É muito mais grave um outro perigo que o 15-M enfrenta: a tentativa de deslegitimá-lo diante dos cidadãos e de criminalizá-lo, associando-o aos “violentos”. Quem são estes? Não se sabe muito bem, exceto que são muito poucos e que são rechaçados pela imensa maioria do movimento. Porque o 15-M é, desde sua origem, explicitamente não-violento. Já demonstrou esta opção na prática, quando foi atacado pela polícia e não respondeu com violência que poderia ter se generalizado. É essencial que esta atitude se mantenha, porque a estratégia mais ardilosa para desconectar o movimento de sua referência aos 99% consiste em provocá-lo, até que a TV possa oferecer imagens de caos, violência, destroços e sangue, capazes de afastar a sociedade de quem se atreve a ir às ruas dizendo o que muitos pensam.<br />
<span id="more-13547"></span><br />
Não será fácil evitá-lo. Porque a polícia mostra-se incapaz para fazer algo muito simples, como intervir de modo seletivo quando se queima o primeiro container de lixo ou se apredeja o primeiro banco. Prefere pescar com rede e prender todos os que passam pelo local.</p>
<p>Mas, sobretudo, não será fácil conter a raiva das pessoas, porque os meses passam, a situação piora e os governos continuam indiferentes ao protesto, aplicando de forma arrogante as receitas da “austeridade” e obrigando as pessoas a pagar uma crise que, na visão dos indignados, foi coisa de banqueiros e políticos – que logo salvaram a si mesmos. O caminho institucional para o debate cidadão está bloqueado. A submissão dos parlamentares aos partidos se aplica automaticamente. O partido “socialista” (PSOE), depois de ter começado a bagunça, segue em estado de morte cerebral. Os sindicatos ladram mas não mordem, ou talvez já não tenham dentes. A mídia está midiatizada e procurando comprador. Ministérios e governos locais dedicam-se aos cortes criativos, para ver que novos sacrifícios humanos podem oferecer ao deus dos mercados – que ainda assim não acredita na dívida espanhola, tanto pública quanto privada.</p>
<p>Como não há outra alternativa, milhares de pessoas sairão às ruas em 12 de mio. E como continuamos buscando novas formas de democracia, propõem-se a deliberar, por três dias, nas praças ocupadas. É aí que as autoridades os esperam. Proibido ocupar qualquer espaço público. A alternativa, então, está entre voltar para casa e tudo continua igual ou reafirmar o direito à reunião e ao debate, até que se produzam enfrentamentos com violência, que permitam criminalizar o movimento.</p>
<p>Se houvesse vocação democrática entre os políticos, eles poderiam deixar que os cidadãos se encontrassem em ágoras nestes três dias, deliberassem e propusessem. Seria uma forma de reconectar a sociedade com as instituições. Mas os partidos e governos são visceralmente opostos a um movimento que lhes nega legitimidade. Ou bem se entra nos canais pré-estabelecidos – precisamente aqueles que o movimento denuncia por suas cartas marcadas –, ou se condena os protestos à marginalidade seguida de repressão.</p>
<p>Os indignados terão de ser criativos para sair destes dilema. Precisarão imaginar formas de desobediência civil protegidas pela lei. Terão de mostrar flexibilidade, em seus tempos e espaços de decisão assembleária. Terão de construir seus canais de comunicação direta com a cidadania. Deve-se recordar que a cada dia em que vamos nos dissolvendo na crise, assumem mais razão.</p>
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		<title>O problema das “duas portas” na saúde pública</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/o-problema-das-duas-portas-no-sistema-de-saude-publico.html</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça barrou]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Leonardo Sakamoto: O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve suspensa a lei que permite ao governo destinar 25% dos leitos de hospitais públicos administrados por entidades sem fins lucrativos para os usuários de planos de saúde. Os contrários à proposta dizem que isso criaria (sic) cidadãos de primeira e de segunda classe nas instituições públicas. O governo afirma, por outro lado, que ajudaria a ressarcir os recursos gastos com tratamento de pacientes dos planos de saúde nos hospitais públicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Leonardo Sakamoto</span>, no <a href="http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/">Blog do Sakamoto</a></em><a href="http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/"><br />
</a><br />
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve suspensa a lei que permite ao governo destinar 25% dos leitos de hospitais públicos administrados por entidades sem fins lucrativos para os usuários de planos de saúde. Os contrários à proposta dizem que isso criaria (sic) cidadãos de primeira e de segunda classe nas instituições públicas. O governo afirma, por outro lado, que ajudaria a ressarcir os recursos gastos com tratamento de pacientes dos planos de saúde nos hospitais públicos.</p>
<p>A decisão do TJ-SP foi acertada, a meu ver. Qualquer cidadão pode usar o sistema público se desejar. Mas sem os benefícios de um atendimento diferenciado. E, por mais que o governo negue, essa lei acabaria por justificar as chamadas “duas portas” de atendimento. Melhor seria garantir um serviço público de qualidade a ponto de tornar desnecessário o cidadão tornar-se refém de um plano de saúde. Que, não raro, lhe dá as costas no momento em que mais precisa de ajuda.</p>
<p>Planos devem garantir reembolso ao Estado quando seus clientes usarem o sistema. Já existem meios legais que possibilitam isso. O problema é cobrar da iniciativa privada. O problema é sempre esse.</p>
<p>A causa aparente de um problema na fila de um hospital público pode até ser um servidor incompetente, relapso ou que tentou e não conseguiu cumprir o seu dever por falta pontual de estrutura e recursos. Mas a responsabilidade pela falência do sistema é política e não técnica. É o sistema público de saúde que não consegue garantir um atendimento mínimo de qualidade à população. Ou seja, em última instância, a culpa deveria recair sobre quem foi eleito para isso e não conseguiu (ou não quis) alocar recursos ou fazer cumprir leis para diminuir o sofrimento da população.<br />
<span id="more-13542"></span><br />
Seria populismo idiota, é claro. Mas, ao mesmo tempo, historicamente pedagógico e até transformador se os ocupantes de cargos públicos eletivos fossem obrigados, uma vez na vida, a utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS) em caso de doença ou emergência. E aproveitando que estou me refestelando na demagogia inútil, incluiria também que enquanto uma mulher pobre não puder usar o SUS para fazer a interrupção de uma gravidez, independentemente do motivo, que famílias ricas não possam fazer as suas em clínicas de bairros nobres nas grandes cidades.  Os supostos bastiões da moralidade contrários ao aborto aguentariam uma gravidez indesejada de sua filha ou esposa? Eu sei que as clínicas são ilegais e, portanto, isto é apenas retórica. Mas se a realidade é dura, sonhemos um pouco.</p>
<p>Infelizmente, muita gente que ajudou o bolo a crescer não recebe nem a cereja, quanto mais uma fatia decente. A verdade é que muitos desses continuarão sendo homens-placa nos centros das grandes cidades ou empregadas domésticas, mascarando aquela dor insuportável nas costas contraída ao longo de décadas passando roupa para terceiros.</p>
<p>Contentam-se em saber, pela TV, que médicos de alguma universidade nos Estados Unidos descobriram que faz bem para a saúde trabalhar até morrer. O que tende a acontecer antes a para homens-placa e empregadas domésticas, porque não têm dinheiro para pagar pela própria saúde.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Candidato do PRI teria comprado PIG mexicano</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/candidato-do-pri-teria-comprado-pig-mexicano.html</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Favorito à presidência]]></category>

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		<description><![CDATA[Do operamundi: Enrique Peña Nieto, candidato à Presidência do México pelo PRI (Partido Revolucionário Institucional) e favorito nas pesquisas de opinião, pagou 32 milhões de pesos mexicanos (ou aproximadamente 4,6 milhões de reais) por comentários favoráveis de jornalistas de grandes veículos de comunicação enquanto foi governador do Estado do México (2005-2011).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Favorito à Presidência do México pagou por comentários de jornalistas, diz site</strong><br />
<em>Por <span style="color: #ff0000;">João Novaes</span>, no <a href="http://operamundi.uol.com.br">operamundi</a></em></p>
<p>Enrique Peña Nieto, candidato à Presidência do México pelo PRI (Partido Revolucionário Institucional) e favorito nas pesquisas de opinião, pagou 32 milhões de pesos mexicanos (ou</p>
<div id="attachment_13525" class="wp-caption alignright" style="width: 226px"><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/candidato-do-pri-teria-comprado-pig-mexicano.html/attachment/images" rel="attachment wp-att-13525"><img class="size-full wp-image-13525" title="Enrique Peña Nieto" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/images.jpg" alt="" width="216" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">Candidato teria pago R$4,6mi por comentários favoráveis</p></div>
<p>aproximadamente 4,6 milhões de reais) por comentários favoráveis de jornalistas de grandes veículos de comunicação enquanto foi governador do Estado do México (2005-2011).</p>
<p>A denúncia estourou na última sexta-feira (11/05), no site do jornal Reforma, que publicou as faturas de pagamento do governo estadual classificadas como “apoios informativos”. Elas incluíam comentários e entrevistas com populares apresentadores de rádio pagos fora do orçamento destinado à publicidade oficial. Segundo o jornal, são destinados a comentários e entrevistas, e não spots formalmente contratados.</p>
<p>O total de spots em rádios durante seu período como governador foi de 52milhões de pesos, sendo que 62% (exatamente os 32 milhões relatados) correspondem a essas “menções”, sem atribuição para uma campanha de comunicação específica.</p>
<p>Segundo os dados publicados pelo jornal, a empresa Astron Publicidad cobrou 9,2 milhões de pesos (ou 1,3 milhão de reais) do Estado do México (que não inclui a capital do país) pelos “comentários de Joaquín Lopez-Doriga, transmitidos dentro de seu noticiário e no programa de Oscar Mário Beteta”, diz textualmente a fatura. Lopez-Doriga é o apresentador do jornal noturno da Televisa, o de maior audiência do país. Outro pagamento, de 200 mil pesos (ou 29 mil reais) é destinado a Carolina Faure que, em 2006, cobrou por “apoio a informação e entrevistas” no programa “Reflexos da Mulher”.</p>
<p>Em sua defesa, o candidato afirmou, em entrevista de rádio, que os pagamentos não eram por comentários favoráveis, apenas para anúncios publicitários dentro do espaço da programação destes  apresentadores.Em seu programa, Doriga afirmou que os espaços a que Peña Nieto se refere “são claros e identificáveis e sua comercialização é totalmente transparente” e que as emissoras de rádio “têm muitos esquemas para a venda de publicidade aos setores público e privado”.</p>
<p><strong>Vaias</strong><br />
No mesmo dia, o candidato passou por outra polêmica. Durante uma visita à Universidade Iberoamericana, na capital do país, ele foi recebido com vaias pelos estudantes, que o recepcionaram usando máscaras de Carlos Salinas (ex-presidente e que é acusado de ser o principal financiador de sua campanha), com gritos de “Fora! Fora!”.</p>
<p>Ele também foi questionado pelos estudantes pelo “Massacre de Atenco”, ocorrido em 2006, durante sua administração na cidade de San Salvador Atenco, próxima à capital. Na ocasião, o então governador ordenou uma violenta repressão policial durante protestos populares. Dois jovens foram mortos, e foram registradas diversas violações aos direitos humanos. Diversas mulheres denunciaram ter sido vítimas de abuso sexual por forças policiais, incluindo duas jornalistas espanholas que foram deportadas imediatamente.<br />
<span id="more-13523"></span><br />
Em sua defesa, o candidato respondeu: “Foi uma decisão que assumo pessoalmente para restabelecer a ordem e a paz. O fiz em nome da força legítima do Estado”. Sobre os gritos de “assassino” e “feminicida”, ele não mais conseguiu terminar seu discurso e teve de sair pela porta dos fundos da instituição.</p>
<p>Ao entrar em seu carro, Peña Nieto afirmou que os protestos não eram legítimos. Depois, aliados priistas insinuaram que o protesto teria sido orquestrado por militantes em apoio a Andrés Manuel López Obrador, do PRD (Partido da Revolução Democrática). No entanto, diversos estudantes apareceram em vídeos na internet mostrando suas carteirinhas e afirmando que participaram da manifestação por vontade própria.</p>
<p><strong>Preferido</strong><br />
Peña Nieto é chamado de “o candidato das Televisões”, por seus dois principais rivais, a conservadora Josefina Vázquez Mota, do PAN (Partido da Ação Nacional) e Obrador. No último debate presidencial, Obrador cobrou o rival por ter realizado um gasto sem precedentes em imagem pública ao pagar 691 milhões de pesos (aproximadamente cem milhões de reais) à Televisa.</p>
<p>Na semana passada, um artigo do Wall Street Journal, em um artigo intitulado “Polêmica no debate presidencial do México” denunciou a existência de um acordo entre as redes de TV para favorecer Peña Nieto. Advogado de 45 anos, ele é casado com a atriz Angélica Rivera, uma das estrelas das novelas da Televisa.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>As mentiras convencionais de nossa educação</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/as-mentiras-convencionais-de-nossa-educacao.html</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Soluções mirabolantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Lincoln Secco: No final do século XIX o escritor Max Nordau publicou uma obra chamada "As mentiras convencionais de nossa civilização". Uma adaptação deste título tão feliz pode ser feita para a educação brasileira. Todo mundo apresenta ideias para a escola, mas a maioria delas está ancorada em alguma de muitas mentiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <span style="color: #ff0000;">Lincoln Secco</span>, no <a href="http://www.amalgama.blog.br">amálgama</a></em></p>
<p>No final do século XIX o escritor Max Nordau publicou uma obra chamada <em>As mentiras convencionais de nossa civilização</em>. Uma adaptação deste título tão feliz pode ser feita para a educação brasileira a partir de duas notícias salvacionistas para a escola.</p>
<p>Primeira notícia: o Governo do Estado de São Paulo vai investir em lousas digitais. Dessa forma, afirmam os especialistas, o aluno terá mais interesse nas aulas. De acordo com as pesquisas sobre uso de tecnologia na educação (Folha de São Paulo, 5 de abril de 2012), a modernização tecnológica não melhora o aprendizado.</p>
<p>Segunda notícia: o governo paulista não está só. O MEC prometeu distribuir 600 mil tablets para professores. Trata-se de uma prancheta eletrônica que permite acesso à internet, entre outras coisas (como desenhos, jogos e entretenimentos). É possível que a maioria dos professores sequer saiba o que é isto e talvez fosse mais fácil o governo ter usado o termo português “tablete”. Outra ideia do ministro da Educação (Veja, 19 de março de 2012) é alfabetizar as crianças mais cedo e aplicar uma prova aos oito anos de idade para observar seu grau de alfabetização.</p>
<p>Bem, escolhi duas notícias ao acaso já que todo mundo apresenta ideias para a escola. Mas a maioria delas está ancorada numa das mentiras convencionais desmentidas abaixo:</p>
<p><strong>1.</strong> Não é verdade que alfabetização até os oito anos seja indispensável. Várias pesquisas (mas a história também) mostram que alfabetizar mais cedo pode até ser prejudicial e que é preferível brincar a estudar antes daquela idade. Cada criança tem um ritmo próprio de aprendizado e a escola deveria respeitar isso.</p>
<p><strong>2.</strong> Não é verdade que tecnologia facilite o aprendizado por torná-lo mais atraente. Ninguém deseja que a escola volte aos padrões rígidos de um século atrás. Mas jogar pedra na casa do vizinho ou fazer sexo sempre será mais atraente do que fazer análise sintática ou resolver equações de segundo grau. A escola tem uma dimensão disciplinar inescapável e sem ela não podemos aprender.<br />
<span id="more-13517"></span><br />
<strong>3.</strong> Não é verdade que a escola pública era boa porque era para poucos e hoje é ruim porque atende a todos. Ela se tornou ruim porque o Estado preferiu investir somente na sua expansão física e passou a gastar proporcionalmente menos com professores e equipamentos tradicionais (livros, laboratórios, bibliotecas, piscinas e anfiteatros). Massificação com ampliação de recursos não seria problema algum. E de onde viriam os recursos? Bem, o Estado optou por construir Brasília, sustentar a corrupção da Ditadura Militar e gastar com pagamento de juros.</p>
<p><strong>4.</strong> Não é verdade que a redução da idade de ingresso na escola atendeu critérios pedagógicos. Como as creches se tornaram um direito reivindicado pelas mães e custa mais barato abrir um turno na escola fundamental, os governos reduziram a demanda por creches fazendo as crianças saírem mais cedo delas.</p>
<p><strong>5.</strong> Não é verdade que aumento salarial substancial não melhora a educação. O problema é que um professor carece de salário e status. A relação pedagógica é baseada principalmente na autoridade conferida ao docente pela avaliação, idade, conhecimento e respeito social. Como vivemos numa sociedade capitalista, é claro que a maior parte desses atributos depende da renda. Ou seja: do salário!</p>
<p><strong>6.</strong> Não é verdade que o investimento dos governos em tecnologia educacional tenha por escopo melhorar a educação. Na verdade este tipo de investimento é adotado porque é mais barato e aparece mais.</p>
<p><strong>7.</strong> Não é verdade que determinar novos conteúdos para o currículo escolar melhore a cidadania. Mas é verdade que pode piorar o estudo de conteúdos já tradicionais como Matemática, História ou Língua Portuguesa. O problema do trânsito, a religião, atividade sexual, prevenção de doenças, ecologia, direitos humanos, criminalidade, drogas etc., são sempre problemas que os políticos deixam para a escola resolver. Basta um congressista ter uma ideia e já temos uma nova obrigação para os professores. Perguntar se uma lei é exequível em função do orçamento é algo comum, mas ninguém se pergunta se os novos conteúdos obrigatórios “cabem” no currículo e no tempo de aula. É que todos esquecem que a educação não se dá apenas na escola. Só uma parte da educação juvenil é escolarizada porque na maior parte do tempo o aluno está submetido a outros educadores: amigos, família, polícia, deputados, más ou boas companhias, namorados etc. Por isso, pouco adianta ensinar ética se o Congresso Nacional perdoa seus parlamentares corrompidos.</p>
<p>É preciso dizer que a instituição escolar está em crise (como a família, as Forças Armadas, a Igreja e os partidos). As relações entre jovens e velhos, filhos e pais, chefes e subordinados mudaram. Impotentes, todos esperam que a escola seja a única a resolver uma crise civilizacional. É possível que a escola não exista mais num futuro longínquo. Afinal, a escolarização em massa é muito recente na história.</p>
<p>Mas por enquanto precisaremos dela. Quando um ministro diz que os alunos estão no século XXI e a escola no século XIX, esquece que em alguns lugares (como o Brasil) nós passamos diretamente de um país ágrafo para outro que assiste televisão e manipula ícones no computador. Não tivemos (como no Velho Mundo) a fase do livro e da leitura. Ainda precisamos um pouco de século XIX: professores respeitados, giz, quadro negro, alunos na sala de aula e livros à mão cheia.</p>
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		<title>Marcelo Paiva: &#8220;Obrigado, garotada&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 13:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Esculacho]]></category>
		<category><![CDATA[Torturadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcelo Rubens Paiva: O que você faria se soubesse do endereço do militar responsável pela tortura e morte do seu pai? Soube hoje pelo vídeo postado no Youtube que um dos responsáveis pela morte do meu mora na Rua Marques de Abrantes, Botafogo, zona sul carioca, em que passo direto, sem nunca ter me dado conta de que no 218 mora a figura que mudou a vida da minha família e trouxe tanto sofrimento para nós e muitas outras famílias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por <span style="color: #ff0000;">Marcelo Rubens Paiva</span>, em seu <a href="http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva">blog</a></em></p>
<p>Sensação estranha essa.</p>
<p>O que você faria se soubesse do endereço do militar responsável pela tortura e morte do seu pai?</p>
<p>E que ele circula pelo bairro livremente?</p>
<p>Soube hoje pelo vídeo postado no Youtube que um dos responsáveis pela morte do meu mora na Rua Marques de Abrantes, Botafogo, zona sul carioca, em que passo direto, sem nunca ter me dado conta de que no 218 mora a figura que mudou a vida da minha família e trouxe tanto sofrimento para nós e muitas outras famílias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/marcelo-rubens-paiva-e-o-esculacho-obrigada-garotada.html/attachment/rubens-paiva" rel="attachment wp-att-13507"><img class="alignnone  wp-image-13507" title="Rubens Paiva" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rubens-paiva.jpg" alt="" width="497" height="348" /></a><br />
O que vou fazer a respeito?</p>
<p>Nada.</p>
<p>Vou esperar que a Comissão da Verdade faça.</p>
<p>Nem desviarei do meu caminho. Nunca desviei.</p>
<p><span id="more-13506"></span></p>
<p>O vídeo foi postado pelo movimento Levante Popular da Juventude:</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/jf_9AaTywVM?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Que promove o esculacho a torturadores e agentes da repressão suspeitos em todo o país; os esculachos [ou escrachos] são ações similares às promovidas na Argentina e no Chile, em que jovens fazem atos de denúncias e revelações de torturadores da ditadura militar que não foram presos ou julgados.</p>
<p>No início de abril, um protesto semelhante foi realizado em São Paulo contra Harry Shibata, médico que teria atestado o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, em 1975.</p>
<p>No manifesto do grupo:</p>
<p><em>“Os manifestantes apoiam a instalação da Comissão da Verdade, cobram a localização e identificação dos restos mortais de desaparecidos políticos e exigem que os torturadores sejam julgados e punidos.</em></p>
<p><em>Os jovens condenam a movimentação dos setores conservadores dentro e fora das Forças Armadas, que não aceitam a democracia e não admitem a memória, a verdade e a justiça, desrespeitando a autoridade da presidenta Dilma Rousseff e ministros de Estado, como no manifesto “Alerta à nação”.</em></p>
<p><em>Por isso, os jovens saem às ruas para denunciar a impunidade de torturadores e criminosos da ditadura com o objetivo de sensibilizar a sociedade e garantir que a Comissão tenha liberdade para fazer o seu trabalho e alcance seus objetivos.”</em></p>
<p>No dia 26 de março, o movimento fez protestos em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba contra agentes da ditadura suspeitos de torturaram, mataram, perseguiram militantes.</p>
<p>E segundo matéria no ESTADÃO de hoje, de João Coscelli:</p>
<p><em>Manifestantes fazem uma nova rodada de “esculachos” contra torturadores e agentes ligados à ditadura segunda-feira, 14, em cidades de 12 Estados do País. Os protestos ocorrem poucos dias depois de a presidente Dilma Rousseff nomear os membros da Comissão da Verdade, destinada a esclarecer casos de violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.</em></p>
<p><em>No Guarujá, litoral de São Paulo, cerca de cem pessoas protestaram em frente ao prédio onde mora tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como torturador. Membros do grupo Levante Popular da Juventude, que organiza os atos, afirmaram ter recebido informações de que o ex-militar, chamado de “torturador pra presidente Dilma”, estaria em casa, mas ele não se manifestou. O protesto teve início às 10h e durou uma hora.</em></p>
<p><em>Em Belo Horizonte, o alvo do esculacho foi João Bosco Nacif da Silva, médico-legista da Polícia Civil da ditadura, que teria atestado uma laudo médico de suicídio para um prisioneiro torturado em uma delegacia da capital mineira em 1969. Cerca de 50 pessoas compareceram em frente ao prédio do médico com cartazes denunciando sua participação na repressão. De acordo com um dos manifestantes, Nacif da Silva se exaltou e tentou agredi-los, o que motivou o encerramento precoce do ato. A Polícia Militar apenas acompanhou a ação.</em></p>
<p><strong><em>O grupo também promoveu manifestação em frente à residência do general da reserva José Antônio Nogueira Belham, denunciado como torturador do militante Rubens Paiva. Belham, que atualmente mora na zona sul da capital fluminense, foi o chefe do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) do Rio durante a ditadura.</em></strong></p>
<p><em>Na capital baiana, quem recebeu o esculacho foi Dalmar Caribé, cabo do Exército acusado de ser o responsável pelos assassinatos dos militantes Carlos Lamarca e Zequinha Barreto. Em Recife, o desembargador aposentado Aquino de Farias Reis, ex-delegado do Dops também foi alvo de manifestação.</em></p>
<p><em>Houve protestos também em Teófilo Otoni (interior de Minas), João Pessoa (Paraíba), Belém (Pará), Aracaju (Sergipe), Fortaleza (Ceará) e em Natal (Rio Grande do Norte).</em></p>
<p>Bacana. Criativo. Justo.</p>
<p>Obrigado, garotada.</p>
<p>A família agradece.</p>
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		<title>A revista lisérgica: Lucy in the Sky with Diamonds</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/revista-lisergica-lucy-in-the-sky-with-diamonds.html</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 19:38:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Radar da Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Veja e o robô que não era]]></category>

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		<description><![CDATA[por Rodrigo Vianna: A revista "Veja", antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre benvindos. Desde que se baseiem em fatos. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira os editores acusaram o PT de comandar uma campanha orquestrada no twitter.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<div id="attachment_13490" class="wp-caption alignleft" style="width: 245px"><a href="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/beatles-yellow-submarine-characters.jpg"><img class="size-medium wp-image-13490" title="beatles-yellow-submarine-characters" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/beatles-yellow-submarine-characters-235x205.jpg" alt="" width="235" height="205" /></a><p class="wp-caption-text">Lucy in the Sky with Diamonds: jornalismo lisérgico</p></div>
<p><em>por <span style="color: #ff0000;">Rodrigo Vianna</span></em></p>
</div>
<p><em></em>A revista &#8220;Veja&#8221;, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre benvindos. Desde que se baseiem em fatos.</p>
<p>Fatos não são o forte de &#8220;Veja&#8221;: <strong>dólares para o PT trazidos em caixas de whisky</strong> (que ninguém nunca viu), <strong>contas no exterior de gente ligada ao lulismo</strong> (jamais  encontradas, mas noticiadas como verdadeiras), <strong>queda de Hugo Chavez em 2002</strong> (comemorada antes da hora,  com uma capa vergonhosa), <strong>grampo sem áudio </strong>(hoje, graças a outros grampos com áudio do esquema cachoeira, sabe-se porque o grampo sem áudio virou notícia na &#8220;Veja&#8221;)&#8230;</p>
<p>A lista é enorme, e não se restringe à política.  A &#8220;Veja&#8221; é crédula. Acreditou no <strong>Boimate</strong> (o episódio, ridículo, foi estrelado por um rapaz chamado Eurípedes Alcântara, então editor de &#8220;Ciência&#8221; da revista), uma brincadeira de primeiro de Abril de uma agência internacional. Por conta de tanta credulidade, a revista noticiou como verdadeio o cruzamento de boi com tomate. Genial. Tão genial que o rapaz depois viraria diretor de redação da revista.</p>
<p>A &#8220;Veja&#8221; &#8211; é bom lembrar &#8211; acredita em <strong>recomendar remédios (milagrosos) para emagrecer, na capa</strong>. De forma irresponsável. <a href="http://noticias.r7.com/saude/noticias/veja-anuncia-remedio-como-emagrecedor-milagroso-e-prejudica-diabeticos-20110921.html">O remédio na verdade serve para diabetes, e sumiu das prateleiras. </a>Uma história até hoje mal explicada.</p>
<p>A revista mais vendida do país, com pouco apego aos fatos, tornou-se também sisuda, malcriada, irascível. O fígado dos Civita e de seus rapazes deve doer demais. Eles deveriam relaxar um pouco.  Na última edição até que tentaram. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira - que levaram &#8220;Veja&#8221;, 4 semanas seguidas,  para os &#8220;TTs&#8221; no twitter &#8211; os editores decidiram atacar. Acusaram o PT (Globo e Veja são os únicos órgaõs de comunicação do país, na companhia do Professor Hariovaldo, que acreditam piamente na existência dos &#8220;radicais do PT&#8221;) de comandar uma campanha orquestrada no twitter.</p>
<p>O malvado Rui Falcão (presidente do PT) teria chefiado tudo. Utilizando, vejam só, perfis falsos no twitter. Ou seja: os radicais lulopetistas utilizaram &#8220;robots&#8221; para atacar a revista dos homens bons da pátria. A &#8220;Veja&#8221; faz bem em gritar. Radicais! Mosquitos stalinistas! Formigas esquerdistas! Quem sabe esses gritos diminuam o ruído da cachoeira&#8230; <strong>Um dos &#8220;robots&#8221; lulopetistas a &#8220;Veja&#8221; decidiu nomear: tem o nome sugestivo de @Lucy_in_Sky_.</strong></p>
<p>Pois bem. O twitteiro <strong>@página2 decidiu fazer o que Veja não gosta de fazer: checar informações. Descobriu que @Lucy_in_Sky_ existe sim!</strong> A <a href="http://www.blogcidadania.com.br/2012/05/mentira-de-veja-sobre-robos-do-twitter-pode-gerar-acao-judicial/">entrevista da twitteira &#8211; que existe, contra a vontade da revista &#8211; pode ser lida aqui, no blog do Eduardo Guimarães</a>.</p>
<p><span id="more-13485"></span>O resumo de tudo isso é o seguinte: &#8220;Veja&#8221; dá destaque &#8211; de forma criativa &#8211; a fatos que jamais existiram. Em contrapartida, agora acusa (!?) de não existir pessoas que de fato existem!</p>
<p>Engraçadíssima a &#8220;Veja&#8221;. Deixou-se embalar pelo jornalismo lisérgico.  Cachoeira já sabia: esses rapazes da marginal estão à frente de seu próprio tempo. Brigar com as redes sociais é, de fato, atitude muito inteligente!</p>
<p>Lucy in the sky with diamonds!!!</p>
<p>===</p>
<p>PS: na primeira versão desse texto, o <span style="color: #000080;"><em><strong>Escrevinhado</strong></em></span><strong><span style="color: #000080;"><em>r</em></span></strong> cometeu uma falha gravíssima &#8211; confundiu Mario Sabino com Eurípedes Alcântara. Alertado por &#8220;robots&#8221; stalinistas que já estiveram inscrustrados na editora Abril, acabamos de fazer a correção, dando crédito pelo brilhante Boimate ao homem bom Eurípedes Alcântara.</p>
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		<title>Esculachos</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa segunda (14/05), o coletivo Levante Popular da Juventude realizou mais uma série de esculachos em agentes e colaboradores da ditadura. No vídeo, a lista dos que foram alvo das ações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa segunda (14/05), o coletivo Levante Popular da Juventude realizou mais uma série de esculachos em agentes e colaboradores da ditadura. No vídeo, a lista dos que foram alvo das ações.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bob Gurgel</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/foto-de-capa/bob-gurgel.html</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 13:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto de capa]]></category>

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		<description><![CDATA[Charge de Aroeira/ O Dia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/foto-de-capa/bob-gurgel.html/attachment/aroeira" rel="attachment wp-att-13481"><img class="alignleft size-full wp-image-13481" title="aroeira" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2012/05/aroeira.jpg" alt="" width="480" height="297" /></a></p>
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		<title>Flávio Aguiar: tem algo errado na Alemanha&#8230;</title>
		<link>http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/flavio-aguiar-tem-algo-errado-na-alemanha.html</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 13:09:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Sada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Estabilidade em risco?]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem algo muito errado por aqui. Algo fora do lugar. Algo que não está batendo. Vejam só: segundo as pesquisas (e até agora não há motivos para desconfiar delas), uma grande maioria (60% pelo menos) dos eleitores alemães se mostram satisfeitos com a liderança “austera” de Angela Merkel na Europa. Entretanto, no domingo passado seu partido, a União Democrata Cristã amargou mais uma pesada derrota em eleição regional, a segunda em uma semana. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tem algo errado na Alemanha&#8230;</strong><br />
<em>Por <span style="color: #ff0000;">Flávio Aguiar</span>, na <a href="http://www.cartamaior.com.br">Carta Maior</a></em></p>
<p>Que me desculpem os puristas, mas a expressão popular do título descreve melhor a situação do que o castiço “há algo&#8230;”.</p>
<p>Porque tem algo muito errado por aqui. Algo fora do lugar. Algo que não está batendo.</p>
<p>Vejam só: segundo as pesquisas (e até agora não há motivos para desconfiar delas), uma grande maioria (60% pelo menos) dos eleitores alemães se mostram satisfeitos com a liderança “austera” de Angela Merkel na Europa. Ela é apontada como a política mais popular da Alemanha nos últimos tempos.</p>
<p>Entretanto, no domingo passado seu partido, a União Democrata Cristã amargou mais uma pesada derrota em eleição regional, a segunda em uma semana. No dia 6, enquanto François Hollande era eleito na França e a eleição grega desenhava o impasse no país e de novo na zona do euro, o partido de Merkel perdeu o estado de Schlewig-Holstein, o situado mais ao norte, na fronteira com a Dinamarca. Este é um estado predominantemente rural, e há muito tempo era governado pela CDU de Merkel.</p>
<p>Agora, no dia 13, foi a vez do diametralmente oposto Nordrhein-Westfalen, o mais populoso e urbanizado da Alemanha. São 18 milhões de habitantes. É uma região tradicionalmente industrializada, sede-matriz das indústrias Krupp. Ela abriga a 4ª. maior conurbação da Europa, a do chamado “Ruhrgebiet”, depois das de Londres, Paris e Moscou. Com mais de sete milhões de habitantes, ela abriga cidades como Bochum, Duisburg, Mülheim, Dortmund, Hagen, Essen, entre outras. É a única grande conurbação européia que não tem uma capital como centro. Aliás, não tem centro, propriamente. Fazem parte do estado cidades como Düsseldorf e Wuppertal (terra natal de Engels). Foi uma das únicas regiões onde, durante anos, os trabalhadores enfrentaram, armados, os Freikorps, berço das organizações nazistas SA e SS, e até o exército alemão.</p>
<p>Pois agora aparece no noticiário: essa região está em processo de grave desindustrialização, com desemprego em alta. Faltam investimentos públicos em várias áreas, inclusive na área cultural, considerada estratégica: Bochum, recentemente, foi uma das capitais culturais da Europa. Claro que isso se refletiu na votação de domingo. A CDU afundou, com 26,3% dos votos, seu pior resultado desde 1949. O SPD, com 39,1% e o Partido Verde, com 11,3%, devem formar o novo governo. Pergunta-se: onde está o “milagre alemão”? No estado, aparece apenas, parece, a face feia desse “milagre”, distribuído no país de maneira dramaticamente desigual.<br />
<span id="more-13473"></span><br />
Mas há mais: o FDP, partido do liberalismo econômico, que parecia condenado a desaparecer nas próprias cinzas, renasce delas: obteve inesperados 8,6% dos votos, aparentemente, segundo vários comentaristas, subtraídos em boa parte da própria aliada CDU. O que está havendo? Ainda não se sabe, esta é a verdade.</p>
<p>Do outro lado do espectro ideológico, também há mudanças importantes. A Linke, também pela segunda vez, foi expelida de um parlamento por não atingir a cláusula de barreira. Ficou com apenas 2,5% dos votos (a cláusula exige 5%). Em compensação, pela quarta vez o surpreendente Partido Pirata conseguiu eleger parlamentares para uma câmara onde tinha zero: ficou com 7,8% dos votos e 20 cadeiras. Aparentemente (de novo essa palavra é necessária) os piratas, que já roubaram votos dos verdes, estão agora roubando votos da Linke.</p>
<p>O que isso significa? Ninguém sabe ainda. Porque, na verdade, ninguém sabe o que fazer com os piratas. Às vezes nem eles mesmos. Há algumas semanas um dos candidatos a líder do PP deu uma declaração escapachante: disse que o crescimento rápido do seu partido só tinha paralelo no do Partido Nazista nas décadas de 20 e 30. O Partido quase explodiu, e o candidato a líder teve de recolher as velas e ir remar em outra maresia.</p>
<p>Por seu turno, diante de movimentos grevistas dos metalúrgicos (IG Metall), que exigem 6,5% de reajuste salarial contra 3% , subdividos em 14 meses, que os patrões oferecem, pela primeira vez o Ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, admitiu publicamente que talvez se deva rever a política de congelamento salarial (na prática) que foi um dos pilares desse propalado “milagre alemão”. O índice reivindicado pelos metalúrgicos equivaleria a aumento real de 3% nos atuais salários, diante de uma inflação avaliada entre 2 e 2,7%, por diferentes fontes. Schäuble reconheceu que um reajuste de salários poderia incentivar o consumo (que reportagem do Financial Times chamou de “anêmico”) no país, favorecendo uma recuperação econômica da Europa como um todo.</p>
<p>É com essa Alemanha algo confusa e de números e cifras discrepantes, mas solidamente ancorada no seu sistema bancário e financeiro, a tal ponto que não se sabe quem é dono de quem, que Angela Merkel vai se reunir com François Hollande na 4ª. Feira, depois da posse deste, no Champs Elysées, na 3ª.</p>
<p>Hollande vem duplamente embalado: pela vitória do dia 6 e por pesquisas que dão 46% dos votos para a esquerda (Socialistas e a Frente de Esquerda que apoiou Mélénchon).</p>
<p>Merkel não vai embalada, mas embrulhada por essa sala da de números colidentes.</p>
<p>Enquanto isso, a partir de Atenas e do impasse político grego, a zona do Euro entra de novo em frenesi. A manchete da revista Der Spiegel dessa semana diz: “Akropolis, adieu! Warum Griechenland jetzt den Euro verlassen muss” (Por que a Grécia agora deve abandonar o euro)”.</p>
<p>Sinal dos tempos. E da confusão.</p>
]]></content:encoded>
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