Brasileiros viram os donos do Burger King
publicada quinta-feira, 02/09/2010 às 17:05 e atualizada quinta-feira, 02/09/2010 às 17:05
Enquanto Serra bate na porta dos quartéis e dos aliados golpistas na mídia, o capitalismo brasileiro vai às compras nos EUA. O Brasil cresceu. Ficou um pouco menos injusto. Perdeu o medo.
“Folha” e “Estadão”, tão preocupados em alimentar o golpe, não deram bola para o fato, mas nos portais não-alinhados à velha mídia (comoTerra e IG), a notícia ganhou destaque: um grupo brasileiro é agora dono do Burger King – uma das cadeias de fast-food mais populares dos EUA.
Contra Serra, não há apenas um presidente popular, e que distribuiu renda. Contra Serra, não há apenas movimentos sociais e sindicatos dispostos a ir pra rua dizer não ao golpismo. Contra Serra, há um novo arranjo do capitalismo brasileiro. Os tucanos paulistas perderam o bonde da história.
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Brasileiros compram Burger King por R$ 7 bilhões
do IG
A empresa de investimentos 3G Capital, do trio de investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, comprou nesta quinta-feira por US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 7 bilhões) o Burger King, a segunda maior rede americana de fast food.
A 3G Capital vai pagar US$ 24 por ação da Burger King Holdings, o que representa um prêmio de 46% sobre o valor da ação antes dos recentes rumores de mercado. Na quarta-feira, as ações da empresa já haviam dispardo 23%, para US$ 23,20, após a notícia ter sido revelada por jornais americanos.
O atual presidente do Burger King, John Chidsey, ficará no cargo durante o perído de transição. Depois disso, ele assume um cargo de co-presidente do conselho da empresa, ao lado do brasileiro Alexandre Behring, diretor administrativo da 3G Capital.
O trio de investidores brasileiros controla a Anheuser-Bush Inbev, a maior cervejaria do mundo, as Lojas Americana e a América Latina Logística (ALL), principal concessionária de ferrovias do Brasil. Juntos, eles têm uma fortuna avaliada em US$ 21 bilhões, segundo levantamento da revista Forbes.
Em queda
O Burger King desacelerou em relação ao principal rival, o McDonald’s, e outras cadeias de fast food, em meio às altas taxas de desemprego que atingem sua base de consumidores. Na semana passada, a companhia afirmou ver fraca demanda no atual ano fiscal em decorrência do lento ritmo de recuperação econômica nos EUA e dos programas de austeridade fiscal em diversos países da Europa.
O Burger King é considerado a segunda maior rede de fast food do mundo, atrás apenas do McDonald’s. São mais de 12 mil lojas espalhadas por todos os estados americanos e em 76 países. Aproximadamente 90% das lojas operam num sistema de franquias.No Brasil, o Burger King chegou em 2004, e as primeiras lojas foram inauguradas em São Paulo e em Brasília.
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11 Comentários




Esse comunismo do Lula já está invadindo até a terra do Tio Sam!!!
Peço licença pra comentar em mineirês:
óia quiez tavacert’messsm quano falaro qui c’u Lula u Brasil ia quebrá! Num é que quebrô memo,quebrô um montão de record, quebrô até as barrera do capitalismo du Tir Sam!
Na época do FHC as empresas brasileiras eram vendidas a preço de banana para os investidores extrangeiros.
No governo LULA os investidores brasileiros compram empresas no exterior.
E ainda pergutam porque a DILMA vai ganhar no primeiro turno do zé rejeitado.
[...] Read the original post: Brasileiros viram os donos do Burger King – Escrevinhador [...]
E isso é só o começo.
acabou o tempo em que os tucanos vendiam tudo: as estatais e as grandes empresas nacionais. eles atrapalhavam a Brahma e a Antarctica a se tornar a Ambev, mas adoraram ver a Garoto e a Maggi ser devorada pela Nestlé. Com Lula, a JSB Friboi é a maior produtora de carnes do mundo(eles compraram a americana Swift), a Sadia e Perdigão se tornaram BRAFood, e agora até os hamburgeres americanos é nosso! viva o brasil.
Passeando no shopping pompéia em são paulo um homem de uns 30 anos vê o jornal e fala para a mulher: Claúdia olha só agora o burger king é nosso !!!!!!
Não preciso dizer mais nada né……
caros Rodrigo e camaradas do blog
Eu lamento pelos trabalhadores da Burger King, porque estes caras que compraram a empresa são os mesmos da Ambev-Inbev, representantes do capitalismo selvagem de traços “dickensianos”, capazes de provocar protestos na Bélgica (sede da Stella Artois) pelo modo “muderno” (neo-liberal, isto é, indecente) como tratama os trabalhadores.
Vish!! É sério que esse grupo empresarial é dono da AmBev?
Se for verdade os funcionários do BK estão fudidos.
Concordo com o comentário de “Luis Armidoro”. Conheço vários ex-colaboradores da Inbev e todos dizem o mesmo. É o inferno na terra!
Bom, pra justiça ficar completa so falta mesmo a Companhia Vale ser restatizada. Essa injustiça nao pode continuar. Uma riqueza como minerio de ferro e outros minerais ser explorada no meio da selva não pode ficar na mão de empresários. Riqueza que nao custou nada pra existir. Tem que ser do estado.
os tiozinhos compraram aonde eu trabalhei kkkkk legal