O livro didático e a ignorância na velha imprensa
publicada terça-feira, 17/05/2011 às 11:08 e atualizada quarta-feira, 18/05/2011 às 12:19
Polêmica ou ignorância? Discussão sobre livro didático só revela ignorância da grande imprensa
Por Marcos Bagno*
, em seu site
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.
Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.
A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes.
Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.
Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).
Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assiti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?
*Marcos Bagnos é escritor, linguista e professor da Universidade de Brasília
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63 Comentários







Acompanhava o Sr. Bagno na Caros Amigos e era uma deliciosa leitura, pois ele é afiado.
Parabéns Rodrigo por trazê-lo aqui também.
p.s: aqui no trabalho (Pinhais-PR), onde eu estranhei a maioria falando, ”tinha chego” e ”para mim fazer”, ontem foi um debate monumental sobre essa questão. Imagina, gente que fala ”tinha chego” e ”para mim” fazer”, crucificando o MEC e o PT. k k k k k k k
Exatamente, Mardones. Até parece que as pessoas que estão nesse horror todo passam o dia lendo sobre regência verbal. A preocupação não é realmente lingüística, mas sim que a gentalha não seja respeitada. As pessoas não entendem que “pisar na grama”, do ponto de vista lingüístico, é tão errado quanto “nós foi”, erro é erro.
Rodrigo, que textos maravilhosos! Acabei de ler seu texto sobre o churrasquinho de Higienópolis e agora esse, ambos sensacionais! Parabéns aos dois autores e obrigada! A página já está nos meus favoritos!
E, pior que tudo isto, são aqueles intelectualóides que querem usar português de júpiter, que nineguém entende. Falemos certo, sim, mas de forma que todos entendam e se sintam respeitados!
O modo como a nossa imprensa vem tratando o tema é realmente um horror! Como os jornalistas da velha mídia ainda estão eivados de preconceitos! E como estes são reveladores da ignorância daqueles! Uma vergonha para o Brasil!
O Sr. Joelmir Betting, da Band, disse hoje: olha só o que eles inventaram agora: preconceito linguístico! kkkk, só rindo mesmo de um cara desses. E tem gente que paga pra assistir as suas palestras!
Não entendi. Se o próprio autor diz que a função da escola é ensinar aquilo que os alunos não sabem qual a justificativa para um livro que ensina a falar errado?
O livro ensina a norma culta. Apenas aponta que, linguisticamente, já não se considera que um modo falar certo ou errado. São apenas diferentes. Existe aquele que é a norma culta e os gramáticos mantém como o certo, e o que é falado no dia-a-dia, que não está errado. Comparativamente, é como se falássemos que a cultura indígena brasileira é errada por eles andarem sem roupas e a nossa certa, por andarmos com.
Parabéns Pedro!
Quem lhe disse o livro ensina a falar errado? Uma pergunta: como você fala? – Me dá o livro? Me passa o garfo?
O livro não ensina a falar errado. O livro amplia o estudo da linguagem, incluindo FATOS LINGÜÍSTICOS que não podem ser ignorados pelos educadores e devem ser mostrados aos educandos. Nossos alunos devem conhecer as diferenças e usá-las com propriedade e sem pré conceitos e pré concepções. Em relação a este ensido estamos uns 70 anos atrasados. Já chega de tanto atraso, vamos estudar, pesquisar e crescer. A ciência não lida com verdades absolutas, como querem decretar as gramáticas normativas. A Linguística é uma ciência. Ela estuda com lógica a lógica dos fatos.
Eu nunca vi tanta ignorância acerca de didática na minha vida. E olha que sou totalmente leiga, uma vez que tive aula Didática Geral por apenas um ano. No entanto, nunca esqueci uma definição de didática da minha professora “Didática é a arte de ensinar”.
Gente, desde quando a questão é normatizar uma outra língua. Num planejamento de aula, um livro é um recurso didático. Assim, este livro poderá ser muito bem utilizado em classe como mote para ensinar gramática, sobretudo em escola público, visto que o vocabulário retratado e, em sua maioria, o que o livro apresenta.
Qual o problema em estudar um texto como este em classe e em seguida pedir para alunos identificarem erros gramaticais e fazerem as devidas colocações verbais.
Seria uma maneira menos preconceituosa e despretenciosa de ensinar, pois parte da partir da realidade do educando. E o que é pior, no afã de aparecer, tem um monte de supostos educadores dizendo que errado.
Resta saber se são de fato educadores ou professores?
Rodrigo, você sabia que a Didática define três parâmetros para estes profissionais?
O Professor – Este é aquele que preocupa-se apenas com a matéria. Isto é muito comum nas faculdades, aquele que chega e nos passa todo o conteúdo, a teoria e está ligado apenas na sua área de atuação.
O Repetidor – É aquele que aprende, se especializa, não busca inovar, não se recicla e repete como papagaio o que aprendeu e pega carona naquilo que os outros fazem.
O Educador – É aquele que se preocupa com todo o processo na formação do educando, colaborando para possa desenvolver suas potencialidades afetivas, cognitivas e psicomotoras com equilíbrio. Em outras palavras colabora em todo o processo ensino-aprendizagem, sem jamais negar ou rejeitar as realidades de cada educando, mas procurar educá-lo para ser cidadão.
O que percebi nisso aí foram supostos “professores” querendo aparecer. Qualquer um que está lá com a mão no batente, ou seja, na sala de aula e é educador, sabe que isso aí é o que se pode chamar de os inúteis da educação.
Muito bom, Luana!
Respeito não deve ser confundido com incentivo. As condutas podem ser classificadas em proibidas, toleradas e incentivadas. O uso incorreto da língua (sim, é incorreto!) não deve ser motivo de preconceito, mas, no máximo, deve ser tolerado.
O uso da norma correta NÃO é uma simples opção do falante, como afirma o livro noticiado pela mídia (incentivo). Cabe à escola ensinar e incentivar o respeito às normas lingüísticas, bem como reforçar que estão ERRADAS as demais variações. Qualquer abordagem diversa consiste em abominável inversão de valores (que infelizmente está na moda nos tempos atuais).
A subversão da língua, não deve ser confundida com adaptação de linguagem conforme o interlocutor.
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É mesmo? Então você diz nas conversas com os amigos, espontaneamente, sem pensar, “vou encontrá-lo” em vez de “vou encontrar ele”?
Usa mesóclise, que ainda é abonada pela norma?
E ele ainda ESCREVE, AQUI, sujeito separado do verbo por vírgula… kkkkk
Da-lhe MAriana!
Caro Vianna, sou professor da rede pública e me deparo cotidianamente com a mais absoluta preguiça, desinteresse, e despreparo dos alunos com as questões mais elementares da nossa língua portuguesa em sala de aula. Me senti bastante incomodado com os argumentos do professor Bagnos que busca criticar àqueles a quem considera como defensores rígidos da norma culta. Não acredito no patrulhamento da língua, que nada resolve além de causar constrangimentos desnecessários, como não sou favorável à flexibilização das formas do falar. Quem está na escola tem obrigação de aprender a norma culta, tem o direito de ter acesso às diversas formas textuais, para que realmente desenvolva para toda a vida a capacidade de ler, escrever e falar bem. Esta permissividade sobre o aprendizado do português é bastante nociva para um país tão desigual como o nosso, além de uma desculpa bem fraca para não enfrentarmos de maneira bem rígida e rigorosa os problemas de desenvolvimento do nosso idioma entre tantos brasileiros.
O Sr escreveu: “Me senti bastante incomodado” Há quantos anos o Sr ensina que uma frase não pode ser iniciada com pronome oblíquo? Viu como a língua é viva: deu-lhe uma rasteira. No Sr e na torcida do Timão, incluindo aí até gramáticos.
As coisas caminham assim: A Globo e Xuxa lançam dicionário atropelando o português. Todos acham uma belezinha. O Ministério Público não se manifestou. Agora uma ONG volta a atropelar nossa gramatica… Bom, a perversidade é que desejam o quanto antes acabar com o português para que falemos o inglês. Que horror!!! A bandalheira e o deboche são grandes…Com a palavra a ABL, ABI, OAB etc….
Com a palavra a ABL, ABI, OAB?
Aí é que o barco afunda (de tanta má-fé, se não fui clara).
Com certeza Viana, seu artigo esta perfeito, tudo o que a imprensa quer é fazer barulho, pois o governo Lula e Dilma, vai continuar investindo pesado na Educação.
‘Desconcordo’. Assim que vestiu a faixa presidencial, a nossa presidenta meteu a navalha justamente nas verbas destinadas à Educação e Cultura. R$ 50 milhões. Agora, responda: mediante à isso, como você sustenta a afirmação de que ‘o Governo Dilma inestirá cada vez mais na Educação’?
“mediante à isso” está ótimo.
“mediante à isso” Mas que crase é esta? Este é mais um crime pelo qual só os pobres são condenados: FICOU CLARO O QUE É PRECONCEITO LINGUÍSTICO SR. JOELMIR?
Quem fala “nois vai”, “nois fumus” fala errado. E ponto. Sou do interior paulista e estou cansado de ouvir isso por aqui. Agora, como pode o sr. Bagnos, professor e linguista defender uma barbaridade dessas? É claro que é linguagem corrente. É claro que a lingua é dinâmica. Mas falar errado -e, principalmente, defender o que é errado -aí já é demais. Militância burra.
O Sr. Fernando Rosa está correto.
Se os cara fala errado, pra quê ensiná mais?
Fia claro que toda esta polêmcia está envolvida dentro de um quadro maior e transparece a olho nu que a elite academica, na qual está presente o tucanato, não aceita até hoje que um operário tenha chegado ao mais alto posto neste país. Lula fala “menas” é é compreendido e aplaudido por quase toda a sociedade. Exceto por aqueles 0,001%, que lmantavelmente tem acesso ao PIG e busca de todas s formas torpedear o nosso presidente. Quem são ests acadêmicos para impor ao brasileiro o que é certo e o que é errado? Quem são estas 40 múmias encasteladas na ABL para criticar o português falado pelo nosso povo? Eles que mudem e se reciclem que passem a se comunicar não só oralmente como em seus trabalhos com as expressões já consagradas pela população. Ávancem, senhores!
Maravilhoso!!!
Como é possível que a nossa elite, sempre tão”esclarecida e culta” possa ser tão tacanha? Sejam bem-vindos todos os infratores da língua pois é deles o espaço da criação e transformação!!!!
Essa elite esqueceu o Modernismo, Guimarães Rosa, Adoniran Barbosa, Patativa do Assaré e tantos outros desconhecidos que inovam e mostram muito mais clareza de raciocínio e liberdade criadora que os nossos dispesáveis pseudointelectuais.
Prefiro as palavras de meu filho, “o único erro da língua é quando a gente morde ela.”
Rodrigo,
Com a sua licença, quero falar sobre o impeachment ao Gilmar Mendes. Passei pelo blog do Nassif e encontrei uma excelente ideia de um navetante intitulado Chicocvenancio, veja abaixo:
“Nassif,
Segue cópia de email que mandei ao Cristovam Buarque na tentativa de pressionar o Senado a levar a sério o pedido de impeachment ao Gilmar Mendes. Vamos fazer um post para incentivar essa pressão. Cada um escreve para alguns senadores.
Caro Senador Cristovam Buarque,
Escrevo-lhe por acreditar no Senado e na República.
Na quinta-feira passada o senhor Alberto de Oliveira Piovesan entrou com um pedido de impedimento do Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Dentre várias outras acusações saliento algumas:
1. Voo para Buenos Aires para o Gilmar e a mulher pago por Sergio Benavides, advogado com diversas ações no STF julgadas por Gilmar;
2. Relações antigas com Jáder Barbalho que teve voto favorável do Gilmar na ação da ficha limpa. Texto errado da defesa”.
A iniciativa deve ser replicada na grande rede, para com o apoio popular, os Senadores sejam movidos pelo sentimento da nação e tome as devidas providências.
Nóis sofre, mais nóis goza.
Parabéns ao Marcos Bagno, pela argumentação irrefutável de sempre, e ao Rodrigo Vianna, por abrir esse espaço – sempre – aos verdadeiros “pensadores livres”. Pena que, em relação a certas pessoas, não adianta nem desenhar… Não vão entender nunquinha! Mas vamos tentar mais um pouco…
Os meios de comunicação têm “informado”, equivocadamente, que o livro “defende o erro de concordância”. Isso é um paradoxo! Não se pode supor – tão levianamente – que gente séria e competente, que estuda linguística há décadas, fosse fazer isso. A divulgação disso tudo tem sido um festival de “ignorâncias” a respeito da língua. Um jornal chegou a dizer que, para os autores do livro, “o uso da língua popular – ainda que com seus erros gramaticais – é válido”. Meu Deus! Só na opinião dos autores, não é mesmo?
Em nenhum momento se fala em “defesa do erro” (ah! esse eterno clichê de que a linguística propõe o “vale-tudo”), sobretudo porque o livro e os PCNs não trabalham com o equivocado conceito de “certo e errado”, mas sim com a noção de “adequação e inadequação”, que foi uma novidade 30 ou 40 anos atrás… Uma das autoras, em resposta a uma das tantas investidas contra o livro, ressalta que “o importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa”. “Como se aprende isso? Observando, analisando, refletindo e praticando a língua em diferentes situações de comunicação.”
É isso que o livro propõe. A inclusão de tópicos sobre a norma popular para discussão e reflexão, sem abandonar o ensino de outras variedades, incluindo a norma culta e dando-lhe a devida importância. O que se propõe é, finalmente, uma discussão oficial sobre o uso pragmático da língua, sem a ditadura do “certo e errado”. É a inclusão oficial do estudo de variantes linguísticas e de gêneros textuais, para a compreensão da língua em seus múltiplos aspectos. Vão aí uns 50 anos de atraso, mas enfim chegou o dia!
Vai ser muito difícil lutar contra o preconceito (agora em relação à perspectiva sociolinguística), mas é um avanço a comemorar. O ensino exclusivo (e mal aplicado) da norma culta escrita nas escolas nunca ajudou a formar uma maioria de falantes e leitores plenamente competentes. Precisamos experimentar o novo e ver o que acontece. Tenho certeza de que nos surpreenderemos positivamente, se os professores forem bem preparados para essa tarefa.
MB!
A gramática da lingua portuguesa que se fala no Brasil é produto de uma contínua mudança e evolução. Não é verdade que a lingua portuguesa da “academia” é um “português quinhentista transportado para as colônias”. É necessário entender e considerar que a lingua falada não é a lingua escrita. Ambas têm estrutura, dinâmica mental e evolução diferentes. Tentar fundir as duas, anulando a lingua escrita e transformando-a na falada é uma pobreza e uma simplificação irresponsável que, isto sim, vai marginalizar as pessoas incultas e “do povo”.
Os recursos da lingua escrita são específicos e necessários. Quem não sabe escrever de acordo com as regras gramaticais se transforma em cidadãos de segunda classe.
“Gente diferenciada”?
O chato é agora, depois de tantos anos estudando e lendo, vou ser obrigado a subir no palco da vida e falar pra todos:
-como vai vcs?
Quem quiser falar e escrever errado que fale mas, por favor, pra que ensinar o errado?
O errado nãose ensina porque o errado todo mundoaprende logo sem estudar.
E não há nada de discriminatório. Cada um que se assuma.
Prá mim este “causo” é mais um ritual de combate ao PT/Lula/Dilma. Quantos e quantos erros já não passaram e nada foi desconstruídos neste país. Lembrai-vos do Paraguay, inserido na America do Norte? Não sei se é isto, mas não rendeu. Estes pentelhos do PIG, toda semana acharão “unha encravada” para perturbar ou melhor “povoar” a imaginação da volúvel classe média para não deixá-los aderir à Dilma, este é o resumo, nú e crú. O mote da coisa é este, eles estão se organizando com 2 candidatos a Presidente (Serra, radical pela direita e Aécio, bom moço pela classse média. É matemática). O episódio Palocci, por quê você acha que Serra deu aquele apoio todo, porque têm uma frouxidão corruptível mais abrangente que a do PT (Vide a quebra de sigilo bancário da filha do Serra e outras corrupções) só que as dele o PIG não agrava. Gostaria de levantar uma bola prá você chutar. A corrupção no Brasil e no mundo é igual. Peça para fazer um levantamento de jornalistas empregados na Folha/Globo/Veja/Estadão, (eles nítidamente defendem corrupção – não toquem nos meus, são protegidos). A blogosfera deveria desnudar mais este assunto, é um belo assunto, antes de entrarem nestes veículos de comunicação, e depois peça a evolução patrimonial destes jornalistas depois de determinados períodos, para mediar a corrupção “jabaculativa”, têm jornalistas, vivendo melhor industriais. São verdadeiros achacadores. Taí um bom tema para os blogs que vivem sendo acusados de chapas-brancas sem serem, levantar que interesse os chapas-pretas estão servindo. A blogosfera é criativa, pega este tema e retalhe para que jornalistas corruptos sejam discutidos. Os blogs vivem de si mesmo, os jornalistas “muitos” vivem de achaques, teve até um que se arrancou para Veneza, como se Veneza merecesse isto.
Pois é Rodrigo,
Está mesmo duro ver a professora ser bombardeada na imprensa dessa forma tão mediocre. O ataque mais pesado, claro, vem do jornal O Globo – popis trata-se do veículo de comunicação que mais sabe falar a linguagem da elite, culta, diferenciada e elegante dos salões brasileiros..
Penso que é preciso encontrar um equilibrio nisso. Eu confesso que sou mais radical, entre a gramática e a linguistica fico com a segunda sem pestanejar. Pra mim é tudo uma boboagem, eu quero é entender como a pessoa se expressa e pronto. Passou o recado meu amigo, tá valendo. Mas sei que a vida não é assim…fazer o quê.
Mas daí a negar o dinamismo da lingua, sua interação com a cultura local , trasnformação evolução e adaptação, principalmente nas camadas populares que são riquissimas em se apropriar e recriar formas interessantes de se comunicar ..isso sim é a verdadeira ignorância, desses senhores e madames, magistrados, acadêmicos reais e jornalistas metidos a b..
A mídia distorce, a professora não propõe a institucionalização da incorreção gramatical, mas uma forma de aproximação emocional, mais humana com a nossa lingua, que é falada por pessoas, gente de carne e osso e não por ” essas máquinas elitistas e colonizadas”.
Aproximar, pra depois sim trazer outra abordagem..simples! Mas, lembrando Raul Seixas, o espírito da arrogancia nacional do “todo mundo explica tudo…” parece mesmo ser invencível, aí realmente, fica brabo..
abraços
Rodrigo,
Tudo isso é jogo de cena e chifre em cabeça de cavalo para tentar pautar a agenda do país. Está lá na primeira página online do inacreditável jornal que Haddad não comparece para dar explicações.
É a velha tática de sair na mídia e a oposição fazer arruaça e aparecer no JN.
PQP!!!
Até aqui o povo comenta o livro sem vê-lo e vai a reboque de o Globo e Poder Online??
Gente, EU VOU DESENHAR: o livro apenas afirma que a variante popular é aceitável na comunicação (vocês sempre falam em casa “vi-o” em vez de “eu vi ele”? Conta outra, quer dizer, contem outra!!!! Ou vocês acham mesmo que sua fala está toda colada à norma??). E trata justamente de ensinar a norma culta, como qualquer pessoa que se dê ao enfastiante e secundário trabalho de pesquisar sabe!!! Carácoles!!!!
Caros internautas.
A questão não é se a imprensa ataca ou não por ser contra o governo atual. O fato é que ensinar e aceitar que se fale o português de forma errada é o mesmo que decretar o fim da escola, escola essa bastante ruim e que forma precariamente os alunos, futuro do Brasil.
O articulista ao redigir o texto dele não comete um único erro de português pois possui boa formação. Agora acreditar que falar errado, assim como a possibilidade de se escrever de forma errada, é um absurdo.
Em qualquer país de língua latina mais ou menos desenvolvido e com bom sistema escolar, o povo fala corretamente, usando pronomes etc. Aqui no Brasil, infelizmente o português é assassinado frequentemente.
Que os erros comuns da população sejam levados em conta para comparação com a norma certa, tudo bem; agora querer que os brasileiros falem errado é no mínimo falta do que fazer por parte desses educadores.
Marcos
Não é verdade que nos países de língua latina as pessoas não falam “errado”. Pelo menos não nos que eu visitei. Também nos países de língua inglesa há muita diferença entre o inglês falado e o da norma. Penso que isso se repete em todo lugar.
Você tem razão ao dizer que não precisa ensinar a falar “errado” porque isso todo mundo já sabe, inclusive eu e você. E não acredito que seja isso o que o livro pretende. A questão é que a língua falada é que é a língua viva de um povo, ela é que altera a norma. Se assim não fosse, até hoje estaríamos falando vossa mercê, ao invés de você (que já foi o português “errado”).
Qual pesquisa vc fez para comrovar isto? Está publicada? Gostaria de lê-la.
Falar errado, e muuuuuito pior defender o falar errado, é DEMAIS! Livro didático que ensina nossa língua de forma errada com o argumento frágil de os erros serem identificados pelos alunos e aprenderem e depreenderem o correto…faça-me o favor! É inaceitável! Deplorável quem defende essa vergonha. Quem defende essa vergonha faz um militância burra e radical.
Bem, Rodrigo minha sugestão é que você esqueça seu bom português ao falar e ao redigir.
“…a gente somos inutil!”.
Responda rápido: que língua é “a última flor do Lácio, INCULTA e bela? E porque?
Não é nada disso! Vc leu o livro? Caso não tenha lido, aí sim está cometendo um tremendo ERRO, pois está formando sua opinião sem conhecimento nenhum, apenas repetindo o que leu e ouviu desta imprensa tendenciosa e ciosa em detonar com o governo do PT. Se liga!!! Ou você diz: Liga-se! Grave sua fala e prove para vc mesma que fala: liga-se!
Desculpe, Rodrigo, mas ensinar errado não dá.
Esta ong é de São Paulo e deverá ser investigada sim, uma vez que sempre aparecem escãndalos quanto a livros adotados, não só pelo MEC, como também pelo estado de São Paulo, nas escolas públicas.
Não nos esqueçamos dos livros de geografia com mapas errados, bem como pornografia em livros distribuídos em São Paulo e tão comentados na blogosfera.
Este é mais um caso da falta de compromisso com a educação no Brasil, para não falar falta de respeito com os jovens, pais, enfim cidadãos.
Pobre fala errado, que se explodam, ensino errado.
Segundo o professor da UNB há mais de 15 anos isto ocorre, portanto, mais uma herança maldita do FHC, tucano dos infernos.
Tinha que ter o dedo dele, neste escândalo.
Tudo que acontece de ruim no Brasil, começa em São Paulo.
Existe a norma culta da língua, o português é um símbolo nacional ao lado da bandeira e do hino e é ela que deve ser ensinada nas escolas tanto públicas, quanto privadas; portanto não há nenhuma justificativa para o ensino errado do português.
É obrigatório.
Inaceitável este argumento de que eles falam errado, então aceita-se o falar errado.
É o carajo, como disse Hugo Chaves.
Meu pai tinha uma inteligência privilegiada, mas inculto, falava QUESTÃ, lia e escrevia muito mal, mas nem por isto deixou de dar educação formal aos seus filhos e nós convivemos com ele falando questã, enquanto falávamos questão.
Esta feçora tem uma mentalidade tacanha e altamente elitista, uma vez que tira dos jovens estudantes da escola pública a possibilidade de falarem corretamente o português e ascensão social, que o conhecimento formal propicia.
Ong paulista? Educação direcionada por paulista? Ensino errado há mais de 15 anos começando por tucanos dos infernos?
Ministério Público sim, mas tem que começar a investigar a ong.
Votei no Lula, na Dilma, mas não defendo discriminação enrustida de preconceito.
Educação para todos.
Seu primeiro erro, cientificamente provado, é afirmar que em linguagem existe somente CERTO ou ERRADO. Sua visão de mundo também deve ser assim. Houve época em que dizer que a Terra era redonda e não era o centro do Universo dava a maior encrenca. Esta discussão cheira à idade média.
Quem nasceu primeiro a gramática ou a língua?
No Brasil é sempre assim.
Uma vez vira-latas, sempre vira-latas.
Complexo fdp!!!
Fui lá no site da feçora, cujo livro ensina gramática errada aos alunos de escola pública, nele havendo possibilidade de leitura em inglês e espanhol e alguns feçores da USP, como é sabido que brasileiro é vira-latas, deve ser por isto que a feçora que faz livro que ensina errado a gramática, ganhou a “parada” no MEC.
A gente não tem sossego com estes governantes vira-latas. Sempre procuram agradar estrangeiros em detrimento do que seja melhor para brasileiros.
Português errado é o carajo, ong tucana!!!
Exigimos transparência e queremos saber como se deu a escolha dessa ong e dessa editora.
Não existe nada de ERRADO (sim, é isso mesmo) na linguagem se ela estiver cumprindo sua função intrínseca. Só alguém que não tem nenhuma base linguística científica pode dizer que o falar de certas pessoas é ERRADO e o de outros grupos é certo. A língua é um meio de comunicação, serve para expressar aquilo que queremos transmitir a outros seres humanos. A língua será usada de maneira mais ou menos eficiente segundo seu usuário consiga ou não transmitir com êxito suas mensagens. A chamada linguagem culta não tem nada a ver com ser CERTA. Ela pode até ser considerada um objetivo a ser alcançado (pessoalmente, considero importante que a Escola se empenhe em fazer com que toda nossa população tenha um bom domínio dela), mas isto nada tem a ver com ser ela a forma CERTA. Aliás, os preconceituosos sem entendimento de base deveriam saber que, como é um instrumento em constante transformação, a língua e suas normas (mesmo a norma culta) mudam. O que hoje pode ser estipulado (sim, ESTIPULADO, porque é decisão arbitrária) como incorreto, em pouco tempo poderá ser aceito como parte da norma culta. Não fosse assim, todos ainda estaríamos usando o velho latim clássico. Ainda não vi o livro que vem sendo criticado pela mídia e pelos imbecis repetidores de regras, mas, a julgar por quem critica e como critica, o livro deve ser muito bom. Resumindo, a escola deve se esforçar por transmitir a norma culta, ao mesmo tempo que se esforça por fazer com que seus alunos entendam que não ha nada ERRADO com a maneira de falar até então usada por eles em todas as instâncias. É apenas uma questão de ADEQUAÇÃO. Eles devem saber que é importante dominar a linguagem culta por questões sociais, e NUNCA por ser esta a maneira CERTA de falar ou escrever.
Gostaria de oferecer uma outra contribuição para deixar mais clara minha visão sobre a questão do dinamismo linguístico e a estipulação de normas. Vamos analisar o uso que se tornou bastante comum da conjugação verbal em primeira pessoa plural seguindo a expressão pronominalizada “a gente”: A gente sabemos…; a gente pensamos…; a gente queremos…; etc. Quem ainda não se deparou com alguém fazendo uso disto? Pois bem, se tal forma de falar tivesse se originado nas elites culturais do país, muito provavelmente seria objeto de grandes elogios por sua beleza e erudição, etc. Seria, então, ressaltada a brilhante capacidade de fazer uso da silepse de pessoa ao fazer a concordância verbal não com a forma pronominal e sim com o significado real. Ou seja, seria vista e tratada com a admiração dedicada àqueles que, vez por outra, escrevem “Os brasileiros precisamos respeitar nosso idioma”. Mas, como foi o povão que teve a audácia de usar sua criatividade e capacidade linguística, o emprego de “a gente sabemos…” é considerado algo abominável. Tudo bem, que continue sendo sentida assim pelos paladinos da norma culta, mas tenham pelo menos a coragem de admitir que é assim por razões meramente de valoração social e não por ser certa ou errada. Se as elites culturais resolvessem adotar também este uso, a gente temos certeza de que em pouco tempo estaria sendo louvada pelos defensores da linguagem da elite.
Depende muito de como se ensina a norma culta e a linguagem informal. É preciso ter preparo para se aplicar este tipo de ensinamento. Você pode dizer que “conheço ele” pertence a linguagem informal e acrescentar que a forma “eu o conheço” pertence a língua padrão. Aí tudo bem. O grau de formalismo varia de acordo com o momento e o lugar da conversa. Uma prova, um concurso exige a linguagem formal ou padrão. É precisos não exagerar nos exemplos. Já dizia um grande professor de literatura, quando lhe perguntaram se a literatura não era uma porta aberta: “a literatura é uma porta aberta; mas não é uma porta escancarada”. O mesmo conceito se aplica à língua. Não fica bem usar determinados exemplos como pertencentes a linguagem informal. São erros crassos e têm que ser corrigidos.
Fui alfabetizado em 1979 em escola tradicional aqui de Salvador, e todos como eu à época aprendemos o alfabeto pronunciando as letras: Fê(F); Guê(G); Ji(J); Lê(L); Mê(M); Nê(N); Rê(R): Si(S). Com o tempo, fui perdendo essa identidade tipicamente nordestina do linguajar e junto com as gerações posteriores, hoje pronuncio o alfabeto como os brasileiros das outras regiões. A MINHA PERGUNTA É: A MANEIRA COMO PRONUNCIÁVAMOS AS LETRAS DO ALFABETO AQUI NA BAHIA PASSOU A SER CONSIDERADA ERRADA? ALGUÉM DO BLOG SABE ME RESPONDER ISSO?
Logo no início da leitura sabia tratar-se de Marcos Bagno. Estou lendo “Preconceito Linguístico”, de sua autoria. Leitura reveladora e saborosa. Lendo-o (Marcos Bagno), nos tornamos (tornarmos-nos é tão esquisito, tão cruel) mais tolerantes, mais certos de nossa ignorância e prepotência. Parabéns, Marcos Bagno. Sou seu fã.
Engraçado como os “cultos” não conseguem admitir uma evolução da gramática. Eles querem enquadrar a sociedade na gramática, quando o mais certo, ao meu ver (e historicamente dizendo, o que sempre ocorreu, é adaptar a gramática à sociedade.
Ora, a gramática fora criada pelos homens para servir aos homens. Absurdo essa ideologia de que os homens devem servir à gramática!!
Viva a Idade da Pedra. Vamos falar entao o “Esperanto” !!!
O mais engraçado é os “cultos” se recusarem a interpretar um texto. Ou interpretarem o que não leram.
Céus!!!
Esta é uma polêmica em direção à duas conclusões óbvias: a mídia nada sabe sobre o que se passa nas escolas; é obvio que qualquer professor reconhece a língua falada e mostra a versão culta aos seus alunos.
Então, o quer o Grupo Abril, do arautro Ioschipe (é assim que se escreve?), por exemplo? VENDER APOSTILAS JUNTO COM O SEU SISTEMA DE ENSINO PASTEURIZADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vamos deixar de hipocrisia aqui, eu nao sou defensor desse pig maldito e admiro o trabalho dos blogueiros que lutam contra esse cancer que existe no brasil a decadas. mas voces , uma grande maioria dos blogs , defende a record de unhas e dentes. e todo mundo sabe , ate criança de dois meses , que o dono dela nao é diferente dos donos das outras emissoras. e eu pergunto , o que a record que voces trabalham faz para o brasil . o que ele contribui para o desenvolvimento do pais ,nada. ela e o dono é igual ou pior que os outros , ele é um verdadeiro escroque maldito , e ninguem publica comentarios contra essa emissora. ta certo que a luta é contra as outras , mas ela a recorda se pegar a liderança o que ela vai fazer , vai ser melhor que o pig mor , isso eu garanto que nao , vai ser pior . entao inclui na lista de emissoras contra o brasil tambem a record.
Eu nem fico indignado com a ignorância do povo que critica o livro sem conhecer o propósito; nem indignado com a mídia, que faz seu trabalho de ideologizar até horóscopo; eu fico indgnado é com o governo, que deixa essa mídia reinar assim, sobre a cabeça das pessoas, sem nada dizer como contraponto. Quem quer se informar, tem de ir a blogs. É uma luta muito desigual. O Lula pouco fez pela comunicação, e a Dilma está indo pelo mesmo caminho.
Haddad é a vítima do novo-velho concerto político: ultraconservador religioso e moralista, que apóia Serra (ou Serra se apóia)…
http://palavras-diversas.blogspot.com/2011/05/ensaios-para-2014-haddad-e-o-governo.html
O pano de fundo é o combate não cessado desde o final das eleições, 2014 e o PSD que vem para abrigar oposicionistas e governistas conservadores, ávidos por um discurso que suplanta a economia e a melhora social do país de Lula e Dilma…
Caríssimo Rodrigo Vianna,
Ainda que defasado séculos (ah, como esta Blogosfera é veloz!), não poderia deixar de tascar aqui este importante “pitaco” do nosso querido Poeta Manuel Bandeira, no seu monumental poema “Evocação do Recife”, até para homenagear à Professora Heloísa Martins, o MEC, o Escrevinhador, a Juliana Sada e, com certeza, todos os comentaristas lúcidos que aqui aportaram:
…
“Foi há muito tempo…
A vida não me chegava pelos jornais, nem pelos livros.
Vinha da boca do povo, na língua errada do povo.
Língua certa do povo.
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil,
Ao passo que nós o que fazemos
É macaquear a sintaxe lusíada…
A vida, com uma porção de coisas que eu não entendia bem…”
Apenas para ilustrar o debate: Certa vez um colega de trabalho (oficina)dirigiu-se a mim e perguntou porque eu só falava difícil, se era pra aparecer etc. Respondi que não, que era o meu jeito de falar,e que, talvez,por ler muito, tinha uma certa facilidade para encontrar as palavras..!!! Então ele saiu e ficou satisfeito.A partir deste dia eu só me dirigia a ele com da mesma forma que o mesmo se expressava. Pronto, desfiz o “aperreio” da cabeça dele.
Parabéns ao texto do Bagno ! Excelente ! Agora entendo que o importante é a comunicação em si, se fazer entender sem ter que ficar algemado às regras gramaticais. Dependendo das circunstâncias,aí o falar culto,dentro das normas, é importante e deve ser feito. Porém, se você vai se dirigir a alguém que não tem esse aparato gramatical,fale o corriqueiro e pronto!
É isso !