A ideologia e a privatização das teles

publicada quarta-feira, 21/12/2011 às 10:45 e atualizada quarta-feira, 21/12/2011 às 16:21

por Sergio Leo, do Amálgama

Já pensou se não tivessem privatizado a indústria automobilística? Ainda estaríamos usando aquelas carroças que o Collor xingou na década de 90, lembra?

O quê? A indústria automobilística já era privatizada? Hummm…

… Mas e as companhias aéreas, hein? Lembra como era caro andar de avião? Só rico conseguia ir ao exterior. Depois da privatização, hoje qualquer um faz crediário e viaja a Buenos Aires, viu a matéria sobre a nova classe média viajando, na Globo?

O quê? As aéreas também já eram privadas?

Mas, então, o que aconteceu com as telecomunicações, hein? É consenso que graças à privatização, tudo mudou, e só a desestatização nos permite ter isso, hoje, esses telefones à disposição de todos, quando antes era coisa caríssima, declarada até no imposto de renda.

Não, comigo essa fábula não vinga.

Nos anos 90, em que os telefones se espalharam pelo país, houve uma revolução, um salto quântico na tecnologia de telecomunicações, e foi isso, não a venda da Telebras, as companhias financiadas pelo público BNDES, que barateou custos, simplificou o acesso, e popularizou o telefone. Boa parte do dinheiro investido veio do banco público, aliás. Os ganhos, claro, foram para os acionistas privados.

Só a fé cega em tabus ideológicos permite falar, sem piscar, que foi a privatição que fez isso tudo. Dê uma olhada na telefonia privada no México, da Telmex, e verá que o capital privado não garante eficiência.

Outro chavão é dizer que só a privatização garantiu recursos que o setor estatal não teria para investir. Ora, grande parte do dinheiro que financiou a compra das estatais e que financia os investimentos das privatizadas veio do setor público. Uma consulta ao site do BNDES mostra isso. Aliás, o setor público, com o BNDES e os fundos de pensão estatais, ainda detém boa parte do capital dessas empresas de controle privado.

Hoje, na TV — poderia ter sido em qualquer outro lugar — repórteres comentavam os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios, e, comparando o mau desempenho do saneamento com a diseminação dos telefones, claro, saíram com esse chavão: ah, é claro, na telefonia privatizaram.

Pois bem, passou batido aos repórteres um pequeno dado: o grande crescimento na disponibilidade de telefone ocorreu na telefonia móvel, não na fixa, que tem caído em termos proporcionais: 49% das casas têm só o celular como telefone. Eram só 16% em 2004.

A quantidade de casas com telefone fixo (com ou sem celular) caiu, e chegou a 43,6% dos domicílios — eram 51,1% em 2001. E as casas só com fixo caíram proporcionalmente mais da metade, de mais de 14% para menos de 6%. Alguns noticiosos contaram essa história como “avanço do celular nas preferências do consumidor”. Prefiro pensar que é a consequência da tecnologia, que foi a principal responsável pela melhoria na distribuição de telefones no país.

A ligação de telefone fixo é mais barata que a de celular. Por que tão pouca gente (em geral, empresas e famílias de maior renda) opta pela telefonia fixa? Ora, porque ter um celular é bem mais fácil (e era impossível na Telebras estatal, porque não existiam celulares). Num mundo desses, claro que a tendência da telefonia seria tornar-se mais barata e acabar problemas como a compra da linha a preços caríssimos.

Agora, tenha a curiosidade de consultar os serviços de proteção ao consumidor. Quem está nas cabeças, como péssimo prestador de serviços à população? Ora, quem diria, as companhias de telefonia. Qualquer um que precisou trocar de linha, substituir o telefone, queixar-se de contas erradas sabe disso muito bem. Isso sem falar no próximo salto tecnológico, a banda larga, para o qual as empresas privadas, teoricamente, deveriam estar bem mais preparadas.

Se a telefonia fosse ainda estatal, esse problema estaria sendo jogado na conta do Estado. Como não é, é assunto tabu entre os profetas da privatização.

Meu amigo Vinod Thomas, insuspeito funcionário graduadíssimo do Fundo Monetário Internacional (e que provavelmente não concordaria com esse post), fez um belo estudo sobre o Brasil, recentemente, e, com sua experiência de funcionário de instituição financeira multilateral, comentava, em certo trecho: o que garante eficiência não é a propriedade ser estatal ou privada, é a existência de competição.

Por isso têm razão todos aqueles que dizem que eu exagero, que claramente houve melhoria após a privatização. Houve, e, em parte, devido a certas características do setor privado (encontráveis em boas estatais, como a Embrapa e a Petrobras, para dar dois exemplos). Mas não têm razão os que, ideologicamente, atribuem a mudança exclusivamente à privatização, como se ela fosse panaceia e o Estado, sempre um gerador de problemas.

Melhorou onde se impôs a competição (preocupação, registre-se, do tucano privatista Sérgio Motta, que Deus o tenha no confortável inferno dos ateus). E geraram-se fortunas até hoje envolvidas em escândalos que pipocam vez por outra, como se fossem indesejáveis chamadas de telemarketing.

Então, da próxima vez em que algum deslumbrado vier defendera privatização com esse exemplo falso aí da telefonia, concorde. E emende: “Sem falar no sucesso da privatização das montadoras de automóveis e das companhias aéreas, hein?”.

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25 Comentários

25 Comentários para “A ideologia e a privatização das teles”

  1. Wyllison disse:

    Como a Petrobrás não funcionava na época da tucanada, e agora ficou muito mais forte com a privatização. O quê, a Petrobrás não foi privatizada? O que houve então? Investimento público, na coisa pública, sem depois passar sem custo para a iniciativa privada.

  2. A privataria de FHC tinha uma receita clássica:

    1) primeiro sufocavam e sucateavam a estatal que queriam vender aos amigo$, baixando leis para impedir que ela se modernizasse.

    2) depois os políticos e jornalistas aliados ficavam descendo a lenha na estatal, dizendo que era inoperante, etc.

    3) pronto! com a estatal sucateada. Em geral, emprestando dinheiro do BNDES para a compra. Ou seja, eu te empresto o dinheiro para você comprar a estatal de mim.

    Cada estatal vendida aos amigo$ rendia muita grana em contas nos paraísos fiscais, que nunca eram declaradas ao fisco brasileiro, obviamente.

    Foi assim que eles conseguiram a façanha de vender R$ 100 bilhões em patrimônio público e aumentar muito a dívida do Brasil com o FMI.

    • Antonio disse:

      É isso aí Roberto. E tem mais: antes de privatizar, o Governo Federal modernizou e instalou linhas aos milhões, entregando tudo pronto, de bandeja para os compradores, que não precisaram fazer nada, pelo contrário, a Telefonica pegou dinheiro do BNDS para expansões e sumiu com o dinheiro. E tem mais ainda, o PSDB, por muito tempo foi o sócio oculto dos espanhóis na Telefonica, sempre reclamando a sua parte e dando as cartas na empresa.
      Agora um grande mal que eles causaram às pessoas que eram empregadas nas telecomunicações foi espalhar que eram um bando de indolentes e quando foram mandados embora, as empresas acreditavam piamente nisso. Então, o mal que o PSDB causou ao povo brasileiro é irreparável. Cadeia neles.

  3. Jorge disse:

    Essa história de que com a privatização das teles no Brasil as coisa melhoraram é o maior engôdo. Só para citar um fato, qualquer cidadão que queira fazer uma ligação em um telefone público constatará que é vítima da pior prestação de serviços nesse setor. Isso sem contar que a grande maioria que dispõe de aparelho celular utiliza as contas pré-pagas com o mínimo necessário de crédito e passa todo o mes só com aquele valor. Tão logo acabam os créditos ficam na expectativa de as pessoas ligarem às mesmas. Essa é a história real.

  4. Carlinhos disse:

    Vale ressaltar também os constantes apagões que as companhias de energia, privatizadas, ‘oferecem’ aos seus consumidores. Ficaram anos sem investir em manutenção, apenas amontoando os lucros, e agora o serviço encontra-se quase em colapso.

  5. FJP disse:

    A eficiência é tão grande que não consigo fazer uma ligação de de celular daqui do Brasil para celular na Nova Zelândia, que é prefeitamente possível. Mas nenhum “call center” dá a informação correta….

  6. Elisabete Otero disse:

    Ao tempo em que uma linha telefônica custava caro, o serviço era muito barato e realmente, éramos proprietários de ações que tinham valor. Hoje em dia, pago R$50,00 por mes para ter o “direito de uso” e é uma questão de saber fazer contas, ou seja $50,00 ao longo de 12 meses … custa
    R$ 600,00 por ano e ainda se paga pelo uso local ( pulsos) e pelas ligações longa distância, e pela banda larga e por aí vamos. Ao longo de dez anos, teremos pago R$6 000,00.
    Eu ainda não percebí as melhoras.

  7. Freire disse:

    Quero lembrar também o monstruoso aumento da tarifa nos meses antes das privatizações. Para citar um exemplo do meu Ceará, a assinatura pulou de +- 3,80 em maio/97 para 13,80 em junho/97, um aumento superior a 300%. Menos de uma ano depois a Teleceará foi privatizada.

  8. Gilson Raslan disse:

    Rodrigo, você se esqueceu de que o governo, antes de privatizar a teles por meros 22 bilhões de reais, gastou 21 bilhões para reaparelhá-las, deixando-as prontinhas para expansão das linhas.
    Assim, tão logo os beneficiários da privatização receberam o maná, só tiveram o trabalho de sair a campo instalando telefones, o que poderia ter sido feito sem a privatização.

  9. Jota Ricardo disse:

    O cartão telefônico, largamente usado nos orelhões nos anos 90 e 2000,inclusive mundialmente, foi inventado pela empresa estatal do RS. Houve a privatização, e seu centro de pesquisa foi desmantelado junto com os orelhões, canibalizados, o que contrariava o contrato das privatizações, que previa o aumento de telefones de rua.

  10. zz disse:

    Porque o Detran não funciona? Porque a rede de saúde pública não funciona? Porque os Correios não funcionam? Porque o BB e a Petrobras funcionam? Porque o BB e a petrobras são controlados por acionistas da inicativa privada.

    • yacov disse:

      Ao que me consta o maior acionista do BB e da Petrobrás é o Governo. A iniciativa privada, por sua vez, tem a maior parte do Capital da VALE, o que não impediu que o altamente louvado roger agnelli quase afundasse a empresa de um produto só, contratando navios monstruosos na CHINA que agora a CHINA se recusa a receber. Isso não me parece muito eficiente, né?!? Outrossim, o fhc responde a processo pelo sumiço de 10 bilhões de toneladas de minério de ferro na venda da empresa. Que aconteceu com esse minério todo?? O gato comeu???

      O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

    • yacov disse:

      EM TEMPO:

      Saúde pública funciona, SIM. O SUS é modelo para o mundo. Ocorre que com o corte da CPMF os investimentos caíram. E nos goerno tucanos os leitos, que já ão pouco, aidna são reservados para os planos de saúde. E os Detrans, principalmente nos estados governados pela tucanalha viraram verdadeiras lavanderias. Vide caso Yeda Crusius, no RS, e recorrente venda de habilitações em SP. E agora ainda tema CONTROLLAR… Ou seja, o problema não é a ineficiência do serviços públicos, mas o seu deliberado sucateamento com vistas à privatização. Valorizando o servidor e combatendo a corrupção o Estado é insuperável e imprescindível na vida dos cidadãos, que caso contrário, são massacrados pela iniciativa privada e sua sede interminável de lucros.

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

  11. Ari disse:

    Nem todas as aéreas eram privadas. A Vasp era uma estatal estadual paulista. Em 1990, foi privatizada e começou a ser sucateada, até chega à falência em 2008.

  12. yacov disse:

    Sem esquecer que pouco antes de TORRAR o setor de telecomuncações o des-governo fhc gastou os tubos na reestruturação do mesmo. E ao que me consta, o valor auferido com a venda não cobriu nem este gasto. Ou seja, o brasieiros pagaram para que algum aventureiro levasse suas empresas, deste e outros setores altamwente estratégicos. Qual foi a vantagem da privatização para os brasileiros??? NENHUMA!! Só para os que fizeram fortuna com o processo, com çErRA & seus amigos. CADEIA NELES!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

  13. Leonel Santos disse:

    Antes das privatizações foi feita intensa campanha na mídia,uma verdadeira lavagem cerebral,fabricaram mais esse consenso. Mentiram,mentiram ,mentiram. Um milhão de vezes. Diziam que o governo não tinha recursos. Mentira, o governo saneou as empresas,assumiu as dividas e os encargos trabalhistas,aumentou as tarifas, investiu em infraestrutura e na renovação tecnológica:instalações de redes de fibras óticas, centrais digitais, CPAs, multiplexadores…. As teles que passavam por uma revolução tecnológica como relatado, revolução tecnológica essa financiada também pelo estado nos países desenvolvidos como a internet por exemplo que surgiu diretamente da guerra fria e não pelas “leis de mercado” ou “livre iniciativa” como alguns ainda insistem. Isso levou a uma melhora significativa nos serviços e a possibilidade de expansão da telefonia e da internet no país que os espertalhões atribuem a privatização e alguns otários acreditam até hoje. Diziam que o governo se livraria dos encargos e sobraria grana para saúde,educação…Mentira. Primeiro, a saúde e a educação no país só pioraram sob a alegação de falta de recursos e as estatais nunca foram encargos,o governo tirava e tira dinheiro das estatais e não ao contrario,até mesmo a divida externa foi estatizada nas décadas de 70 e 80 as custas das estatais que não podiam tomar empréstimos do setor público pois esses eram destinados exclusivamente as privadas nacionais e estrangeiras e alem disso eram obrigadas a cobrar tarifas baixas beneficiando,de novo, as empresas privadas e ainda eram obrigadas a tomar emprestimos no exterior sob condiçoes altamente desvantajosas.Toda a infraestrutura de telecomunicações do país foi implantada pelo estado nessa época(o que seria um grande iniciativa dos governos militares não fosse pela forma e os objetivos pelos quais foi realizada) e renovada,como já foi dito, ás vésperas das privatizaçoes. Tudo isso levou as empresas estatais a passarem por grandes dificuldades. Depois diziam que o governo “se livraria” de milhares de funcionários que ficaram desempregados e com a grana das privatizaçoes pagaria suas dividas. Mais uma mentira. Só a parte do desemprego se cumpriu e divida pública mais que triplicou. Diziam que as estatais eram saco sem fundo e ineficientes. Mentira. O governo transfere muito mais dinheiro para as privadas,gasta muito mais com as privadas do que as estatais e nos últimos anos ficou claro,para quem ainda não sabia,quem é ineficiente e precisa ser salvo pelo estado. Só esses fatos já serviriam para levar os “gestores” das privatizações para a cadeia. Alguém perguntou por as teles foram estatizadas nas décadas de 60 e 70 inclusive por ardorosos defensores da “livre iniciativa” como Roberto Campos?

  14. Adriano Matos disse:

    Oi Rodrigo! Bacana o post e é exatamente o que eu penso.

    Sou engenheiro e trabalhava em uma empresa do sistema Telebrás desde pouco antes das privatizações.

    O que impedia a universalização do acesso aa telefonia fixa naquele período era a captação obrigatória dos recursos do setor para os fundos setoriais, para o pagamento de dívidas ou quaisquer outros compromissos financeiros, como é hoje o superavit primário.

    Pouco antes da privatização – eu testemunhei -, o estado multiplicou em diversas vezes a quantidade de terminais instalados, cumprindo naquele momento as metas de universalização, arcando com os custos, para, em seguida, entregar a preço de banana para exploração privada. Bela sacanagem.

    Naquele momento, já era realidade na Europa a rede 2G, que semelhante a 3G realiza o que o Sergio Leo chama de salto quantico tecnológico: o compartilhamento da banda entre inúmeros assinantes para barateamento dos custos.

  15. DEJAIR RIBEIRO MARTINS disse:

    Pois é, infelismente, ainda há alguns resquícios desta forma de entregam do que é público. moro em Além Paraiba MG. onde passa a br 116. Imaginem que recuperara o trecho que vai daqui, (Além Paraiba) a Muriaé MG ou seja 120 kms de estrada que hoje está ao nivel de qualquer uma privatizada, ocorre que é sabido por aqui que este trewcho será privatizado pelo DENIT. Ou seja o estado investe coloca no ponto e depois licíta e entregas a algum amigo do Rei para explorar. Isso no governo de quem eu votei e tanto acredito !

  16. John disse:

    Trabalhei numa estatal e tinha orgulho disso, e vi como ela foi sucateada e ao mesmo tempo preparada para crescer e ser entregue de graça aos amigos dos ladroes privatistas.
    Quem nao compraria uma empresa altamente rentável com preço infinitamente abaixo do valor de mercado e financiada pelo dono dela a juros quase nulos.
    Até os tucanos aves comprariam.
    Ladrões entreguistas lesa-pátria.
    Merecem cadeia ou até mesmo pena de morte.

  17. leonel disse:

    O que fizeram com o Banco do Estado de São Paulo o nosso BANESPA, a imagem do banco como de seus funcionários, foram propositadamente aniquiladas pelo govêrno da época (PSDB) e pela mídia. O Banespa, banco do povo paulista, foi doado para um banco do povo espanhol. Procurem nos arquivos , a história desta privatização e se observará outra aberração da PRIVATARIA.

  18. Vinícius disse:

    Só o fato de estatais estarem sujeitas , ou melhor , mais sujeitas a controle político e de burocratas do governo já há coloca em inferioridade.

    O fato de a telefonia ter mais reclamações se dá pelo maior volume se usuários.

    Acontece é que exemplos de sucesso de empresas estatais que suprem a demanda com qualidade e preços baixos são bem inferiores ao de empresas privadas né, fora que as cabeças de estatais estão lá não por mérito mas por politicagem.

    É errado pensar que empresas estatais são do povo , são do governo e do portido que governo . pessoas tratadas feito cães por funcionários públicos que tem excesso de estabilidade são comuns , numa empresa privada se um funcionário trata mal os clientes pode ser demitido pois afasta o lucro tbm , gera um mkt negativo e tal.

    Fora que quanto mais estatais , mas espaço para corrupção , desvio de verbas , cabide de empregos , barganhas políticas por cargos e etc.. isso é ruim para o país.
    Não que ainiciativa privada seja perfeita, tbm há corrupção e tal , ams em menos quantidade …

    • Leonel Santos disse:

      Só pra lembrar as empresas de telefonia e de eletricidade foram estatizadas por conta dos péssimos serviços prestados pelas empresas privadas. Em alguns casos,foram estatizadas por “liberais xiitas” como Roberto Campos e Octávio Gouvêa de Bulhões,havia forte pressão inclusive do setor privado para as nacionalizações.O setor privado só se interessa pelo lucro e esse nem sempre é compativel com bons serviços muito pelo contrario.Muitas vezes insvestimentos não são feitos pois não ha compensação financeira, pricipalmente fora dos grandes centros urbanos.E por favor, ha quem ainda acredite nessa balela de que o cliente é melhor atendido pelo setor privado? Basta verificar o péssimo atendimento em varios bancos,hospitais,praças de pedágio,empresas de eletricidade,telefonicas(que disputam com os bancos a liderança no mau atendimento)e até na padaria da esquina controlados pelo setor privado.É que o funcionário das privadas,na imensa maioria, é mal remunerado,explorado a exaustão e vive sob ameaça de ser despedido a qualquer momento.Quem consegue trabalhar direito nessas circunstâncias?Só mesmo pra quem vive no mundinho paralelo do paraiso neoliberal.Fosse no final dos anos oitenta ainda dava pra entender mas hoje depois de quase vinte anos de aplicação dessas politicas desastrosas e que podem levar a humanidade a uma catastrofe como já ocorreu no inicio do século XX e na decada de 1930(só que naquela época,pra nossa sorte,ainda não existia a bomba atômica).O capitalismo foi salvo pelas politicas Keynesianas radicais como o new deal,politicas essas que levaram o capitalismo a era dourada(as grandes revoluções tecnológicas que hoje desfrutamos tiveram origem nessa época e foram finaciadas pelo estado).Os novos liberais trataram de desmantelar essas politicas de controle estatal(não de financiamento público ao setor privado é claro,acha que eles são trouxas?) e o resultado esta aí,uma crise economica global só comparada,por enquanto, a que teve inicio em 1929 também após uma epoca de farra “liberal” pos 1918.

  19. Júlio disse:

    Quero fazer um esclarecimento. Antes do sistema Telebras, o sistema foi privado e não funcionou,vários amigos que trabalharam no início da Telebras comentam experiências, como até 10 minutaos para conseguir fazer uma ligação. Foi a Telebrás que criou os altos de qualidade em manutenção e operação da rede. Também quero lembrar que ocorreram dois eventos importantes nas Telecomunicações.
    O primeiro foi a entrada dos equipamentos digitais em substituição dos analógicos, este processo retardo a ampliação da planta e outro foi o controle das estatais pelo CCE, a PetroBrás não sofria este controle, e que impediu os investimentos provacando a elevação dos preços das linhas telefônica.
    Discordo veemente de que a competição melhora o serviço pode até melhorar o preço e digo com experência no setor com 10 de estatal e 15 de iniciativa privada que mesmo com a competição entre as 4 empresas de telefônia celular a qualidade do serviço é muito ruim.Pois elas não têm nenhum controle ou procedimento de qualidade das suas redes.

  20. Fabio Nelli disse:

    Quando a telesp foi privatizada, a taxa de assinatura de telefone fixo ,era de 3,5o reias, equivalente a 3,50 dolores, hoje esta 1000 % mais caro, dai deveria ter se ivestido muito nessa area, pois se arrecadou muito mais, mas não o que vejo.

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