Dois pesos… Maria Rita Khel diz tudo!
publicada sábado, 02/10/2010 às 16:09 e atualizada domingo, 03/10/2010 às 01:14
Reproduzo o belíssimo artigo de Maria Rita Khel, publicado hoje no Estadão.
DOIS PESOS…
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.
Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.
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70 Comentários







Começa um movimento pela desobrigatoriedade do voto por parte de artistazinhos e intelectualoides teleguiados. Há quem defenda até mesmo que o voto só seja feito por quem tem nivel superior. Fico pensando se isso não é alguma piada de humor negro.
É sério isso??? Olha o golpe aí!
Que sugiram logo a votação por critérios de renda e patrimônio.
Para votar basta ter mais de R$ 1.000.000,00 em patrimônio, R$ 2.000.000,00 emm aplicações financeiras ou renda mensal de mais de 20 salários mínimos.
Olha Cristiano,
lendo os jornais (sic!) de hoje vi que sua ironia se transformou em projeto dos conservadores (golpistas?) que não se conformam em ver pobre sorrindo.
Está dando até mesmo medo de brincar!
Um abraço,
Wanda
Em que país vc vive,naquele do marketing oficial???
Temos que levar em conta que artistas representam…apenas.
E que, como cada ser humano, CADA UM SÓ DÁ O QUE TEM!!!
Veja como são os discursos, qualquer pessoa minimamente informada e que passou por um banco de escola sabe que, foram sempre os donos do poder que viveram no ócio, desde os primórdios da formação do pais. Com o Bolsa Família que finalmente resolveram começar a fazer Justiça Social neste país, esta mesma gente começa a afirmar que quem sempre trabalhou não vai mais trabalhar porque está recebendo dinheiro do governo. Meu Deus quanta ignorância e preconceito!
Afirmar tais coisas é tentar formar discursos que tentam suplantar quem de fato trabalha neste país. Me parece que se voltarmos a simples páginas da história, veremos negros limpando até mesmo gente da monarquia, pois nem isso essa gente fazia em si mesmo. Agora vêm com esse papinho de que o Bolsa Família deixa as pessoas preguiçosas.
Outro discurso hipócrita é a manemolência do negro. Será de fato que o negro não gosta de trabalhar? Pois é, me parece que trezentos anos de escravidão falam por si mesmos. Ter uma cultura diferente e expressá-la de maneira intensa, cria muito discurso preconceituoso e estereótipos ridículos, mas resolver o problema social fica ao largo. Deus, quanto hipocrisia!
Interessante esse ponto da questão levantado, Irani.
Realmente, num país onde a cultura que o influenciou tinha como “lei” que quem possui o poder não trabalha, deixou cicatrizes, feridas abertas até o dia de hoje. No Congresso Nacional temos alguns casos que retratam bem isso…
Brilhante o artigo de Maria Rita Khel! Com precisão, ela tocou no principal ponto da questão: é luta de classes, sim, aquela que disseram ter sido sepultada junto com o Muro de Berlim! E que ressurge das cinzas com força total: porque as pessoas se habituaram a achar que luta de classes é de um lado só, ou seja, dos oprimidos contra os opressores, e se esqueceram de que os que exploram trabalham firme para manter os explorados no atraso, na subserviência, na dependência total. Pois é disso que retiram suas vantagens maiores. Quando os “de baixo” ousam erguer a cabeça e a voz, é esse “Deus nos acuda”! Pobre não sabe votar, democracia é só para os bem nascidos e/ou instruídos, o voto não deve ser obrigatório, e por aí vai…
Excelente artigo. Sem comentários, para não estragar!
Concordo com a jornalista em grau, gênero e número. Acredito que a mesma está se expondo com a sinceridade da matéria que escreveu e ainda corre o risco de ser demitida, o que não deve ser razão para se acovardar. Para profissionais de primeira e que continuam cumprindo a missão de bem informar, jamais faltará um excelente lugar para trabalhar. Parabéns!
Vamos de Dilma, não vou resistir, vou cair em prantos se Dilma for eleita amanhã, pois nunca vi campanha tão difícil, imagina só as televisões, revistas e jornais e rádios, fora a internet infestada por spams denegrindo a candidata Dilma com infâmias e todo tipo de acusações.
Até o terrorismo religioso foi usado e, por último, usaram a candidata Marina para reber votos dos que odeiam Serra, isto como forma de provocar um segundo turno
Lula comeu o pão que o diabo amassou nestas eleições, esta grande operação golpista,
Por isso esta vitória terá um sabor ímpar
O último evento de Dilma, com Lula, Mercadante, Marta e Netinho em São Bernardo
http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/09/30/dilma-so-nao-se-elege-domingo-no-datafolha/comment-page-5/#comment-287384
Me desculpe, o link foi errado,
é este aqui
http://www.youtube.com/watch?v=tzHC0-nDePc&feature=player_embedded
O topo da Pirâmide Social,fica abaixo da Natureza Humana e do Mundo Intectual.Isso porque tem acima de si,como regente,o verbo criador do Senhor sabe tudo…O lado perverso da truncada visaõ Elitista que descarta outras formas de vida ou de pensamento.Mas contra todas as probabilidades,a pessoas vaõ erguer a cabeça e homenager os efeitos da Vida,conquistados pelo Governo Lula.A colher de pedreiro foi usada para colocar o cimento.Naõ há retorno.MERCADANTE E DILMA.
Jornalistas defendendo o indefensável. Tem gosto pra tudo. O tal Luiz Nassif ganha uma grana preta pra defender o Governo Lula. Espero q essa jornalista também. É até chato saber que pra defender esse governo tem pessoas que trabalham de graça quando, afinal, pra que serve o dinheiro dos nossos impostos, não é??
Maria Rita Kehl é show de bola. Uma das maiores intelectuais da atualidade.
Rodrigo
Belo texto. Uma ironia ser publicado no Estadão, defensor incansável da oligarquia paulista.
Estou arrepiado! Puxa, que texto. Pena que o ódio e o preconceito não deixem que uma luzinha entre na cabeça da “elite” (e eu nem sei o que é elite no Brasil. Para mim a elite consiste de 0,9% que realmente o é e 99,9% que se consideram sendo). Elite é o Eike, o Hermínio. Agora, gente que ganha 10 mil 15 mil querer ser do grand monde internacional, é ruim , né.
Excelente texto, derruba os argumentos mesquinhos e manipulados da “elite” paulistana.
http://www.metalcadente.blogspot.com
…..Maria Rita…?
…..O único problema do teu texto,…foi tê-lo publicado
….neste famigerado “jornal”.
….Gastar seu bom PORTUGUÊS nas páginas da máfia mesquita
….e ainda “elogiar” o “assumimento” deles pelo, Zé pedágio
….é mais estranho,…ainda.
….Então,…venha para os blógs “sujos” que é teu lugar,
….ok?
….Aqui somos felizes e livres.
…Abraço, fábio.
Perfeito! É isso aí.
maria rita.
beleza pura.
..
Fantastico o artigo da Maria Rita Khel. Vai no ponto certo e na dose certa. A desigualdade na distribuição de renda no Brasil é a maior de nossas chagas e a nossa maior imoralidade.
Isso aí foi publicado no estadão? Que coisa.Certamente aonde “ninguém leu” ou quase ninguém. Afinal, o que diz o texto não é novidade pra ninguém que não fechou os olhos pra realidade do país. Aí o estadão publica “sei lá em que parte de jornal” , numa quase final de eleição quando não faz diferença alguma diante dos inúmeras edições negativas ao governo…
Ou seja : NADA.
Amamhã quem vai votar já foi devidamente preparado, controlado, pulverizado que foi por toda a sorte de negativismo contra Dilma Roussef nesse tempo todo. Esse “veneno” ou “remédio” (depende do ponto de vista) foi lançado por toda uma população (via outros canais de maior penetração) durante meses. Amanhã teremos a resposta do quanto isso foi eficaz.Lamento que na minha realidade não possa dizer que as pesquisas dando primeiro turno sejam as que representam-na. Mas a minha realidade é uma. E tudo que espero é que haja mais bom senso pelo resto do país. Meu único consolo é que na minha realidade o voto – a qualidade dele – que NÂO vai para Dilma é medíocre.
Jura que ela escreveu isso no Estadão? Será que Serra não vai pedir a cabeça dela por falar mal de seus queridos hoaxes?
Olha Elke, a mim parece que o voto no Brasil não precisaria ser obrigatório. Vê-se, nas eleições, que as pessoas fazem bastante sacrifícios para votar, mesmo que não sejam prejudicadas pelas sansões por não fazê-lo. Os idosos, de mais de 70 anos, continuam votando, fazem qustão disso. Acho um mito a ser destruído esse que as pessoas só votam porque são obrigadas. Sinceramente, a falta da obrigatoriedade poria a nú a realidade que o povo vota porque quer, porque gosta.
A cabeça dos caras que vão à faculdade, principalmente à faculdade particular é formatada para que ele aceite a imprensa golpista como sumo da verdade, para que ele aceite os dogmas, os preconceitos e a ideologia da direita, mesmo sem saber o que é ideologia, como a inspiração divina na Terra. Eles reproduzem o que pensa a direita sem saber do que falam. E essa formatação ocorre desde a mais tenra idade. A escola particular age dessa forma para perpetuar o status quo. É um circulo telebroso.
Caraca!
Voz ao povo brasileiro. Falta de estudo não significa burrice, nem ilegitimiodade de opinião.
Seria o retrocesso ao início da república onde apenas os fidalgos podiam votar, por fidalgo deveria ser entendido apenas quem fosse alfabetizado e tivesse ganho superior a cem contos de Réis ou seja a burguesia. Como disse Cazuza: ” A burguesia fede/A burguesia quer ficar rica/Enquanto houver burguesia/Não vai haver poesia…A burguesia tá acabando com a Barra/Afunda barcos cheios de crianças/E dormem tranqüilos…A burguesia não repara na dor/Da vendedora de chicletes/A burguesia só olha pra si/A burguesia é a direita, é a guerra/Porcos num chiqueiro/São mais dignos que um burguês/Mas também existe o bom burguês/Que vive do seu trabalho honestamente/Mas este quer construir um país/E não abandoná-lo com uma pasta de dólares/O bom burguês é como o operário/É o médico que cobra menos pra quem não tem/E se interessa por seu povo/Em seres humanos vivendo como bichos/Tentando te enforcar na janela do carro/No sinal, no sinal”
Quando a direita entender que não há mais espaço no mundo para suas idéias de Apartheid Social e que a melhoria de salário na base levará o povo a não aceitar baixa remuneração, cada vez exigir remuneração mais digna e assim até eles mesmos ganham com o aumento do poder aquisitivo de mais pessoas, aí talvez eles consigam trazer idéias que possam levá-los de volta ao poder, mas agindo da mesma forma que agem hoje poderiam até enganar o povo e se eleger mas perderiam de novo na eleição seguinte pois o povo já não suporta mais ser explorado e segregado.
A próxima tática da Direita será pedir o voto não obrigatório. Será que o povo estará maduro o suficiente ou será arrastado pela onda do “votar pra que?”
.
MAIS UM ARGUMENTO FAVORÁVEL À ASSISTÊNCIA SOCIAL GOVERNAMENTAL:
O BOLSA-FAMÍLIA AJUDA A ELIMINAR O TRABALHO ESCRAVO !
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Análise precisa e texto belíssimo dessa minha Xará!
Melhor ainda foi ter sido publicado no Estragão!
Curiosa é a atitude do Estadão, após uma semana de declarar que apóia Serra, publicar um artigo que toca na ferida da própria elite da qual também é parte.
Será que resolveram ser plurais, imparciais, isentos, bem na reta final? Quais os interesses?
Independente disso, ótimo artigo, provando que existem jornalistas de visão e independentes, mesmo dentro da grande mídia.
Rodrigo, saúdo você pela iniciativa de ter escrito aquela carta famigerada mostrando o que a Globo tentou fazer contigo e, Maria Rita, saúdo você por ter escrito este artigo. Vocês dois explicitaram brilhantemente que donos de empresas de comunicação têm sim – como Marilena Chauí já dissera na “Caros Amigos” – preferência político-partidária. Nada de errado nisso. O problema é que – no caso da Globo – trata-se de concessão pública. Nesse caso, o tratamento tem de ser igualitário, o que não aconteceu. Conclusão: sugiro que vocês, Rodrigo e Maria Rita, agora proponham e debatam o seguinte: que país é este em que cinco ou seis famílias detêm tanto controle sobre a comunicação?
[...] *Matéria reproduzida do site O Escrevinhador [...]
estadão assmiu, só faltam Globo e Folha!
Parabéns pelo artigo.
Muita propriedade na discussão do tema.
Redistribuir a renda de forma integradora só irá beneficiar nossa economia como um todo. E afinal todas as classes terão seu quinhão de forma sustentável.
E seria muito bom que esses que maldizem o bolsa familia soubessem que talvez eles só tenham os empregos que os sustentam graças ao crescimento geral da economia.
[...] *Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador [...]
Depressa, depressinha. Se voce tiver que votar em apens dois nomes, obrigatoriamente, e não seja possível anular ou votar em branco. Sem pensar, em quem votaria: TIRIRICA ou MALUF? Rápido……
….”Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País.” Complementando Kehl, a elite instruída do pais, por ex., os Votorantins, votaram em que: nos seus interesses ou nos do país?
Rodrigo,
No 1. turno votei Marina, agora é Dilma.
Quero uma mulher Presidente do Brasil.
Votei na Marina para tentar um 2. turno com a Dilma, não deu. Agora vou votar na Dilma para continuar o governo Lula. Crescimento Econômico, distribuição de renda, aumento do salário mínimo, etc. etc.
Rodrigo, no blog do Nassif estão dizendo que a Maria Rita foi demitida do jornal! Será verdade? Mais um absurdo.
Achei fantástico o texto. Contudo, gostaria de trazer a tona o fato de que o programa Bolsa-Família permite que um cidadão que viva abaixo da linha da pobreza, ou da pobreza extrema, ou seja, caracterizadas pela renda familiar mensal per capita de até R$ 140,00 e R$ 70,00, respectivamente, seja continuamente remunerado, dando ao mesmo a oportunidade de manter-se continuamente desempregado. Agora, ganhar, no máximo, R$ 200,00, jamais garantiu a alguem que mantivesse um padrão de vida digno em uma família e, por isso, pelo meu conhecimento de mundo, eu vejo uma quantidade assustadora de jovens que saem de casa e constiuem família muito antes de terminarem seus estudos fundamentais, antes de terem acesso a programas de apoio de acesso ao ensino superior, como as cotas ou o PROUNI, porque ou seus pais os expulsaram da casa, ou porque eles sonham com a liberdade gerada pela renda do Bolsa-Família.
Acredito que o que falta mesmo é proporcionar educação a um cidadão, de forma que ele possa exercer sua cidadania com uma consciencia bem-formada, e não de forma primitiva, baseada apenas, mas não menos importante, na fome que sente. Faltam ser postos em funcionamento minimamente aceitável outros preceitos do programa Bolsa-Família, como a saúde e a educação. Apesar de que consta no decreto nº 5.209 de 17 de Setembro de 2004, o decreto do Bolsa-Família, que deve ser garantido o acesso. Isso já foi garantido, agora falta garantir que, ao chegar na sala de aula, o estudante tenha a condição de receber uma educaçao formal de qualidade, e não tenha que conviver com professores omissos, colegas de turma jogando poquer no meio da aula, colegas que traficam drogas na escola, sobrepujação dos professores pelos alunos. Quando uma grávida chegar ao hospital, em trabalho de parto, ela não tenha que esperar sua vez sentada na calçada, fora do hospital, nem que um médico tenha que trabalhar tres turnos para receber uma remuneração digna de seus esforços academicos e profissionais.
Garantir acesso é fácil. Temos que cobrar agora a qualidade, pois pagando quase meio ano de impostos, o minimo que poderiamos receber de volta quase meio ano sem tantas preocupações como pagamentos de seguros ou contas de hospitais atrasadas. Quase meio ano de trabalho politico digno de nossos esforços mundanos. Isso inclui presença de segunda a sabado no palanque, e domingo para descansar, coisa que hoje em dia esta virando luxo.
Que deixem a elite reclamar com o voto facultativo, até onde sei, isso tanto pode ser para evitar a eleição de presidenciaveis contrarios a seus interesses, quanto a eleição de cidadãos cujo unico preparo politico é fornecido na forma de apresentação no horario eleitoral gratuito. Mas, cada um com sua opinião.
Na minha modesta opinião, a elite esta ouriçada porque, de repente, viu que ja não era mais a favorecida favorita do governo federal e, por isso, não quer ver seus preciosos cifrões serem desviados por politicos que não os favorecem. Sim, a elite deve ser culpada pelo descaso que se procedeu ao longo de muitos anos quanto ao dinheiro publico. Não é ela que hoje clama pelo voto facultativo? Pois possui maior consciencia politica bem-formada? Que explique de onde veio tal consciencia. Começou só agora, no governo Lula? Antes não havia? Pois o dinheiro some e não é de hoje. Cabe, portanto, avisar a quem o maior numero de eleitores, o proletariado, que não cometa os mesmo erros que aqueles que tanto criticam, tanto apedrejam. Não se deixar levar por frutos faceis a curto prazo, nem pelo cego jeito brasileiro de aceitar erros e injustiças quando se é favorecido. Não há erro alheio que justifique um erro próprio.
Vi o título várias vezes no twitter. Não sabia então que se referia ao tal artigo que provocou a demissão da jornalista. Só agora consegui ler essa coisa tão poderosa e precisa! Impressionante que tenha mesmo sido publicado (cochilo do editor-chefe?). O fato é que circulou a informação de que a autora teria sido demitida, e depois a de que teria sido mantida (terá sido em função da repercussão?), mas com o compromisso de se calar, e “só falar de política” (!!!!???).
Maravilhoso!!!!!!! vou espalhar por aí (com as fontes, claro)
Citei ontem em outro site com o mesmo tema:
Não desmerecerei em nada o texto, li, e concordei com tudo que foi exposto. Não farei aqui nenhuma política partidária; e poderia até abrir meu voto à favor do atual governo. Pois, como forma de defesa ao ataque sistemático que a tal Elite tem feito, o texto se apresenta como esplêndida defesa.
Porém tem de se haver outros textos, outras manifestações que ousem ir além, de forma séria, imparcial mas crítica. Foram oitos anos de PT até aqui, com melhorias inquestionáveis, uma delas, talvez a mais importante, é citada por Maria: a diminuição do número daqueles brasileiros que viviam nos limites da pobreza. Porém, estamos às margens de eleger o mesmo grupo e filosofia política destes 8 anos, serão 12 anos, mais 4! É necessário, é prerrogativa básica que se faça mais, de que se vá além! Já disseram “Quem tem fome tem pressa”, oração justa e verdadeira. Mas também é verdade o clichê: “não dar o peixe, mas ensinar a pescar.”
Só com uma profunda reforma em todo o quadro de educação neste país, poderemos ver mudanças significativas neste sentido. E meu voto sincero é de que o Governo olhe para isto!
Educação que pregue dignidade, conhecimento profissional especializado… Caráter, que ensine este povo, o “pé de chinelo” e a mocinha de classe média alta triste com a falta de porteiros a serem pessoa mais corretas, justas e honestas.
dE Luis Nassif
Maria Rita Kehl nao foi demitida mas nao pode escrever mais sobre política
O jornalista Xico Sá @xicosa disse esta noite para seus 28,600 seguidores no Twitter que “o Estadao nao demitiu Maria Rita Kehl mas exige q ela nao escreva mais sobre política. Só psicanálise”. Fecha a nota – “Quem explica, dr Freud?”. Cita “fonte segura”.
http://www.bluebus.com.br/show/1/99364/maria_rita_kehl_nao_foi_demitida_mas_nao_pode_escrever_mais_sobre_politica
Altamiro Borges: Estadão censura Maria Rita Kehl
No final da noite desta terça-feira (5), circulou a notícia de que o jornal O Estado de S.Paulo teria demitido a renomada psicanalista Maria Rita Kehl, articulista do diário. Agora, o jornalista Xico Sá informa que “o Estadão não demitiu Maria Rita Kehl, mas exige que ela não escreva mais sobre política. Só psicanálise. Quem explica, Dr. Freud?”. A confirmar qual é versão verdadeira!
Por Altamiro Borges
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=138782&id_secao=6
Mas, como diz o ditado, “onde há fumaça, há fogo”. Tenha ela sido demitida ou censurada, isto só prova o cinismo dos barões da mídia, que vivem esbravejando sobre a liberdade de expressão e criticando a censura — principalmente para fustigar o governo Lula e para colocar na defensiva os mais vacilantes. Como já ensinou Cláudio Abramo, “a liberdade de imprensa só existe para os donos dos jornais”. O resto é pura bravata sobre neutralidade, imparcialidade e democracia.
Espaço só para colunista da direita
A perseguição à psicanalista teria como motivo artigo publicado por ela na véspera da eleição. O Estadão parece que só aceita colunistas da direita, ligados à seita fascista Opus Dei, ao Instituto Millenium ou aos saudosos da ditadura militar. O artigo de Maria Rita Kehl, intitulado “Dois pesos”, era até cauteloso e, inclusive, fazia elogios ao próprio Estadão. Vale ser lido e relido:
…
Eugênio Bucci tem algo a dizer?
Ao estimular a reflexão crítica, principalmente da “classe média” emburrecida pela manipulação midiática, Maria Rita Kehl virou alvo da sanha autoritária da famíglia Mesquita. A máscara do Estadão, já borrada por inúmeros outros episódios, caiu de vez. Seu discurso sobre liberdade de expressão é falso, hipócrita. Os barões da mídia confundem “liberdade de imprensa” com liberdade de empresa, dos monopólios, para enganar os ingênuos. Confirmada a perseguição à altiva psicanalista, é urgente o repúdio do Sindicato dos Jornalistas e das entidades democráticas.
Em tempo: Em 2004, a Boitempo Editorial publicou o excelente livro Videologias, de autoria de Maria Rita Kehl e Eugênio Bucci. A psicanalista manteve-se na trincheira, refletindo sobre os riscos da manipulação midiática. Já o jornalista hoje é badalado pelos barões da mídia, fazendo críticas ao governo Lula, do qual inclusive fez parte no primeiro mandato. Para ele, Lula é hostil à liberdade de expressão. Perguntar não ofende: ele também será duro na crítica ao Estadão e prestará solidariedade a Maria Rita Kehl?
Parabéns a articulista, artigo claro e preciso!!!
Assim como foi claramente ditatorial a atitude do Estadão ao demiti-la.
Ah como eu queria que os “verdadeiros” jornalistas tivessem a mesma coragem da Maria Rita.
Que tanto vocês falam “da direita, da direita”?
Esqueceram de quem foi e quem é hoje seu presidente?
Esse mesmo, aquele que combatia tudo o que defende hoje! Aquele que combatia a reeleição, o aumento dos salários no plenário entre outras coisas.
Olhem para dentro antes de falar dos de fora.
E eu defendo a candidatura e o voto de quem é capaz, leia-se ensino médio. Vejam, assim como um analfabeto (Tiririca) não pode tomar posse de seu cargo, por que fazer diferente e permitir que um analfabeto escolha quem deve o representar? São direitos que devem ser os mesmos para os 2 lados, ou estou errado?
Um incapaz no planalto fará escolhas provavelmente incompatíveis com os interesses do país, correto?
E por que um incapaz na urna não?
Além do mais, aprendemos no ensino médio sobre Sociologia, Política e Assuntos Gerais, importantes para um desenvolvimento racional.
Sem isso, votaremos em quem nos dá boné, camiseta, esmola ou é mulher, já que nunca tivemos uma mulher presidente (sério, isso é motivo? Se sim, desculpe. É de um incapaz.)
Concordo com grande parte do artigo da Maria Rita Khel e considero a decisão do jornal lamentável, embora reconheça o direito de uma empresa contratar e demitir de acordo com suas normas internas.
O que realemte me deixa confuso é o que é dito nesse vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=s1MlRxu7uro
Ela não deveria ser demitida, pois ´qualquer pessoa que tenha uma saúde boa e uma mente sã chamais poria os olhos em tão infante discurso esquerdista. Essa senhora faz apenas uma asquerosa panflatagem a la Gransci. Como é apenas uma que morreu na praia não irá fazer falta nem para todos os pervetidos que colocaram os comentários, pois esses estão apenas cheirando o pozinho da fata Morgana.
Texto magnífico e no local correto, dever ter
sido uma afronta pra essa gente ter que ler isso em seu panfleto.
Carta Capital, Caros Amigos e outras do ramo deveriam contratar a moça.
[...] Um dia antes do primeiro turno das eleições brasileiras a reconhecida pscianalista Maria Rita Kehl escreveu um artigo, publicado no jornal Estado de São Paulo, onde trabalhava como colunista até ontem; neste artigo a psicanalista fala sobre a desqualificação do voto dos pobres, leia o artigo na íntegra aqui: http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/dois-pesos-maria-rita-khel-diz-tudo.html [...]
Maravilha… ja tentei explicar por mais de uma vez que o Brasil precisa de gente assim. Não importa se demitida, mandou bem seu recado e ta na mídia ,na boca, na mente, nas revistas de todo pais. Belissimo texto… corajoso,eficiente, marcante e verdadeiro
[...] *Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador [...]
SÃO PAULO, OUTUBRO DE 2010.
POR FAVOR, SENHOR ESCRINHADOR, TENHA A BONDADE DE ME ESCLARECER SOBRE A SEGUINTE QUESTÃO:
EU ACABEI DE ESCREVER UM COMENTÁRIO-TEXTO-INVECTIVA QUE É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA DIANTE DO QUADRO SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICO QUE ESTÁ EM VOGA. O QUE ESTÁ EM QUESTÃO PARA MIM, NA MINHA OPINIÃO, NA MINHA PERSPECTIVA É O HORIZONTE DE DELIBERAÇÃO E/OU DECISÃO E/OU ESCOLHA DE CANDIDATOS AO CARGO PÚBLICO EM QUESTÃO E AS RERSPECTIVAS TRAJETÓRIAS E/OU POSSÍVEIS IDEOLOGIAS E SEUS PROSSUPOSTOS HISTÓRICOS.
POR QUE MEU TEXTO-QUESTÃO NÃO FOI PUBLICADO NO SEU SÍTIO DIGITAL? EXISTE ALGO IMORAL E ILEGAL NO MEU TEXTO?
POR FAVOR, ME ESCLAREÇA.
OBRIGADO.
RUI MENEZES: SOU PESQUISADOR, JORNALISTA E/OU FILÓSOFO INDEPENDENTE.
Bom dia, Rui. Eu trabalho aqui no blog. Ao que me consta já liberamos dois comentários seus hoje, no texto sobre o ato contra o golpismo midiático. São estes a que você se refere?
Que texto horrível!
5 minutos atrás A edição deste domingo do jornal britânico The Observer traz uma reportagem de uma página sobre o Brasil com o título “O legado de Lula: brilho, riqueza e dinamismo”.
O texto assinado pelo correspondente Tom Phillips, do Rio de Janeiro, afirma que “com 81% de aprovação depois de dois mandatos, o presidente sai de cena após transformar a vida de ricos e pobres”.
O jornal britânico The Sunday Times traz um perfil de Dilma Rousseff intitulado “A torturada Joana D’Arc do Brasil deve governar”.
[...] *Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador [...]
[...] *Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador [...]
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[...] No dia 6 de outubro a psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida do jornal O Estado de S. Paulo sob alegação de delito de opinião. Um órgão de imprensa que alega estar sob censura, e reclama diretamente do que seria uma postura sancionadora do governo Lula, censurou uma de suas articulistas por dar uma opinião contrária à sua com demissão. Por defender a legitimidade do voto dos cidadãos que tiveram suas condições de vida melhoradas com o programa Bolsa Família, e suas capacidades de discernir sobre o que é melhor para o país, a psicanalista foi mais um motivo de críticas ao modo como a grande imprensa vem se comportando nestas eleições. Leia o artigo completo em Carta Capital ou em Escrevinhador [...]
O sobrenome correto dela é “Kehl”. O título do texto está errado.
Admiramos Maria Rita Kehl pela coragem de posicionar-se e pela clareza dos argumentos, conseguiu expressar o que também achamos. A luta de classe está presente, não devemos escamoteá-la e sim encará-la para poder superá-la na busca de justiça social. Viva…a democracia… ( a FALSA, MAS TUDO BEM…)
Maria Rita Kehl sempre primou pela Ética e defendeu valores constituintes de uma subjetividade irredutivelmente humana. Por isso é punida. Passamos por fase do “Silêncio dos Intelectuais”, em seguida pela “Anomia Crítica da Academia, da Imprensa e dos Aparelhoe políticos”. Agora é o fim, voltamos quase um século na cultura democrática brasileira. Voltamos ao período da “Censura à liberdade de opinião”. Liberdade, agora, é sinônimo de “Delito”.
João dos Reis Silva Júnior.
[...] originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador. E eu copiei daqui: [...]
Maria Rita Kehl apontou de forma clara e objetiva o cinismo da “Elite Midiática” e dos “Mais Favorecidos” em desqualificar o voto dos mais pobres.Isto sim,é “obscurantismo pedante”, num país onde existe mais de 60% de pobres e desassistidos!
A atitude do Estadão em retirar a coluna de Maria Rita Kehl é a mais intolerável atitude ocorrida por um meio de comunicação em pleno seculo XXI. Se o jornal foi parcial em apoiar Jose Serra, porque não deixar uma opinião parcial ser publicada mesmo sendo oposição. Não é o jornalista que forma opinião…Nota 0 (zero)em Estadão
NUSS QUANTA GENTE QUE N SABE VOTAR