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E se falarmos de “eticamente correto”?

publicada segunda-feira, 16/05/2011 às 15:26 e atualizada segunda-feira, 16/05/2011 às 18:17

E se falarmos de “eticamente correto”?
Por Rodolfo Vianna, do Observatório do Direito à Comunicação

Rafinha Bastos, humorista e apresentador do programa CQC, fez uma piada em um dos seus shows que logo repercutiu por toda a internet: mulher feia que é estuprada não tem que reclamar, tem que agradecer. O relato está no perfil do comediante publicado na edição de maio da revista Rolling-Stone.

Auto-denominado politicamente incorreto, Rafinha insiste na pertinência da sua piada e diz que a função do humor é provocar. Aliás, ouve-se de praticamente todas as bocas dos atuais comediantes brasileiros (e com ecos significativos no conjunto da sociedade) a necessidade de se combater o “politicamente correto” pelo humor. Mas, afinal, do que se trata esse combate?

É constituinte do humor a transgressão. Ele se estabelece por uma ruptura, um estranhamento, num “esforço inaudito de desmascarar o real”, nas palavras do historiador Elias Thomé Saliba em seu livro Raízes do riso. E existe toda uma longa tradição humorística que relaciona o riso à liberdade, à infração das normas que sufocam os sujeitos em determinados contextos históricos, à revelação do inaceitável frente ao aceitável imposto, etc.

Mas também existe a tradição que relaciona o humor ao preconceito, às generalizações e às ofensas. As piadas, por esta tradição, refletem, cristalizam, e alimentam um universo simbólico calcado na desigualdade, na relação hierárquica com o Outro pelo vetor da superioridade/inferioridade, no desprezo e na segregação.

É certo, por sua vez, que o que se denominou de “politicamente correto” também carrega certos excessos que atuam como normas sufocantes aos sujeitos, mas não se pode ignorar que o seu núcleo sólido é resultado de tensões, conflitos e lutas históricas e sociais daqueles agentes que antes eram alvos da segregação e preconceito manifestado pelo riso de outros agentes hegemônicos. E há de se ter claro também que a linguagem é um palco privilegiado onde se manifestam esses conflitos.

Sendo assim, o que se percebe atualmente no combate ao dito “politicamente correto” é uma confusão relacionada a qual caminho seguir pela transgressão: transgride rumo à tradição libertária do humor ou transgride rumo à tradição preconceituosa e segregante? Cruza-se a fronteira do “politicamente correto” rumo ao progresso ou rumo ao atraso?

Nota-se ainda que muitos humoristas atualmente, sob a premissa de ser contra o “politicamente correto”, marcham para trás: acreditando estarem avançando em direção ao caráter libertário do humor, recuam e reforçam justamente o caráter conservador e perverso do riso. Sob a bandeira do combate à hipocrisia tornam-se hipócritas.

Ironicamente, a batalha desses humoristas contra o “politicamente correto” só explicita a necessidade de sua existência. E se a expressão está desgastada e pode soar para alguns como normas impostas que os sufocam, normas estas externas e que minam sua liberdade, pensemos, então, em “eticamente correto” (que é redundante: ou algo é ético ou anti-ético). A ética, por sua vez, é constituída por valores que devem nortear a relação de um indivíduo com os outros, implica responsabilidade e tem seus princípios fundamentais – e deve permear todas as esferas da prática individual.

O riso não pode servir de álibi para uma ação eticamente condenável. E como escreveu Wittgenstein em um dos seus Aforismos, “o humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo”, há de ser contra toda visão de mundo preconceituosa, que segrega e inferioriza. A história deve marchar para frente, avançar guiada pelo princípio ético da igualdade, e em hipótese alguma retroceder – nem se for de “brincadeira”.

*Rodolfo Vianna é jornalista e membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

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35 Comentários

35 Comentários para “E se falarmos de “eticamente correto”?”

  1. Cléris Cavalheiro disse:

    Texto maravilhoso!!!! esse tal de CQC (nunca assisti) só ouço falar dos absurdos cometidos pelos “ditos” humoristas(a poucos dias dias fizeram piadas infames sobre o autismo), eles e mais um punhado de humoristas do PIG, com o discurso da liberdade, nada mais querem que perpetuar o preconceito e o atraso.

  2. Jonas disse:

    Excelente artigo, parabéns!

  3. Ivan disse:

    Rodrigo, o conceito fica muito mais poderoso com a mudança da palavra politicamente para eticamente. É capaz de vários humoristas perceberem que agem como canalhas e covardes quando humilham quem já é vítima, ou então que os trabalhos deles reforçam preconceitos ao invés de denunciá-los. Rodrigo, é sempre um progresso ler suas colocações

  4. Pedro1 disse:

    Artigo excelente, um dos melhores que já li sobre esta história do CQC e do “politicamente incorreto”.

  5. Maria Luisa disse:

    Parabéns Rodrigo! Tema e texto oportuníssimos. Com a licença dos comentáristas: Cleris (postado às 17.24), Jonas (postado às 17.30) e Ivan (postados às 17.50 hrs), faço minhas as suas palavras.

  6. Lazlo Kovacs disse:

    Rodrigo, o termo “politicamente correto” surge a partir de uma crítica de um conservador norte-americano ver em http://pt.scribd.com/doc/7368813/As-Origens-Do-Politicamente-Correto), que acusa os “esquerdistas” e os grupos de pesquisa em torno de homossexualidade, feminismo, movimento negro, etc, de fazer uma “destuição dos valores da cultura ocidental”. Ficaria difícil, claro, entender o que deve passar na cabeça do cidadão que lê Marx e Shakespeare. Os conservadores entrariam em parafuso.

    Logo, sua origem já denuncia o objetivo: calar os grupos que reivindicam direitos, os “marginalizados da História”.

    Por isto, Rafinha é um conservador. Uma boa parte do humor é conservadora e degradante. Nem o Jonathan Swift era deste modo.

    Obrigado pela dica e dou a minha: “História do riso e do escárnio” de Georges Minois (Editora Unesp).

  7. andre i souza disse:

    Perfeito, Rodrigo.

    O que dá pra ver é que esses boçais estão se apegando a esse fato por pura falta de competência. Não sabem fazer humor p… nenhuma, eles “descobriram” a humilhação, o descaso e o preconceito como motes da para o seu “humor”. Pior são os veículos de comunicação dando espaço para esses aparvalhados.

    Reafirmando, muito belo e inteligente texto.

  8. Henrique disse:

    Parabéns Rodolfo, ótimo texto. A equipe do CQC tem seus momentos de brilho, mas caminham a passos largos para serem um “novo” casseta & planeta: chato, sem graça e achando-se senhores da razão…

  9. Mary disse:

    Uma das melhores coisas que li nos últimos tempos…
    Sinto, já há algum tempo, uma espécie de incômodo ao assistir a certos programas pseudo-humorísticos, entretanto, parece ser mais politicamente correto não fazer esse comentário pois a nova ditadura do “novo humor nacional” -travestido por vezes de jornalismo- já tomou conta do cenário nacional.
    E assim , pseudo-jornalistas-humoristas nos empurram goela abaixo os preconceitos mais condenáveis e abjetos que supunhamos haver sido extintos ou diminuídos . Retrocesso !!!
    Hoje, o humorista parece ser aquele ser que tem a senha para humilhar e trazer à tona todos os preconceitos segregantes e, criticá-los, é estar contra a “grande corrente”…

  10. Rafael Campos disse:

    Rodrigo, absolutamente discordo do seu ponto de vista sobre o humor. Penso que à liberdade de expressão em uma democracia livre, deve SIM ser absoluta.

    Eu fico muito incomodado quando vejo tentativas de imposições de um único ponto de vista em uma sociedade, principalmente em uma democracia, isso é coisa de ditaduras (de direita como a que tivemos no Brasil, de esquerda como em Cuba, semi-ditaduras como na Venezuela e ditaduras teocráticas), é pensamento que restringe, é pensamento unilateral que não combina com democracias livres.

    Não podemos nos esquecer que não vivemos em um país de pensamento unilateral, pessoas têm pensamentos diferentes e muitas vezes conflitantes, cabe a cada individuo ter maturidade suficiente para filtrar o que não convém ao seu ponto de vista.

    Os humoristas nada mais fazem do que satisfazer uma demanda da sociedade, portanto quando algumas pessoas discordam de certas coisas ditas por eles, essas pessoas deveriam filtrar, afinal existem opções, os comediantes não estão em todos os canais, nem em todos os horários e nem mesmo em todos os sites, as pessoas têm livre escolha.

    A critica faz parte do humor desde que o humor existe, não há nada de errado em discordar de algumas coisas que os humoristas dizem, porém não podemos impor de forma alguma uma visão unilateral na sociedade, fazendo com que haja censura contra os humoristas ou qualquer outra classe, simplesmente porque não concordamos com eles.

  11. marcosomag disse:

    Existe piada engraçada e piada sem graça. A piada do Rafinha Bastos não teve graça nenhuma. Foi só uma piada ruim. Agora, se o “politicamente correto” existisse na época do Costinha e da Dercy Gonçalves eles mandariam enfiar o “politicamente correto” todo mundo sabe aonde.

  12. danilo disse:

    parabens, beleza de texto!

  13. Douglas Otaviani Tôrres disse:

    Concordo com o Ivan,ética é muito melhor elucidativo.O termo politicamente correto foi importado,em uma tradução literal sem adapta-lo a nossa cultura.A ofensa barata,cultivar velhos chavões que ofendem e humilham parcelas da humanidade,apenas por serem diferente do estereótipo,que novamente é importado,não tem graça,isto demonstra uma total falta de sensibilidade,de respeito,e que este tipo de pessoas se igualam aos piores criminosos e psicopatas,não sabem viver em sociedade diversificadas.

  14. renan disse:

    Caramba, que texto bom!

    É interessante pensar também no humor do palhaço em que o indivíduo ridiculariazado é ele próprio. Ele usa sapatos giagantes, cai da cadeira, a bomba explode em sua cara. O palhaço é a encanação do erro. Sendo ele próprio o cai e o aquele a quem os outro riem.

  15. Henrique disse:

    Isto é o que eu chamo de humor apelativo.
    É aquele humor que não consegue alavancar nem sorrisos e passa para o plano B – que são as ofensas, o preconceito,…
    Um lixo, nada mais do que isto!

  16. Edson disse:

    Já também no cristianismo o humor sevia como momento de comunhão entre os apostolos, sendo ele o humor uma ferramenta de crescimento e valor humano, não se deve portanto utiliza-lo como arma de destruição e benefí propio..

  17. Poderiamos comparar essa postura do comediante com a do ex-governador Paulo Maluf que quando governador ficou “famoso” pela frase: “Estupra, mas não mata” e, hoje, com o diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, acusado de abuso sexual nos EUA, o FMI (Fundo Monetário Internacional)? Lamentável esse tipo de humor que se utiliza dos frágeis para se sentirem fortes. Lamentável!

  18. Ivan disse:

    Acabei de assistir o programa “Question a la une”, na tv5, uma produção belga, (com legenda), intitulado “Pode-se rir de tudo?” onde falaram da liberdade dos humoristas. Após concluir dizendo que os humoristas podem tudo mas submetendo-se que suas vítimas podem exigir a condenação deles na justiça, a frase final do narrador foi: …resta aos humoristas trabalharem, lembrando que o humor, como todas as formas de expressão, é uma arma, e armas podem machucar”

  19. Luciano Baía Meneghite disse:

    A linha entre o eticamente incorreto e o humor cortante muitas vezes é tênue.É preciso sensibilidade para saber separar uma coisa da outra.É possível fazer humor crítico e provocador sem reforçar preconceitos.

  20. Mardones Ferreira disse:

    “A história deve marchar para frente, avançar guiada pelo princípio ético da igualdade, e em hipótese alguma retroceder – nem se for de “brincadeira”.”.

    Não deixou pedra sobre pedra!

    Bravo, bravíssimo!!!

  21. Rogério Neibert Bezerra disse:

    Se no humor a coisa esta feia, o que dizer das letras das canções?
    Coisa escabrosa! Os medíocres assumiram.
    Há quanto tempo assistimos na TV, jovens darem entrevistas? Lembro que nos anos 90 o “Fantástico” iniciou uma série de entrevistas com estudantes.
    O que jovens, que ainda faziam xixi nas calças, poderiam dizer? É essa juventude que esta aí…
    E as tais “vídeo cacetadas”? Pessoas levando tombos…
    É só ver o que o apresentador Fausto Silva se transformou.

    Com truques digitais o mundo virou um circo de palhaços, mas assim não tem graça nenhuma.

    Espero pelo novo disco do Chico Buarque, o resto…

    De Floripa, onde também existem muitos medíocres.

  22. Paula Rodrigues disse:

    O artigo é ótimo e faz refletir muito a respeito do que é considerado enquanto “humor”. Acho mesmo que a base do humor, hoje e sempre, estiveram travestidos de uma tentativa de reforçar preconceitos e esteriótipos, que são negativamente firmados e introjetados por grande parte dos “consumidores”, telespectadores, ou coisa que o valha.
    Me incomoda mesmo é essa tentativa de escamotear essas práticas deliberadas de preconceito com o discursinho da defesa da democracia.
    Ok: cada um tem o direito de pensar conforme quiser. E assim legitimamos tudo. Colocamos tudo no mesmo balaio: de Hitler a Fideo; de Ku Klux Klan aos Pantera Negras; de Skinheads ao Movimento Gay; de Palestinos a Israelenses. Viva a democracia sufragista burguesa! Viva os defensores dessa democracia!!!

  23. Yacov disse:

    Queria saber do rafinha se a sua irmã feia fosse estuprada se ele acharia que ela tem que agradecer por isso, ou se ele acharia isso engraçado??? O mané foi mais infeliz do que de costume… Me lembrou no Ato do mau-luf, que dizia: `Tá com desejo sexual, estupra, mas não mata!!” Isso aí não é nada libertário e tampouco democrático, e ele não está quebrando estrutura nenhuma com isso. Está penas mostrando que de BOM humor, não sabe nada!! Seu humor é chulo, tosco e agressivo. Típico de um bando de caminhoneiros bêbados reunidos num boteco de beira-de-estrada. ‘Tá mais para bullying do que piada.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  24. mineiro disse:

    como diz o ditado a palavra fere mais do que a faca. a prova esta ai, como um desgraçado desses fala isso e fica por isso , ninguem faz nada. cade o maldito do judiciario , o min.publico, aonde estao as autoridades que deixam isso passar em branco e nao faz nada, so pode estar conivente com a situaçao. nao tem como. esse sugeito merecia nao so sair do ar com esse lixo de programa mais ser preso , por isso que ele falou. nao tem essa de politicamente correto nao , tudo tem limite. e nao é so esse lixo de programa de mau humor nao , tem muitos na lista , outro lixo o panico, tem outro lixo o tal de legendarios e mais um punhado que nao serve para nada. e nao é so os programas de humor nao , isso pode ser estendido a toda a programaçao da tv brasileira , eu disse todas inclusive o lixo da record que muitos defedem.

  25. pedro disse:

    O Rafinha foi fazer piada(sem graça) com os judeus, não demorou 2 horas e teve que pedir desculpas e beijar a mão dos rabinos. Acho que o politicamente incorreto dele tem limite: só é politicamnte incorreto com os mais fracos, na verdade é mais um covardinho no mundo.

  26. ronen altman disse:

    E não foi só isso.Outro membro desse glorioso programa CQC disse que “as velhinhas de higienópolis não querem o metrô por que o último trem que pegaram foi pra awzvits” !!!!!!!!
    que bom gosto.
    grande abraço

  27. Só para informar que a Secretaria de Políticas Para as Mulheres, após receber denúncias de vários cidadãos, oficiou o MPF sobre a declaração do Rafinha Bastos, pois entendeu que se trata de apologia ao crime de estupro. O ofício agora está sendo analisado pela Procuradoria dos Direitos do Cidadão.

    http://francinebarbosa.wordpress.com/2011/05/12/secretaria-especial-de-politicas-para-as-mulheres-oficia-mp-sobre-rafinha-bastos/

  28. mineiro disse:

    cade meu comentario , tem censura nesse blog?

    • Juliana Sada disse:

      Mineiro, boa tarde. Sou a Juliana, trabalho no blog. Seu comentário tinha ido automaticamente para o spam, já foi retirado. Obrigada pelo aviso. Abraços

  29. Danilo Morais disse:

    Marcelo Coelho escreveu um bom texto sobre esta atitude dos “comediantes” do tipo CQC. O texto está no sítio
    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/917484-politicamente-fascista.shtml
    O texto é sobre o colega de Rafael Bastos, Danilo Gentili, que fez uma piada racista contra os judeus de Higienópolis, mas teve de se retratar rapidinho – após manifestação da comunidade judaica ele inclusive foi repreendido pela Band. Entretanto, como nos lembra este blog http://blogdocappacete.blogspot.com/2011/05/danilo-gentili-rapidinho-pediu.html quando Gentili comparou pessoas negras com macacos, não houve qualquer retratação. Na verdade, quando membros da comunidade negra protestaram o “comediante” fez mais “piadinhas” com o caso. Como bem definiu o Marcelo Coelho em seu artigo a atitude que demonstram este comediante (Gentili), bem como seu colega (Bastos), não é de ser “politicamente incorreto”, mas sim politicamente fascista. Passemos a os definir assim, enquanto fascistas que são.

  30. Helder disse:

    “Mulher feia que é estuprada não tem que reclamar, tem que agradecer.”

    Credo… e os picaretas tem coragem de chamar isso de humor?

  31. pap disse:

    Mais um subproduto da midia de celebridades instantaneas,
    transformaram o cqc numa “escola de sagres”! Absurdo!
    Rafinha bastos fala como se ele fosse o chefe de estado de
    uma superpotencia. Afinal, Rafinha bastos, quantas divisões
    voce tem? Que riqueza voce gera?É um dos mais?
    Danilio gentili, nao ficou atras de seu socio rafinha e tbm
    disse suas tolices.
    É preciso simplesmente nao dar atençao a gente que é trans-
    formada em superpotencia pelo pig.

  32. Lacerda disse:

    E se a estuprada fosse a mãe dele, a irmã, a tia, a esposa etc ??? Será que o mesmo usaria o programinha em que trabalha com o serrista marcelo tas, para agradecer ao estuprador ?!?!
    Vocês não “tão” com nada …!!!!
    Fazer piadas desse tipo aí…pelo amor de DEUS ! E se acha humorista, comediante etc..!!!
    Eu faço melhor que vocês do CQC !!!!

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