FAB contesta reportagem do “Fantástico”

publicada quarta-feira, 10/08/2011 às 09:24 e atualizada quinta-feira, 11/08/2011 às 08:07

Nota Oficial – Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011
Da Força Aérea Brasileira
O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Valmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.

O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.

O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.

Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.

Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.

A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.

Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.

A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.

Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.

No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.

A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).

Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.

A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.

Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.

A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.

Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.

Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.

Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não esteja plenamente capacitado.

A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:

http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.

Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Leia outros textos de Outras Palavras

25 Comentários

25 Comentários para “FAB contesta reportagem do “Fantástico””

  1. luiz antonio barbosa disse:

    É por isso que são conhecidos como ” Senta a Pua”, sentou a pua na carta de pricipios (?) da globo, com uma verdadeira aula de jornalismo, depois vem uns e outros dizer que nossas Forças Armadas estão despreparadas (humm), estão até no jornalismo meu. Agora o Governo Dilma, juntamente com a FAB deveriam entra na justiça exigindo o mesmo tempo da reportagem no Fantástico e no Bom (?) dia Brasil. Seria muito interessante para democracia e colirio para os olhos ver o Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno ao lado do casal 45, do Renato Machado e da urubóloga, lendo essa nota, com certeza teria um orgasmo mental.

    • LUIZ ANTONIO: nem precisam entrar na Justiça, até porque o direito de resposta foi extinto com a Lei de Imprensa. O Governo democraticamente eleito tem o direito de simplesmente convocar rede nacional de rádio e TV, para tranquilizar os usuários da aviação que estão amedrontados pelo terrorismo cometido pela Globo.
      É da lei, é democrático – precisa apenas um pingo de coragem, né?
      Neste caso, o governo poderia até cassar a concessão, diante do crime explícito de terrorismo praticado pela concessionária. Mas aí já seria pedir demais…

      • ”…nem precisam entrar na Justiça, até porque o direito de resposta foi extinto com a Lei de Imprensa”
        Não Antonio.
        O direito de resposta está consagrado na CF de 88, no Artigo 5º, sendo,portanto, cláusula pétrea.
        Veja:
        Capítulo I;
        Art.5º
        Dos direitos e deveres fundamentais e coletivos: INCISO V -: é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.

  2. Yarus disse:

    Já viu essa, Rodrigo?

    “DESCULPA EM PÚBLICO
    Diretor da Globo se retrata por jornal com Hélio Costa
    Por Marília Scriboni

    O jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (8/8) vem com uma boa notícia para o ex-senador Hélio Costa. A página 7 do primeiro caderno da publicação traz uma retratação pública assinada por Roberto Talma Vieira, diretor da TV Globo, por determinação da 16ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Tudo em virtude de declarações dadas à revista IstoÉ, veiculadas pelo site em 30 de julho de 2010 e, na versão impressa, em 1º de agosto do agosto do mesmo ano…”

    http://www.conjur.com.br/2011-ago-08/diretor-rede-globo-paga-anuncio-retratar-helio-costa

    Mentiu também na hora de se retratar, disse que foi por livre e espontanea vontade.

  3. Marco Santo disse:

    Parabens ao CECOMSAER e Chefia. O vôo CEGO da GROBO está no rumo do DESASTRE. Já vai tarde.

  4. RUDI disse:

    como profissional da área fico envergonhado com a atitude do reporter, e de toda a produção do programa. será que o Fanático vai dar o direito de resposta da FAB? quero ver os apresentadores com cara de pastel ler todo o conteúdo da carta. Chupa mais essa Ali Kamel

  5. Rogério Neibert Bezerra disse:

    A perda do poder sobre tudo que respirava no País faz a Globo cometer insanas reportagens. O da “bolinha” foi a pior.
    Não se enganem, a Globo enfrenta o “Alemão”.
    Começou com o esquecendo. Esqueceu de onde veio e quem apoiou.
    Depois a Globo perdeu o livre movimento dentro do governo.
    Lentamente agora, ela confunde a fala. Tornando-se até agressiva com antigos aliados.
    Logo chegará o último estágio.
    Triste fim, não precisava ser desse jeito…

    • MARCELO disse:

      Mino Carta tem razão.O PT se diz de esquerda mas…quando
      Brizola governou o Rio,o PT e a Rede Bobo criticavam os
      maravilhosos CIEPS.Se o Rodrigo Vianna ler meu email,ele vai
      se lembrar.Brizola forever!!!!

  6. emerson57 disse:

    está “feia a coisa” para o jornalismo da globobo.
    estão passando vergonha todos os dias!

  7. junior ibitinga disse:

    No momento do texto que cita sobre “os 24 relatórios” me lembra um recurso constante para acusar de corrupção no governo quando existe investigação. Acho que bom pra eles era há uma década atrás, quando não tinha investigação. Crime pra esse povo é investigar.

  8. josé pinto ribeiro netto disse:

    Este esclarecimento foi muito importante para todos nós brasileiros. Serve para desmascarar o papel apátrida que a Globo e seus aliados vem adotando com relação ao nosso País. Este manifesto deveria ser divulgado em todos os jornais de grande circulação, bem como ir ao ar em todos os canais de televisão, no horário nobre. Acredito ser matéria de segurança nacional. Só não sei onde foi publicada. Por favor, informem-me.

  9. Julio Silveira disse:

    Rodrigo, nosso problema é que muita gente sequer tem noção do que vem a ser jornalismo de verdade.
    Poucos conseguem discernir a diferença entre bom jornalismo com patifarias da imprensa.
    O que tenho gostado nessa história toda, é que está sendo tratado cada vez sobre o assunto, o que vem a ser bom jornalismo, a diferença para manipulação midiática voltada para interesses escusos desses grupos que não sabemos nem se, de fato, respondem por nossos interesses, nem digo dos cidadãos, mas do Brasil.

  10. yacov disse:

    O Brizola era fantástico, mas tinha seus defeitos também, e um deles era ver o PT como “gentalha”, como um ninho de radicais de esquerda, coisa que o LULA nunca foi. Se tivessem entrado num acordo, talvez LULA e BRIZOLA já tivessem mudado o Brasil bem antes… Mas o PT mudou e evoluiu bastante, tanto que os CEUS nada mais são que a versão paulista dos CIEPS. FORA GLOBO!!!!!

    AO BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na gLoBO é um braZli para TOLOS.

  11. Alício disse:

    Para um grupo de sem-vergonhas, as (des)organizações goebels, nada os incomoda, tão no lálálá lálálá, rindo atoa cheio das granas acumuladas com corrupção, falcatruas, etc. etc, etc,

  12. Edinho disse:

    Já tinha lido a resposta da FAB anteriormente, mas vou comentar aqui: essa resposta foi um tiro de “republicanidade” nos salafrários da globo!
    Parabéns à FAB!
    Mas, e sempre há um más em tudo, a brilhante resposta não “passou no fantástico”… E algum dia passará?
    Haja estômago e paciência para lidar com esses canalhas com princípios, meios e fins bem conhecidos da platinada…

  13. Zé Francisco disse:

    A globo está num vôo cego, perdeu o rumo!

  14. Rapaz, dessa vez a Globo se deu muito mal. Na tentativa de indispor Dilma com os militares, indispôs a própria Globo com a Aeronáutica. Isso é o que se pode chamar de tiro no pé. E tiro de bazuca.

  15. Henrique disse:

    Eu me pergunto se existe alguem nesse pais que ainda acredita na rede bobo. Deve ser doloroso demais ter que ganhar a vida trabalhando num lugar assim.

  16. O furo que o Rodrigo Vianna deu neste blog abalou as intenções golpistas da Globo, e repercutiu nacional e internacionalmente. O ex-império dos Marinho apressou-se a divulgar uma falsa “carta de intenções, que ele mesmo violou horas depois, ao fajutar reportagem sobre a aviação civil.
    Levou uma traulitada bem dada pelo Comando da Aeronáutica: todos os militares estão atentos ao golpismo da Globo.
    Falta agora, e é necessário, o Ministério da Defesa convocar rede nacional de rádio e TV, no horário em que a mentira foi ao ar, no meio do Fantástico, e nos tranquilizar.
    É dever do Governo conosco, usuários da aviação (e somos milhões) que estamos apavorados pela mentira da Globo.
    Hay Gobierno?

  17. Roberto disse:

    A Globo vai ter que divulgar outro editorial,pois aquele que conhecemos foi tudo mentira. A Globo continua sem isenção,distorcendo fatos e conspirando contra o governo e os cidadãos,fazendo sensacionalismo com coisas sérias como a aviação. A Globo é o típico caso de Cachorro Comedor de Ovelha, não tem outra solução, só matando.

  18. Evaristo disse:

    A Globo da família Marinho deveria perder a concessão por atentar contra o sistema aéreo brasileiro, com o objetivo de provocar pânico. Quanto ao jornalista Valmir Salaro será que ele estudou ética na faculdade? Deveria responder judicialmente por prática de terrorismo contra o povo brasileiro. Brizola tinha razão, a Globo é um cancer contra a democracia brasileira.

    • Evaristo.Não sei se você sabe, mas a concessão ou cassação desta depende muito mais do Congresso Nacional e do poder judiciário do que do executivo. Veja o que reza a CF de 88: Art.223 – Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.
      § 2º – A não-renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em votação nominal.
      § 3º – O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, na forma dos parágrafos anteriores.
      § 4º – O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão judicial.
      § 5º – O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze para as de televisão.

      Entendeu?

  19. Apenas para elucidar;
    Há 36 anos. em 1975, uma passagem aérea Rio-Recife, em fevereiro daquele ano, custava em torno de 1200 cruzeiros. O mesmo trajeto, em ônibus convencional, era 160 cruzeiros, ou 7,5 vezes o bilhete aéreo. Atualmente, em alguns casos, o avião sai mais barato que o ônibus.
    É isso.

Comentar