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FHC e a ambição de um pássaro que não voa

publicada terça-feira, 09/11/2010 às 11:08 e atualizada quarta-feira, 10/11/2010 às 00:15

O triste fim de FHC

por Mino Carta, na CartaCapital

Quem já leu um livro de Fernando Henrique Cardoso? É a pergunta que às vezes dirijo à plateia que, generosa além da conta, acompanha uma palestra minha. Que levante o braço quem leu. De quando em quando, alguém acena ao longe, por sobre e em meio a uma fuga de cabeças imóveis. Trata-se, obviamente, de uma pesquisa rudimentar. Tendo a crer, porém, que o príncipe dos sociólogos e ex-presidente não é tão lido quanto os jornalistas tucanos supõem.

É grande, isto sim, o número daqueles que lhe atribuem acertadamente a chamada “teoria da dependência”, objeto do ensaio escrito no Chile em parceria com o professor Enzo Falletto. Ali está uma crítica inexorável da burguesia nativa, incapaz, segundo a dupla de ensaístas, de agir por conta própria para tornar o Brasil um país contemporâneo do mundo.

Muitos anos após a publicação do livro, quando FHC ocupava a Presidência do País, eu me atrevi a perguntar aos meus botões se ele não estaria a provar a célebre teoria. Teria a oportunidade de demonstrar na prática seu teorema, pelo qual o Brasil é inescapavelmente destinado ao papel de dependente. Dos Estados Unidos, está claro. Ninguém como o presidente Fernando Henrique entendeu ser inevitável, ineludível, imperioso, cair nos braços do colega americano, no caso Bill Clinton.

Não me permito aventar a hipótese de que o nosso herói agiu em benefício próprio. Atendeu, legitimamente, isto sim, às suas convicções. A operação revela uma extraordinária habilidade política, a refletir seu incomum poder de sedução. A burguesia nativa encantou-se com aquele que recomendava o esquecimento de seu próprio passado, incapacitada, talvez, à comparação entre a teoria da dependência e a ação do presidente tucano, enquanto Bill escancarava os braços e oferecia o abrigo do ombro possante. Nem se fale do deleite da mídia: eis o presidente intelectual que o mundo nos inveja.

FHC é um encantador de serpentes. Plantou-se sobre o pedestal da estabilidade, obtida de início com a URV, enfim com o real, mérito indiscutível, premissa de progressos em espiral, que se renovam em uma espécie de estação de colheitas cada vez mais apressadas.
Trunfo notável, traído com a reeleição alcançada pela via da compra de votos para concretizar a emenda constitucional, e conduzida na campanha de 1998 à sombra da bandeira da estabilidade rasgada exatos 12 dias após a posse. Tanto em 94 quanto em 98, o obstinado Sapo Barbudo foi o adversário fadado à derrota, graças, inclusive, ao apoio maciço da mídia dos ainda influentes barões de longa vida e dos seus obedientes sabujos. Dá-se, inclusive, naquele 1998 vincado pela crise russa, um fenômeno peculiar: os patrões da mídia nativa passam a acreditar não somente nas promessas do seu candidato à reeleição, mas também nos seus colunistas que tão sofregamente o sustentam. Uma vez reeleito, FHC desvaloriza o real e deixa os senhores de tanga.

A Lula, vencedor em 2002, FHC entrega um país economicamente à deriva. O tucanato chegara ao poder oito anos antes com o propósito de ficar ali por duas décadas. Muita ambição, talvez, para um pássaro que não voa. Tenho uma lembrança pré-tucana que me vem à mente, remonta a 28 anos atrás. Acompanho André Franco Montoro na sua campanha à governança de São Paulo, na ocasião pela zona canavieira do estado. Chegamos a Rafard quando já caía a noite e a caçamba de um caminhão se dispôs a ser palanque nas bordas da cidadezinha.

Eu estava a bordo, do alto via aquela plateia de rostos iluminados obliquamente e ouvia a brisa ciciar em meio ao canavial que nos cercava. A sequência dos oradores previa também a fala de FHC e, ao cabo, aquela de Montoro. Quando o então suplente de senador tomou a palavra, Mário Covas veio sentar-se ao meu lado na amurada do convés. A cada período do discurso, olhava-me com cumplicidade e meneava a cabeça em desalento. Nunca esqueci aquele momento e quando o senador em lugar de Montoro, líder da cisão peemedebista criadora do tucanato, deixou-se encantar pelo convite de Fernando Collor e por sua própria, incomensurável vaidade, melhor entendi o comportamento de Covas na noite de Rafard.

Sua confiança no companheiro valia zero. E foi como se saísse da amurada e se chegasse ao orador garboso ao dizer com todas as letras, oito anos depois: “Se você for para o governo de Collor, eu saio do partido e trato de mandá-lo a pique”. FHC tirou o time de campo. Covas sabia ser persuasivo, e teve a ventura de não assistir ao desastre de 2002, a primeira derrota de José Serra.

Outro episódio para mim marcante tem 30 anos e alguns meses. Estamos a viver a última grande greve dos operários de São Bernardo e Diadema, comandada pelo presidente do sindicato, Luiz Inácio, melhor conhecido como Lula. Vou frequentemente ao estádio da Vila Euclydes para viver de perto aquela situação, e um dia Raymundo Faoro, o amigo que hoje me faz falta, liga e diz: “Quero ver também”. Veio a São Paulo e no aeroporto, quando fui buscá-lo, fomos interceptados por um emissário de FHC. O senador gostaria muito de se encontrar conosco a caminho do estádio. Faoro disse está bem.

Houve um café servido em xícaras de porcelana, e então o príncipe dos sociólogos iniciou a sua peroração a favor do nosso distanciamento daquela imponente manifestação dos grevistas. O segundo ato foi encenado no salão nobre do Paço Municipal de São Bernardo, precipitado pelo mesmo motivo. “Sou um jornalista – disse eu – esta conversa para mim é tempo perdido.” Faoro não disse nada. Levantamos e fomos ao palanque de Lula. Foi quando o autor de Os Donos do Poder e o líder sindical se conheceram. Refleti sobre as razões de FHC: por que pretendia impedir que Faoro fosse ter com Lula? Permito-me a seguinte conclusão: pelo jurista e historiador nutria turvos ciúmes intelectuais, pelo líder operário algo mais que a premonição de uma inevitável rivalidade. Tratava-se de um confronto já latente.

Como amiúde acontece com fanáticos da ambição, o instinto da rivalidade está sempre preparado para o bote. Qual seria, exatamente, a primeira corda da relação Fernando Henrique-José Serra? Digo, do ângulo daquele. De grande ami zade, é a resposta oficial. E nos bastidores das intimidades mais recônditas, até mesmo inconfessáveis? Não duvido que a amizade de FHC por Serjão Motta fosse autêntica, totalmente sincera. Pois Serjão era um ser amoitado por natureza, provavelmente o mais sábio do terceto. Não tinha o menor interesse em sair à luz do sol para se exibir. Com Serra, parece-me fácil imaginar que a amizade de FHC seja agulhada pela rivalidade. Latejante.

Eis dois modelos de ambição diferentes, de certa forma opostos, pelo menos sob certos aspectos. Por exemplo. Ambos são hábeis em trabalhar à sombra, em manobrar por baixo dos panos. FHC, contudo, sabe como manter intacto este fluxo subterrâneo. Serra, talvez por causa da origem calabresa, às vezes não se contém e mostra a cara. FHC faz questão de aparentar tolerância e bonomia, mesmo em relação a quem abomina, como convém ao político matreiro a explorar os sentimentos alheios ao montar o ardil que irá engolir quem confiou em excesso. Serra é, para o mal de seus desenhos, de cultivar ressentimentos e rancores. Ódios precipitados, quando não daninhos para ele mesmo.

Nesta rivalidade se esvai o PSDB. A ambição transbordante, evidente demais, afastou ambos de uma liderança sábia e até arguta como a de Ulysses Guimarães. Depois de ter assustado fatalmente Tancredo Neves, que os quis longe do governo destinado a sobrar para José Sarney. Cogitado para o Planejamento, Serra só teve espaço em São Paulo. FHC, que Tancredo definia como “o maior goela da política brasileira”, não foi além de um cargo inútil no Congresso.

Vanitas, vanitatum, diziam os latinos ao se referir à vaidade. Não é por acaso que o PSDB, nascido do inconformismo em relação à linha peemedebista que a tigrada tinha como muito branda, acaba por assumir, tardia e desastradamente, e empurrado pela presença de Lula, o papel da UDN velha de guerra. O enredo é impecável na moldura da deplorável trajetória da esquerda brasileira. É uma história escrita por um punhado de verdadeiros, digníssimos heróis, crentes alguns até as últimas consequências, e por uma armada de cidadãos inconsequentes, quando não oportunistas. Tal é a minoria branca, como diz Cláudio Lembo. Descrentes de tudo, muitos até sem se darem conta de sua descrença porque incapazes de perceber seus impulsos mais fundos.

Magistral a entrevista de FHC ao Financial Times publicada às vésperas do primeiro turno. Dizia ele que, em caso de vitória de Dilma Rousseff, o desenvolvimento do Brasil seria “mais lento”. Confrontado com aquele do governo Lula ou do seu? Se for com este, podemos vaticinar um futuro terrificante. No tempo de FHC, o índice anual de crescimento não passou de 2,5%. Em matéria de desfaçatez, a entrevista é digna do Guiness. “Eu fiz as reformas – afirma o rei da cocada preta –, Lula surfou na onda.” Então, por que é o presidente mais popular da história? Culpa do próprio PSDB, dos companheiros incompetentes, “entenderam errado”, permitiram “a mitificação de Lula”, o qual, embora nascido da classe trabalhadora “portou-se como se fizesse parte da velha elite conservadora”.

Quem serviu à velha elite conservadora, foi o presidente FHC, que confirmou o Brasil como quintal dos EUA e o atrelou ao neoliberalismo. O confronto entre os dois governos é inevitável, bem como entre a repercussão internacional de um e de outro. Ocorre-me imaginar como há de roer as entranhas do príncipe dos sociólogos constatar que o metalúrgico teve mundo afora, com sua política independente, o reconhecimento que lhe faltou, a despeito de sua política dependente.
E nas suas últimas falas, FHC age no seu melhor estilo, é o náufrago que exige lugar no bote salva-vidas em lugar de crianças, mulheres e velhos. São estes, aliás, os culpados pelo naufrágio, donde o privilégio lhe cabe. Quanto a José Serra, que afogue.

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48 Comentários

48 Comentários para “FHC e a ambição de um pássaro que não voa”

  1. Julio disse:

    texto espetacular!!!

  2. Luana disse:

    Vamos colocar pimenta nas disputas oligárquicas entre Minas e SP.

    De José Bonifácio ao príncipe D. Pedro I

    “Não se fie V.A.R em tudo o que lhes disserem os mineiros, pois passam pelo Brasil como os mais finos trapaceiros do Universo, fazem do preto no branco, mormente nas atuais circunstâncias, em que pretedem mercês e cargos públicos…”

    De Tancredo Neves em relação ao Fernando Henrique Cardoso

    “o maior goela da política brasileira”,

    http://books.google.com.br/books?id=oEiBf6M92D0C&pg=PA362&lpg=PA362&dq=n%C3%A3o+se+fie+VAR+nos+mineiros&source=bl&ots=i0b4jmSG5Z&sig=F68TZQVEiYJOHzILZjWvGvKjIqk&hl=pt-BR&ei=3lbZTLrOIIH58Aaf3OSPCQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CBYQ6AEwAA#v=onepage&q=n%C3%A3o%20se%20fie%20VAR%20nos%20mineiros&f=false

    Aula em vídeo da Revolução de Trinta
    http://www.youtube.com/watch?v=35N8nHsuhmA&feature=related

    Aula em vídeo da Revolução Constitucionalista de 32

    http://www.youtube.com/watch?v=_h86Og7NafU

  3. Guilherme Milani, SP disse:

    Este comentário é um desabafo que não tem a ver com o tema, mas que preciso registrar. Estou MUITO decepcionado com a Carta Capital. Meus pais, a pedido meu, cancelaram a Folha de SP para assinar a revista. O resultado? Seguidos atrasos na entrega, algo que nem reclamando foi resolvido. Há quilos de emails enviados à revista, inclusive à redação, e nenhuma resposta. Estamos em 09 de novembro e até o momento meus pais ainda não receberam o exemplar do dia 01/11, nem o de ontem, 08/11. Lamentável. Fica aqui meu protesto e alerta aos demais. É melhor garantir o exemplar nas bancas do que pagar adiantado e ficar a ver navios. Respeito é bom e a gente gosta. Obrigado.

    • fog disse:

      Deixei de assinar a Carta porque além do atraso (não tanto assim como descrito por ti) no vencimento da assinatura, mandaram debitar em minha conta sem me consultar, e, o pior, com preço muito acima da promoção que a revista fazia para os novos assinantes. Igualzinho a Veja. Mesma atitude.
      O Mino não é nenhum santo, a revista é boa, a melhor semanal do Brasil, mas aí, quanto aos intere$$es empresariais, não difere do PIG.
      Quanto à ética, não são diferentes também: é só ver a perseguição ao Batistti e a campanha baixa contra o Tarso para compreender… O que critica no Serra hoje, é o mesmo comportamento que tiveram quanto ao Batistti e as constitucionais e portanto legais do Tarso. São Pig.
      Quando expremido pela blogosfera que cobra uma posição coerente, deixou de publicar o blog…

    • Décio disse:

      Mas que babaca.Isso é hora de fazer cobranças.Aplauda o texto do Mino Carta, como farei em seguida:clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap !!!Décio Rangel

  4. rodrigo aguiar disse:

    nesse texto tem de tudo. posição, coerência, história, ironia. maravilhoso!

  5. Marcia Costa disse:

    Rodrigo: como superar um artigo desses? Espetacular! em especial pela lembrança de alguém que respeito muito que foi Franco Montoro. Ele não merece esse PSDB!

  6. Eason Nascimento disse:

    FHC se corrói por 2 grandes motivos. Pela inveja do sucesso de Lula, sem que pra tanto sucesso o metalúrgico tenha agregado durante a sua vida, conhecimento cultural, com horas e mais horas de bancos escolares. O outro grande motivo é saber que nem os seus pares o saúdam. As repetidas campanhas derrotadas do PSDB à Presidência que o digam.
    http://easonfn.wordpress.com

    • Rodrigo disse:

      Ô Eason,
      eu acho até que aquela história do FHC dizer que no PSDB não tinha lugar pra quem negasse as origens tem a ver com essa vaidade dele.
      Ele deve ter ficado louco com o discurso do Serra contra cortes de gastos e se escondendo da privatização pois isso foi a essência de seu governo.
      Negar isso é negá-lo e isso ele não admite pois se considera inquestionável.
      O PSDB hoje é ele, e pra falar verdade acho que sempre foi.

  7. rafael disse:

    Artigo excelente.
    Obrigado.

  8. Fernando disse:

    Senti-me, ao ler o texto, como FHC se sente em relação ao Lula: invejoso. Mas invejo o texto por motivos nobres. É ótimo pelo conteúdo. Fantástico, pela estética.

  9. Antonio Burgos disse:

    fantástico!!!

  10. Wagner L. disse:

    Uau !! Sensacional este texto do Mino. Artigo que vale a pena ser apreciado com calma, palavra por palavra.

  11. Marcelo E Janaina Bigal disse:

    fantastico esse texto

  12. Fernando Rosa disse:

    ô, Mino: entrega a revista dos pais do Guilherme Milani e depois você continua falando mal do FHC. Prá que gastar vela boa com um defundo ruim?

  13. Gilson Raslan disse:

    De Tancredo Neves em relação ao Fernando Henrique Cardoso:
    “o maior goela da política brasileira”.
    Será que o Aécio Neves não sabe da ogeriza e do despreso que seu avô nutria pelo FHC?
    Se não sabe, Aécio é um tonto; se sabe, é da mesma laia do FHC.

  14. Paulo Nolasco disse:

    O que falta para que se dê descarga no sanitário da história, e FHC possa seguir o seu caminho de excremento?
    Acho que já passou da hora de colocarmos uma pá de cal no túmulo desse indigente político.

  15. marcelo rabelo disse:

    quanta estupidez em um texto…perguntar quem já leu um livro de fhc?estaria mino a pensar que toda a população brasileira cursou sociologia?eu cursei sociologia e posso dizer que fhc é dos mais respeitados na área. já li 3 obras suas e considero sua escrita bem superior à de mino, aquele que se orgulha da amizade com lula e diz que mensalão não há, só golpismo de tucanos.

    • Odete disse:

      Hahahahahahahaha!!!!!Deve ser horrível ter que ler FHC e ainda dizer que é bom kkkkkk É o mesmo que comer jiló,ficar babando feito um condenado, mas, mesmo assim diz que é bom. Sai pra lá tucano. Todo mundo sabe que ninguém minimamente inteligente lê, ouve ou leva a sério o que diz este senhor.Morreu e esqueceu de deitar.

  16. Roberto Almeida Przybylski disse:

    Ler um livro do FHC é o mesmo que ver um filme do Arnaldo Jabor. Em cinco minutos se está em sono profundo.

  17. Antonio Deiró disse:

    O verdadeiro espírito sorrateiro de FHC é retratado nas conspirações urdidas por ele que levaram à derrocada de dois grandes malfeitores da política brasileira, ACM e Jader Barbalho, que antes lhes deram todo apoio, mas que estavam incomodando e queriam mandar mais que El Rey. Mexeu os pauzinhos discretamente, nos bastidores e os dois se engalfinharam numa luta suicida. Matou dois coelhos de uma cajadada só e ainda saiu de bom moço.

  18. ana disse:

    O ítalo-brasileiro deu uma lição de história contemporânea aos brasileiros. A inveja é uma droga mesmo. Nosso Salieri FHC vai para o limbo da historia politica como um dos maiores invejosos. Dá nojo do
    velhaco!

  19. antonio carlos alves amaral disse:

    Colaborando com o artigo acima, lembro uma definição de nosso governo nos idos de 68. Do professor Celso Lafer em aula na FGV da qual fui aluno:”nasserismo canadense”.
    Nasserismo visto ser nacionalista, militar e tecnocrático, e canadense por não ter pretensões à autonomia.
    Esta foi a contribuição teórica que o nosso ministro me ensinou.
    A teoria da dependência, que eu não estudei deve ser o “complexo de vira-lata” de Nelson Rodrigues, que o professor Celso demonstrou veementemente no aeroporto americano.

  20. Edmundo Adôrno disse:

    Meus caros,
    O Mestre Mino dá as cartas, mil perdões pelo arremedo de trocadilho mas, cabe e foi inevitável.
    Mino Carta se dispõe e consegue, eivado de história, sutilezas e ironias, disseca FHC e sua subserviência, quando presidente da república: um capacho, aqui, digo eu.
    Ademais, que texto primoroso, que ritmo!
    Abraços.

  21. Luciano Prado disse:

    O grande perigo está em que Fernando Henrique parece acreditar no que diz.

    Mas o que de fato preocupa é quando ele tenta nos convencer disso.

    Nessa tentativa ele qubrou quase todos os seus espelhos.

  22. Nizinha disse:

    Texto excepcional. Profundo e inteligente. Nos permite lavar a alma.

  23. Mauricio disse:

    O blog Seja Dita a Verdade(conheça-o AQUI)teve a boa idéia de recordar o tempo dos tucanos – FHC e seus amigos José Serra, Ricardo Sérgio, Eduardo Jorge, Sérgio (Serjão) Motta, irmãos Mendonça de Barros e tanta gente mais – através das capas de Veja, a mais tucana das revistas. A sessão nostalgia valeu o esforço:

    http://argemiroferreira.wordpress.com/2010/10/22/voce-quer-voltar-para-a-lama-tucana/

  24. GilsonSampaio disse:

    Rodrigo,
    Quando a vaidade submete o sujeito, o sujeito perde suas primeiras referências éticas e morais. É o caso de FHC.
    Fui e continuo a ser xingado até a última geração por uma constatação de que a cada título de doutor honoris causa, e foram muitos os recebidos por FHC, correspondia a um naco do Brasil. Não entrei no campo da venalidade quando fiz essa afirmação, essa questão é secundária. Qual o meio eficaz de manipular um vaidoso? Elogios, fartos elogios, e o indivíduo se entrega sem resistência.
    Foi caso de FHC, tendo como agravante a sua Teoria de Dependência, tornou-se inevitável a submissão ao capital internacional. A vaidade alimentou a vassalagem e tornou os negócios mais fáceis.
    Idelber Avelar, no Biscoito Fino e a Massa, reforça o meu argumento num artigo sobre o encontro dele com duas famílias no aeroporto de Miami, uma paulista e uma mineira. Vale gastar alguns minutos, além do mais, é divertido. http://www.idelberavelar.com/archives/2010/09/em_miami_olhei_nos_olhos_do_brasil_que_perdeu_parte_1.php

  25. adroaldo disse:

    a unica coisa que existe de concreto sobre fhc eh a cpi da Vale! o resto eh enchimento de linguiça e fumaça pra esconder o lesa patria. ma que livro de fhc o que!!!

  26. alexandre disse:

    Só uma correção. Creio que o fhc (em minúsculas mesmo) foi o menos responsável pelo sucesso do plano real (que lhe foi jogado no colo pelo Itamar). Responsável mesmo ele foi pelo quase fracasso do plano, entregue ao Lula em frangalhos e proto para destruí-lo. Este, como não é bobo, tratou de refazë-lo (o real) e partiu para o estrelato.

  27. Regina disse:

    Quem foi que disse que título compra a alforria? Grande engano…Quanto mais SOBERBO, mais quer ser parecido…É o Princípio da identificaçaõ…Se naõ posso ser Clinton vou ser o mais proxímo…E para ser proxímo fico dependente e incapaz.O outro é sempre melhor.Logo,o meu lugar(FHC) é de segundo escalão.Mas,surge um Nordestino,sem DIPLOMA…que trata todo mundo igual e o píor,gosta de ser diferente…E o HOMEM SE TORNA O CARA.Péssimo exemplo para os doutores que naõ sabem o que é voar.Os demotucanos estaõ sem asas e sem identificaçaõ…Grandes denúncias contra Dilma.A teoria do quanto píor melhor…Sem nenhuma preocupaçaõ com o País ou com o seu POVO…Assim é a IDEOLOGIA dos demotucanos.O espelho do que naõ é espelho.

  28. Roger Oliveira disse:

    Eu nunca li um livro de FHC…

    Ouvi dizer que faz você perder 100 mil neurônios em duas horas…

    Enfim, o que digo é que o Sr. “Aposentado é Vagabundo” Henrique Cardoso (que se aposentou com 37 ANOS DE IDADE diga-se de passagem) é um ser lamentável. Ele acredita firmemente que é um estadista mal-compreendido e injustiçado por ninguém dar crédito a ele pela criação do Plano Real (que por sinal é de Edmar Bacha) e pela atual situação econômica brasileira. Todos sabem que é uma mentira. Ele também sabe. Porém afirmou essa léria tantas vezes que ele mesmo acabou acreditando.

    FHC é um ridículo. Assim como seu discípulo Zé Bolinha.

  29. jose rubens disse:

    Já fiz este comentário. Creio que no Azenha. Afirmação do Dr. Tancredo sobre o Serra: “Nunca vi um rapazinho tão ambicioso”. Se quiserem podem confirmar com o Aécio ou o Dornelles. Alias, o posto definido pelo Dr. Tancreto ao Dornelles, Ministro da Fazenda, era o que o Serra pretendia.

  30. l pontes disse:

    Bravo! Bravo! Bravo! Mino sempre dá as cartas.
    O PRÍNCIPE DOS SOCIÓLOGOS QUER UMA CADEIRA NA ABL. O defunto político quer ser um imortal. Valha-me, Deus! Que ele não consiga tal intento e que sua tão almejada cadeira seja desinfetada – à moda Jãnio Quadros – por outro acadêmico vencedor. A ABL não pode escolher uma pessoa que negava a Língua Portuguesa como sendo a língua nacional. Ele preferia expressar-se em inglês quando fazia seus vazios pronunciamentos mundo afora. Lula, com seu jeito brasileiro de falar, trouxe mais dignidade à nossa língua e à nossa gente. Machado não merece a desonra de ter FHC como companheiro no Petit Trianon.

  31. Luiz Carlos disse:

    Frase do Ano:
    Por mais alto que voe um TUCANO, ele jamais alcançará uma ESTRELA.

  32. Luciano Mendonça disse:

    Serra vai para Paris e, com dor de cotovelo (tucano – ou melhor, carcará – tem cotovelo?), fala mal do Brasil.
    Dizem que Lula vai para África em missão, junto com o pessoal da EMBRAPA, ao cabo do mandato, mostrar o quê temos de bom e partilhar.
    Para refletir.

    • sonia disse:

      Oi Luciano, os jênios têm mesmo e que se matarem. Enquanto aprontam olhando apenas os proprios umbigos, Lula, considerado um verdadeiro estadista, sem nunca ter lambido botas da direitalha mostra como deve-se portar o verdadeiro lider: com humanismo, com solidariedade, com generosidade, com amor em relação ao seu proximo, em qualquer lugar do mundo. Este e o nosso presidente.

  33. Mauro Toshiuki disse:

    O que dizer de FHC, talvez apenas: Pedido feito, pedido aceito. Ele pediu que esquecêssemos o que falou e escreveu então eu acabei por me esquecer de quem ele é, foi ou será. Para mim quem tenta apagar seu passado não merece ser lembrado por nada, no fim das contas sera apenas um vácuo de oito anos na história da presidência do país e o PSDB perdeu a identidade depois do falecimento de Franco Montoro e Mário Covas que não eram santos mas eram sem dúvida alguma pessoas que mereciam muito respeito e o mesmo não se pode dizer de FHC e Serra.

  34. Hiro disse:

    Como diz Mino Carta: ninguém conhece alguém que já tenha lido algum livro de FHC. Curioso mesmo. Nem sequer citações dele… Uma vez li um artigo sobre telecomunicações dele…era muito vazio, estranho. Nem precisava dizer “esqueçam o que escrevi”… por que não há o que lembrar.

  35. Charles disse:

    Como dizemos aqui no Nordeste(Alagoinha-PE):esse Mino é “cacetêro”.Ô “cabra macho”.

  36. Luis Medina disse:

    Parabens

  37. Flavio Marcio disse:

    Vida longa pro FHC!
    Enquanto ele continuar sendo o flautista das serpentes, com seu pseudo-intelectualismo e pseudo-sabedoria, o governo Dilma e os movimentos sociais têm mais chances de avançar.

  38. Mário de Oliv eira Pinheiro disse:

    Ensaios de sociologia, Max Weber, 5a.edição, “revisão técnica” de FHC e Homem e Sociedade, seleção de textos de diversos autores,com”introdução” de FHC e Octavio Ianni são livros em que aparece o nome do príncipe de salão.É controversa a particição de FHC no plano Real: se “revisor”,”criador” ou,talvez “introdutor”.

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