Onde está a direita brasileira?
publicada terça-feira, 28/02/2012 às 10:38 e atualizada quarta-feira, 29/02/2012 às 17:30
Por Gilberto Maringoni, na Carta Maior
José Serra está reunindo condições para entrar pesado na disputa pela prefeitura de São Paulo. A recomposição do ex-governador com sua criatura, Gilberto Kassab, pode representar um golpe de mestre contra a candidatura de Fernando Haddad. A maioria dos dirigentes petistas alimentou a hipótese de se aliar com uma parcela da direita paulistana para vencer o tucanato a qualquer custo.
A pirueta do dirigente do PSD embaralha o jogo. O PT terá de encontrar rapidamente uma linha de campanha diferente da que vinha acalentando até as tratativas com o prefeito da capital.
O partido fez, ao longo dos últimos seis anos, uma cerrada oposição a gestão de Kassab. Denunciou privatizações, aumentos de tarifas, agressões contra camadas populares, descasos com a infraestrutura, superfaturamentos de obras e outras mazelas. Esperava utilizar a munição acumulada como mote na campanha. Agora que o potencial noivo fugiu do altar após um namoro público, a tática dificilmente colará no eleitorado.
Outra arma de campanha – a denúncia das privatizações tucanas – está com a pólvora molhada desde que o governo federal decidiu privatizar os aeroportos em leilões cuja coreografia lembra muito as vendas de estatais da Era FHC. É claro que os petistas seguirão com suas manhosas explicações de que “concessão não é privatização” para tentar evidenciar diferenças com o possível adversário.
Campanha despolitizada
Uma variante na linha de ataque, caso Serra seja mesmo candidato, é insistir na tecla de que ele abandonou a prefeitura na metade do mandato para se candidatar a governador. É uma ofensiva de risco. O atual governador gaúcho Tarso Genro (PT) fez o mesmo em 2002. Desincompatibilizou-se da prefeitura de Porto Alegre para tentar o governo do estado. Perdeu na época, por outros motivos, mas levou em 2010.
A saída para o PT seria apostar na marquetagem sobre quem seria o melhor administrador para a capital. Pode colar, dado o imenso prestígio da agremiação no plano nacional. Será um duelo de máquinas eleitorais: de um lado o governo federal e de outro o governo do estado e a prefeitura.
Tudo leva a crer que esta será uma campanha despolitizada. Os contrastes entre PT e PSDB, ao longo dos anos, têm se mostrado mais como nuances de um mesmo projeto do que o embate de duas diretrizes antagônicas. No âmbito federal, ambos investiram em duros ajustes fiscais, em juros elevados, em prioridade para o pagamento das dívidas financeiras e em privatizações. Os graus variaram e isso fez a diferença em momentos de crise. O PT elevou o salário mínimo e investiu em políticas sociais focadas. O PSDB cortou mais na área social, congelou salários do funcionalismo e foi mais radical na ortodoxia. Mas nenhum rumou na direção de penalizar os que sempre ganharam na brutal desigualdade social do país.
A reforma agrária, depois de avançar um pouco nos governos de FHC e de Lula, estancou desde o ano passado. Não se fala mais em reforma tributária progressiva que taxe as grandes fortunas. A regulamentação dos meios de comunicação saiu da agenda oficial. E, entre outras medidas, a CPI da privataria segue no congelador.
Esquerda e direita?
Será ainda possível fazer uma campanha da esquerda contra a direita? Se entendermos, grosso modo, esquerda como o setor que enfrenta os mercados e defende os de baixo e direita aqueles que se aferram na defesa do capital e demonstram pouca sensibilidade social, a mensagem ficou clara nas duas últimas campanhas presidenciais. A postulação do PT representava a esquerda e a do PSDB a direita.
Mas se olharmos para a vida como ela é, as leituras ficam complicadas. Onde ou com quem está a direita brasileira?
No Brasil, pelo peso que teve a ditadura militar, quase ninguém se proclama abertamente de direita. No PSDB, todos se consideram de centroesquerda. No PMDB, no PTB, no PP e em outras legendas, a situação deve ser semelhante. Se nos pautarmos pela autodeclaração, não existe direita no Brasil.
Alguns petistas, com razão, acusam a coligação PSDB-DEM-PPS-PV de representar a direita no jogo institucional. Afinal, foi esta coalizão a responsável pela implantação a ferro e fogo do modelo neoliberal entre nós.
Mas é preciso mirar a base institucional – base parlamentar mais a composição da administração – de cada governo para tentarmos ver as cores do espectro político.
Composições de governo
O primeiro governo FHC (1995-1999) era integrado por PSDB, PFL, PMDB e PTB. O PMDB em algumas votações no Congresso apresentou-se dividido, mas a maioria era inequivocamente governista. Em seu segundo mandato (1999-2003), o tucano foi apoiado por PSDB, PFL, PMDB, PTB, PPS e PPB (atual PP). Foram essas agremiações que patrocinaram a venda acelerada de patrimônio público ao longo dos anos 1990.
O primeiro governo Lula (2003-2007) era composto por PT, PC do B, PSB, PTB, PDT e PL. Na gestão seguinte (2007-2011), a base aliada era formada por PT, PC do B, PSB, PTB, PL, PMDB, PL (atual PR). O PV não integrou formalmente as administrações, apesar de Gilberto Gil, Ministro da Cultura, ser filiado ao partido.
Quem é esquerda e quem é direita nessa sopa de letras?
Podemos, mais uma vez grosso modo, classificar como esquerda (por suas histórias) o PT, o PCdoB, o PSB e o PDT. O PSOL representa no Congresso a diminuta oposição de esquerda. A régua é muito flexível, pois seria difícil dizer que a atuação de líderes como Antonio Palocci, Paulo Bernardo, Guido Mantega (todos do PT), Paulinho da Força (PDT) ou Fernando Bezerra (PSB) tenham hoje em dia alguma coisa a ver com esquerda.
A direita, por sua vez, seria encarnada por PSDB, DEM, PMDB, PTB, PPS, PV, PSD, o PP, o PR, o PTB, o PSC, o PRB, o PTdoB, o PMN, o PHS, o PRP, o PRTB, o PSL e o PTC. Embora a maioria deles apresente declarações genéricas como programas partidários, suas atuações são marcadamente liberais e pró-mercado.
Bases parlamentares
Apesar dos petistas alardearem que a direita está toda na oposição, a afirmação não resiste a nenhuma análise séria.
Se olharmos a base parlamentar do governo, vamos verificar que a direita majoritariamente abriga-se sob as asas da situação.
Vejamos por blocos e número de deputados entre os 513 da Câmara:
Esquerda no governo (PT-PSB-PDT-PCdoB) – 154
Direita no governo (PMDB-PSD-PP-PR-PTB-PSC-PRB-PTdoB-PMN-PHS-PRP-PRTB-PSL-PTC) – 257
Direita na oposição (PSDB-DEM-PPS-PV) – 99
Esquerda na oposição (PSOL) – 3
No Senado o quadro não é diverso. O quadro assim se divide, num universo de 81 senadores:
Esquerda no governo (PT-PDT-PSB-PCdoB) – 24
Direita no governo – (PMDB-PTB-PR-PP-PSD-PRB) – 39
Direita na oposição – (PSDB-DEM-PV) – 16
Esquerda na oposição (PSOL) – 1
Sem partido – 1
Além disso, existem bancadas transversais e informais de empresários, ruralistas, evangélicos, sindicalistas e outros que se articulam acima das fronteiras partidárias. O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) tem bons levantamentos sobre essas coalizões.
O que isso tudo quer dizer?
Muitas coisas.
Travas nas mudanças
A primeira é que o freio para a não implantação de reformas progressistas na sociedade brasileira não está na oposição, mas no governo. É a base aliada que trava o avanço da reforma agrária (ruralistas), do combate à homofobia (evangélicos), da reforma tributária (praticamente toda a base), da ampliação da comissão da verdade (figuras criadas na ditadura, como José Sarney, Paulo Maluf, Fernando Collor) e da CPI da privataria, entre outras iniciativas. Neste último caso, o governo compraria uma briga com seus apoiadores oriundas dos governos FHC.
A segunda é que os embates eleitorais não têm se dado entre projetos excludentes ou oponentes no espectro ideológico.
Divisão no conservadorismo
A direita brasileira se dividiu a partir de 2002. Uma facção resolveu ficar na oposição e dali se fortalecer para voltar ao Planalto. Está se dando mal, pois o essencial de suas diretrizes foi abraçado pelo governo. Seu discurso tornou-se disfuncional.
A partir do segundo mandato de Lula, o liberalismo ganhou o impulso de um desenvolvimentismo difuso, possibilitado pelo bom desempenho do balanço de pagamentos e pela ampliação do mercado interno. Ambos são resultados de ações governamentais. Com crescimento econômico, inclusão social e aumentos salariais, o modelo ganhou nova legitimidade e a gestão petista conheceu inéditos índices de aprovação.
Outra facção da direita – majoritária – resolveu se integrar ao governo e disputar seus rumos. Está tendo amplo sucesso, como se pode ver pelo aumento dos cortes fiscais, pela guinada da política externa em direção a um maior alinhamento com os EUA e pela volta das privatizações. Em outras palavras, a direita passou a utilizar uma das táticas caras à esquerda, o “entrismo”.
Aqui voltamos ao início. Serra – caso saia candidato – unificará o PSDB, contará com o apoio do PSD e buscará uma aliança com o PMDB, aliado de primeira hora do governo Dilma. O PCdoB deve arriscar uma candidatura apoiada pelo PDT. O PTB, o PV e o DEM lançarão candidatos, além do PSOL e do novíssimo PPL. A tática é marcar pontos para a disputa nacional.
Nesse quadro, como o PT vai se diferenciar claramente do PSDB? Competência X incompetência, éticos X antiéticos, moralistas X amorais, abortistas X carolas? O arsenal e a criatividade da marquetagem não tem limites e nem prima pelo bom gosto. Mas política de verdade pode ser artigo em falta…
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27 Comentários







PArece que o nosso analista só vê desvantagens para o PT, com ou sem aliança com kassab. Já o çerRA capitaliza vantagens de qualquer forma… Ora, o çerRA e o kassab tem a maior rejeição juntos de todos os tempos evão se lascar.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Da-lhe Serra! A classe média paulistana vai reagir ao Chavismo lullista! Aguardem 2014!! kkkkkkkkkkk
Mil vezes o chavismo Lulista ao CHAUVINISMO TUCANO. O elitismo descarado e o entreguismo torpe desse partidinho OFF-SHORE faz dele um câncer para o Brasil, e que já se encontra em estado avançado em São Paulo. HADDAD é a CURA!!
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Tenho parentes morando na Venezuela a mais de 20 anos, la nunca foi uma maravilha, mas pelo menos tinham democracia, uma parenta participou de uma greve da PDVSA, e foi sumariamente mandada embora, apos 10 anos de bons serviços prestados, hj esta no pais dos ianques e agradece ao Mr Xavez pelo peh nos fundilhos. A vida de um petista ou esqerdoide, não sei como vc se enquadra é complicada, vcs vieram do submundo das greves e tumultos (veja o o Mr Wagner, colhendo seus frutos…), e agora apoiam o Mr Xaves que não admite greves nem quem reze em outra cartilha…eh mt contraditória esta vida, são contra privatizar e privatizam os ministérios para os saqueadores de plantão e privatizam estradas(mt mal feito), privatizaram os pré-sal e agora escolheram as piores empresas para com o nosso sagrado dinheirinho administrarem 3 das jóias da coroa dos aeroportos, oh vidinha cumplicada…e agora vão falar bem ou mal do Kassab, aff por isto SOU SERRA! E FORA FMI! kkkkkkkkkkk
Oi Yacov.
Espero estar enganado, mas em função da perspectiva de não instalação da CPI da Privataria, estou achando que o PT e o psdb estão me parecendo partidos iguais, ambos têm MEDO da instalção dessa CPI.
Acho também que o cerra só se lançou cvandidato à prefeitura de S.Paulo por TER CERTEZA que a CPI não vai ser instalada.
Se isto acontecer (a não instalação da CPI), eu digo bye, bye PT.
Um frande abraço a voce.
Roberto
Concordo com vc. Hà alguns pontos de contacto entre PT e PSDB. A grande diferença é o viés social e soberano das políticas do PT frente ao entreguismo covarde e vira-latas do PSDB. Quanto a CPI DA PRIVATARIA TUCANA, se não for instalada são pelo menos dois votos que ò PT perderá, o seu e o meu. Abs.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Máááringoni, seu texto é digno dum surfista “maionézíaco”!
Digo e Repito!!!
Precisamos de um Hugo Chaves no Brasil, URGENTEMENTE!!!
Maringoni, como filiado do falido PSOL, só pensa naquilo: destilar seu ódio contra o PT. Não tem credibilidade!
Até há alguns dias eu pensava como você, mas sinto que venho mudando. Parece que toda a trajetória dos governos federais do PT vai acabar se resumindo ao Bolsa-Família o que é muito pouco, pouco demais p/ tanta esperança alimentada lá atrás. Não se mexeu em privilégio algum e o que o governo PT tem feito com jeito de esquerda, são atuações em áreas que em nada afetam os interesses dos grandes grupos empresariais e do PIG (Reforma Agrária? Nem pensar, tá loko?). Um dado: como é possível priorizar a dívida do estado, diante da calamidade no atendimento da saúde, da manutenção do estado precário das estradas desde FHC e da pobreza da Educação?
Não se trata de sair por aí pixando o PT, engrossando o discurso da direita, como fazem PSOL e PSTU, mas se trata de ficar um pouco mais crítico quanto ao PT.
Com a entrada de Cerra na eleição deste ano, devemos retomar o mote de 2010: #votoserrapq. Não esquecendo que, agora, temos mais razões, com a Privataria Tucana, para justificar o nosso voto, a exemplo de nossa estudantada de luta. Na minha opinião, esta ação foi um importante contraponto à sordidez da campanha demotucana da última eleição.
Eu sou a favor da cpi da privatização, ao final dela devemos acabar com os blogs que são frutos da privatização, voltemos para a época do par trançado e das bbss, kkkkkkkkkk Da-lhe Serra! Fora Fmi! Fora FHC! Vida longa à Sr Castroooo
Ufa. Finalmente li um texto honesto e bem escrito nesse site. Corretíssima a análise. Sem paixões, muito comuns nos comentários que se seguem. O cidadão que pede um Chavez para o Brasil deve ser um saudosista das ditaduras. Não importa qual. Ele quer mesmo é um ditador e nos dizer o que fazer. Vade retro, baby! Vai cortar cana em Cuba, cucaracha!
Esse daí com certeza é funcionário da FEBRABAN… ô, dó…
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Maringoni é ingênuo assim mesmo?
Essa será uma das campanhas eleitorais mais acirradas da História do Brasil. Isso não tem nada a ver com o fato de que o PT seja um partido centrista – como realmente é – mas sim com as forças de classe que estão num embate violento nesse momento de crise do capitalismo.
O PT e a esquerda canalizam as forças dos que estão embaixo. Mesmo que os líderes petistas não o queiram.
Serra e os que o cercam representam o capital financeiro.
O embate, repito, será extremamente acirrado.
… o carinha faz de tudo para nivelar o PT pelo piso … é muita desonestidade intelectual … para não dizer mau caratismo…
… seria muito bom para a cidade um governo Haddad; integrado ao governo Dilma, apoiado explícitamente por Lula, com a autoridade de sua história à frente do MEC, todos os elementos de análise apontam para um renascimento da cidade de São Paulo, dessa feita do ventre do humanismo, da responsabilidade social e econômica, da honestidade de propósitos etc …
… por outro lado, imaginar Serra prefeito daquela cidade dá engulhos, dá vergonha… um cara cuja residência foi comprada com dinheiro da filha, através de situações absurdas relatadas no livro do Amaury… um cara que não teve limite sequer para proteger a própria família de suas maracutaias …
Acho que a razão da vitória de Serra em São Paulo é que ele terá mais votos que o Haddad.
Ô Maringoni, você não tem vergonha não?
A Sonsinha pediu, e você assinou um texto feito por ela?
“Vai te catar”
O texto faz uma análise honesta e real da atual política brasileira; mas o PT, em que pese sua rendição ao neoliberalismo, é mais à esquerda do que o PSDB.
Os militantes petistas/Dilmistas tem ataques quando lêem algumas verdades. São patéticos. Só eles não percebem que sua cegueira os leva a NADA. Pobre gente. Quando a festa acabar vão sentir falta? Sei não.
PS: Tenho uma tela LCD de 15″ no note e não consigo entender essas benditas letras “manchadas”. Complicado.
Com todo respeito ao militante escriba acho que ele confunde esquerda com esquerdismo. O PT fez o governo de esquerda possível com Lula pois este assumiu o governo no auge do neoliberalismo. Não concordo que ele fez política social “focada” pois a busca da universalização do Bolsa Família para os miseráveis do Brasil foi exatamente a negação do foquismo social defendido pelos teóricos neoliberais e praticado por FHC na Presidência da República. José Serra tem muitíssimos flancos para ser atacado e sua candidatura teria menos votos que o “homem do Aerotrem” se não fosse o apoio que tem na velha mídia. A única coisa que me preocupa em relação a esta campanha para Prefeito em SP é o excessivo polimento no discurso de Fernando Haddad. A cidade de SP hoje é praticamente inabitável depois de tantos Prefeitos ruins (Jânio, Maluf, Pitta, Serra, Kassab) e suas políticas de Imobilidade urbana. A esquerda precisa bater firme na direita e na mídia que a sustenta para tirar esses “encostos” demo-tucanos do Executivo paulistano.
A direita onde está?? Que pergunta tchê??? Tai na cara se mostrando..PSDB é nova representação udenista brasileira
EM TEMPO:
Eu quero que a Direita Nacional se afogue na mesma banheira aonde eles preoconizam(vam) o afogamento do Estado.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Do blog “tijolaço do Brizola Neto,pelo jornalista Fernando Brito :
O programa de Serra cabe no Twitter
José Serra, finalmente, confirma sua candidatura a Prefeito.
Via twitter.
“Hoje comunicarei por escrito à direção do PSDB de São Paulo minha disposição de disputar a prefeitura de SP”
“Sempre fui favorável às prévias para a escolha do candidato a prefeito do PSDB. E delas pretendo agora participar“.
E chega.
Porque todos sabe quais são os planos, os projetos, as propostas, as razões, os motivos, o que representa a candidatura Serra.
Não são necessários nem os 140 caracteres do Twitter.
Que nada, muito menos.
Se resumem a nove letras, dez caracteres.
Cabem exatamente na expressão “José Serra”.
E quanto ao texto do sr. Maringoni é torcida anti petista,apesar de também comungar a decepção com o partido e a presidente.
Apesar da aproximação do PT com o kçab é necessário sim lidar com a verdade: foi uma péssima administração, totalmente retrógrada e ultraautoritária.
É a voz do Povo q levanta a crítica.
Se foi um erro essa aproximação? Claro. Mas pior é insistir no erro!
É necessário relembrar o Povo q kçab foi vice do çerra e é o seu poste.
E q çerra abandonou todos os cargos.
É necessário apontar e criticar sim a Privataria Tucana!
Reitero: insistir no erro é pior!
PT volte às ruas, volte ao Povo. Ouça-o. Seja fiel aos Trabalhadores!
Olha só o que disse Dom Serra: “”É aqui, neste ano, que se travará uma disputa importante para o futuro do município, do Estado e do país. Uma disputa entre duas visões distintas de Brasil”.
Ele sabe muito bem o que está em jogo. Maringoni parece não saber.
A direita brasileira está lá no blog da veja pedindo abertamente um golpe militar, estimulando a indisciplina dos militares da reserva, desacatando o ministro da Defesa.
Dou a dica para a Abin, que parece estar dormindo: o blog é público, e pertence ao sr. Bob Civita que, há meses, disse publicamente que vai derrubar a Presidenta Dilma Roussef, comandante-em-chefe das Forças Armadas.
Vamos esperar a quartelada? Estamos em Honduras?