Outras Palavras


  • Miro: Merval Pereira, o “imortal” da ABL

    A Academia Brasileira de Letras (ABL) se transformou de vez num circo midiático, sob os auspícios da famiglia Marinho. Na sexta-feira (23), o jornalista Merval Pereira, comentarista do jornal O Globo, da CBN e da GloboNews, tomou posse e assumiu a cadeira número 31, sucedendo o escritor Moacyr Scliar, falecido em fevereiro passado. Ele virou um “imortal”, na imoral decisão da ABL.

  • Fiori: O custo intangível do fracasso europeu

    Se fosse possível hierarquizar sonhos, a criação da União Européia estaria entre os mais importantes do século XX. Depois de um milênio de guerras contínuas, os estados europeus decidiram abrir mão de suas soberanias nacionais, para criar uma comunidade econômica e política, inclusiva, pacífica, harmoniosa, sem fronteiras, sem discriminações e sem hegemonias. Um verdadeiro milagre, para um continente que se transformou no centro do mundo, graças à sua capacidade de se expandir e dominar os outros povos, de forma quase sempre violenta, e muitas vezes predatória.

  • Bresser Pereira: o colonialismo cultural

    De que tipo de economistas o Brasil precisa? De economistas que pensem de acordo com os problemas e interesses nacionais ou conforme a agenda e os interesses dos ricos? Faço essa pergunta ao verificar que hoje o padrão de qualidade do ensino e da pesquisa aceito pela “comunidade acadêmica” é definido pelas revistas estrangeiras.

  • Execução só é crime para os “outros”?

    Por Brizola Neto: Nas últimas 24 horas, foram excutadas três pessoas, por sentença judicial. Uma delas nos EUA. Troy Davis, um homem negro de 42 anos, foi condenado à morte em 1991. As dúvidas fizeram um milhão de americanos pedirem a suspensão da excução. Inutilmente. Direitos humanos e valores da civilização, para que se exija seu respeito universal, devem ser, também, universais.

  • A gente se liga em você

    Tenho dito que existe um movimento interno no jornalismo da TV Globo para resgatar sua credibilidade. Primeiro, porque sem que as pessoas confiem no noticiário o negócio deixa de prosperar. Segundo, porque a derrota na campanha eleitoral de 2010 teve um gosto amargo para a emissora do Jardim Botânico. A “bolinha de papel” foi o ápice de um processo de radicalização interna (que começou em 2003), e que virou um dos casos mais escandalosos da história da televisão brasileira.

  • Nicarágua: o sandinismo no poder

    Do Brasil de Fato: Desde que trinfou a última das revoluções socialistas na América Latina, sucederam 11 anos de Revolução Popular Sandinista (1979-1990); 16 anos de governos neoliberais (1990-2006) e quase 5 anos do retorno dos sandinistas à presidência. De 2007 pra cá, a FSLN teve que governar uma Nicarágua completamente diferente: foram três governos neoliberais que não só desmantelaram as conquistas da revolução como produziram um incremento brutal da marginalidade, pobreza, miséria e desatenção aos serviços públicos.

  • A neblina é densa no horizonte de Serra

    Por Maria Inês Nassif: Desgastado internamente por decisões de campanha e pela segunda derrota para o PT na disputa presidencial, José Serra fracassou ao tentar retomar áreas de influência no PSDB nacional. O ex-governador não tem mais espaço nacional no PSDB. E o seu “Plano B”, o PSD do prefeito Gilberto Kassab, alçou voos próprios que não credenciam seu criador a ir além da capital paulista no apoio a Serra.

  • Quanta verdade o Brasil suporta?

    Por Vladimir Safatle: Nos próximos dias, o governo deve conseguir aprovar, no Congresso, seu projeto para a constituição de uma Comissão da Verdade. O que deveria ser motivo de comemoração para aqueles realmente preocupados com o legado da ditadura militar e com os crimes contra a humanidade cometidos neste período será, no entanto, razão para profundo sentimento de vergonha.

  • Obama e a luta de classes: taxação dos ricos

    Por Antonio Luiz Costa: A prolongada crise capitalista declarada em 2008 trouxe as teses de Karl Marx de volta ao debate em lugares inesperados – incluindo, por exemplo, as páginas do Wall Street Journal e da Bloomberg News. Mas raramente foram citadas de forma tão cínica quanto no discurso político do Partido Republicano e da Fox News ao falar de “luta de classes”.

  • “A Abril negociou com a ditadura para trocar a Realidade pela Veja”

    Do Portal Imprensa: Quando tinha 10 anos de idade, o garoto José Hamilton Ribeiro, nascido na pacata cidade paulista de Santa Rosa do Viterbo, sofria de uma enfermidade chamada “osteomielite”, inflamação nos ossos que o obrigava a contar com a ajuda de uma muleta para apoiar a perna esquerda. Mesmo com restrições, o menino não deixou de confirmar que sua vocação era a reportagem. “Caiu um avião perto da minha cidade. Imagina! Se hoje já é notícia, naquela época então nem se fala. A molecada saiu correndo para ver o acidente e eu não pensei duas vezes, mesmo com dificuldades fui ver o que tinha acontecido”.