Outras Palavras


  • Uma Comissão da Verdade para inglês ver

    Por Wálter Maierovitch: A Comissão da Verdade estava adormecida no Congresso. De repente, percebeu-se que ela poderia ser a tábua de salvação. Isto para driblar e retardar o cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a cuja jurisdição o Brasil está vinculado. Ora, muitos militares apostam todas as fichas na confirmação da tradição brasileira de constituir, para não resolver, uma comissão.

  • “Precisamos de um discurso alternativo”

    Em entrevista à Carta Maior, Vladimir Safatle rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e defende: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”.

  • Documentos sob sigilo: um país que vai pra frente

    Por Leonardo Sakamoto: Em nome de uma suposta estabilidade institucional, o passado não resolvido permanece nos assombrando. O impacto de não resolvermos o nosso passado se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica).

  • Banda Larga: governo cede às empresas?

    Por Jacson Segundo: Oficialmente o ministro Paulo Bernardo disse que a troca na presidência da Telebrás foi para melhorar as relações institucionais com a empresa. Um modo diplomático de dizer que não havia mais entendimento entre os dois. Toda vez que tem oportunidade, o ministro Paulo Bernardo reforça que o papel da Telebrás não é competir com as teles. Para Santanna, a rede pública devia privilegiar locais não atendidos, mas não se restringir a eles.

  • Militares dos EUA atuaram na América Latina

    Um documento preparado a pedido de congressistas de extrema direita dos EUA indica que o 7º Grupo de Operações Especiais conduziu operações militares em quase todos os países da América Latina em 2009. Além de terem participado de uma operação-chave na desastrosa guerra contra as drogas no México, esses soldados altamente treinados também participaram de cursos de treinamento no Brasil.

  • Atílio Boron fala sobre os dilemas de Ollanta

    Com a vitória de Ollanta, o clima de renovação política e social instalado na América Latina desde finais do século passado se verá consideravelmente fortalecido. Um Peru que presumidamente abandonaria, com o novo governo, sua postura de incondicional peão do império – lamentável situação a que chegou não nas mãos do conservador Alejandro Toledo, mas do ex-líder aprista Alan García – seria um sopro de ar fresco para os governos de esquerda e progressistas de Nossa América.

  • Natal ferve: #foraMicarla; povo nas ruas

    Por Daniel Valença: Aqui em Natal, estudantes, militantes políticos, partidários ou de movimentos sociais, cidadãos descontentes, ocuparam a Câmara Municipal da cidade desde a tarde do dia 07 de junho, recuperando a história de luta e deixando claro às elites locais que nosso povo não se constitui em uma massa amorfa, sem rosto e sem voz, como em algum momento lhes pareceu.

  • A escravidão moderna é uma maravilha

    Por Mouzar Benedito: Você está num bar ou restaurante, acompanhado de um amigo, de repente toca o celular dele. Ele atende, não é uma conversa qualquer, é trabalho. Isso está cada vez mais comum. A jornada de trabalho, para esse pessoal chegado numa “modernidade” (nisso incluem-se as relações de trabalho) não é mais de 40 horas por semana. É de 168 horas. O sujeito tem que ficar 24 horas por dia com o aparelho ligado.

  • Os bombeiros do RJ e a liberdade nossa de cada dia

    Por Dida Figueiredo: Ser livre é uma condição de existência que nenhum entre nós aceitaria abrir mão. A liberdade, em seus múltiplos significados, é um valor exaltado como singular e essencial, especialmente, em sociedades que se pretendem democráticas. Há vários meses os bombeiros fluminenses tentam negociar melhores condições de trabalho sem sucesso.

  • Strauss-Kahn: uma metáfora das práticas do FMI

    Por Leonardo Boff: O que o diretor-geral do FMI fez com Nafissatou Diallo é uma metáfora daquilo que estava fazendo com os países em dificuldades financeiras. Mereceria cadeia não só pela violência sexual contra a camareira mas muito mais pelo estupro econômico ao povo, que ele articulava a partir do FMI. Estamos desolados.