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Sadomasoquismo: Katia recusa “algema” de Serra

publicada quinta-feira, 03/06/2010 às 16:13 e atualizada segunda-feira, 07/06/2010 às 11:59

O atento Charles Carmo, editor do site “O Recôncavo” (que, mais do que um site, é uma agência de notícias, com sede em Cruz das Almas – BA) envia-me mais um bom texto.

De início, pensei que dizia respeito a algum clube de sadomasoquismo. Depois, tive certeza que, de fato, era.

Katia (a ruralista) não quer algemas.

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DEPOIS DE AÉCIO NEVES, É A VEZ DE KÁTIA ABREU RECUSAR A “ALGEMA” DE SERRA

- por Charles Carmo, em “O Recôncavo” – http://www.oreconcavo.com.br/

Esta semana os institutos de pesquisa apontam a ampliação da vantagem da candidata Dilma Rousseff na região Sudeste. No Rio de Janeiro, o Ibope aponta uma vantagem de 17 pontos de Dilma sobre Serra. Em Minas Gerais, a pesquisa do instituto Sensus mostra a candidata petista com 21,7% das intenções de voto, contra 18,8% do tucano José Serra.

O PSDB agoniza no purgatório da política nacional.

Na política, aonde há fumaça, há incêndio. Com ele, surge o pânico.

A recusa do ex-governador Aécio Neves em aceitar a candidatura de vice na aliança oposicionista elevou o candidato à vice do partido, quem quer que seja o escolhido, à incômoda posição de Plano B.

Se a recusa de Aécio sinaliza uma descrença tucana em suas chances de vitória, a opção da senadora Kátia Abreu em trocar a postulação da vaga de vice de José Serra pela presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) demonstra a desvalorização galopante do posto. A vaga de vice na coligação tucana virou moeda podre.

Segundo o Estadão, Kátia Abreu “preferiu preservar o capital político que construiu como uma liderança do agronegócio. Kátia tem dito a esses interlocutores que o lugar de vice de Serra, por mais honroso que seja, a deixaria algemada politicamente”.

Quando a Vice-Presidência da República passa a ser comparada com uma algema é porque a canoa faz água.

No caso, entretanto, trata-se de incêndio.

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