Vice de Serra quis punir quem dá esmola
publicada sexta-feira, 02/07/2010 às 09:00 e atualizada sexta-feira, 02/07/2010 às 14:56
por Brizola Neto, do “Tijolaço“
Imagine uma senhora caminhando pela rua e se deparando com uma outra mulher, muito pobre, pedindo esmolas. Comovida pela situação, que nenhum de nós
gostaria de ver alguém passar, a senhorinha abre a bolsa e oferece um trocado, sugerindo que o dinheiro seja usado para comprar um alimento para a criança. Mas eis que surge um guarda municipal, interpela a solidária senhora e avisa: a senhora está multada!
Pois foi exatamente isso que o vice “mauricinho” de José Serra propôs quando foi vereador no Rio de Janeiro. Em projeto de lei (nº 558), de 1997, obviamente rejeitado, Índio da Costa tentou proibir o ato de esmolar no município.
E como pretendia que o poder público proibisse o ato de esmolar? “Aquele que for apanhado esmolando, será recolhido a albergue ou centro de atendimento”. E “quem doar esmola pagará multa a ser definida pelo Poder Executivo”.
Se o mendigo ficasse lá, deitado na rua, sem pedir esmola, não seria atendido pelo poder público. Afinal, a lei previa que fosse recolhido para albergue aquele que fosse apanhado esmolando. E o cidadão compungido pela miséria humana ficava tolhido de tentar ajudar, mesmo que momentaneamente, aqueles que mais necessitam.
Na justificativa apresentada para seu edificante projeto, Índio da Costa afirmava que a mendicância vinha se acentuando a cada dia, com “famílias inteiras molestando os transeuntes com pedidos insistentes e até ameaçadores”.
O jovem vereador, externando desde cedo sua ideologia de direita, tachava a mendicância de “vício” e dizia que “tais indivíduos fazem desse ato sua profissão.”
A Índio não interessava as causas da pobreza e a desestruturação que provoca em famílias inteiras. Como uma Sandra Cavalcanti de calças curtas, devia, no fundo, sonhar com um tempo onde a indiferença dos governos permitiu acontecerem monstruosidades como aquelas do Rio da Guarda. Não se dá conta que essa enorme quantidade de pessoas em situação limite foi acumulada em décadas de estagnação econômica que, além de eliminar o emprego, tirou de muita gente a fé no trabalho como ferramenta de uma vida digna. Décadas num país que crescia a taxas ínfimas, comandado por uma coligação entre seu partido e os tucanos.
Seu projeto reacionário teve vida curta, assim como sua irresponsável candidatura a vice-presidente, que termina derrotada em quatro meses, se é que sobrevive até lá.
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9 Comentários




Uai, mas aqui em São Paulo o secretário do Serra/Kassab, Fernando Pesaro tinham um programa com esse motivo: não dê esmola. E a mídia achava um exemplo de cidadania
O Dia:
Feridas que não cicatrizam
Motorista de táxi que se envolveu em acidente com Indio da Costa em 2003 sofreu cinco fraturas, teve a carteira cassada e está impedido de trabalhar. Ele culpa deputado pelo acidente, mas defesa de político diz que ele foi vítima
POR CELSO OLIVEIRA
Rio – As dores intensas e o inchaço nas pernas não deixam o taxista Márcio Lopes de Carvalho, 33 anos, esquecer a noite de 29 de junho de 2003, em Jacarepaguá, quando se feriu gravemente na colisão entre o seu táxi e o carro de Indio da Costa (DEM-RJ), deputado federal indicado à vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB-SP). Sem poder trabalhar, Márcio acusa o parlamentar de causar o acidente ao andar na contramão e pede na Justiça indenização de R$ 80 mil de Indio, que alega inocência.
O Indio da Costa é, o vice ideal de Serra e da direitona brada e raivosa.
Devo informar, como cidadão da Amazônia, que este “índio” que o Serra arrumou para vice não pertence a nenhuma tribo de nossa região. Não podemos conceber um índio como aliado da UDR… Índio da Costa está mais para Capitão do Mato. Ele que vá caçar em outra freguesia. Índio que é índio é sempre pele vermelha.
Eu sou contra dá esmolas, acontece que no Brasil temos muitas situações em que necessitamos ajudar, as vezes num momento vemos uma pessoa com fome, não podemos virar as costas. COMO PUNIR O ATO DE SOLIDARIEDADE? FAZENDO DE CONTA QUE NÃO ESTAMOS VENDO OS MORADORES DE RUA?
Aquelas pessoas que levam sopa na madrugada para moradores de rua serão punidos. A lei não é explicita mas ….
O CRIADOR DESSE LEI É O VICE DE SERRA. EM ALGUM IMPEDIMENTO DO SERRA OU ATÉ NA MORTE (quem ta vivo está sujeito a morrer) UMA MENTE DESSAS SERÁ O NOSSO PRESIDENTE !!!
com a palavra a Igreja Católica e suas campanhas da fraternidade.
Esses desalmados não são contra a esmola, mas contra a mixaria. Mendicância, só se for milionária.
Todos sabem que a velha Arena de guerra,não tem e nunca terá capacidade de oferecer algo de positivo ao nosso país,no entanto com a nova roupagem “DEMO”,nos oferecem um “INDIO MERENDEIRO” no segundo cargo mais importante do nosso país,ou seja,o DEMO quer vigança…O “índio” não só apito!
Indio, assim como seus companheiros de rostos bonitos e cabeças vazias, fazia parte de um grupo denominado Juventude Cesar Maia, espécie de sociedade secreta fascista, criada pelo próprio César, que no primeiro mandato de prefeito do Rio se comparava a Pereira Passos, aquele mesmo que obrigou o povo a tomar vacina e promoveu uma reforma urbana através do porrete. No segundo mandato Maia se comparou a Carlos Lacerda, famoso político da Guanabara, responsável pelo genocídio de mendigos, pelo incêndio a favelas, pela morte de Getúlio e por apoio irrestrito ao Golpe de 64. Cesar, Indio e CIA , criaram uma éspécie de ponte aérea entre Rio de Janeiro e Madrid, mantendo íntimas relações com o principal partido de direita espanhol, cujo líder espiritual é o ditador Francisco Franco, mentor de uma das piores ditaduras da Europa e assassino de milhares de opositores. Não é a toa que durante a prefeitura de Cesar, todos os negócios bancários da prefeitura do Rio passaram para a administração do Santander, inclusive as contas bancárias dos servidores da prefeitura. Nessa mesma época, funcionários do primeiro e segundo escalão foram premiados com passagens para a Espanha, onde faziam cursos sobre os milagres econômicos promovidos pelo franquismo na economia espanhola.
Será que teremos o azar de sermos governados por esse tipo de gente? Temo pelo Brasil se isso acontecer.
Caros Rodrigo e camaradas do blog:
O Conversa Afiada pesquisou e descobriu que o vice do fuhrer da Móoca deseja o retorno da monarquia, um período excepcional de nossa História:
1 – Época de escravidão
2 – Época do voto censitário (só votava quem tinha grana)
3 – Analfabetismo e ignorância em massa
4 – Guerras contra nossos vizinhos
5 – Mistura de religião com Estado (o “império” era um “estado católico”, para horror de republicanos laicos)
Deve haver um movimento orquestrado pela Opus Dei (Ives Gandra é se umaior sofista), Instituto Millenium e outros troços sinistros e reacionários porque não é possível que este candidato a vice consiga escrever e dizer mais asneiras do que seu mestre, candidato a presidente.