Palavra Minha
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O futebol de várzea no SPressoSP
Meu filho corre do escorregador pra gangorra. E eu, mentalmente, tento delimitar o terreno: era mais ou menos naquele ponto, onde agora está o parquinho das crianças, que ficava a grande área no velho campo do “Marítimo” (ironia fina esse nome, para um time de futebol instalado na várzea do rio Pinheiros; melhor seria que se chamasse “Fluvial”).
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O povo na rua – mas não aqui no Brasil…
Tive o prazer de entrevistar esta semana, na Record News, Plinio de Arruda Sampaio e o jornalista e cientista político Igor Fuser. O assunto: a crise do capitalismo e as insurreições de rua que chegaram ao Chile e à Inglaterra. Igor lembrou um dado irônico: Inglaterra, com Thatcher, e Chile, com Pinochet, foram os pioneiros do neoliberalismo no fim dos anos 70 e início dos 80. Comandaram a onda de privatizações, desregulamentação e ataques aos sindicatos que depois se espalhou pelo mundo.
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A Globo vai partir pra cima de Amorim
Acabo de receber a informação, de uma fonte que trabalha na TV Globo: a ordem da direção da emissora é partir para cima de Celso Amorim, novo ministro da Defesa. Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as “reportagens” devem comprovar as teses que partem da direção.
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Dilma ganha com a saída de Jobim, o fanfarrão
Dilma ganha muito ao se livrar de Palocci e Jobim. Os dois eram parte da face mais “atucanada” desse governo – que começou titubeante em muitas áreas. Livre dos atucanados, firme na defesa da indústria (e dos empregos), e caindo na real sobre quem são os verdadeiros aliados: essa é a Dilma de agosto.
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Palocci: é a política, estúpido! E agora, Dilma?
A queda de Palocci gerou debates acalorados na internet. Recapitulemos. O principal ministro do governo, acuado por denúncias de ter enriquecido 20 vezes enquanto exercia o mandato de deputado federal pelo PT, manteve-se calado por 20 dias. Quando resolveu falar, escolheu: entrevista exclusiva para a Globo. O meio é a mensagem. Muita gente discutiu os argumentos do ministro naquela entrevista, as explicações, o tom “sóbrio”. O recado principal ali era outro: Palocci indicou que tinha (e tem) aliados poderosos no “establishment”.
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Ollanta Humalla e um recado para o Brasil
Em Portugal, o Partido Socialista sofreu uma derrota histórica nesse fim-de-semana. Segue a trilha do PSOE espanhol – derrotado pelos conservadores nas eleições locais, prenúncio do que deve ocorrer nas eleições nacionais. Quase ao mesmo tempo, a América do Sul dá mais um passo para a esquerda – ainda que moderada. No Peru, Ollanta Humala venceu a filha de Fujimori, numa eleição duríssima!
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Dilma Rousseff, Palocci e os omeletes
Dilma faz a opção de agradar conservadores e religiosos de sua ampla base de apoio. Talvez as pesquisas ainda mostrem a popularidade da presidenta alta. Mas a base tradicional, mais à esquerda, essa se desmancha. Quando vier crise brava, Palocci e omeletes na Ana Maria Braga não vão segurar a onda.
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Palocci e as escolhas de Dilma Roussef
por Rodrigo Vianna: “Dilma montou o ministério e começou a governar com o figurino idêntico ao usado no primeiro turno da eleição: sem política, longe dos movimentos sociais, procurando agradar o “mercado” e a “velha mídia”. Foi uma escolha. Palocci tem a ver com isso. Ele coordenou a campanha. E quer um governo moderadíssimo, que não assuste a turma a quem dá consultoria”.
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LA, Higienópolis e a civilização imperfeita!
Enquanto transitava feito alma penada pelas “freeways” de Los Angeles – essas avenidas assépticas, artérias de uma cidade estranha e dominada pelo automóvel -, recebi com alegria a notícia de que em São Paulo prepara-se um histórico churrasquinho em frente ao shopping Higienópolis. Ótimo! O brasileiro indigna-se. Não aceitamos mais a boçalidade elitista.
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FHC quer o subtucanismo sem povo!
Em algum momento, lá pelo fim do segundo mandato de Lula, quando o presidente operário bateu em níveis inacreditáveis de popularidade, FHC foi tomado pelo pânico. Escreveu, então, um artigo (acho que no “Estadão”) qualificando o lulismo de “subperonismo”. Quem conhece a Argentina e o Brasil sabe que no país vizinho Perón é uma presença ainda hoje dominante na política. Curioso: os argentinos desmontaram o Estado criado por Perón, mas o peronismo persiste como referência quase mítica no discurso político.




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