Michael e a moça de Paris: dor da gente não sai no jornal

publicada sexta, 26/06/2009 às 19:40 e atualizado sábado, 27/06/2009 às 20:51 | Comentários 27 Comentários

O mundo só fala em Michael Jackson, sei disso. Eu mesmo tive que correr hoje pra entrevistar Kid Vinil (lembram dele?), atrás de informações para uma matéria sobre o ídolo morto (confesso que nem me emocionei muito com a morte. Nos últimos tempos, tinha mais pena do que admiração por ele. . . Mas isso não vem ao caso).

Agora há pouco, checava na internet datas de lançamento dos discos de Michael Jackson, quando encontrei uma nota que me tocou de verdade: a história da moça que se jogou da Torre Eiffel.

Ontem, seguindo  o que fora publicado pelas agências e portais de notícia, eu dissera aqui que a moça era brasileira. Vários leitores me escrevem para corrigir: o consulado brasileiro informou que ela não era brasileira. De toda forma, trata-se de uma morte triste e intrigante. 

Fiquei a pensar: ela morava em Paris? Sentia-se sozinha na Europa? Ou teve uma crise depressiva durante as férias? Planejou a morte, ou tudo se deu num impulso, enquanto observava a linda paisagem parisiense?  Foram dores de amor que levaram a moça ao gesto extremo? Parece que no último instante o irmão correu até ela e tentou evitar o salto no vazio. Foi inútil.

Triste demais. O pior, no entanto, nem foi o suicídio, mas a informação que aparece no segundo parágrafo do texto publicado pelo "Terra": o corpo caiu no teto de plástico de um restaurante. E sabem qual foi a reação de alguns clientes que almoçavam ali? Simplesmente seguiram comendo, contou o garçon que deu entrevista.

O caso me fez lembrar de duas músicas.

Uma, do João Bosco, cantada por Elis Regina, traz  aquela antológica letra de Aldir Blanc, falando de um corpo "estendido no chão", enquanto todos no botequim tocam a vida pra frente: "veio camelô vender anel, cordão, perfume barato; biana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato...". A letra completa está aqui: 

A outra música é uma que meu pai vivia a cantar nos anos 70: "Noticia de Jornal", de Haroldo Barbosa e Luis Reis.O Chico Buarque gravou. Confiram a letra e vejam se não há alguma semelhança com a história da moça que saltou da torre em Paris:

"Tentou contra a existência
Num humilde barracão.
Joana de tal, por causa de um tal João.

Depois de medicada,
Retirou-se pro seu lar.
Aí a notícia carece de exatidão,
O lar não mais existe
Ninguém volta ao que acabou
Joana é mais uma mulata triste que errou.

Errou na dose
Errou no amor
Joana errou de joão
Ninguém notou
Ninguém morou na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal
."
 

Nas próximas semanas, muito vai se falar sobre as dores (da alma) de Michael Jackson, as dores que faziam a vida ser quase insuportável pra ele.

E as dores da moça de Paris? E as dores de todos nós?

Essas não saem no jornal.

(nota do "Terra" sobre a moça que se matou em Paris - quando publicada, ainda se acreditava que ela fosse brasileira; depois, a informação foi desmentida pelo consulado brasileiro)

"Uma brasileira de 18 anos morreu após cair da torre Eiffel, em Paris, sobre o teto de um restaurante, em uma queda de mais de 50 m nesta sexta-feira. A jovem teria burlado a segurança do local e pulado, mesmo com os gritos do irmão. As informações são do site do jornal Daily Mail.

De acordo com o site, a brasileira caiu no teto de plástico do restaurante e assustou os funcionários e clientes. Contudo, segundo um garçom, parte dos clientes, apesar da queda da mulher, continuou comendo.

Ainda segundo o Daily Mail, a polícia disse que o irmão de 25 anos da jovem tentou impedi-la, mas não alcançou a mulher a tempo. A brasileira não pode ter o nome divulgado enquanto a família não for comunicada da morte pelas autoridades francesas."

Comentários 27 Comentários | Comentar!

 

Fernanda comentou em 13/08/2009 às 19:19

Gostei da sua reflexão no texto. É isso que chamo de olhar crítico e humanitário do jornalista. Enquanto muitos profissionais se desdobravam para noticiar algo sobre MJ, já que ele era o astro do Pop, e ganhar destaque entre os leitores...você se permitiu indagar sobre o que teria passado pela cabeça da jovem, minutos antes do suicídio. Parabénss!!!

Margareth Santos comentou em 24/07/2009 às 21:27

Entender a mente humana é algo enigmático. Por mais, que estudemos o homem e principalmente sua psiquê, há grandes mistérios a serem desvendados. Compreender a atitude e quais os caminhos que objetivaram esta jovem a cometer tal acidente, não conseguiremos revelá-lo.( Se foi por amor, já fiz e vivi várias loucuras, e ainda estou aqui, viva). Agora, a atitude dos presentes no local do incidente, esta sim, não podemos lançar mão, vivemos numa época em que o outro, o desconhecido, torna-se dispensável e descartável, não preocupamos com os sentimentos e com a importância da vida. Com relação, ao ídolo do Pop Rock, a mídia já manifestou todos os comentários a respeito.

priscila maria presotto comentou em 04/07/2009 às 10:57

O ser humano é complexo,repleto de frustações e dores da alma. Jacko era um revolucionário e a música pop se transformou e nunca será como antes. É claro,Rodrigo, que uma notícia da morte de uma celebridade dá mais retorno e "a mídia "se esbalda. Mas ,me sensibilizo pelas pessoas que como Jacko ,não tiveram ajuda real e só foram exploradas. Me causa muita tristeza ,que após um suicídio as pessoas ainda tiveram estômago para se alimentar.

José Raimundo Mamu Oliveira Reis comentou em 03/07/2009 às 19:03

Sou mais novo que MJ apenas tres meses. No início da carreira do astro americano eu curtia muito as suas canções, mas desde que ele adotou outro estilo musical deixei-o de lado e passei a dar mais ouvidos as músicas dos Beatles, Bob Dylan e outros. Com a morte inesperada do ídolo, a mídia enche o saco quando a todo momento é só no que fala. E sobre as "aprontações! do puritano peessidebista senador Arthuir Virgílio não aparece uma linha sequer!? Qual o motivo da blindagem, hem ?

laura comentou em 01/07/2009 às 21:47

Não pude deixar de me lembrar. Salvei uma mulher do suicídio no viaduto do chá em são paulo. Algo que este irmão não conseguiu. Posso imaginar, é um pequeno triz que permite salvar alguém assim. Passava eu no viaduto do chá a pé quando noto uma mulher de uns quarenta e tantos, bem vestida, aloirada, colocando os pés para fora no beiral do viaduto. Ninguém reparou. Todos os passantesw concentrados em sí mesmos, ninguém viu a mulher que queria cair. cair para deixar a vida que a matava. Só eu e um cara que vinha no sentido contrário percebeu que o gesto era da mulher era para valer. ELA IA PULAR . Nós dois a agarramos e a puxamos . Ela permitiu-se, ou deu tempo, sei lá. Ela murmurava, eu sou a culpada, eu sou a culpada! Nós fomos puxando-a para longe do parapeito do viaduto, falando com ela, eu fitando os olhos dela e falando que vida valia a pena de vivida.Que isso passava, que eu já tinha passado, enfim... e sempre olhando nos olhos dela, segurando-a juntamente com o cara. NINGUÉM dava bola. Só eu e o cara. Oferecemos ir com ela até um café, mas ela resolveu tomar um taxi. Não sei o que fez da vida depois. Mas alí, a salvamos. Eu tremia. Nunca esquecí. Essa estória de Paris me fez lembrar desta estória e do mínimo que faz com que a vida continue ou não. Do que se decide num momento de tristeza ou dor. Como o da moça de Paris. Morrer em Paris na Torre Eiffel não é para qualquer um.Porque aquele lugar é belo. Quanta tristeza ...desespero? talvez seja duro matar-se e numa situação assim, a de atirar-se, seja sem volta depois do parapeito.

Flavio Lima comentou em 01/07/2009 às 20:02

Bom, vamos la: fui fã dos Jackson Five na infância (sou cinco anos mais novo que MJ), assitia os desenhos dos JF, a nas aulas de inglês traduzíamos musicas deles. Românticas, lindas, negras, dançávamos nas "brincadeiras " dançantes dos anos 70. Na fase "adulta" do MJ era estudante de medicina, e apesar de até gostar das musicas, não era mais tão fã. Até que assisti ao lançamento do clip "Black or White". Chorei na frente da TV. É com certeza o maior libelo anti-racista da cultura pop contemporânea. A Humanidade com todas suas cores, bocas, cabelos, danças. It don't matters if you are black or white!! I wlii not spend my life been a color!! Genial! Maravilhoso! Vou ao youtube e me arrepio sempre (vou de novo após essa mensagem). Pedofilia? Um dos meninos, ja crescido, confessou a ordem dos pais. Pais que "emprestam" seus filhos pra dormir com um astro? Sei não... E tenho uma teoria esdrúxula que explica MJ. No século 19 haviam os chamados "castrati", meninos de voz bonita que eram castrados para que não engrossassem a voz, e tornavam-se cantores líricos famosos e disputados. MJ não desenvolveu musculatura, não tinha pomo de adão, mal tinha barba, e sua voz não engrossou. Vomitava, dizia, ao falar do pai. Será que o Joseph não castro o menino, vendo os outros engrossarem a voz só prestarem pra backing vocal? Castração química? É palpite monstruoso, reconheço mas explica a loucura do cara, os filhos brancos, as acusações, etc. Só pra acabar: na época do lançamento do "Black or White" li, se não me engano do Arnaldo Antunes, a afirmação de que o branqueamento do MJ dava aos negros a opção de permanecerem negros pelo orgulho, libertando a raça humana (a única raça humana que existe) dos determinismos de cor e etnia. Uma visão que me fez pensar. E a musica de MJ é musica negra, e os negors (e tambem os brancos) amam MJ. Os racistas, esses odeiam MJ. Ainda vamos reavaliar o papel desse menino para a cultura pop humana. Fique em paz Michael Jackson. It don't matter if you are black or white! E o Jose Carlos Lima tambem pensou nos castrati!!!

Marcia comentou em 01/07/2009 às 12:31

Eu ouvi dizer que não se pode noticiar suicídios, é verdade que incentiva quem esta pensando nisso? Dizem tambem que o suicida quer chamar a atençao pra si. O que tem de verdade nisso?

jose carlos lima comentou em 30/06/2009 às 06:52

Fui ver as notícias sobre o MJ nos jornais e fiquei decepcionado ao ver que eu já havia lido tudo com bastante antecedencia. Achei os jornais de papel uma coisa tão sem sentido. "(...)blogs como o seu estão se espalhando aos montes, conforme post recente seu abordando o assunto, e esse movimento é irreversível, as pessoas querem democracia, liberdade de expressão, valores que nos foram negados desde 1500. A Internet, cedo ou tarde, tomará o lugar dos grandes veículos de comunicação (..)" (Dario). Ao dar uma olhada em jornais expostos numa banca vi que todas as notícias estavam defasadas por um simples motivo. Eu já havia lido tudo na internet e, o melhor, com comentários isentos, o que não ocorre no imprensalão. Fiquei com a impressão de que eles tinham ido ao google para copiar os textos, adaptar ao seu modo e colocar no jornal. Jornal de papelão prá que? Prá derrubar as árvores? O futuro são blogs como o seu, daí as ameaças. O Congresso Nacional quer censurar a web nas eleiçoes http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2009/06/29/04023366C0B15346.jhtm?com-medo-politicos-querem-restringir-internet-em-eleicoes-04023366C0B15346

Albany Sampaio Junior comentou em 29/06/2009 às 13:57

Rodrigo, primeiramente parabéns pelo blog. Muito inteligente. Quanto ao assunto do comentário, felizmente, que quer e precisa saber do que acontece verdadeiramente, busca a internet. Os canais de tvs, mesmo por assinatura, querem mesmo é lucrar, mesmo que seja sobre o túmulo de alguém.

jose carlos lima comentou em 29/06/2009 às 08:09

[jose carlos lima] [http://josecarloslima.blogspot.com] [goiania] [tecnico] MJ chegou aos 50 anos com a voz que tinha aos 13. Ouvindo "Ben" lembro-me de um "castrato", homens que eram castrados antes da mudança de voz que ocorre na puberdade, como forma de eternizar a voz fina. Muito comovente a história deste rapaz, tenho a impressão de que, envolto em fantasias e traumas, ele não chegou a ser uma pessoa real. Nesta noite assisti no Domingo Espetacular/Record, do PHA, uma longa entrevista onde o repórter conseguiu extrair um traço fiel da personalidade de MJ, uma mistura de poesia e patologiaa. Sim há outras histórias tristes no mundo, de pessoas anônimas inclusive. No entanto esta história, esta tragédia chamada MJ é incrível. Onde podemos inseri-lo para compreende-lo melhor, em qual discurso, em que ismo? Consumismo? Imperialismo? Hedonismo? Sexismo? Homossexualismo? Infantilismo? Racismo? Na verdade MJ nos fala de tudo um pouco. Morreu e deixou-nos digladiando na tentativa de saber quem ou o que foi MJ. Boa pergunta esta do Eduardo Guimarães em seu blog: ele foi "bad?" www.josecarloslima.blogspot.com

Fabio comentou em 28/06/2009 às 22:31

Vocês criticam os clientes do restaurante. Mas no lugar deles o que fariam? Temos que lembrar que a menina provavelmente já estava sendo socorrida. Do modo como foi descrito, parece que uma hora depois quando os frios clientes saíram, a menina ainda estava agonizando. O mesmo acontece com acidentes de transito. Se a ambulancia já está no local, não há o que fazer. É triste, mas a vida segue e não há o que fazer.

Andra Arrais comentou em 28/06/2009 às 16:09

Só uma dúvida sobre o caso da moça... Alguém sabe dizer por o site disse que ela era brasileira ?

Luiz Henrique Gomes Moraes comentou em 28/06/2009 às 00:44

Pessoal, isso me fez lembrar quando a cinco anos atrás houve um assassinato de um homem ao lado dos quiosques na orla do Rio em Campos, cidade onde moro. Nesta época eu servia o Exército como Recruta. O que me chocou mais foi ver e refletir sobre a atitude de algumas pessoas pois elas continuavam a ouvir seu Pagode, Forró, Hip-Hop, Arrocha, beberem suas Cervejas, Cachaças, Fumarem seus Cigarros e Cheirarem sua Cocaína. Parecia que nada estava lá chocando-os, estavam Normais. Pensei comigo mesmo: Estes lugares e tantos outros não são locais decentes para minha PESSOA, não quero ser como elas, não ter Compaixão, Sensibilidade Humana. "Como pode ser tragédia a Morte de um artista e a Morte de Milhões apenas uma Estatística..." Letra de Só Deus Pode Me Julgar, MV BILL !!!!!!!

Luiz Henrique Gomes Moraes comentou em 28/06/2009 às 00:44

Pessoal, isso me fez lembrar quando a cinco anos atrás houve um assassinato de um homem ao lado dos quiosques na orla do Rio em Campos, cidade onde moro. Nesta época eu servia o Exército como Recruta. O que me chocou mais foi ver e refletir sobre a atitude de algumas pessoas pois elas continuavam a ouvir seu Pagode, Forró, Hip-Hop, Arrocha, beberem suas Cervejas, Cachaças, Fumarem seus Cigarros e Cheirarem sua Cocaína. Parecia que nada estava lá chocando-os, estavam Normais. Pensei comigo mesmo: Estes lugares e tantos outros não são locais decentes para minha PESSOA, não quero ser como elas, não ter Compaixão, Sensibilidade Humana. "Como pode ser tragédia a Morte de um artista e a Morte de Milhões apenas uma Estatística..." Letra de Só Deus Pode Me Julgar, MV BILL !!!!!!!

Rodrigo Vianna comentou em 27/06/2009 às 19:26

Varios leitores me inoformam que a moça morta em Paris não é brasileira - ao contrario das primeiras informações divulgadas. Meu primeiro texto falava em "brasileira que se jogou da Torre Eiffel". Acabo de fazer a correção. Não se trata de brasileira, o que não invalida o restante de meu texto. A quem escreveu para corrigir, agradeço imensamente. Rodrigo.

GCLira comentou em 27/06/2009 às 19:01

Fidel Castro disse - assim no Livro " A história me absolverá" : "Ser humano se comove com a morte ou sequestro de uma grande personalidade, mas permanece criminosamente indiferente a milhares e milhares de crianças que morrem todo dia no estertores do sofrimento". Morte de personalidades e o culto a estas é um atraso sem fim em minha opinião. Abraços,

daniel araújo valença comentou em 27/06/2009 às 17:52

Porra, um saco isso. Só prá dar um exemplo, quando Dorothy foi assassinada, durou um dia as matérias. "Herói", "ídolo", que sociedade é esta?

Diego Azevedo Sodré comentou em 27/06/2009 às 16:59

Eu nunca vou entender a vida. Uma pena mesmo, tanto a morte do MJ, quanto da jovem. Por quê tanta indiferença?

Jason comentou em 27/06/2009 às 14:09

O consulado brasileiro em Paris disse à BBC Brasil que a jovem que morreu após se jogar da Torre Eiffel na quinta-feira não é brasileira, desmentindo informações publicadas pela imprensa britânica. O jornal britânico Daily Mail publicou, nesta sexta-feira, que a jovem teria 18 anos e seria brasileira - informação negada pelo Consulado. %u201CA jovem, de 17 anos, é da Costa do Marfim e se chama Sara%u201D, informou à BBC Brasil o responsável pelo plantão consular, que prefere não ser citado. Segundo ele, %u201Cnão há dúvidas em relação ao fato de que a jovem que se suicidou não é brasileira%u201D. (fonte: BBC)

Victor Zacharias comentou em 27/06/2009 às 12:29

A questão todos sabemos é a audiência e não a dor. Michael já estava morto, agora tal como Elvis ganhou vida eterna. Vida de desconhecido não vale muita coisa para a imprensa e nem para quem estava no local. %u201CA jovem, de 17 anos, é da Costa do Marfim e se chama Sara%u201D

Aline Gusmão comentou em 27/06/2009 às 10:41

Quem se mata não quer se livrar da vida...quer se livrar da dor... Essa dor, essa falta de existência é por não sermos aceitos... por nossa alma não ser aceita pelo mundo...como disse Chico Buarque: "Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma".

Blog de Um Brasileiro comentou em 27/06/2009 às 09:57

Prezado Rodrigo, um texto adorável que induz os pensantes ou pseudopensantes a refletir. Um Grande Abraço Blog de Um Brasileiro www.pensamentobrasilmelhor.blogspot.com

Mircon comentou em 27/06/2009 às 00:24

Virou notícia somente pela informação falsa de ela ser brasileira. Pois os responsáveis pela segurança da Torre falaram que a média é de 4 suicídios por ano, de pessoas que se jogam do alto dela! Que após diversas medidas de segurança, conseguiram baixar os suicídios drasticamente. Há alguns anos, eram dezenas de suicídios todos os anos, e isso nunca nos passou pela cabeça! Agora sabemos que se atirar da Torre Eiffel é mais comum do que enforcamento na cidade que eu moro! Provavelmente quem não parou de almoçar, seja alguém que more ou trabalhe nas redondezas, ou na própria torre, por ser algo "comum" lá!

alberto f. barbosa comentou em 26/06/2009 às 21:53

Rodrigo, o consulado brasileiro em Paris, não confirma que se tratava de uma brasileira. Parece que a garota não tinha a nossa nacionalidade. Uma pena, pois seu texto está muito bom...

João Carlos comentou em 26/06/2009 às 21:50

Meu caro Rodrigo acabeu de ler o seguinte: Consulado nega que suicida da torre Eiffel fosse brasileira DANIELA FERNANDES da BBC Brasil, em Paris O consulado brasileiro em Paris disse à BBC Brasil que a jovem que morreu após se jogar da torre Eiffel nesta quinta-feira não é brasileira, desmentindo informações publicadas pela imprensa britânica. O jornal britânico "Daily Mail" publicou, nesta sexta-feira, que a jovem teria 18 anos e seria brasileira --informação negada pelo Consulado. "A jovem, de 17 anos, é da Costa do Marfim e se chama Sara", informou à BBC Brasil o responsável pelo plantão consular, que prefere não ser citado. Segundo ele, "não há dúvidas em relação ao fato de que a jovem que se suicidou não é brasileira". O diplomata afirmou ter recebido do responsável no Consulado pela assistência aos brasileiros no exterior, a confirmação sobre a nacionalidade da jovem. Suicídio Segundo o "Daily Mail", ela teria escapado da segurança da torre Eiffel e saltado de uma altura de 50 metros. Ela teria caído sobre o teto de um restaurante situado próximo à torre. A publicação afirma ainda que os irmãos da garota tentaram impedir que a irmã se jogasse da torre. Ainda segundo o jornal britânico, um garçom afirmou que o barulho do impacto do corpo "foi como uma bomba que fez o teto desabar". Veja, considero você uma fonte extremamente confiável. E indicar a matéria acima nada tem a ver com isso. Trata-se apenas de um outro lado. Forte abraço do admirador de sempre.

Stella comentou em 26/06/2009 às 21:06

Puxa Rodrigo! Realmente é muito triste alguém tão jovem cometer suicídio, mas como a você o que mais me chamou a atenção na notícia foi a parte do restaurante e a frieza e total ausência de sensibilidade de alguns que continuaram comendo. Quando eu imagino que nada mais conseguirá a minha indignação surpreendo-me com uma notícia dessas. Espero realmente não perder a minha capacidade de indignar-me com absurdos como esse. Quanto ao Michael, fiquei triste; acho que os nossos ídolos são tão expostos que a gente sente como se fosse de nosso convívio muito embora o contato fosse totalmente unilateral; é humana a sensação de perda acredito eu. Independentemente da fama ou do anonimato dos protagonistas, as duas histórias me tocaram, e o seu post também! Abraços

Giovanni comentou em 26/06/2009 às 20:42

Agora, parece que a moça não era brasileira. Mas isso não importa. O que importa é que alguém desesperou-se o suficiente a ponto de cometer essa loucura, essa ilusão que é o suicídio. E, realmente, dor de gente comum não vira manchete de jornal. Quando muito, vira piada de mau gosto.

Escrevinhador por Rodrigo Vianna