O povo na rua – mas não aqui no Brasil…

publicada terça-feira, 16/08/2011 às 16:35 e atualizada quarta-feira, 17/08/2011 às 17:16

Povo nas ruas: não no Brasil...

por Rodrigo Vianna

Tive o prazer de entrevistar esta semana, na Record News, Plinio de Arruda Sampaio e o jornalista e cientista político Igor Fuser. O assunto: a crise do capitalismo e as insurreições de rua que chegaram ao Chile e à Inglaterra.

Igor lembrou um dado irônico: Inglaterra, com Thatcher, e Chile, com Pinochet, foram os pioneiros do neoliberalismo no fim dos anos 70 e início dos 80. Comandaram a onda de privatizações, desregulamentação e ataques aos sindicatos que depois se espalhou pelo mundo. Claro que a queda do “socialismo real”, no início dos 90, deu o empurrão final: os capitalistas perderam o medo! Sem a alternativa do socialismo, tornavam-se desnecessárias as concessões que ao longo do século XX o Capital fora obrigado a fazer ao Trabalho.

Os anos 80 e 90 foram o auge do ultracapitalismo.

Agora, é a volta do cipó de aroeira! A crise viceja no Chile e na Inglaterra. Estudantes chilenos querem Educação pública! Ingleses querem um Estado que não seja só “mãe dos banqueiros”.

Plinio lamentou que a onda de protestos ainda não tenha chegado ao Brasil. “Aqui, domina a cultura do favor”, disse o ex-presidenciável pelo PSOL. E lembrou que parte do povão tem o sentimento de “gratidão” em relação a Lula, pelas políticas sociais que tiraram milhões da miséria.

Não concordo com Plinio nesse ponto. Lula fez algo importante. Criou a base de um mercado consumidor gigantesco e independente. Mas, como já foi lembrado por tanta gente, Lula não ajudou a politizar a sociedade. A tal classe C que ascende cultiva em boa parte os valores do individualismo e do consumo.

Quem sou eu pra ”condenar” aqueles que sonham com (e conseguem) uma TV nova ou um carro comprados no crediário? É fácil torcer o nariz quando já se tem isso tudo. Na verdade, o problema não é o consumo. Mas a falta de debate, que deixou a agenda dominada por valores conservadores (como vimos na campanha eleitoral em que aborto virou tema central).

Mas Lula ainda travava algum debate com a direita: nas comunicações, na economia, na questão das relações internacionais, na Cultura. Dilma parece ter caminahdo ainda mais ao centro. Dilma parece disposta a cumprir a promesa de reduzir a miséria ainda mais. E só. O que atrapalhar esse plano (modesto) ela vê como acessório. E abre mão.

O Plinio e outros por aí cumprem o digno papel dos combatentes que não abaixaram suas bandeiras. Acho que é um papel importante, diante do abandono das bandeiras de esquerda por tantos petistas.

Mas acho que a esquerda (seja ela petista, psolista, comunista, socialista ou outros “istas” por aí) faria melhor se, em vez de seguir reclamando da “despolitização” legada pelo PT, tentasse construir uma nova agenda.

Essa nova agenda não precisa “negar” o lulismo. Ao contrário. Deveria partir das conquistas e dos avanços do lulismo, para estabelecer um novo programa.

Enquanto a economia cresce, isso tudo pode parecer bobagem. Dilma e o PT “oficial” (que faz acordos com as teles e veta aumento pra aposentado) seguirão nadando de braçada – fora uma ou outra crise fabricada pela oposição midiática.

Mas a crise mundial vai bater aqui no Brasil, mais forte do que em 2008. E aí os setores organizados, os petistas que não abdicaram de reformar a sociedade (e são muitos, talvez a maioria), os sindicalistas, os movimentos sociais, enfim a base tradicional da esquerda terá que se perguntar: vamos  tentar salvar o capitalismo à brasileira – de juros nas alturas e concesões sociais? Ou vamos apostar num programa alternativo?

Na sociedade já começam a pipocar iniciativas para reagir a essa agenda “burocrática” e centrista que parece dominar o governo Dilma. A reação dos movimentos sociais ao “acordão” com as teles no Plano de Banda Larga, e as reações de sindicatos à decisão de “congelar” ganhos de aposentados apontam nessa direção.

Sobre isso tudo, especialmente sobre a necessidade de construir uma nova agenda, vale a pena ler a ótima entrevista de Vladimir Safatle à repórter Tatiana Merlino, na edição da “Caros Amigos” que acaba de chegar às bancas.

Entre outras pérolas, ele diz que Dilma corre o risco de ser a “Bejnev no lulismo”. Tatiana Merlino resumiu bem a tese de Safatle na abertura da entrevista:

A oportunidade da esquerda brasileira está em usar a vontade de ascensão da nova classe média para recolocar em circulação o discurso do conflito de classe, “assim como a exposição dos malefícios da desigualdade”. A opinião é do filósofo Vladimir Safatle, professor do departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).

Abaixo, trechos da entrevista:

“O modelo lulista pode durar mais um pouco, ou seja, enquanto houver crescimento econômico para a nova classe média e enquanto não houver oposição ideologicamente configurada (seja à esquerda, seja à direita). Dentro de tal modelo, a questão para Dilma será como se colocar no papel deste mediador universal que Lula encarnou tão bem. No entanto, ela tem mais margem de manobra porque o modelo já foi montado.

Nestes primeiros meses, ela demonstrou duas coisas: que está disposta a aproveitar sua força inicial para enquadrar aliados (o que é uma coisa boa, sua atuação ao dizer que vetaria os absurdos do novo Código Ambiental é um exemplo interessante neste sentido) e que seu governo tem um profundo déficit de elaboração de políticas de médio e longo prazo (o que é ruim). Seu ministério, em larga medida e salvo honrosas exceções, é caracterizado por não ter formuladores de política.”

Não deixe de ler a entrevista de Safatle na íntegra, na “Caros Amigos” que está nas bancas.

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30 Comentários

30 Comentários para “O povo na rua – mas não aqui no Brasil…”

  1. Adilson disse:

    Muito bom, vou comprar a Revista..

    Quando vc fal: ” quem somos nós pra condenar os que sonham com uma TV..”, lembrei na hora daquele artigo vergonhoso do Ali Kamel chamado “Bolsa-eletrodométicos”, onde ele critica a compra de liquidificadores e outros utensílios pelos beneficiários do programa Bolsa-família.

    Não reconhecer a importancia de Lula para o Brasil é algo quase inacreditável, hoje em dia.

    E que bom que podemos fazer a reflexão sobre as lacunas deixadas pelo Lulismo também. Dá uma enorme força pra gente não desistir e continuar acreditando nesse novo Brasil que surge.

    abraços!

  2. Pedro de Alcântara disse:

    Acho que estamos precisando de um pouco de história. Dilma, Dilma, Lula, Lula. E nós? A crise atual do capitalismo parece ser o principal movimento impulsionador de ações positivas. O rumo dominante é o processo de transformação. Os muitos rumos que a realidade tomará, esses são, em grande medida, ainda imponderáveis. Vamos conhecê-los muito rapidamente. Essa é uma das virtudes das crises. Apressa tudo. O que já existe de novo, quase já novas relações sociais, acelerarão o caráter transformador que a crise contém. Não ver que a política que Lula encarnou se insere no processo de transformação social que vivemos, é próprio daqueles que querem fazer das suas boas idéias realidade.

  3. Giovani disse:

    “…Ou vamos apostar num programa alternativo?….”

    Caro Rodrigo, aqui está o programa alternativo!!!

    Não é o capitalismo que tem que controlar a internet e sim a internet (via o povo) é que tem que controlar o capitalismo.

    Como a população controlaria o sistema???

    1- Para alterar as regras do jogo eleitoral, precisamos primeiro, começar a fazer parte do jogo. Por mais que nós gritemos, fizermos passeatas, enviemos emails…nada disso comoverá os políticos, que lá estão. Por isso, a necessidade de se criar um novo partido político e exercer, através deste partido, a real vontade da população.

    2- Este novo partido terá que apresentar uma proposta, totalmente diferenciada para a população. Caso contrário, será apenas mais um partido. A novidade será o website do partido, onde os filiados acessarão e votarão sobre os rumos das políticas publicas e sobre as escolhas dos novos candidatos.

    3- A novidade trazida será a sua gestão descentralizada, ou seja, as decisões partidárias serão tomadas mediante o voto direto dos filiados no partido. O político que representa o partido, será apenas um interlocutor entre as decisões já tomadas pelos filiados e o congresso nacional. Ele não poderá agir por conta própria, nem contrariar o voto dos filiados, senão, estará automaticamente expulso do partido.

    Porque a população se interessaria sobre isso?
    - Pelo mesmo motivo que se interessam pelo twitter, facebook e Orkut.
    - Por poderem interferir diretamente no processo de discussão e construção das leis.
    - Por ser uma “coisa” transparente.
    - Por não carregar os velhos vícios dos partidos vigentes.
    - Por ser um processo dinâmico.
    - Por ser nacional e não carregar o cunho de ser uma coisa de paulista, carioca ou nordestina.
    - Por ser a única oportunidade de unir sobre um mesmo guarda-chuva, gente de esquerda, de direita, moderados e extremistas.
    - O peso dos votos de cada dos filiados um é igual ao do outro.
    - Por evitar a formação de blocos ou setores dentro do partido.
    - Por que os filiados votariam em idéias e não nas pessoas.

    Exemplo:

    Imagine que exista no congresso o seguinte projeto: Projeto de lei que obriga as TV e Radios de tocarem, 3 vezes por dia, o hino nacional.

    Como funciona a politica hoje:

    - O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
    - Os assessores analisam o projeto e repassam para o politico os principais pontos;
    - O político, então, agenda conversas paralelas com as pessoas da área de comunicações para saber os prós e contras do projeto. (jornalistas, empresarios do setor e etc)
    - Se o projeto for atingir o setor “negativamente”, no ponto de vista do empresários, o parlamentar “sabiamente” decidirá então, cobrar um “taxa de sucesso” desses empresários, para que o projeto não siga para a votação ou se for, que ele seja alterado para que não prejudique os interesses dos tais empresários.
    - O projeto vai a votação e esses honrosos politicos fazem as alterções, embargos juridicos e todas as chincanas possiveis, para que o projeto saia de acordo com os interesses de quem esta pagando a tal “taxa de sucesso”.

    Como funcionará:

    - O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
    - Automaticamente o projeto seria colocado no site do partido para leitura e discussão pelos filiados.
    - Uma lista com os 10 principais pontos, a favor e os 10 principais pontos, contra, seria feita para sintetizar as partes mais importantes.
    - Os filiados logariam e teriam acesso para leituras e comentários.
    - Seria aberta a votação.
    - Encerrada a votação, a posição vencedora, seria levada pelo parlamentar do partido da web, para o congresso, para que o mesmo a apresentasse como uma posição do partido.

    Perguntas e respostas:

    Porque só seriam eleitos deputados e senadores em um primeiro momento?
    - Existem 3 poderes constituídos no Brasil: Executivo (prefeitos, governadores e presidente), Legislativo (vereadores, Deputados estaduais, Deputados Federais e Senadores) e Judiciário (Juizes de varias intancias, promotores e etc)
    Como as leis são feitas no congresso e este é constituido por Deputados Federais e Senadores é lá que temos que atacar primeiro.

    Para o executivo e o judiciario, seria implementada uma segunda fase.

    Porque o token + senha?
    - A questão que seria mais discutida e martelada pela imprensa, governo e oposição seria a questão da confiabilidade do banco de dados e das votações.
    Estes 3 personagens (midia + oposição + governo) se juntariam para poder desacreditar o projeto e dizer que as votações são manipuladas.
    Teriamos que fornecer o maximo de segurança e confiabilidade no processo de cadastramento dos filiados, votação e apuração.
    Um cartão de senhas númericas aleatórias (token igual ao do Bradesco) + uma senha de 8 dígitos seria o suficiente para uma boa segurança.

    Como o partido seria gerido?
    - Um grupo de pessoas seria responsável por gerenciar a ferramenta, porem estas pessoas não poderiam se tornar candidatos. Já as pessoas que queiram se tornar candidatos, não participariam da gestão da ferramenta.

    Como seria o processo de discussão?
    - Os filiados, ao acessarem o site, leriam os projetos e fariam comentários, criticando ou enaltecendo o projeto. Os comentários seriam avaliados, pelos outros filiados, que poderiam dar notas (+1) para os bons comentários feitos.

    Como seria o processo de alteração do projeto?
    - Se algum ponto do projeto for muito controverso, algumas votações isoladas poderiam ser feitas, apenas para alinhar estes pontos. Exemplo: A maioria dos filiados entende que o hino nacional deve ser tocado, mas apenas 2 vezes ao dia. Assim colocasse em votação primeiro este item, e depois o projeto, já ajustado.

    Como seria o processo de votação?
    - Em um dado momento, as discussão online seria encerrada e os filiados estariam aptos a votar os projetos. As pessoas se posicionariam a favor, ou contra, o projeto. Só poderia votar uma vez e sem permissão, de alteração posterior.

    Como se tornar um candidato?
    - Qualquer filiado poderia se candidatar a um cargo. O que determinaria os candidatos seriam a quantidade de avaliações positivas que o candidato tivesse em seus comentários. (Como se fosse uma avaliação de “behavior score”)

    Isso demonstraria:
    1) As pessoas com maiores votações (avaliações) são as que mais participam e estão “antenadas” nos mais diversos assuntos;
    2) São pessoas que conseguem através de um espaço reduzido, propor algo novo. Explicar isso para uma quantidade grande de pessoas.
    3) Seriam as pessoas mais preparadas (independente da educação formal) a representar e levar a mensagem do grupo aos demais parlamentares.

    Seria feita uma analise do coeficiente eleitoral para se determinar quantos candidatos seriam lançados por estado. Então, seriam feitas algumas discussões presenciais e debates com estes pretendentes, para analisar discurso, fala e demais atributos.
    Feitos isso, estes candidatos seriam colocados no site para serem selecionados, por votação direta dos filiados, quem seriam os candidatos do partido.

    Porque não seriam aceitos politicos de outros partidos como candidatos?
    - Simplesmente porque não precisariamos deles e segundo, porque iria “queimar o filme”.
    No que está sendo proposto, não há a necessidade de se abrir a porta para os políticos profissionais.

    Porque o politico só poderia se candidatar por dois mandatos?
    - Pra que ele quer ficar mais? Nesse modelo a importância do politico é bem reduzida. Não há a necessidade de se fazer uma carreira politica.

    Quais seriam as “clausulas pétrias” (imutáveis) do estatudo do partido?
    - O partido se chamaria PINTA: Partido da Internet Aberta e teria como ponto base a disseminação da internet para toda a população brasileira, bem como, a democratização dos meios de comunicação.
    - O parlamentar eleito pelo partido tem a obrigação de seguir a votação do partido. Se não o fizer, estará automaticamente expulso;
    - Ninguem pode se candidatar mais do que duas vezes para o mesmo cargo.
    - Todas as contas do partido seriam abertas no site.
    - O partido não aceitaria doação de nenhuma empresas privadas, apenas de pessoas fisicas e limitado ao valor de um salário mínimo.

    Tecnologia para fazer isso tudo…já temos!!!

    abs,
    Giovani

    • spin disse:

      Givoani, seu comentário virou post no Nassif, vou reproduzir aqui o comentário que fiz lá:

      Gostei da idéia mas achei estranho o nome PINTA (Partido da Internet Aberta). O filiado ao PINTA seria chamado de pintista? Porque não começar com outra palavra que não partido? Que tal SINTA (Sociedade da Internet Aberta). Com o tempo, depois que a justiça eleitoral concluir o cadastro biométrico, é bem provável que o eleitor possa usar o sistema da Justiça Eleitoral para votar de casa mesmo. Enfim, gostei da viagem do Rodrigo, adoro estas construções de novas realidades, novas nações, novas cidades. Tô dentro. Depois posso discorrer sobre propostas, no momento estou de férias. Só adiantando algumas coisas:

      1- O sistema será baseado no poder das cidades que, na prática, funcionam como cidades-estados. As províncias tem como território os rios com suas cidades situadas nas margens direita e esquerda. Os rios com suas cidades formam a nação.

      2- Quem pode votar e ser votado: pessoas físicas e jurídicas. No sistema atual as pessoas jurídicas (de Igrejas a Supermercados) não podem ser votadas e por isso fazem falcatruas por debaixo dos panos. Com o advento da nova realidade pessoas físicas e jurídicas podem votar e ser votadas.

      3- Todo o processo eleitoral se baseia na cidade, ou seja, na realidade local. Todos os candidatos são locais, assim o eleitor vota em quem conhece. O eleitor vota em 3 nomes. Os candidatos escolhidos formarão o parlamento local que, por sua vez escolherá, dentre eles, um para fazer as vezes de poder executivo(atuais prefeitos).

      4- Do parlamento local escolherá, dentre os eleitos, um segundo nome para formar o parlamento estadual que por sua vez escolherá, dentre eles, um para fazer as vezes de poder executivo (atuais governadores).

      5- O parlamento local escolherá, ainda, um terceiro nome, este para formar o parlamento federal que, por sua vez elegerá, dentre eles, um para fazer as vezes de poder executivo da união, atualmente ocupado por Dilma Roussef.

      Como pode se notar, o regime é parlamentarista mas não um parlamentarismo baseado na realidade local, ou seja, todo o poder emanando de cada municipio.

      Em Brasília ficarão sediados os representantes de cada um dos aproximadamente 5 mil municipios brasileiros que, como já disse escolherão, dentre eles, o chefe do poder executivo federal. Cada município manterá o seu representante em Brasilia podendo ser este pessoa física ou jurídica, dependendo da vontade do eleitorado de cada municipio.

      Outra forma de composição poderá ser a seguinte: as pessoas jurídicas eleitas formarão uma segunda casa legislativa que se repetirá nos governos locais, estaduais e federais isto que já temos no plano federal e que chamamos de Senado. O que é o Senado hoje senão representante de interesses de corporações? Nada mal se isso não ocorresse por debaixo dos panos. Na nova realidade tudo ocorreria às claras, em todos os níveis de governo, ou seja, nas cidades, províncias e União .

      Será que me expressei de forma compreensível? Não sou nenhum Thomas Morus.

      http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/proposta-de-um-novo-modelo-de-partido

  4. Claudio disse:

    Rodrigo,

    além do que ocorre no Chile e na Inglaterra, ainda não acabou o caso da Líbia. É estranho por lá, porque a mídia mostra um lado mas há pessoas que viveram na Líbia e contam outra história. Inclusive vários leitores comentam isso no site do PHA.

    E agora que o Protógenes e o Brizola Neto foram para lá, será que vão trazer alguma luz?

    Vi um comentário no site do Brizola Neto que direciona para um blog com uma entrevista interessante com um professor português que viveu na Líbia e teve que sair por causa da guerra. Ele conta umas coisas interessantes que a mídia não mostra, como disse acima. Vale a pena conferir:

    http://pensareconstruir.blogspot.com/2011/05/especial-libia-i-o-professor-luso-que.html

    Abraço.
    Claudio

  5. Roberto disse:

    Infelizmente os comentários, “às vezes”, lúcidos do Plínio são totalmente perdidos, pois ele sisma em criticar o Lula, só por birra e caduquice. Acaba sendo instrumento da ultra direita bucaneira,digo tucaneira, ao invés de servir para qualquer coisa aproveitável. Uma boa cabeça com um cérebro confuso e neurônios vencidos.

  6. Alício disse:

    Se Rodrigo Vianna tivesse continuado na globo e tivesse os pensamentos de Ali Kamelo estariamos ferrados. Os que sairam da globo, Azenha,Rodrigo, Carlos, Scaranzzi e outros, eram a cabeça daquela (des)organização.Vieram para o lado do bem. São dois mundos:o do bem comandado por Jesus e o do mal comandado por satanás e seus demônios(Kamels, globo, veja, estragão,fôia,gilmares,johnbins, bolsonaros,çerras, etc.). Fhc não, é um bobo, não sabe a que serve.

  7. Beto Lima disse:

    Rodrigão, tudo muda.

    Quem iria imaginar um dia, a Alemanha e França adotarem, o “imposto sobre operações financeiras”, sobre os investimentos especulativos em seus tesouros? Hã???
    Quando a água bate na bunda, serve de lição a todos e não só à meia dúzia.
    Ou tomam medidas de defesa de suas reservas ou seus titulos viram “plumas ao vento”.
    Sendo que o Banco Central Europeu, (do mercado Comum Europeu,resgatou os titulos da Itália e Espanha, para não f…der com o resto.
    Quem sobreviver, verá……

  8. José Carlos disse:

    Rodrigo,

    Segundo o IG, o PL 116, que trata da TV PAGA, foi aprovado no senado…Vale a pena conferir…

  9. Eduardo Alexandre disse:

    Interesantíssima a proposição. Buscar politizar a nova classe trabalhadora, em grande medida pertencente agora da classe “C”, maioria da população, seria uma forma de aprofundar as transformações necessárias que afastem a estagnação não só econômica, mas social. Isto poderia salvá-la de se degenerar em uma mera burguesia consumista. A reforma política e do Estado poderia ser o objetivo a se focar. O fator mobilizador para tanto poderia ser o que a oposição está tentando usar para paralizar o governo: o combate a corrupção e a moralidade. Seria uma surpresa ver a o Tucanato e a Globo terem que ou apoiar a reforma política, ou enfim terem que se expor se opondo as reformas o que também não seria ruim, pois ajudariam a revelar as posições até hoje veladamente posicionista.

  10. Filipe Rodrigues disse:

    O Brasil está muito melhor que o restante do mundo por que nunca seguimos o neoliberalismo a risca, para haver modelo alternativo tem que ter correlação de força favorável, o que é impossível sem uma reforma política.

  11. José Neto disse:

    Mas o difícil para a nossa esquerda é admitir que Lula foi importante para o Brasil. Até dentro do PT temos essa contradição.
    A esquerda foge de ser vidraça como o diabo da cruz.
    Reconhecer a importância de Lula não é demérito algum, muito pelo contrário. Não é preciso se sempre do contra para ser de esquerda.
    Mas parece que na esquerda ainda perdura o mesmo sentimento da direita. “Como pode um zé povinho saber mais do que nossas mentes privilegiadas?”.

  12. A crise social na Europa é grave, economias como as da Itália, Espanha, frança, e Portugal sofrem solavancos fortes e desprotegem seus povos no tsunami da zona do euro…

    http://palavras-diversas.blogspot.com/2011/08/fabula-da-cigarra-espanha-vive-hoje.html

    Por aqui miriam Leitão e economistas do Itaunibanco rogam praga para seguirmos o mesmo caminho…eles não aprenderam ainda…

  13. Miro das flores disse:

    Sugiro o ótimo modelo que nos mostra os irmãos Castro e nossos vizinhos Bolivarianos. Acredito que implantando algo neste sentido, em uma ou duas decadas poderemos estar de volta ao futuro da idade média, quiça eliminando a moeda, voltando ao escambo. O modelo da fome suprema implantado na Coreia do Norte, também deveria ser analisado. Façam-me um favor, viu!!!

  14. Elisabete Otero disse:

    Rodrigo, penso que há uma diminuição do governo Lula sempre que se aponta o ganho econômico da classe média e se oculta o ganho da educação,expansão das universidades federais e criação dos institutos federais, bem como o Prouni. Acredito que esta seja a grande criação, capaz de mofificar, melhorar este país não apenas porque comprou um televisor novo, mas porque também se transformou, porque mais estudou; e estas mudanças precisam de mais tempo para se concretizarem. Do que o Plínio falou, de jovens nas ruas, me perguntei: todos aqueles que trabalham no Rio Grande, RS ? os alunos do Prouni que estão na PUC-RS ? Discordo muito do Plínio.

  15. sndra disse:

    isso é que dá só se informar pela mídia tradicional. se estamos sempre fazendo manifestação por salários contra o governo paulista (funcionários da saúde e outros) e contra a privatização da saúde, (www.forumpopulardesaude.com.br), faz tempo,como não há protestos?

  16. sndra disse:

    e mais uma coisa. estamos fazendo tudo isso sem apoio da mídia. vamos e gritamos na cara,ou melhor, ouvidos dos secretários do excelentíssimo governador, na frente das secretarias, senão do mesmo.afinal, quem sai na Av. Paulista(pelo menos 2000 pessoas em junho) e chama o Geraldo de incompetente. e aí?

  17. Sérgio disse:

    Lamentável o lider de uma corrente política (Plínio) falando que no Brasil, também, a massa deveria ir para as ruas.
    Irresponsabilidade e total insensatez desta gente, um descompromisso com a democracia.

  18. GustavoEgito disse:

    Olá, Escrevinhador!

    Te enviei um comentário pedindo notícias sobre a repórter Veridiana Pedrosa. Está lá no post das notícias requentadas.
    Se você tiver notícias, pode me repassar por e-mail ou como resposta aqui.

    Desde já, muito obrigado.

  19. enio disse:

    De novo o PT sempre o PT, a geni da política tanto para a direita quanto para os ressentidos da esquerda.

  20. Luís disse:

    A respeito da economia contemporânea brasileira eu indico a leitura da série de artigos “Brasil hoje e amanhã” de autoria do sociólogo português João Bernardo no site http://www.passapalavra.info.

    Grato

  21. gaúcho disse:

    Rodrigão, um dos problemas da esquerda brasileira é a síndrome de querer formar torcida organizada (politizar a sociedade a partir de), acho que revolucionário mesmo é termos uma sociedade pluralista, a diversidade é revolucionária. Outra questão que se revela problemática na nossa esquerda são os revolucionários de final de semana, aqueles que estão sempre descontentes com a dinâmica muitas vezes não tão rápidas dos avanços conseguidos quanto o desejo de mudanças. Com todo o respeito pela história do Plínio ele hoje é a encarnação da esquerdinha de butequim de faculdade, o discurso moralista do psol e a pressa típica do imaginário de classe média o faz mais perto da direita do que da esquerda.
    Abração!

  22. Mardones Ferreira disse:

    A necessidade de uma agenda menos centrista para o governo é algo difícil de acontecer. A ”nova” classe média foi DESeducada pela televisão e infelizmente o processo de DESeducação não foi pautado por valores, digamos, cívicos.

    O governo Lula errou em ”jogar” para torcida, quando descobriu que poderia vencer a direita com alianças duvidosas e um programa despolitizado. Apostou e ganhou. Foi acuado e achou uma saída prática para a sobrevivência de parte do PT na vida política.

    A crítica do Plínio e de outros esquerdistas ao governo Lula é fruto de uma malfadada ação do governo em direção ao enfrentamento às questões mais estruturais. Disso, o núcleo dominante do PT (PT-SP) desistiu.

    Para ser bem prático: o governo Lula manteve uma agenda de favorecimento às grandes empresas (via BNDES), aos credores da dívida e etc. Por outro lado, ”deixou” de lado assuntos espinhoso e ligado aos setores mais politizados da esquerda como os monopólios, a questão dos direitos humanos, a reforma agrária entre outros.

    Logo, a crítica da esquerda é que o PT adotou o caminho mais fácil para permanecer no poder e decidiu não enfrentar os grandes problemas historicamente defendidos pela esquerda.

  23. yacov disse:

    Há que se aplaudir muito os avanços da ERA LULA, mas seria ingênuo querer muito mais que isso. A luta continua companheirofff!!! A próxima batalha (entre tantas, como PNBL, Lei de Mídias, Comissão da Verdade, aumento para os para os aposentados, et) deevm ser os juros, a meu ver. O o rebaixamento dos altos juros que nos levam a dar mais dinheiro para o sistema financeiro perdulário do que o que é investido em programas sociais. Porque esses juros tão altos assim???? È intolerável!!! Não tem explicação… 1 ponto percetual a menos nos juros, e os aposentados poderiam tranquilamente ter o seu aumento. ABAIXA OS JUROS, DILMA!!!

    “O BRASIL PARA TODOs não passa na glOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

  24. Filho disse:

    Então Rodrigo a China fez tudo errado nestes últimos 20 anos?

  25. Aracy disse:

    Rodrigo, creio que ver o povo nas ruas seja só uma questão de tempo. Por enquanto há o deslumbramento da nova classe média com o consumismo e a histórica alienação daqueles que enxergam a capital do Brasil rico em algum ponto entre Miami e Orlando. Mas tudo muda o tempo todo no mundo. Esse dia de mudança há de chegar.

  26. Sandro Jornada Machado disse:

    Depois das barbaridades, dos ataques gratuitos, das baixarias que este senhor Plínio ajudou a impingir com seus comentários ridículos contra a pessoa do senhor Lula e da senhora Dilma, este senhor perdeu todo o respeito que eu lhe tinha. A resposta do povão brasileiro a este postura errática do candidato do PSOL foi à altura, ou seja, MENOS DE 1%, 0, ALGUMA COISA. Os absurdos eram tamanho por parte deste senhor, que tem história na esquerda brasileira e mundial, que comecei a desconfiar de sua senelidade. Uma pena Plínio, pois eu lhe admirava muito. Quem faz coro com a direita raivosa, perde a moral comigo, e o senhor infelizmente perdeu.

    • mineiro disse:

      esse sugeito pra min nunca teve moral alguma , ele ajudou indiretamente na campanha mais suja da historia , querendo ou nao esse plinio ajudou a direita facista maldita a tentar dar o golpe contra lula e dilma . e fica ai pousando de heroi , heroi esse sugeito nunca vai ser , nem ele e nem essa esquerda mentirosa , que no final das contas ajudam a direita em tudo. e vamos falar a verdade , nao merece nenhum respeito.

  27. A voz do Brasil poderá ser transmitida em horários diferentes, entre 19h e 22h. Foi o que decidiu a CCJ da Câmara Feral hoje.
    A proposta ainda terá que ir para análise do Plenário.

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