Palavra Minha


  • Um passeio com Mujica e Mario Benedetti

    Um dia delicioso: com “Brecha”, vinho, futebol, literatura e muita caminhada. Com Mujica, Furlán e Benedetti (foto). Montevidéu tem muita mais do que boa carne – pensava eu enquanto encerrava a jornada devorando um filé suculento, com o livro de poesias bem ao lado do prato. Um dia de refeição completa, à beira do rio da Prata.

  • Nassif e a esquerda que a direita adora!

    De repente vejo que o Nassif se transformou no “vilão” de uma certa “esquerda”. O Nassif – que enfrentou a “Veja” de peito aberto, que deu a cara a tapa tantas e tantas vezes – virou o grande inimigo? Não estou entendendo mais nada. O velho Leonel Brizola (sob inspiração de Darcy Ribeiro) costumava dizer: “essa é a esquerda que a direita gosta”.

  • O “Wikileaks” de Moniz Bandeira: de Marti a Fidel

    Não consigo desgrudar – há duas ou três semanas – do belíssimo livro de Moniz Bandeira sobre a Revolução Cubana: “De Marti a Fidel”. Foi presente de um grande amigo que – socialista na juventude – hoje assumiu posições bem mais moderadas. Dizer que Moniz Bandeira escreveu sobre a Revolução Cubana é na verdade profundamente simplificador. O livro é muito mais interessante que isso.

  • Há quem sonhe com o BOPE em Brasilia

    A dramática ação policial no Rio tem um lado positivo: parece indicar que os bandidos estão encurralados pela política de UPPs do governo fluminense, e por isso teriam partido para o confronto aberto. O que me preocupa é outra coisa: o tom da cobertura jornalística. É um “prende e arrebenta” sem fim. Já tem jornalista (?) pedindo que o BOPE “limpe” o Congresso Nacional. Fascismo!

  • Veja aqui, ao vivo, a entrevista dos blogueiros com o presidente Lula

    Fiquem de olho

  • Dilma e o marqueteiro: erros e acertos

    O marqueteiro de Dilma, João Santana, deu uma longa entrevista a Fernando Rodrigues na “Folha”. Foi brilhante em vários momentos: por exemplo, quando mostrou o erro brutal da oposição ao subestimar Dilma. Em outra passagem, lembrou até a sofisticação de conceitos do antropólogo pernambucano Gilberto Freyre. Mas, na minha humilde opinião, ele também errou feio.

  • Dilma, Aninha e a confiança das mulheres

    Dilma não fez uma campanha martelando a questão feminina. Não. Ela não ganhou por ser “mulher”. Mas por representar a continuidade de um projeto que deu certo. Mas a vitória dela pode ter um caráter pedagógico – que nem passa pelo “político”. Imagino o que se passará com minha linda sobrinha de 4 anos: Aninha (foto) vai crescer num país governado por uma mulher.

  • Dilma: o enterro da política das sombras

    A vitória de Dilma significa a vitória de lutas que vêm de longe, como eu já escrevi aqui. A vitória de Dilma é a vitória de Lula e de um projeto que aposta na inclusão. É a continuidade de um governo que teve atuação marcante em quatro eixos. Dilma no poder significa ainda a derrota de Ali Kamel e seu pornográfico jornalismo de bolinhas na “Globo”. Significa a derrota de Otavinho e suas fichas falsas na “Folha”. Significa a derrota da Abril e de seus blogueiros/colunistas de esgoto.

  • Dilma representa luta que “vem de longe”

    Serra não deu as caras pela manhã nesse dia decisivo. Ele prefere a noite e as sombras. Dilma começou a jornada com um café-da-manhã simbólico em Porto Alegre: ao lado de Alceu Collares (PDT), Olívio Dutra e Tarso Genro (PT). Já escrevi aqui que Dilma é o reencontro do PT com o trabalhismo de origem varguista. [...]

  • Dilma, Cristina e a “falta de um homem”

    Cristina não é “apenas” a “esposa” de Kirchner. Tem vida própria, luz própria. O marido tinha liderança e isso ninguém contesta, mas querer reduzir Cristina ao papel de “esposa”, ou agora “viúva”, é quase inacreditável. O mesmo tentam fazer com Dilma: “será que ela dá conta, sem o Lula” – é a nova mensagem no telemarketing do mal!

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