PT rumo ao centro; e oposição na UTI

publicada sexta-feira, 25/02/2011 às 10:43 e atualizada sexta-feira, 25/02/2011 às 14:10

por Rodrigo Vianna

Dias atrás, escrevi um modesto balanço, centrado nas ações econômicas de Dilma nos primeiros dias de governo. Clique aqui para ler Dilma – balanço 1.

Agora, faço um balanço político.

Os sinais evidentes emitidos por Dilma são de um governo que ruma para o centro. Isso já estava desenhado desde a campanha eleitoral de 2010. Lula havia feito movimento semelhante, ao escolher José Alencar para vice e ao lançar a “Carta aos Brasileiros”, em 2002. Mas o movimento de Lula rumo à centro-esquerda não tinha nitidez institucional. Ele se aproximou de personagens avulsos no mundo empresarial (além de Alencar, Gerdau e Diniz), e não fechou aliança formal com PMDB, mas apenas com pequenos partidos conservadores: PL (depois PR), PTB e PP. Fora isso, Lula manteve-se firme (fora da cartilha liberal) na relação com movimentos sociais e na política internacional – além de ter adotado ações econômicas keynesianas (para irritação dos economistas e colunistas atucanados) no segundo mandato. 

O movimento de Dilma é mais claro, mais institucional. Michel Temer na vice. PMDB na aliança formal. Isso tudo já estava desenhado. O início de governo aprofundou esse movimento. Ao adotar, agora, prática econômica apoiada pelos liberais, Dilma capturou a simpatia (real? duradoura?) de setores da mídia que estiveram fechados com Serra durante a campanha. Faz o mesmo em relação à política internacional (menos “terceiro-mundista” do que Lula, como comemora a “Folha” em editorial nessa sexta-feira). E já há sinais de que o governo pode abandonar a proximidade estratégica que mantinha com movimentos como o MST (sinais que vêm de dentro do INCRA, por exemplo – a conferir).

É um movimento claro: Lula já ocupara a esquerda e a centro-esquerda; agora, o projeto petista expande-se alguns graus mais – rumo ao centro!

Isso sufoca a direita e a oposição. E aí chegamos a outro ponto importante. Não é à toa que Kassab movimenta-se para romper com o demo-tucanismo e aderir ao lulismo. Kassab sente-se sufocado e percebe que pode perder suas bases conservadoras para o lulismo. O melhor, talvez, seja juntar-se a esse impressionante movimento político (o lulo-petismo) que – nascido na esquerda -  capturou a centro-esquerda e agora se expande rumo ao centro.

Vejam o tamanho da hecatombe vivida pela oposição. Katia Abreu, a chefe ruralista, deve seguir os passos de Kassab, rompendo com o condomínio PSDB/DEM. Katia deu entrevista à “Folha”, avisando: “a oposição está na UTI”. Kassab vai levar com ele quase duas dezenas de deputados federais do DEM, 3 ou 4 do PPS e mais alguns tucanos desgarrados. A oposição vai minguar. Essa gente toda deve-se acomodar num “novo” partido, mas o projeto final é terminar no PSB de Eduardo Campos (partido que desde 1989 integra a base lulista). 

 Esse movimento de ocupação do centro pelo lulismo é fruto, também, dos erros de Serra durante a campanha de 2010. Muita gente avalia que a votação expressiva (de 44 milhões de votos no segundo turno) signficou uma meia-derrota para o paulista da Mooca. Do ponto de vista numérico e eleitoral, isso é verdade. Mas a derrota política de Serra foi acachapante.

Vejamos. Serra abriu mão de defender o programa liberal e privatizante do PSDB, e escondeu o ex-presidente FHC. Depois, tentou-se mostrar como o “verdadeiro” herdeiro de Lula, ajudando assim a legitimar o lulismo. Na reta final, de forma errática, aderiu a um discurso conservador amalucado, trazendo temas morais como aborto para o centro do debate (pra isso, apoiou-se nas tropas de choque monarquistas, na turma da TFP e da Opus Dei).

Serra fez, portanto, um duplo tuiste carpado rumo ao precipício: primeiro, legitimou o lulismo; depois, afundou-se rumo à direita. Achou que podia ganhar assim. E, de fato, ficou perto de ganhar (dados os erros da campanha pouco politizada de Dilma). Mas, no fim, a “meia derrota” eleitoral significou “derrota e meia” política.

Restou a Serra (e a parte do tucanismo) brigar para liderar a direita no Brasil. Aécio quer o PSDB no centro. E Kassab quer ser, ele mesmo, o novo centro.

Lula e Dilma sabem que é mais fácil enfrentar os tucanos desde que eles se mantenham na direita. Por isso, Dilma ocupa o centro. Certamente, com aval de Lula.

Nassif acaba de escrever um artigo excelente, tratando exatamente desse tema:

“Primeiro, não há a menor possibilidade de apostar em um rompimento dela com Lula. Ambos são suficientemente maduros e espertos para não embarcarem nessa falsa competição.

A sensação que passa é de uma estratégia combinada, na qual caberia a Lula manter a influência sobre movimentos populares, sindicalismo e PT; e a Dilma aproximar-se e desarmar os setores empresários e políticos mais refratários ao lulismo-dilmismo.

Do ponto de vista de estratégia política, conseguiram fechar o melhor dos mundos: o antilulismo está sendo carreado pela velha mídia para um pró-dilmismo, resultando um xeque- mate: se o governo Dilma for bem sucedido, ela é reeleita; se for mal sucedido, Lula volta.” (L. Nassif)

Lula e Dilma jogam de tabelinha. Ele mantém apoio forte entre a “esquerda tradicional”, e também entre sindicalistas e movimentos sociais, além do povão deserdado que vê em Lula um novo “pai dos pobres”. Ela joga para a classe média urbana e pragmática que – em parte – preferiu Marina no primeiro turno de 2010. 

Dilma, com essas ações, deixa muita gente confusa e irritada na esquerda. Mas reconheça-se: é estratégia inteligente. 

Qual o risco disso tudo?

O risco é embaralhar a política e apagar as diferenças. Relembremos o que ocorreu no Chile, ao fim do governo Bachelet. Ela tinha claro compromisso com direitos humanos, com a civilidade e com os valores tradicionais da esquerda… Mas na política e na gestão da economia no dia-a-dia, o governo da “Concertación” (coalizão de centro-esquerda que governou o Chile desde a queda de Pinochet) assumiu o programa liberal da direita. Embaralhou-se tudo. Bachelet saiu do governo bem avaliada, mas não fez o sucessor (até porque o candidato dela, Frei, tinha imagem envelhecida e desgastada). Se não há mesmo diferença, pra que votar na “Concertación” de novo? Foi o que levou o eleitorado chileno a escolher Pinera – um megaempresário ligado à Opus Dei e a setores pinochetistas.

Pinera é um Berlusconi sem os arroubos sexuais do italiano. Paulo Henrique Amorim costuma dizer que, sem politização, a classe “C” de Lula vai eleger um Berlusconi em 2014. O Chile já fez isso: escolheu Pinera.

A tática de Dilma e Lula, de ocupar amplo espectro (da esquerda ao centro), parece inteligente. Mas ao embaralhar o jogo, permite que a direita faça  0 mesmo e caminhe para o centro. Desfeitas as fronteiras (Kassab no PSB seria o sinal derradeiro desse movimento), abre-se a incerteza no horizonte, rumo a 2014.

O petismo conta com Pelé no banco. Se o quadro ficar confuso, chama-se Lula. Arriscado. Mas esse parece ser o jogo. Gostemos ou não.

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66 Comentários

66 Comentários para “PT rumo ao centro; e oposição na UTI”

  1. alexandre silva disse:

    é meu caro, mas sinceramente, não acredito nisso não, do jeito que caminha 2014 esta mais uma eleição parecida com o Chile. e o discurso de que a direita de serra vem ai, pode não dar mais certo, até lá a classe média estara mais madura, mais exigente, em Sp bastou a ascensão dos pobres com marta suplicy para que o PSDB tomasse a bandeira convencional.
    Apostar com lula no banco pode ser tarde,porque ai o empate não já não serve

    • David Rodrigues da Silva disse:

      Até parece que o Chile tem 200 milhões de Habitantes, onde TUDO foi PRIVATIVADO. É um País sem CIDADANIA. Quem manda em todos os NÌVEIS, o Capital INTERNACIONAL. Não esqueça que o CHILE tem 15 Milhões de Habitantes. Acorda! de Belo Horizonte.

  2. Gustavo disse:

    Se esse recuo do “terceiro-mundismo” de Lula significar, por exemplo, reduzir os investimentos do BNDES em África, que hoje, parece,
    giram em torno de US$ 2 bi
    , investimentos esses, quero crer, aplicados na sua grande maioria aos projetos das nossas queridas gigantes da construção, então eu diria que isso, em tese, não necessariamente significaria um recuo das políticas terceiro-mundistas, mas, eventualmente, uma mudança apenas. Se compararmos o investimento em projetos de cooperação técnica – quero crer, a maioria deles tendo à frente a EMBRAPA –
    estimado em apenas US$ 17 mi
    , e, supondo que esse investimento até possa ser aumentado, então, de novo, não sei se poderemos afirmar, realmente, que a Dilma não esteja praticando o “terceiro-mundismo”.
    Uma coisa é certa: não seria o mesmo “terceiro-mundismo” de Lula, aparentemente mais favorável às grandes empreiteiras.
    A menos que a EMBRAPA acabe por
    priorizar apenas projetos técnicos com vistas à produção do etanol
    , situação essa então em que se poderia voltar a classificar o “terceiro-mundismo” de Dilma na mesma categoria do de Lula, já que, sabidamente, a monocultura da cana para etanol está longe de ser uma contribuição real e efetiva à segurança alimentar, especialmente, em África, um continente eminentemente importador de alimentos.

  3. Ivonete disse:

    Instigante a sua análise. Mas se você estiver certo é bom que Dilma e Lula não se esqueçam de que só faz sentido ganhar novos espaços, se isso não acarretar a perda daqueles antigos, diga-se de passagem, mais vivos e autênticos. Acho que o governo Dilma precisa achar caminhos viáveis de politizar as conquistas sociais.

    • Pedro disse:

      Aí está uma questão crucial. Acho que um dos maiores problemas do Brasil hoje é a falta de politização. Se nossas eleições não fossem obrigatória, teríamos índices de comparecimento minúsculos.

  4. Remindo Sauim disse:

    O centro é a tendência de todo partido de esquerda ao atingir o poder, assim como foi na Europa pós guerra, o bem estar da população passa a ser o caminho a ser alcançado.

  5. TFP disse:

    Rodrigo, ao ler nos blogs “sujos” o chororô pela postura mais centrista da Dilma, por ela ter ido a Folha e etc…
    Lembrei de uma frase sua quando a eleição foi para o 2º turno:

    “… o PT perdeu a classe média, e não vai recuperá-la na campanha do 2º turno talvez no futuro…”

    Estamos vivendo o começo do futuro o PT está tentando conquistar novamente a classe média, essa ocupação do centro pela Dilma é um dos passos! Bajular o PIG e outro!

    Honestamente se tivesse no lugar dela faria algo muito parecido… mesmo ciente dos risco que você apontou

  6. É uma constatação bem triste, afinal quem elegeu a Dilma não buscava reconhecimento da Folha ou do Jabor, buscava um aprofundamento das politicas iniciadas no Governo Lula.

    Todos os partidos acabarão por se tornar um PMDB, com multiplas correntes e nenhuma ideologia ou unidade.

  7. Zatonio Lahud disse:

    Sua análise é brilhante, e concordo com o comentário de Remindo. Mas tem uma pedra no meio desse caminho: Marina Silva, que pode puxar o governo para a esquerda ao absorver os descontentes do PT. Acho meio cedo para ver os rumos que Dilma pretende seguir. Sem o carisma do Lula ela depende muito mais do PT e do, infelizmente, PMDB para governar e aí pode estar seu calcanhar de Aquiles ou sua força. Depende de como ela vai administrar os conflitos.

  8. Maurício disse:

    E cadê o Lulão? Se ele ficar na “reserva” até 2014 é bem capaz dessa nova classe média esquecer-se completamente dele, dada a descontrução de sua obra que vem sendo perpetrada pela mídia…
    De qualquer modo, sejam quais forem os movimentos da esquerda e da direita, parece-me que o xeque-mate (ou a preparação para o golpe fatal) está muito bem preparado. O Governo Dilma tende a manter e ampliar o bem estar da população, sem mexer no tabuleiro e nas regras da política. Se assim for, Dilma tem muitas, enormes chances de ser reeleita. É pra isso que os progressistas precisam se preparar e lutar. Lula tem de ser o marco zero, o novo paradigma… não creio que deva voltar a campo.

  9. Renato disse:

    Caro Rodrigo, vc deveria escrever mais sobre suas análises políticas no blog!!!
    Como sempre excelente!!!
    Lembro que nas eleições me irritava com seus textos e análises… mas vc, de todos que ainda leio, foi o que mais acertou, desde o começo.
    Muito bom.

  10. Antonio disse:

    Esta jornada para a direita tem que parar em algum momento. Não estou nada a fim de sair na rua vestido de verde e gritando Anauê!

  11. Eli disse:

    Nosso povo é de centro, não gosta de radicalismo nem de direita e nem de esquerda, quer poder comprar o que necessita, ter noção de que pode realizar seus sonhos ( carro, casa, faculdade, viagem ). Essa é uma fase que estamos passando e que iremos passar um bom tempo, daí que trabalhar a politização da classe C é fundamental, com disse PHA). Temos uma vantagem,,, mesmo indo para o centro, a determinação de Dilma em acabar com a pobreza extrema,em dar cada vez mais aos jovens pobres, acesso a educação, continuar com o PAC ( agora tem o PAC 2, MOBILIDADE)com os programas sociais, com a distribuição mais igualitária das verbas federais de publicidade, são coisas que a direita não engole de jeito nenhum. Senão , ela não será mais “direita” he he he.

  12. Bem, para mim isto tem um nome:traicao.Pouco me importa estas manobras politicas.Nao sou massa de manobra.Nao apoio nomes, apoio ideias.O que vejo e a presidenta Dilma fazendo ajuste fiscal sem necessidade(veja o link anexo) para fazer “ode aos mercados” , “ganhar a confianca” de Wall Street, do PIG.Traicao.E desta vez, com a economia em excelente estado.Alias, so nao esta melhor por causa dos juros, senao a dividaxpib ja estaria em 30% , facil, facil.

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/02/25/economia-para-pagar-os-juros-cresce-10-em-janeiro.jhtm

    • Pedro disse:

      Na verdade ela está apoiando ideias keynesianas, poupar nos tembos bons e gastar nos ruins. Acabamos de sair de um ruim. Lembrando que os investimentos estão sendo aumentados, a previsão é de 1tri até 2014.

      Lembrando que o orçamento desse ano ainda pode ser maior que o do ano passado, mesmo com o corte.

  13. Emerson caldas disse:

    simplesmente magnifico colega Rodrigo Vianna. PARABÉNS!!!

  14. Malu cpv disse:

    Isso pra mim também se chama traição. Minha indignação é enorme. Parece que votei no Cerra ou FHC. Não consigo imaginar 2014. Tenho absoluta certeza que com essas manobras Dilma não se reelegerá. Quem sabe Artur Virgílio possa ser presidente? Tanto faz mesmo, depois dizem que o povo não sabe votar, mas são os políticos é que mudam totalmente depois que chegam ao poder. Ainda confio no Lula apesar do silêncio em que ele se encontra . Não acredito que ele também esteja contaminado pelo PIG.

  15. Carlos disse:

    Não creio nisso. Creio sim que ela está querendo governar a seu jeito com seu grupo. Ela entende que não precisa mais depender do ex-presidente. É o que ela pensa,né? Se a gente analisar as pessoas que vieram dos extremos, muitos mudaram de opinião e se aliaram aos conservadores. O PSDB possui uns tantos. Não vou discutir este aspecto, afinal ela é a atual presidente. Se foi eleita com amplo prestígio do ex-presidente, isso não importa mais. O que irá acontecer é uma incógnita. Se perderá votos da esquerda ou se ganhará votos da direita não sabemos. Só o futuro quem dirá. Agora que fique bem claro, a direita jamais se esquecerá do seu passado político e partidário.

  16. Filipe Rodrigues disse:

    Perdoe-me Rodrigo, más é muito cedo para definir um rumo que o governo deverá tomar, a análise é muito simplória e superficial. A Dilma não pode se distanciar muito das políticas do Lula, senão ela perderá sua base de apoio, adotar um modelo estilo “Concertación” é pavimentar a derrota em 2014. Para Dilma é mais importante conquistar o PT que o PMDB, assim o PT tende se a impor.

    Dilma não é obrigada a adotar o mesmo estilo do Lula, más deve manter seu legado, talvez ela tenha total desprendimento pelo cargo e concorrer em 2014, tanto faz ou não. Esse recuo dela pode ser apenas uma estratégia para colher lá na frente. Se Dilma corrigir o que Lula falhou, ela pode até conseguir mais apoio na esquerda que o ex-presidente:
    - Democratizar a mídia
    - Comissão da verdade para investigar a ditadura
    - Redução dos juros para estimular o câmbio, a indústria em detrimento das commodities, que gera empregos mais qualificados e agrada a classe média tradicional.

  17. Viriato Lopes disse:

    Também acho que a palavra traição é a melhor para definir essa guinada da presidente. Se soubesse que isso ia acontecer, tinha votado no Plínio e não teria perdido meu tempo trabalhando feito um louco para ajudar a eleger essa senhora.

    • Pedro disse:

      Ahhh, você preferia o Cerra? Sério mesmo?

      Por favor, por causa de UMA festa, que ela foi como PRESIDENTA, não como militante vocês já desistiram de tudo? Em menos de 60 dias? Estamos ainda em 1/30 do governo.

  18. Douglas Otaviani TÔrres disse:

    A Dilma e o PT vão para o centro e perdem o seu lado esquerdo(sem extremismos),perde os sindicatos,a sociedade civil organizada,vira um novo PMDB,uma colcha de retalhos.entra na idologia do “toma lá,da cá”.O Paulo Bernardo já esta criticando o projeto do Frankilin Martins sobre o marco regulatório da midia.Pois que a presidenta se prepare,a oposiçã vai sair de dentro do PT,PSB,PDT,que tem em seus quadros gente ligada aos movimentos sociais,e progressistas que tambem não aceitaram este papel.Aqui em Minas o PT já perdeu sua identidade com o eleitor.e querem agora abrir uma representação da presidencia??.Uma vitória que se cosuma com um gosto amargo de trairagem.

    • Railan disse:

      Acontece que se a Dilminha erradicar a miséria, não haverá mais nescessidade de extremismo, e os sindicatos buscarão por outros tipos de reinvindicações aos trabalhadores, isso é o progresso.
      Você quer me dar um exemplo de extremismo maior que a Dilma e lula, que lutaram e foram presos pela ditadura?

  19. João disse:

    Primeiramente é bom salientar, que as experiências das sociais-democracias européias ou americanas não pode ser igualada à uma guinada ao centro pelo PT, no quadro sócio-político brasileiro.

    Depois, aredito que é cedo e perigoso para o partido apresentar essa guinada, pois muitas mudanças são necessárias.

    A começar pelas estruturas previdenciárias, tributárias, trabalhistas e macroeconômicas.

    A estabilidade de empregos e maior inflexibilidade dos salários, criavam junto a uma previdência cujos pagamentos aos beneficiários se davam de acordo com o tempo e contribuição proporcionais em serviço, uma imensa ferramenta de redistribuição da renda interna.

    Com a estrutura tributária líquida sendo altamente progressiva. Atenção não é apenas o fato de concentrarem mais impostos diretos do que indiretos.

    Mas, tendo-se a arrecadação bruta (União, Estados e Municípios), proporção que sobra para Gastos do Governo após retirados os repasses (dispesas com juros, incentivos fiscais, gastos com previdência, transferências e etc).

    Ou seja o resultado líquido, que permite o custeio de serviços públicos na Europa da época, era absurdamente maior, por isso muitos analista apontam que não apenas desvios e irregularidades prejudiquem esse sistema, mas o subfinanciamento.

    Antes da própria social-democracia européia (ou americana) aliás, a Reforma Agrária, foi ferramenta importantíssima para o aumento da participação salarial nos ganhos de produtividade agrícola e para o que Celso Furtado chamou de unificação do mercado de trabalho.

    Com a criação de instituições e órgãos públicos responsáveis por transmitir assistência técnica ao pequeno agricultor, linhas específicas de financiamento, estoques comunitários e acima de tudo, incentivo à cooperativação, reduzindo a dependência dos atravessadores na cadeia logística.

    Logística, aliás facilitada por avanços de infra-estrutura integrando ferrovias e hidrovias num grande projeto de mobilidade urbano-rural.

    Formação de complexos industriais altamente competitivos em tecnologia; promoção de IDE no exterior, mantendo-se marca e processos de agregação de valor no país;

    Investimentos pesados em P&D básica; e atribuição de metas de exportação ou investimento em C&T próprias, para empresas beneficiadas com financiamento público.

    Abraços

  20. aliancaliberal disse:

    O PT tornou se um aprtido conservador já que não alterou a politica economica e nem procedeu em fazer as reformas que tanto nosso pais necessita .
    …….
    Com a centralização eo conservadorismo do PT ,abre se espaço para a criação de um partido de direita ,já que não existe aprtidos de direita no brasil.

  21. augustinho disse:

    Continuo como cidadão apoiando dilma e seu governo.
    Naturalmente é muito cedo para nao faze-lo,coisa que nao se pretende.
    Porem, se na politica internacional se optar por mimetizar os Usa, usar sua seletividade nos direitos humanos e afins, se partirmos para compra dos avioes que nos subordine na area militar-segurança- ou falte segurança e decisao na defesa do pre-sal…Se mais ainda
    NAO houver mais adiante um caminho firme rumo ao cambio independente e ativo para manter NOSSA INDUSTRIA e voltar aser o que ja foi..
    Pouco se me frega que chame centro ou periferia.
    Entao, se ocorrer um mix disso ou parte disso, entao NAO TEM magica que me faça nao atacar de frente e de rijo o governo que ora se inicia. E sem contemplaçoes.

  22. Tovar Fonseca disse:

    Quando Lula bancou Sarney fiquei com um gosto amargo na boca e depois acabei entendendo o que havia se passado.

    Estou com o mesmo gosto amargo agora e espero que Dilma esteja também fazendo algo tão sensacional, que eu acabei não pegando o espírito da coisa.

    Mas o que me parece mesmo é uma guinada para a Direita muito estranha e decepcionante. Ganhar o eleitor de centro é bom, mas e perder a base que a elegeu? Não conta?

    Será que devemos ajudar? Vamos fazer assinatura da Veja e da Folha. Vamos armar um comício contra o aborto, a favor da família e da propriedade. Vamos achincalhar o Irã e esquecer de Guantânamo.

    Cadê a Lei dos Meios de Comunicação? Achatamento salarial, aumento de juros, cadê a audácia do Lula, cadê nosso “Yes, we can!”?

  23. Luís Braga disse:

    Excelente artigo, Rodrigo, e é mesmo uma estratégia bem pensada a de Dilma e Lula, só têm de ficar espertos qto aos limites de aproximação ao centro e saber a hora de corrigir o que não estiver caminhando bem. Mas que tem sim, boas possibilidades de funcionar, com certeza tem.

  24. Humberto Lima disse:

    Rodrigo,

    Excelente texto. Mas gostaria de saber sua opinião sobre a posição da esquerda. Como reagirão as pessoas de esquerda que não quiserem acompanhar Dilma/Lula rumo ao centro? Incluo aí não apenas o psol mas também os petistas de esquerda, os comunistas, etc.

    Em minha opinião, no Chile, a ida de Bachelet para o centro abriu espaço para uma candidatura como a de Ominami.

    No Brasil, pode acontecer algo assim?

  25. Natalia disse:

    eu espero q vc esteja certo, q a direita mova para o centro junto com o PT e q desapareçam do cenário político os ultra-conservadores e os neoliberais. isso deixaria espaço para a oposição ser de esquerda, tvz o PSOL.

    por enquanto, está me parecendo que estamos nos encaminhando para a oposição superdireita x megadireita q os norte-americanos sofrem.

  26. Cláudio Freire disse:

    Muito boa análise.
    Continuo achando apenas que ainda é cedo para tirarmos muitas conclusões: pelo pouquíssimo tempo de governo Dilma, e porque muitas informações têm como fonte o PIG (pelo menos para mim).
    Portanto, dados que eu vejo com muitos cuidados, porque querem a todo momento jogar cizânia entre Lula e Dilma, e entre Dilma e seus eleitores mais à esquerda.

  27. Iza disse:

    Pra mim, é tudo confete!
    Dilma está fazendo o certo.
    Joga o “mel” pra direita e continua com todos os programas e projetos da esquerda.
    Veja o caso da lei sobre a mídia.
    A direita comemorou!
    Só que comemorou fora do tempo.
    A lei sobre propriedade cruzada vai ser implantada. Agora ou mais tarde!
    O negocio, é não fazer marola pra não dar “manchete”.
    O negócio e desarmar os pilantras da mídia.
    Tem coisa melhor do que ver a Ditabranda e o Estadão elogiando a “comunista” “assassina de criancinhas”?
    rs,rs,rs,rs,rs,rs,rs
    Ta no sangue, no cheiro das montanhas, Dilma é mesmo mineirinha.
    Tá comendo a direitinha quietinha, pela beiradas.

    rs,rs,rs,rs,rs,rs

    • Silvana disse:

      Acho que esta estratégia tem um prazo de validade bem curto. Aguardem as manchetes no 101º dia de governo… Mas espero estar enganada.

    • Railan disse:

      Gostei! Estou contigo, raciocínio lógico e certeiro.
      Quem tem medo de correr riscos não tem confiança em sí próprio.
      Esse centro que a Dilminha está comendo pela beira, é um vácuo que ficou depois que o PMDB bobiou e deixou de lado, preocupado demais com cargos.
      Antes que a direita mercenária se aproprie do vácuo a Dilminha já o tem em suas mãos.
      Grande mulher, bem que o Lula disse que ela era um Vulcão na política.

    • Gabriela Fernanda disse:

      Tá bom !!!
      é mais fácil acreditar em príncipe encantado …

  28. Adilson disse:

    Caro Rodrigo,

    muito boa, mas muito boa mesmo sua análise desses primeiros movimentos do governo Dilma.
    abraços

  29. Go Oliveria disse:

    Tudo muito lindo, Rodrigo, mas a cara do eleitor fica como? Ou é palatável ver Dilma tecendo loas para a Folha? Ou aposentar o Ministro Franklin Martins, dando espaço para o falastrão Bernardo? Qual é a intenção disso tudo? Acredito que foi para se livrar disso que seus mais de 50% dos votos validos escolheram seu nome.

    E para os blogs sujos, estão lembrados? Qual discurso vai encarar, depois de passar uma campanha inteira mantando um leão por hora para desconstruir o PiG e a histeria de Serra, Agripino Maia, Álvaro Dias, ACM Neto, Roberto Freire, Soninha Francine e mais e mais?

    O que os blogs sujinhos irão comentar ao ver Dilma deixando tudo como está na comunicação nacional e Azeredo festejando o AI-5 Digital de braços dados com o Ministro Bernardo?

    Vou dar tempo ao tempo e ficar só observando. 2014 chegará, apesar de qualquer coisa.

    A propósito, faço minhas as palavras de Henrique Campos (25 de fevereiro de 2011 às 11:58):

    “É uma constatação bem triste, afinal quem elegeu a Dilma não buscava reconhecimento da Folha ou do Jabor, buscava um aprofundamento das politicas iniciadas no Governo Lula.”

  30. enio disse:

    Essa lógica prevaleceu nos dois primeiros anos do primeiro governo Lula para cumprir o que foi acordado na carta aos brasileiros. Uma guinada total aos ditames do consenso de washington e do acordo da basileia.A explosão desse rumo aconteceu com a divulgação do mensalão, onde Lula conseguiu o apoio consistente dos movimentos sociais e sindicais do país. E sobreviveu politicamente. Daí foi um passo mais rápido para a política de criação do mercado interno defendido pelo PT desde sua criação como partido. E deu no que deu: o presidente mais popular da história do país. Agora basta não perder a mão,nem os anéis.

  31. Pedro disse:

    Dilma, me parece, vai comendo pelas beiradas. Quem observar os programas que ela vem lançando, as ações que vem praticando vai ver um aprofundamento das práticas keynesianas. Deixa o PIG elogiar, deixa…

  32. Ricardo Carvalho disse:

    Acho que a Dilma errou nos “graus ao centro”. Passou para a direita. Aumento de selic e corte no orçamento é coisa pra comentarista da Globo. Não se combate preço de commodities com essas medidas. Isso é pra encher as burras de rentista. E mais, se é pra enriquecer ainda mais quem já o é, pra que toda essa movimentação política? Se manter no poder pra fazer isso? Quando Serra tentou se colocar como herdeiro de Lula disseram que se era pra continuar que se votasse no original e não no genérico.Se é pra entregar o país aos rentistas teríamos que ter votado no Serra, pra isso ele é o original. Nesse aspecto, concordo com o Serra. É estelionato eleitoral.

  33. Ah, mas os dois maiores problemas da política nacional são esses mesmos: a esquerda e a direita fisiológica, juntas, serelepes e saltitantes. Se alguém acender o fogo nesse botijão de gás com querosene dentro dessa casa lulo-dilmista fumegante, é um favor que estará fazendo ao país. Se os movimentos sociais não quiserem arder nessa fogueira santa (como diria o bispo Crivella), tratem de sair de lá. Ou então paguem o preço da fisiologia, queimando junto.

    Agora, eu fico puto com esse tal de Raphael Tsavkko. Ele fica dizendo que a oposição é necessária, até para o aperfeiçoamento do regime democrático por meio do debate político. Mas quando aparecem as primeiras críticas ao Governo, ele e outros saltitantes governistas assumidos ou enrustidos (caso do Raphael) urram aos brados de “Golpista! Golpista! Golpista! Golpista! Golpista! Golpista! Golpista! Golpista! Golpista! Golpista!”, “PiG! PiG! PiG! PiG! PiG! PiG! PiG! PiG! PiG! PiG!”, como ensandecidas torcidas organizadas de futebol ou galeras de bailes fânqui. Pros atuais governistas, oposição boa é oposição morta. E pronto.

    Sem contar que a quase totalidade dos governistas não enxerga os oposicionistas existentes fora do reacionarismo, do direitismo e do neoliberalismo. O mundo pra essa cambada é em preto e branco, não em cores.

    Tem problema não. Quando nos enxergarem, já estaremos jantando todos eles ao mesmo tempo: a esquerda, a direita fisiológica e o demo-tucanato.

  34. Ricardo Melo disse:

    Ver o PSDB nocauteado na extrema-direita do ringue e o DEMo completamente desidratado não tem preço.

  35. Cheila Rio disse:

    Se for estratégia ,desde que Dilma mantenha seu governo voltado para o social,a investida pode ser boa para o governo que continuará com o apoio de uma grande parte da sociedade,caso contrário vai ter que chamar o “Cara”.Lula é a figura que atualmente simboliza os pobres.O Lulismo que na minha opinião foi criado pelo PiG,no desespero de desacreditar o governo popular do LULA,fez com que grande parte da população que não votava no PT,olhasse o governo do metalúrgico com outros olhos.A malhação foi tanta que o povo perceber que toda a chiadeira vinha da decepção pelo governo não atender os anseios da elite ,e se LULA não privilegiava estes setores é porque realmente estava do lado do povão.Agora a imprensa já sabe,e não quer criar caminhos para a Dilma em 2014,não quer criar o DILMISMO,nada mais lógico é começar a tratá-la com flores e arrebentá-la no final.O PiG também não mudou de lado,mudou de estratégia…

  36. A MENTIRA E SUAS PERNAS CURTAS

    É incrível, prezado(a) leitor(a), mas a tucanagem não tem limites. Depois de mais uma derrota na eleição presidencial do ano passado, os “doutores” neoliberais da “social democracia” tupiniquim retornam à baixaria iniciada no período eleitoral e reativam, hoje, o site “Gente que mente” (a informação é da liderança tucana no senado). Seria uma homenagem a eles mesmos? Não. O site tem por finalidade acusar o atual governo e os oito anos de Lula de mentirosos.

    Lá é possível se verificar algumas pérolas como a fixação dos “doutores” nessa coisa chamada currículo ou formação acadêmica. Alguns vídeos, dentre outros, mostram Mercadante e Dilma em programas de tv afirmando, segundo o site, mentiras sobre as suas formações profissionais. É hilário ver que essa “tchurma” tão capacitada, com tantos papéis pendurados na parede e com inúmeros canudos em gavetas parou no tempo. Eles ainda vivem na época em que ser doutor era fundamental para alguma coisa. Vivemos o avesso disso (vide a eleição e reeleição de Lula e como o país melhorou sob o comando de um torneiro mecânico de formação). É mais hilário ainda ver FHC com toda a sua vaidade inconformado com essa situação. Logo ele, um “doutor sociólogo” foi colocado à margem da história por um semianalfabeto (termo utilizado pelos engravatados que o cercam ao se referirem a Lula).

    Mas o pior ainda está por vir. O patético site foi ao ar pela primeira vez no ano de 2009 e desde sempre com o mesmo perfil mas, à época, a informação oficial daquele espaço virtual e dos tucanos era de que não havia qualquer vínculo com o PSDB tratando-se apenas de um grupo de “simpatizantes da legenda”.

    Essa gente é a que mente!

    http://midiacaricata.blogspot.com/2011/02/mentira-e-suas-pernas-curtas.html

  37. Cláudio Freire disse:

    Rodrigo,
    Sempre venho aqui, pois considero suas análises muito perspicazes. Na campanha, foram sem dúvida alguma as melhores.
    Mas nesse início de governo Dilma, permita-me discordar um pouco. Acho que voce está se precipitando um pouco.
    Pode até ser que voce tenha razão, e tudo isso se confirme. Entretanto, é muito pouco tempo para se tirar conclusões.
    Por uma razão fundamental: me parece que algumas análises que tenho lido estão se baseando em informações veiculadas pelo próprio PIG. E todos sabemos que a leitura que a velha mídia faz de alguns fatos é muito distorcida.

  38. Marcilio disse:

    infelizmente, a Dilma não é a ideal, mas é a melhor opção

    http://sujoseempoeirados.blogspot.com

  39. Luís Alberto Furtado disse:

    De Chiquinha Gonzaga para Dilma Rousseff: “Ô Abre alas…”

    …….

    A opinião de Dona Lô para gregos e troianos:

    – Quero dizer como estou vendo essas coisas. Um olhar mais sociológico. Penso que é uma bobagem jogar Dilma nos braços da matilha sempre que ela não agir conforme desejamos. Nem sempre chefia de Estado pode fazer só o que quer. Tem de visar em primeiro lugar os interessses do Estado que, no Estado burguês, nem sempre coincidem com os interesses populares. Aliás, regra geral o Estado buguês é contra o povo. É da natureza dele ser assim. Ou podemos nos dar o luxo do esquecimento que Dilma se elegeu para chefiar um Estado burguês? Evidente que não, sob pena de sofrimentos inúteis. Ou seja, para mim o nó não é a Dilma, mas o Estado! E ela tem de atuar nos limites da legalidade do Estado burguês.
    (…)
    – …
    – Evidente que por mim Dilma não teria ido àquela festa. Mas ela deve ter tido seus motivos pessoais e suas razões de Estado para comparecer. E não vou crucificá-la por tal coisa. Prefiro esperar para compreender o inteiro teor da jogada. E se aquilo tudo não era uma festa, mas um enterro, hein?
    – Ô língua ferina Dona Lô! Tudo bem que a Folha perdeu, depois de 24 anos, a hegemonia de diário de maior circulação nacional… Mas daí a falar em enterro…

    Acesse o texto completo:
    http://talubrinandoescritoschapadadoarapari.blogspot.com/2011/02/de-chiquinha-gonzaga-para-dilma.html
    Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari… é um ponto de publicação de “coisas” escritas em momentos de grandes inspirações, pois a Chapada do Arapari é um lugar que existe, mas ao mesmo tempo é meu imaginário…

  40. Jean disse:

    Excelente análise!

  41. David Rodrigues da Silva disse:

    Rodrigo, você já esteve com lideranças do PT? Uma visão SIMPLISTA da Política do Governo. E quase uma CONDENAÇÃO.Todo tipo de elocubração sem rastro na CIÊNCIA SOCIAL real, é discurso PANFLETÁRIO, sem sentar no TRONO. Pela sua visão de analista Político, Jornalista e Grande Ser Humano, Já PREVÊ o futuro da HUMANIDADE, e especialmente do Governo DILMA.Afinal, você conhece ORGANICAMENTE O PT, pra fazer suas ELOCUBRAÇÕES? Garanto-lhe sem medo de ERRAR, o PT, é o ÚNICO Partido de Base no BRASIL.É Democrático como Partido de Esquerda, e não OLIGARQUICO como o PC do B, que age como uma OLIGARQUIA, CÚPULA CENTRAL, determina e os demais CUMPREM,veja o resultado do CENTRALISMO do PODER na Revolução Pela DEMOCRACIA, no Norte da África e ORIENTE Médio. Afinal,qual a DEMOCRACIA que DEFENDE? Estranho! Suas elocubrações futuras em relação á DILMA? No Mínimo sabe o FUTURO. Porque não avisar a Presidente DILMA? A DILMA não se elegeu pra REVOLUÇÃO e sim, dá continuidade ao LULA. Em menos de dois Meses,já existe uma SENTENÇA IDEOLÓGICA: Ela é uma TRAIDORA! Isso é muita elocubração BARATA! SUGIRO Ler sobre a DILMA antes da condição Atual de PRESIDENTE, vai se SURPREENDER. de Belo Horizonte.

    • Rodrigo Vianna disse:

      Caro David
      Conheço razoavelmente bem o PT.
      Nao acho que Dilma seja “traidora”. Tentei fazer uma leitura politica do que estou vendo. Nao tenho pretensao nenhuma de ser “profeta”, isso é ridiculo.
      O PT segue o percurso de boa parte dos partidos social-democratas europeus. Rumo ao centro. Tem base popular? Claro que tem. Diferencia-se dos partidos conservadores em momentos–chave? Sim. Mas aos poucos perde a disposição para lutar por mudanças estruturais.
      É o que tenho visto. De fato, governo Dilma ainda está muito no inicio. Mas os sinais que chegam são reveladores.
      Gostemos ou nao.
      Abs.

  42. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Rodrigo Vianna,
    Ontem, 26/02/2011, acompanhando o Twitter de Alon Feuerwerker e do lei o de Stanley Borburinho, acabei dando com esse seu texto “PT rumo ao centro; e oposição na UTI” junto ao Blogg Amoral Nato. Li o texto, gostei dele e fiz um comentário que enviei ontem às 17:42:00. Retiro de lá o meu comentário que por sinal eu encaminhei para você (Deixei entre colchetes correções que eu fiz posteriormente):
    “Rodrigo Vianna,
    Muito bom esse comentário.
    Por sorte a esquerda ainda dispõe de Lula. Por sorte ainda há a figura da reeleição. Todo o jogo da esquerda é conseguir manter-se no poder mesmo sabendo que a esquerda no mundo todo e aqui no Brasil como se vê das pesquisas feitas durante a eleição [é minoria, pois a maioria] é da direita (O povo na grande maioria é de um conservadorismo religioso a toda prova).
    E por sorte da esquerda desde Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vem sendo comandado por ela. O problema do PSDB (Ou o que cria resistência de se ver Fernando Henrique Cardoso como de esquerda) é o que eu chamo de pretenção arrogante da presunção autoritária da sapiência vaidosa (José Serra tem mais a pretenção arrogante da presunção autoritária, mas é em meu entendimento mais de esquerda do que Fernando Henrique Cardoso e Fernando Henrique Cardoso tem mais a sapiência vaidosa que faz menos mal) e o apego desmesurado à eficiência (Fernando Henrique Cardoso tem também o defeito de aceitar acriticamente as instituições e modelos já desenvolvidos em países mais desenvolvidos apoiado na crença dele na originalidade da cópia. Eu também acredito na originalidade da cópia, mas penso que se deve ter um senso crítico na hora de copiar). Mas salvo os novos psdbistas, os antigos são bem de esquerda possuindo um pouco esses dois grupos de defeitos. O primeiro grupo torna-os pouco democráticos (Foi esse pequeno apego a democracia que os permiti[u][ram] lançar um plano real em plena eleição sabendo que o povo iria votar anestesiado não importanto o tanto de risco que era para o país acabar com a inflação de uma vez, acabar com a inflação de uma vez em época de eleição, acabar com a inflação de uma vez em época de eleição para eleger um presidente e acabar com a inflação de uma vez em época de eleição para eleger um presidente que não fora sequer presidente de um grêmio recreativo na juventude quando se forjam as habilidades necessárias para que pessoas com capacidade de liderança tenham também capacidade de gerenciamento, de tomada de [d]ecisão e de execução).
    E o segundo grupo de defeitos, a proeminência da eficiência, estrutura um país sem muito espírito de solidariedade (pois os menos eficientes vão sendo relegados a um segundo plano) e com uma tendência ao desemprego, pois o máximo de eficiência, desconsiderando os ganhos em escala, seria o mais eficiente dos homens trabalhando sozinho e todos os outros menos eficientes do que ele desempregados.”
    Faço essa inserção no meu comentário. Esse assunto foi comentado no Blog do Alon Feuerwerker junto ao post “A tentação tucana” de 11/01/2011 em que Alon Feuerwerker notava certa paralisia da oposição e principalmente nos comentários de Tulio Leal que mostrava que à medida que o PT se movia para o centro, o PSDB era deslocado do espaço que ocupava.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 27/02/2011

  43. Jotavê disse:

    Você está certíssimo no diagnóstico, Rodrigo. O nó da questão é o remédio. Nem sequer me refiro ao problema estritamente político de encontrar um espaço dentro do jogo para uma opção à esquerda disso que o governo Dilma está nos oferecendo. O buraco é mais embaixo. Precisamos começar a ESBOÇAR uma opção de esquerda com mais nitidez, coragem e, acima de tudo, COMPETÊNCIA.

    As premissas me parecem claras (e todos devem ter CONSCIÊNCIA delas, ou então assumir de uma vez que têm uma visão instrumental do jogo democrático):

    (1) Não lutamos por uma ruptura. Uma “superação do capitalismo” simplesmente não é uma carta do atual baralho.
    (2) Não lutamos por uma caminhada “rumo” à ruptura. Ninguém sabe como “caminhar” para onde quer que seja no médio e no longo prazo. Política é uma discussão sobre o que pode ser feito nos próximos dez anos. O resto é desejo travestido de projeto.
    (3) Não lutamos pelo trofeu de “gerente do ano” do capitalismo brasileiro, para ter o direito de distribuir melhor as migalhas. Lula é pouco, e Dilma é menos ainda. Queremos administrar o capitalismo com competência, sim – de outro modo, simplesmente não seremos uma opção de poder. Queremos que o país cresça. Mas queremos, ACIMA DE TUDO, modificar o perfil de distribuição de renda no Brasil. Esse é o ponto. Temos que ter um plano (DENTRO DO CAPITALISMO) para modificar COMPLETAMENTE no curto prazo (dez anos, no máximo) a situação inaceitável de vida de grande parte da população brasileira.

    É isso que nos falta – um PLANO, ou pelo menos um HORIZONTE viável.

    Só um exemplo. Por que rir do Eduardo Suplicy e seu projeto de renda mínima? Por que não estudar a viabilidade da proposta de modo COMPETENTE, fazendo todas as continhas, gráficos e projeções? Quem fez isso dentro do PT nos últimos anos?

    Acima de tudo. Chega dessa guerrinha besta contra os “tucanos”, que rouba completamente o nosso foco. Nosso problema é outro, e muito simples: somos A FAVOR de quê, afinal de contas?

  44. Odette disse:

    Rapaz! sua análise parecia o desenrolar de um drama-trama de ficção. Amei o conjunto das idéias-proposições e das deduções possíveis. Em todo caso é sempre arriscado caminhar pela direita, pelo centro etc…Tudo correto mas é muito cedo, não?

  45. Gabriela Fernanda disse:

    Para mim, a D. Dilma não é nem a minha presidenta e nem presidente. É simplesmente D. Dilma !!!

  46. Meu caro, vamos polemizar? Centro já foi! Direita é o caminho, infelizmente!

    http://tsavkko.blogspot.com/2011/02/o-pt-rumo-ao-centro-ou-direita.html

  47. Ary disse:

    Uma perguntinha: A ser verdadeira essa estratégia, alguém pode responder, mais ou menos, quando esse governo será de esquerda? Ou ao mesnos, se “ser de esquerda” está nos planos?

  48. carlos disse:

    As pessoas que votaram na Dilma como eu ficaram orfãs, nos votamos na esquerda não queremos os liberais no poder.

  49. Ramalho disse:

    Não me parece que caminhar para o centro-direita, e este parece ser o caso, seja inteligente. Dilma ganhou as eleições, ora bolas, tem maioria no Congresso, por quais cargas d’água precisa cortejar a direita? Repetindo, a direita perdeu as eleições, e os votos que teve não vieram da classe média, vieram, sim, de evangélicos e católicos preocupados com aborto, com terrorismo que pespegaram em Dilma, com homofobia. Dilma não perdeu votos por ter discurso anti-liberal, ao contrário, ganhou votos com a denúncia de que Serra venderia a Petrobras, por exemplo. Vilma nada ganhará com a atitude neoliberal, mas perderá.

    A aproximação de Dilma da direita custa caro e nada renderá em troca.

    Perderá adeptos nas bases, pois está rachando a esquerda, e poderá, nesta toada, perder parte de sua sustentação no Congresso. Ilude-se Dilma se pensa que ganhará apoio efetivo da direita com tais movimentos (Palocci, como já lembraram, tentou ajustar-se com a direita e tomou um pontapé no traseiro).

    Dna. Dilma está “vacilando”.

  50. hylnard travassos disse:

    Meu caro rodrigo:

    Você se esqueceu de quem costurou as alianças foi o próprio Lula?
    Tenham calma. O jogo está apenas começando e sabemos que há, aí, uma estratégia.
    Tudo vai dar certo.

    Abraço.

  51. lafayette disse:

    Acho muito arriscado e não vejo grandes possibilidades de sucesso dessa estrategia se é realmente que ela existe. Por que existe o outro lado e esta parecendo que a presidente joga do lado de lá. Ela pode ficar sem apoio popular e ai acho meio dificil o Lula mudar as coisas, por que ele pode se sujar mais ainda, afinal ele é o maior avalista dela. Acharia melhor o barco continuar o curso anterior, pois foi o que deu certo e com o tempo o outro lado ficaria mais fraco ainda.

  52. [...] Fonte: Blog do Rodrigo Vianna Download do artigo em formato PDF  Repasse [...]

  53. beatrice disse:

    Rodrigo,
    “esqueceram de combinar com os russos”, com o PiG.

  54. pedro disse:

    Rodrigo,

    não discordo da análise que você fez, mas quero te perguntar agora, o que você acha que devemos fazer para tentar interferir nos rumos do governo? Como lutar para trazer o governo mais a esquerda?

    a melhora nas condições de vida da população promovida no governo Lula não veio acompanhado da politização desta, o governo deveria ter trabalhado mais o lado político-ideológico da luta de classes no país, buscar construir outra consciência social.
    óbviamente, fazer trabalho de base e disputa ideológica não é tarefa apenas do governo, depende de nós também. E aí? Que fazer?

    a mídia vem enfatizando bastante a importância do uso dos meios virtuais para a mobilização política, enfatizando bastante o caso do Êgito (já faz uns 3 anos que eles vem batendo nessa tecla). Até recebi um email esses dias incitando a população a se revoltar, pela direita, contra o governo Dilma e o aumento do salário dos deputados.
    A esquerda já vem há algum tempo fazendo bastante militância virtual, seja para organização interna ou para divulgar idéias, inclusive este blog é uma baita iniciativa, pois a tendência é o conjunto da população ter mais acesso a internet.
    Mas acredito que apenas a militância no âmbito da comunicação virtual é insuficiente em termos de conscientização a médio prazo, temos de avançar para formas massivas de comunicação com a população, em especial através de rádio e TV, ou seja, democratizando o sistema de comunicação brasileiro, que hoje serve a poucas famílias (d)e políticos de direita.

    Enfim, para trazer o governo para a esquerda deve haver muita luta política e social por nossa parte, dos movimentos sociais populares, partidos de esquerda, sindicatos, movimentos de juventude. Outro grande desafio é conseguir rearticular a esquerda no Brasil, mas tá difícil…

    http://www.reconquistaraune.com.br

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