“Imprensa versus Lula”: o livro e os fatos
publicada segunda-feira, 23/08/2010 às 14:06 e atualizada terça-feira, 24/08/2010 às 17:51
No momento em que jornais brasileiros jogam a toalha e já começam a falar de Dilma como eleita, é hora de lembrar que a turma do lado de lá não está morta. Hora de lembrar do que eles são capazes. Hora de lembrar do quase-golpe tramado em 2005 e 2006.
É o que faço agora. Reproduzo a entevista que concedi ao jornalista Antônio Barbosa Filho, e que ele publicou no livro recém-lançado ”A Imprensa X Lula – golpe ou sangramento”.
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1) Lula elegeu-se na quarta tentativa, enfrentando uma grande resistência de parte da elite empresarial (“risco Lula”), da então situação (Fernando Henrique advertindo que poderíamos “nos tornar uma Argentina”), e da chamada “grande imprensa”. Vc acha que a vitória deveu-se à fadiga das práticas neoliberais na década de 90? Quem foram os derrotados por Lula, nos âmbitos político e econômico?
Sim, a eleição de Lula deveu-se – em parte – a essa “fadiga” com as políticas neoliberais. Esse é um movimento que se observa em toda a América do Sul. O curioso é que nesses outros países os liberais foram alijados do poder, saíram completamente derrotados. Aqui no Brasil a derrota não foi completa. Lula teve que compor com os (neo) liberais, entregando o BC para um ex-tucano, e pactuando com o mercado uma política economica conservadora (pacto expresso na famosa “Carta aos Brasileiros” de 2002; e na administração Palocci na Fazenda).
Gostaria de lembrar que, em 2002, Lula não sofreu ataques da chamada “grande imprensa”. A Globo estava fragilizada (com o “default” de sua dívida, herança dos anos de FHC), e os outros veículos compreenderam que – dado o fracasso do segundo mandato de FHC – a vitória de Lula seria inevitável. O que fizeram foi “domar” Lula. Engolir a vitoria, mas garantir que ela não significasse rompimentos. Ainda assim, a eleição de Lula significou, sim, uma derrota para setores que dominaram o Estado brasileiro na década anterior. Ao contrário do que se costuma dizer, Lula não foi “apenas” uma continuidade de FHC. Não!
Apesar de conduzir um governo muito moderado, Lula conduziu mudanças emblemáticas em pelo menos 4 áreas: - criação de um mercado consumidor de massas (recuperação do salário-mínimo, do salário do funcionalismo, Bolsa-Familia, política mais agressiva e popular de crédito) – teve papel fundamental no enfrentamento da crise, porque Brasil deixou de depender só das exportações e pôde basear sua recuperação no mercado interno; - respeito aos movimentos sociais – parceria com sindicatos, diálogo com as centrais, com o MST; - recuperação do papel do Estado – fim das privatizações, valorização do funcionalismo, novos concursos públicos, recuperação do papel planejador do Estado (por exemplo, no campo da energia, em que Dilma apoiou a criação de uma estatal para planejar novos empreendimentos hidrelétricos), fortalecimento dos bancos públicos (não mais como financiadores de privatizações fajutas, mas como indutores do desenvolvimento); - política externa soberana – enterro da Alca, criação da UNASUL, valorização de parcerias China, India, Irã; fim do alinhamento com os EUA.
Os três últimos pontos explicam o ódio que latifundiários, “grande imprensa” e parte da velha classe média (que não suporta o avanço de uma nova classe média, e gostaria de ver o Brasil no velho leito de dependência em relação aos EUA) sentem por Lula.
O primeiro ponto, em contraposição, explica porque parte do grande empresariado fechou com Lula: essa turma nunca vendeu tanto, nunca faturou tanto. Lula ampliou as bases do capitalismo brasileiro.
Lula faz um governo social-democrata moderado (e o empresário inteligente gosta disso)
A esquerda sempre pregou a “aliança da classe operária com as classes médias”. No poder, Lula produziu outra aliança: classe operária + grande massa desorganizada (e agora atendida por programas sociais) + grande empresariado.
De fora, ficou a classe média. Que berra na imprensa, ou em certos blogs onde corre o esgoto da direita. Esse povo é que tentou derrubar Lula em 2005 – com um discurso udenista.
2) Contabilizo pelo menos dez “crises” fabricadas pela oposição e pela mídia nesses sete anos de governo Lula, do mensalão às epidemias, da política indigenista à importação de aviões para a FAB, do PNDH 3 ao “Estado policial” apontado por Gilmar Mendes. Em que momentos vc acha que a governabilidade esteve mais ameaçada?
Sem dúvida, esteve mais ameaçada em 2005. Ali, pensou-se em derrubar Lula. O movimento não foi adiante porque prosperou entre os tucanos a tese de “sangrar Lula” até a eleição, para que ele não saísse como “vítima” – mas humilhado, derrotado eleitoralmente.
Os tucanos só não tinham previsto que Lula já criara com as massas uma ligação que o fez forte de novo em 2006.
Ao contrário de 2002, em 2006 a “grande imprensa” foi pra cima de Lula porque entrou em desespero ao ver que o “sangramento” não surtira efeito.
Ressalto, também, que o PT cometeu muitos erros. E que não é saudável nem honesto jogar toda a culpa da crise de 2005 para a imprensa.
Lula pagou o preço por fechar uma aliança heterodoxa – com PL, PTB, PP – para governar. Além disso, o PT perdeu combatividade, acomodou-se nos acordos de bastidor. Preferiu a conciliação com velhos inimigos. Na primeira crise, os novos aliados mostraram que não eram aliados de verdade.
Tudo isso é fato.
Mas o que não dava pra aceitar, em 2006, era ver o chamado “jornalismo seletivo” - a chamar o Mensalão de “maior escândalo da história”. E quem eram os “denunciantes”? ACM, o PFL e os tucanos.
Acho que o eleitor entendeu do que se tratava…
3) A mídia tradicional engajou-se numa campanha cerrada de desgaste do Governo Lula, com denúncias quase semanais, além da visível “blindagem” das oposições. Como vc vê esta postura da mídia, agindo como partido (segundo a própria presidente da ANJ)?
Essa postura ficou mais clara a partir da campanha de 2006, e sobretudo no segundo mandato de Lula.
Em parte, essa postura se explica pelo fato de esses veículos serem os representantes dos setores derrotados pelo projeto (ultra-moderado, repita-se) de Lula.
Mas há mais que isso. Há dinheiro em disputa. Um articulista da “Folha” deixou isso muito claro em 2009, ao reclamar do que chamou de “Bolsa Mídia”. O governo Lula (sobretudo depois da entrada de Franklin Martins na SECOM) passou a distribuir verbas públicas de publicidade não apenas para os 100 ou 200 maiores veículos – como se fazia antes. Mas para 2000 ou 3000 – espalhados por todo o país.
Ou seja, a fatia ficou (um pouco) menor para “Folha”, “Estadao”, “Veja”, “O Globo”.
Eles querem “Bolsa Midia” só pra eles!
Fora isso, Lula quebrou o papel “mediador” da velha imprensa. Ele não fala mais “através” da imprensa. Ele fala direto com os cidadãos. Isso incomoda muito os velhos barões da imprensa.
4) Vc chegou a ouvir de alguém do Governo manifestação de apreensão quanto à governabilidade? Algum receio concreto de um golpe? Ou a campanha permanente visava apenas “sangrar”, mas não derrubar Lula?
Como já expliquei em resposta anterior, a campanha era pra “sangrar”. Aparentemente, ninguém realmente importante chegou a pensar em um golpe tradicional. Derrubada, se viesse, viria pelo Parlamento. Setores do então PFL (hoje DEM) chegaram a projetar essa hipóteses em 2005. Mas não vingou. Faltava a eles gente pra botar na rua. E Lula tnha povo para defendê-lo. Ficaram com medo de repetir 1954, transformando Lula num novo Getulio.
5) Explorou-se bastante as manifestações do general Augusto Heleno, como qualquer outra inquietação na caserna. Vc acha que a oposição a Lula e a mídia tentaram de alguma maneira “sublevar” algum setor ou alguma liderança militar? Como vc vê a conduta dos militares durante o Governo Lula?
Tenta-se trazer os militares (especialmente os mais antigos, da reserva) para esse movimento radicalizado da classe média anti-Lula. Pra isso, exploram-se dois temas caros aos militares da velha guarda: o suposto alinhamento de Lula com a esquerda latino-americana, e as tentativas (tímidas) de se abrir arquivos e levar a julgamento responsáveis por tortura e assassinatos durante a ditadura.
Na reação ao PNDH-3, isso ficou muito claro.
Não creio que um golpe hoje teria a configuração do golpe de 64. Militares da reserva fazem barulho. Mas golpe, se vier, terá uma aparência de legalidade (no modelo hondurenho).
Hoje, creio, a artilharia da mídia é mais pesada (e muito mais perigosa) do que os canhões dos militares.
6) Em recentes encontros, os proprietários dos meios de comunicação brasileiros têm deixado claro que farão “tudo que for possível” para evitar a vitória de Dilma Roussef. De que maneira tal interferência pode ameaçar a lisura do pleito, ou mesmo dificultar a posse da candidata da situação, caso eleita? Em síntese: o processo democrático corre risco neste ano eleitoral?
Em encontro do Instituto Millenium, e em declarações posteriores da presidenta da ANJ (Judith Brito), a mídia deixou claro que se organiza como um “partido”. Em vez de repercutir as falas e os posicionamentos da oposição, a mídia ocupou o lugar dos partidos de oposição – de forma explícita – produzindo programas, estratégias, conteúdos – que depois são utilizados pelas siglas de oposição.
O grande partido de oposição hoje no Brasil chama-se PIG (o Partido da Imprensa Golpista – detectado por Paul Henrique Amorim, com auxílio do deputado Fernando Ferro do PT-PE), e suas sublegendas são Veja, Globo, Folha, RBS, Zero Hora…
Essa turma já deu mostras de que vai radicalizar em 2010. Se sentir que pode empurrar Serra pra vitória, vai usar todas as armas –não creio em golpe clássico, mas em pequenos golpes de terror (com informações falsas ou distorcidas) a tentar influir na decisão do eleitor, às vésperas do pleito.
Não creio que tenham força para influenciar TSE, ou para fraudar a eleição.
Mas ainda possuem força para gerar pânico, para disseminar mentiras. Por isso, é preciso ficara atento em 2010. Será a eleição mais suja desde Collor em 89.
7) Várias das “crises” foram esvaziadas pela imediata resposta e esclarecimentos feitos pela chamada “blogosfera”. Qual o papel da internet e dos blogs independentes na fiscalização da mídia cartelizada, e da defesa da informação mais fiel? Em que momentos a blogosfera conseguiu maior sucesso no desmascaramento de “crises” e/ou tentativas de golpe midiático?
A blogosfera tem um papel importante, mas não devemos superestimá-lo. Ainda geramos pouco conteúdo próprio, não conseguimos criar uma “contra-pauta” àquela que a mídia tradicional impõe ao Brasil. O que fazemos é denunciar que a mídia tem lado, tem partido. Ajudamos a tirar a máscara da neutralidade e da imparcialidade que eles tentaram vestir nos anos 90…
Verdade que Folha, Globo, Veja ajudam bastante nesse processo de arrancar as máscaras. Eles adotam um comportamento quase “didático”, que facilita o trabalho da blogosfera.
Mas voltando à sua pergunta: a blogosfera teve um papel importante já desde 2006 - por exemplo, ao repercutir o belíssimo trabalho de Raimundo Pereira, na “CartaCapital”, que desmascarava o serviço sujo feito pela Globo nas vésperas do primeiro turno (naquela oportunidade, um diretor da Globo chegou a dizer na redação que, “se fosse só a revista nem valia a pena responder, mas a denúncia contra nós correu a internet, é algo muito grave”);
- mais recentemente, a blogosfera reagiu à Folha em dois episódios – quando o jornal chamou a ditadura de ditabranda (o blogueiro Eduardo Guimaraes comandou um protesto que levou 500 pessoas pra porta do jornal, e obrigou os Frias a se desculparem, ainda que de forma envergonhada), e quando o diário publicou uma ficha falsa de Dilma na primeira página (a reação foi tremenda, desmoralizando a Folha, provocando cancelamento de assinaturas…);
- em 2010, tivemos o espisodio da vinheta dos 45 anos da Globo (propaganda subliminar de Serra, com o número e o slogan do candidato); a blogosfera reagiu, e a Globo tirou o comercial do ar (porque teve também, ressalte-se, oposição interna de artistas que não aceitaram ser usados nessa manobra sórdida).
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18 Comentários




Parabéns! jornalista Rodrigo pela análise clara e objetiva. Obrigado. Sobre a blogosfera, além do que você disse, em resposta às perguntas, creio que se deva ressaltar que há muitas boas análises de blogueiros e de comentaristas que enriquecem as discussões e que são fundamentais para construirmos uma opinião pública fundamentada.
Não podemos, de forma alguma, pensar quue a eleição está sacramentada e cruzar os braços ou ficar de salto alto. O momento é de muito trabalho, muita garra, luta e busca de votos. Cuidado. O adversário só espera um vacilo nosso. A história registra eleições praticamente ganha e chegar na hora agar o quadro inverter. Vamos trabalhar, gente, sem descansar agora.
Parabéns pelo registro dessas análises Rodrigo. A grande imprensa, prejudicada por este governo no bolso, vai agir. Se puder leva para o segundo turno. Se puder, por que se depender da militância não leva.
http://easonfn.wordpress.com
Rodrigo, tudo bem?
A campanha de terror já começou com a f(a)lha de SP, com manchete de arrocho econômico na segunda, e o anúncio da contratação de um “especialista facial”. Este jornal está cada vez mais imbecil, e vai virar logo um Notícias Populares, porque ninguém leva mais esta mer.. a sério
…MATOU A PAU,…RODRIGO..!
…PARABÉNS,…DE NOVO.
Infelizmente no Brasil existem saudosistas,do tempo em que pagava empregados com um prato de comida e do tempo em que se praticava sem pudor o assedio moral nas empresas devido a escassez de postos de trabalho. Notava-se alimentar no povo (mais consciente) uma certa revolta pela condição da grande massa da população desempregada e que tinha que se sujeitar a humilhações. O nosso chefe maior na época o FHC fazia de conta que não era com ele, para ele achava as coisas se arranjariam automáticamente (em que mundo ele vive), achava que de repente o empresário sem o BNDES se arriscaria para criar milhões de postes de trabalho, achava que de repente algum bilionario bondoso garantiria 3 refeições para a população, achava que de repente as universidades abririam vagas para universitarios pobres e negros, FHC realmente vivia no Brasil mas a cabeça estava em Sourbone, mas do que aceleração do crescimento o governo LULA/DILMA promoveu aceleração da cidadania.
Lucidez, ein Rodrigo! Muito boa entrevista.
Cuidado Rodrigo que este post,poderá ser alvo da fúria dos que enxergam um comunista em cada esquina,dos protestos ferrenhos da TFP,eu não me contive e usei este link num certo site de mercado financeiro,que adora achincalhar este governo,e reproduzir acriticamente os devaneios da turma do PIG.
http://www.leandrostormer.com.br/View/Publico/forumLSTopico.aspx?id=29183&hash=-1793226015
Divirta-se com os argumentos furibundos da “massa cheirosa”.
So penso que o herique Meirelles presidente do banco central nunca foi um tucano realmente ele so estava no psdb por acindente, e o Lula enchergou esta habilidade estrondosa que ele tinha, e o tirou dos tucanos tanto que ele hoje esta no pmdb.Lula foi um presidente que enchergou coisas que a maioria nao conseguia enchergar.E Meirelles executou este trabalho de mestre sob a batuta de lula,alias penso que Meirelles é um dos que devem ficar no governo de Dilma, so nao fica se ele nao queiser.
PERIGO!!!!!!!!!
A mídia corporativa já considera Dilma eleita. É o que se pode deduzir das manchetes de seus veículos de imprensa.
PMDB quer o poder dividido ‘meio a meio’ se Dilma vencer, no Estadão.
Dilma estuda aperto econômico, na Folha.
Dilma já discute ministério com Lula, na Folha.
O perigo é o PT, militantes, simpatizantes e eleitores de Dilma Roussef se deixarem embalar por esse canto de sereia e descuidarem da eleição propriamente dita.
Todo cuidado é pouco. “cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça!”
e pode incluir nesse pacote do pig tambem a band inutil,a rede brasil que as vezes ou maioria das vezes defende as ideias do pig,e o resto das emissoras comerciais , e outras publicas tambem. e ainda alguem duvida da capacidade dessa gente de tramar golpes, so se for muito idiota para pensar isso, porque o jilmar do capeta entrou logo agora para pres. do tse, alguem explica. gente enquanto nao apurar as urnas e de fato a dilma for eleita. quando isso nao acontecer nao podemos subestimar essa direita golpista de geito nenhum. entao olho vivo nessa turma ai.
Os quase Deuses
Ah, como mentem os jornalistas!
Mas todos se acham coerentes
Dependem, mas se dizem independentes
Suas verdades, são as verdades, nunca pontos de vistas.
Os admiro, pois são todos uns artistas…
Meu Deus, eles sabem de tudo!
Falam e escrevem sobre tudo
Porque de tudo eles são especialistas…
Se mudam de emprego ou de patrão
Também mudam logo de opinião
Mas esbravejam: “Só coincidência!…
Na política, todos estão na neutralidade
Sem partidos, só do lado da verdade
Está em nós, pobres mortais, qualquer incoerência.
(Carlos Barba dos Santos)
mdouglasjp@hotmail.com
A imprensa golpista já tem a “certeza” de que foi o PT, com o apoio da Dilma, que violou os sigilos fiscais do Eduardo Jorge e de outros pessedebistas (inclusive o da Ana Maria Braga, vejam só!).
A batata vai assar nas mão do PT e da Dilma. Acho que eles mesmos arrumam isso tudo e depois, juntamente com a mídia golpista, jogam no colo do PT. Ou será mais um caso de burrrice de alguns aloprados?
Ubiratan
Mais tá na cara que esse factóide (violação dos sigilos fiscais)é mais uma armação desta direita asquerosa (PIG/DEM/PSDB) e sem vergonha na cara !!!!
Não queremos imprensa apadrinhando qualquer governante, mas o Pig dá nojo, se o pIg fosse apenas imparcial, lula não teria nem oposição, quanto mais esse lixo de oposição que temos, efrian, vigilio, etc, etc
Votei no operário em todas as elições de que ele participou. Até pedi e consegui muitos votos para o ilustre nordestino.
Entretanto, gosto do regime democrático e não vejo o Brasil dominado pelo comunismo. Vejam que este é um regime que não deu certo nem na Rússia e nem nos demais paises do Leste Europeu.
O regime comunista fede a mofo, é ransento e não presta em lugar nenhum.
É possível que o socialismo sério, como o exercido na suécia, onde o poder é conquistado pelo voto popular, isso sim. Cuba está arrasada, a Venezuela está desmiliguindo.
o meu e-mail é fruto da minha paixão pela natureza.
Boa noite!
Excelente analise. Acredito que um outro fator que impediu uma campanha pelo “impeachment” em 2005 foi a falta de certeza do PSDB sobre sua capacidade de aglutinar forças, Collor estava isolado, o que não era o caso de Lula que já provou diversas vezes sua capacidade de negociação política, foi isto que levou os Tucanos à estratégia de “sangrar” Lula até 2006, mais ainda; uma humilhação eleitoral em 2006 iria destruir a esquerda por muitos anos, uma perspectiva que fazia a direita salivar.
[...] Numa entrevista recente, fui perguntado sobre a possibilidade de golpe no Brasil, como em 64. Expliquei que as coisas mudaram, e que golpe, se houver, será na linha hondurenha: com apoio da Justiça e aparência de legalidade. Sobre isso, falei aqui. [...]