Maringoni: contra o “surto conservador”

publicada segunda-feira, 10/09/2012 às 21:59 e atualizada quarta-feira, 12/09/2012 às 09:31

por Rodrigo Vianna

Não sei se São Paulo já teve um cartunista na Câmara Municipal. Agora, há essa chance. Imagino o Wadih Mutran pedindo um aparte ao “nobre edil” Gilberto Maringoni (PSOL) - que poderia responder com um desenho, uma charge, ou um sorriso. Maringoni faz política sem perder o humor. E é de esquerda, sem perder o humor. Já é um mérito.

A menos de um mês da eleição, muita gente acompanha a eleição para Prefeito. Quase ninguém sabe em quem votar pra vereador. O Escrevinhador fará, nas próximas semanas, entrevistas com três candidatos à Câmara Municipal de São Paulo: Gilberto Maringoni do PSOL (http://maringonivereador.com.br ) é o primeiro. Na semana seguinte, será a vez de Jamil Murad (PCdoB). E, pra fechar, um candidato do PT.

Arquiteto, desenhista, jornalista, professor, Maringoni foi filiado ao PT. Saiu para o PSOL. Mas não é daquela turma que acha PT e PSDB “farinha do mesmo saco”. É corinthiano, mora na zona leste paulistana. Candidato pela primeira vez, sem grana, precisa conseguir milhares de votos e ainda torcer pro partido dele, PSOL, alcançar o quociente eleitoral (cerca de 100mil votos) pra eleger ao menos um vereador.

Abaixo, Maringoni  fala sobre São Paulo, congestionamentos, Merval Pereira, Getúlio Vargas, Lima Barreto, Oscar Niemeyer… Confiram.

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1) Jornalista, cartunista e professor, você participa ativamente do debate sobre Comunicação e Politica que se trava nos blogs e sites não alinhados com a velha mídia. Por que decidiu ser candidato a Vereador? Na Câmara Municipal, pode dar uma contribuição maior do que na trincheira aqui da internet?
- Decidi me candidatar por três motivos básicos. O primeiro é combater um processo elitista de privatização da cidade, através da concessão e terceirização de equipamentos e serviços públicos. O segundo é fazer frente a um surto conservador, com demonstrações claras de preconceito, higienismo social e violência contra os pobres. E terceiro é ajudar a recompor a esquerda na cidade de São Paulo, sem sectarismos e com um projeto consistente de mudança.

2) São Paulo tem tantos problemas que dá até preguiça de pensar: por onde começar? A que áreas você pretende se dedicar mais de perto, se for eleito?
- Eu começo lutando contra a privatização da cidade em várias esferas. Inúmeros equipamentos públicos na área de saúde, cultura, transporte e educação são administrados pela iniciativa privada. Fui pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) por quatro anos. Lá aprofundei minhas concepções sobre que desenvolvimento – que inclui distribuição de renda e bem estar. Ele só é possível com intervenção do Estado. O caos da cidade só pode ser enfrentado com poder público forte e democrático, que não tem nada a ver com autoritarismo e força contra os fracos.

3) O que significa o domínio absoluto do carro em São Paulo? Sua campanha reflete sobre isso, não é? Você anda de carro ou de Metrô/ônibus?
- Significa a supremacia do bem privado sobre o bem público. Sou usuário de transporte público. Pego metrô as sete da manhã para trabalhar e sei o que é superlotação, atraso e panes constantes. O sistema de transporte público está em colapso. É o resultado de anos de falta de investimento por parte dos governos tucanos. Com um sucateamento dessa ordem e vários financiamentos para a compra de carros, não é à toa que a população prefira o transporte individual. Só que a cidade não comporta mais essa tendência.

4) As pessoas param pra ouvir um candidato a vereador? Como vencer o clima de despolitização e ceticismo com a Politica?
- Não é verdade que as pessoas não querem saber de política. O interesse é alto. A população quer seriedade. Tanto é verdade que o DataFolha atestou que a maioria quer a continuidade do horário gratuito no rádio e na TV. Percebo isso nas ruas e na internet..

5) De que forma um vereador de oposição (o PSOL não vai eleger o Prefeito de São Paulo) pode ajudar a cidade? Vai fiscalizar, ok. Mas o que mais pode fazer?
- O Giannazi pode surpreender. Ele não é um representante do poder econômico e luta bravamente para que a política não seja um balcão de negócios. Um vereador do PSOL vai para a Câmara para fazer política no sentido grande da palavra. Isso quer dizer questionar o Executivo sobre a privatização acelerada de bens e serviços públicos em São Paulo, propor projetos de leis e, especialmente, ser um aliado importante para as demandas e lutas do movimento social.

6) Por que você saiu do PT e foi pro PSOL? O seu partido é muitas vezes criticado por fazer o jogo que interessa aos conservadores, por fazer um discurso “udenista”. Isso é fato?
- Antes de responder é preciso dizer que o PT foi decisivo para as disputas políticas no país durante duas décadas. Fui dirigente do PT. O partido não era, ou não parecia ser, uma agremiação como as outras, submissa ao poder econômico e às baixas jogadas da politicagem. A dada altura o partido mudou e passou a defender coisas impensáveis, como superávit primário, privatizações, juros altos entre outras bandeiras. Embora exista muita gente de valor no partido, acho que a construção de uma alternativa mais à esquerda se faz agora fora do PT. O PSOL não faz o jogo da direita. Quem faz são os que se aliam a Sarney, Maluf, Mutran, Jader e outras figuras desse naipe.

7) PT e PSDB são a mesma coisa? Há diferenças entre PT e PSDB nas gestões recentes na Prefeitura de São Paulo?
- Evidentemente que não são a mesma coisa. O PSDB é o partido do capital financeiro strictu senso e da direita tradicional em termos ideológicos. O PT guarda ainda uma base popular muito expressiva, o que lhe dá enorme legitimidade para bem e para mal. Essa legitimidade permite, por exemplo, que o partido adote medidas de cunho liberal – como as privatizações e reformas regressivas como a da Previdência – com menor resistência popular. Mas não age como força de direita, que criminaliza o movimento popular. Ao mesmo tempo, deixou de ser um partido que tenha como meta a transformação social.

8) O que é ser de esquerda? Como atua um vereador de esquerda? O PT deixou de ser de esquerda?
- Ser de esquerda é fortalecer o caráter público do Estado, lutar para enquadrar o mercado e somar esforços para uma transformação social que amplie a democracia e distribua renda e propriedade. A meta é chegarmos a uma sociedade socialista. O PT hoje representa uma espécie de ala esquerda do neoliberalismo. Um vereador de esquerda tem a função pública de ser um representante das lutas e demandas populares na Câmara Municipal.

9) Quem são as pessoas que você mais admira, na vida e na política?
- A lista é extensa. Admiro minhas filhas. Na política, começo com Graco Babeuf, grande líder popular da Revolução Francesa, morto aos 37 anos de idade. Não tenho como omitir os grandes formuladores do marxismo, Marx, Engels, Lênin, Gramsci, Fidel e Che Guevara, entre tantos outros. O Brasil está cheio de líderes populares de dimensão estelar, como Prestes, Marighella, Apolônio de Carvalho, João Candido e muito mais. Por sua vida, obra e furiosa revolta, incluo Lima Barreto. É bobagem prosseguir. A lista é incompletíssima…

10) Gostaria de saber sua opinião (em uma linha) sobre as seguintes personalidades:
- Getúlio Vargas – O criador do Estado moderno no Brasil
- FHC – Um folclórico com PhD. Vendeu o Brasil.
- Lula – Tem um papel importante na história, mas não mudou o Brasil
- MalufA ditadura vive na base do governo
- Doutor Sócrates – Sensibilidade emanada da extrema Razão
- Neymar – Estrela imatura
- Celso Furtado – Junto com Caio Prado e Florestan, o grande intelectual brasileiro do século XX
- Miriam Leitão – O mercado de saias
- Caetano Veloso – Talento oceânico. Parece estar mudando politicamente, para melhor.
- Hugo Chávez – O grande estadista da América Latina, depois de Fidel
- Lênin – Um universo. Não há paralelo no século XX
- Roberto Civita – Rupert Murdoch deveria se ofender quando comparado a ele
- Otavio Frias Filho – Adolescente da terceira idade
- Joaquim Barbosa – Teve seu melhor momento ao enfrentar Gilmar Mendes
- Zé Dirceu – Foi o grande estrategista do PT
- Niemeyer – Gênio. Livrou a arquitetura brasileira dos rococós neoclássicos e nos ensinou a valorizar as extensas curvas. Fiel às suas convicções.
- Machado de Assis – Tudo já foi dito em seu favor. É pouco
- Merval Pereira – A imortalidade está com os dias contados

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40 Comentários

40 Comentários para “Maringoni: contra o “surto conservador””

  1. PSOL é o partido cujo motor é a mágoa contra o PT.

    PSOL é aquele partido que não acha a Veja e a Globo tão ruins assim. Aliás, seus militantes costumam levar a Veja debaixo do braço para repercutir as “denúncias” do órgão oficial de Cachoeira.

    Por mais que Gilberto Maringoni tenha qualidades, o fato de estar nesse partido depõe contra ele.

    • Cibele disse:

      Assino embaixo.

    • Danilo Morais disse:

      Exatamente! O PSol é a “quinta coluna” da direita. Isso cada vez mais está explícito. Acabei de ler uma entrevista do Plínio no blog do Azenha que é de dar nojo. O cara tem a cara de pau de dizer que o julgamento do STF do chamado “mensalão” é uma “lição de ética” (sic) para o país!!! Não dá para votar ou recomendar voto em ninguém de um partido cuja principal liderança pensa desta forma.

      • Ricardo Gonçalves disse:

        Realmente o Plínio passou da hora de aposentar. Na campanha presidencial ele já tava bem perdido. Mas na câmara de vereadores, não tenho dúvida sobre a importância de cadeiras para o PSOL. Vou de Maringoni.
        Votar no Haddad é uma coisa e voto nele com certeza. Votar na coligação encabeçada pelo PT (nas eleições proporcionais o voto é sempre na coligação independente do candidato da legente específica escolhido)… nem a pau!!!!!! A fotinho nos jardins malufistas é a grande culpada pelo baixo desempenho do Haddad na Zona Leste.

  2. Jeferson disse:

    Caríssimo Rodrigo Vianna,
    Muito obrigado!
    Tomara que Maringoni consiga!
    Torço muito por ele!
    Garoeiro

  3. alexandre moreiraa disse:

    Como atuante na fau na mesma época que o Gilberto tenho enorme simpatia pela “bondade” expontânea e a AK47 do bem que carrega na ponta dos dedos.Discordo ferozmente sobre Nyemeir, não como político, mas como arquiteto, a insitênsia no mito único é um vício cultural brasileiro que precisa evoluir, urgentemente!
    “a imortalidade com os dias contados” deveria elege-lo por Mérito !!!

  4. Paulo Ribeiro disse:

    Rodrigo, por que não ouvir candidatos do PSTU e do PCO? Juntos com o PSOL, estes partidos são os porta-vozes da esquerda contra o neoliberalismo e a imprensa golpista. Vamos dar voz a eles!!!

  5. Tursi disse:

    Gosto muito do Maringoni e um dia cheguei a pensar que o partido dele pudesse ser uma alternativa, mas infelizmente o PSOL se revelou um grande conto do vigário. Quando lembro do PSOL comemorando a queda da CPMF, um imposto que incidia principalmente sobre os ricos, às gargalhadas junto com os “Sarneys” da vida que Maringoni critica tirando dinheiro da saúde para dar aos tubarões da elite chego à conclusão que jamais terão meu voto.

    • Cibele disse:

      Exatamente. Não tenho mais paciência. O que acontece com os blogueiros, que não veem isso? Melhor seria, então, dar voz ao PCO!

    • Jorge disse:

      realmente. quando o psol se alia a direita somente para derrotar o pt, perdem a legitimidade em criticar as alianças do pt com a direita. ou seja, eles também se aliam taticamente com a direita. infelizmente o psol faz isso sem parar.

    • Fernando G Trindade disse:

      Caro Tursi,

      você lembrou corretamente o PSOl comemorando o fim da CPMF. Mas não foi com Sarney não. Sarney (e a maioria do PMDB) defendeu a manutenção da CPMF. O PSOL comemorou foi com os Senadores do DEM e do PSDB. Com a TV Globo e a FIESP, cujo Presidente acampou no Senado para derrotar a CPMF. O PSOl comemorou foi com os que não querem pagar imposto nenhum, com os que não estão nem aí para a saúde pública.

      Mas devo dizer também que não acredito que Maringoni tenha concordado com o PSOL na ocasião.

  6. Fernando José disse:

    Tá mal de ídolos o Maringoni hein? Nunca que eu vou votar num sujeito que idolatra assasinos cruéis como Che Guevara e Lenin. E de formuladores de sistemas totalitários como Gramsci e Marx. Será que o Maringoni nunca leu Marx? Não sabe que ele defende o genocídio como forma de se chefar a uma sociedade comunista??

  7. alex disse:

    AYRES BRITTO E NOBLAT: ISSO PODE NO CNJ?
    SUBCONTRATAÇÃO TOTAL, COM ROMBO DE R$ 1 MILHÃO?

    Blog AmigosdoPresidente – 11/09/2012

    No dia 28 de dezembro de 2011, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle do poder judiciário, assinou contrato de Assessoria em Comunicação Social com a empresa Informe Comunicação Integrada SS Ltda que, coincidentemente, tem como sócia e fundadora a jornalista Rebeca Scatrut, mulher do jornalista Ricardo Noblat, ex-sócio da empresa.

    O contrato é de 1 ano no valor original de R$ 3.525.407,41, e já teve dois termos aditivos, justificados, elevando o valor em 12,41%, atingindo R$ 3.963.052,63.

    O CNJ é presidido pelo presidente do STF. Era Cesar Peluso na época da assinatura do contrato. Hoje, é Ayres Britto.

    Houve licitação por pregão presencial e, a princípio, não há nada de errado quanto a isso.

    O problema parece ser outro. A empresa não atua propriamente como assessoria de imprensa neste contrato, e sim fornece mão-de-obra para o CNJ ter sua própria equipe completa de redação, com 24 profissionais, sendo 3 editores, 8 repórteres, 3 repórteres fotográficos, 2 diagramadores, 5 revisores de texto, 1 redator publicitário e 2 programadores visuais.

    Logo, parece estar havendo subcontratação total dos serviços.
    Na Ação Penal 470, o ministro Ayres Britto e Cesar Peluso condenaram o ex-presidente da Câmara dos Deputados por peculato, em um caso semelhante.
    Rombo no erário

    Se o CNJ contratasse diretamente sua equipe, por concurso, mesmo através da CLT, a folha de pagamento, já com todos os encargos, incluindo férias e décimo-terceiro custaria em torno de R$ 2,57 milhões no ano.

    Ao contratar a referida empresa, para ter os mesmos funcionários com os mesmos salários, a simples intermediação eleva o custo aos cofres públicos para R$ 3,58 milhões, produzindo um rombo de cerca de R$ 1 milhão.

    Veja os doctos e leia matéria completa:
    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/ayres-britto-e-noblat-isso-pode-no-cnj.html

  8. Pedro Cruz disse:

    PSOL, sinceramente, não dá. Não imagino gente boa filiada a este partido. Tudo traíra. Nem a Heloisa Helena aguentou. Tou fora. Ajudar a eleger a oposição a Haddad. Chega a que já teremos, falha, inveja, estadão, grobo, etc.. Vai ser duro eleger Haddad. Agora, eleger Haddad e um vereador que lhe fará oposição. Para com isso!!!!

  9. Mardones Ferreira disse:

    Parabéns pela iniciativa.

    Faz isso para os eleitores de Curitiba.

    Admiro o Maringoni.

  10. gaúcho disse:

    Fiquei decepcionado com Maringoni, típico discurso psolista, parece que engoliu um gravador. O que ele queria que o PT administraçe o país como o sindicato dos metalúrgicos, é triste a pessoa viver descolada da realidade. Depois do PT e da Maddona só veio cópia. De qualquer forma, desejo boa sorte ao companheiro.

  11. Eduardo Estato disse:

    Essa conversa de imparcialidade é pura bravata, porém, sugiro que as perguntas sejam mais afiadas e questionadoras fica meio ridículo ficar como conversa de compadres. Parabéns ao jornalista pela iniciativa. Parabéns ao entrevistado pelas respostas muito boas e inteligentes.

  12. Marisa disse:

    Caro Rodrigo não precisei ler a matéria e tampouco necessito assistir às entrevistas, pois o Maringoni, desde os primeiros momentos, é meu candidato.
    Avante Maringoni, vc chega lá! Abraços

  13. Gilmar E. Andrade disse:

    Tenho um imenso respeito e admiração por alguns dos quadros do Psol, como Ivan Valente, Chico Alencar, Giannazi… Mas estes estariam sendo mais efetivos como agentes transformadores se estivessem ficado no Partido dos Trabalhadores.

  14. marcosomag disse:

    Já sabia da candidatura do Maringoni, e estou indeciso entre votar nele ou no Orlando Silva. Eleger o ex-Ministro depois do linchamento que sofreu da mídia ,e que depois de inocentado pelas instâncias competentes, nem uma “notinha” de rodapé deu seria muito bom.

  15. ocator disse:

    BAND: ESPERTEZA OU SACANAGEM?
    O Radio Bandeirantes de São Paulo veicula propaganda eleitoral gratuita de Itanhaem. As inserções, bem menores que as de SP, têm propaganda basicamente (imagino que pela proporcionalidade do Município) do PSDB. Há uma pequena quantidade de propaganda do PSB e o resto é uma musica pegajosa que diz “sou 45, sou PSDB”. Parece-me uma sem-vergonhice já que a propaganda gratuita (que para os meios de difusão não é) é para informar aos cidadãos dos candidatos de seu município. Moro em SP e nunca fui para itanhaem, porque esta argúcia dos éticos da Band?

  16. Santana disse:

    Adoraria ver um sujeito com estas ideias do século XIX administrando uma padaria. Em uma semana contrataria seis novos padeiros e em duas começaria a faltar pão.

  17. Raphael de Carvalho disse:

    Gilberto Maringoni é uma rara chance da Paulicéa ter um vereador do nível do grande Aparicio Torelli.
    Um intelectual revolucionário com a medida exata do papel de um parlamentar.

  18. Cibele disse:

    Gaúcho, é triste demais ver a intelectualidade e muitas pessoas de esquerda alinhadas com esse discurso do PSOL. O surto conservador NÃO SERÁ revertido por eles, nem mesmo o Maringoni vai deixar de cumprir a função primeira dos psolistas. Sim, ele é ótimo, inteligente, tem bom humor, ok. Mas, se chegar lá, vai entrar no script.

  19. Simeao Cirineo disse:

    Maringoni na Câmara pelo PSOL? Acho que a candidatura não se viabiliza. Giannazzi é um chato redundante e o cartunista deveria continuar no cartum. O PSOL sentou no colo da direitona, com Heloisa Helena e afins. Maringoni, se liga e renuncia. Política no parlamento “burguês”não é pra você. Prefiro o Laerte candidato…..

  20. Jair de Souza disse:

    Pelo que eu conheço do Maringoni, ele é um bom cara. Já li muito do que ele publicou através de Carta Maior e, quase sempre, gostei. Se ele for eleito vereador, o povo da cidade sairá beneficiado. No entanto, não gosto da opção partidária que ele fez. O PSOL não está à altura do Maringoni, ainda que ele não concorde com isso. Também penso que o PT atual não é o partido que vai mudar o Brasil (falo de mudanças de estruturas, ou seja, de um sistema para outro), só que o PT anterior era muito pior, não servia para mudar nada. Era tão somente o blá-blá-blá radicalizado para não fazer mudança alguma. O PT ganhou com a saída das HHs, dos Babás e assemelhados. Outros bons de cabeça (tipo Maringoni) deveriam ter ficado para ajudar a levar o partido no rumo mais acertado. Ao sair para partidos inexpressivos em termos populares, essas pessoas perdem capacidade de influir positivamente na luta por uma transformação mais profunda e acabam facilitando a hegemonia das correntes mais acomodatícias no campo que deveria ser popular. O partido, ou movimento, que realmente conduzirá nosso país às transformações reais de base surgirá através das lutas que estão sendo travadas no concreto, não apenas na retórica. Talvez venha a ser o próprio PT hegemonizado por seus elementos combativos e coerentes (que, de fato, existem por lá), ou algo novo que surja a partir daí por aqueles que estejam mais entranhados com o movimento popular. Sobre as alianças com Sarney, Maluf, etc., vejo um equívoco na análise de Maringoni. Quando tais alianças se fazem para derrotar alguma força mais negativa para os interesses do povo trabalhador em um determinado momento, elas podem ser válidas. Agora, quando se faz alianças com outros setores e figuras reacionárias para derrotar alguma proposta de interesse popular (caso da CPMF já mencionado), a coisa é muito mais feia. E o PSOL se encaixa neste último caso.

  21. Pedro Cruz disse:

    Maringoni: contra o “surto conservador”, não aguentará duas reuniões da Câmara. Quem é contra o “surto conservador” é Haddad com seus vereadores. O resto reforçará o “surto conservador”, fazendo oposição a Haddad. A velha doença infantil servindo de braço auxiliar dos velhos reacionários.

  22. Larissa Paes disse:

    A entrevista do candidato a vereador pelo PSOL apresenta pontos bastante interessantes para a população de SP. Um deles seria que o candidato combateria a privatização da cidade e consequentemente acabando com o autoritarismo e a força contra os fracos.
    Ao ler a entrevista percebe-se que Maringoni tem um nível de escolaridade muito bom, pois expõe seus argumentos de maneira clara e objetiva aos interlocutores.

  23. maura disse:

    Incrível entrevista. òtimas perguntas e ótimas respostas. Só não concordo com o PSOL em relação ao PT. Não concordo com a DIlma em muitas coisas, mas sempre lembro que ela, Lula, Dirceu assim como outros estão em numero ínfimo em relação à direita; o discurso conservador tá na sociedade de forma hegemonica, de alto a baixo, como disse a Marilena CHaui. Difícil estar no poder e conseguir realizar tudo o que acredita-se necessario fazer, sem apoio. POr isso, espero que o PSOL possa ajudar a construir um pais mais justo junto com o PT e o PT precisa de apoio, e apoio dos bons, senão estará à mercê de coisas como o maluf, não podemos deixar isso continuar acontecer. Tendo a votar no PSOL para as casas legislativas das tres esferas (como o faço), mas como sei que o PT precisa de apoio e nao pode ser deixado abandonado em beneficio das forças predadoras, penso em votar no PT globalmente. Gosto da diversidade e principalmente de posicões de candidatos do psol mas nao acho que dá para dar mais peso aos conservadores. Criticar sim, atrapalhar não.

  24. Hamilton disse:

    Muito bom!!!Votarei na legenda 50 pro legislativo, porém no 13 pro executivo.

  25. MB011 disse:

    Se o sujeito provasse um pouco do paredão que seus ídolos pregam acho que ele repensaria seus conceitos.

  26. Márcia disse:

    Não dá pra votar no PSOL, o PT precisa de apoio, oposição já tem em abundância. Minha simpatia pelo PSOL estava se esgotando e acabou de se esvair depois da entrevista do Plínio dizendo que o partido está felicíssimo com o show midiático do STF.

  27. Carol disse:

    Maringoni pode ser o melhor político do mundo, mas falar que Lula não mudou o Brasil é brincadeira! O Brasil tem problemas estruturais centenários e Lula, só pelo fato de ter sido eleito, já representa uma grande mudança para o Brasil.

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