Sopa de Letras


  • Aurélio revela: “fumei, mas não traguei”

    No “Doladodelá”, Marco Aurélio Mello transforma realidade em ficção. Drogas, espionagem, lares dilacerados. Tudo isso aparece na novela cibernética, inspirada na situação dramática de famílias poderosas e desesperadas, na zona sul carioca. Quem é o misterioso vizinho do andar de baixo? Confiram!

  • Poesia num feriado de abril: T. S. Eliot e os homens ocos

    Os versos se revelam, devagar. É preciso ler, reler. Vou até o fim da estrofe. Fico com a impressão de não ter compreendido bem o que o poeta quis dizer. Retorno ao começo, sorvo as palavras, as metáforas – belas metáforas – e então a poesia se revela.
    “Sigamos então, tu e eu/Enquanto o poente no [...]

  • Encontro com Fernando Sabino: a falta que ele faz!

    Vou falar já do Fernando Sabino. Mas, antes, peço licença pra lembrar de umas coisas…
    Quando eu era criança, não havia propriamente uma “biblioteca” lá em casa. Meus pais guardavam os livros numa prateleira, num quarto que servia também para que meu irmão e eu esparramássemos nossos cacarecos, nossos jogos e, principalmente, nossos times de futebol de [...]

  • Benedetti está morto; vamos ler mais Benedetti

    Há três semanas, a leitora Elisabeth Otero vinha-me mantendo atualizado sobre o estado de saúde de Mario Benedetti, o longevo escritor uruguaio.
    Aos 88 anos, ele passou alguns dias internado em Montevidéu, no começo desse mês. Elisabeth me enviou a sugestão de uma “corrente poética” (sugerida no blog de Saramago), como forma de mandar boas vibrações a Benedetti. Nem cheguei a [...]

  • A prosa comovente do uruguaio Mario Benedetti

    Acabo de ler o belíssimo romance “A Trégua”, de Mario Benedetti. É prosa da melhor qualidade – serena e comovente. Muito longe de ser um crítico literário, falo aqui como simples leitor.

    Fui fisgado pelo veterano Benedetti num passeio despretensioso, meses atrás, por uma dessas livrarias modernas de São Paulo. Por acaso, topei com “Correio do [...]

  • Zweig e o Brasil: país do futuro ou país do Fouché?

    (texto originalmente publicado em 13 de outubro de 2008, quando este blog ainda era um “quase-blog”)
    Li, com enorme prazer, “Joseph Fouché”, de Stefan Zweig (no Brasil, a obra está no catálogo da Editora Record).
    O escritor austríaco – que se suicidou em Petrópolis (RJ), em 1942 – escreveu o livro em 1928.
    É uma leitura fácil e saborosa. [...]