Benedetti está morto; vamos ler mais Benedetti
publicada domingo, 17/05/2009 às 11:08 e atualizada sexta-feira, 28/05/2010 às 11:13
Há três semanas, a leitora Elisabeth Otero vinha-me mantendo atualizado sobre o estado de saúde de Mario Benedetti, o longevo escritor uruguaio.
Aos 88 anos, ele passou alguns dias internado em Montevidéu, no começo desse mês. Elisabeth me enviou a sugestão de uma “corrente poética” (sugerida no blog de Saramago), como forma de mandar boas vibrações a Benedetti. Nem cheguei a entrar na tal corrente, porque dias depois a Elisabeth mandou notícia tranquilizadora, dando conta de que Benedetti tinha recebido alta do hospital.
Hoje, ela enviou outra notícia, triste e definitiva: Benedetti se foi. Morreu.
Criei por ele uma afeição imensa e tardia, que procurei explicar num texto, publicado aqui no blog, no início de abril: http://www.rodrigovianna.com.br/sopa-de-letras/a-prosa-comovente-do-uruguaio-mario-benedetti.
A Elisabeth Otero leu esse texto e, por ser também admiradora do Benedetti, escreveu algumas vezes para comentar a obra di uruguaio.
Neste domingo, ela não escreveu nada. Só copiou pra mim o link da triste notícia, publicada no argentino “Página 12″ – http://www.pagina12.com.ar/diario/ultimas/20-125106-2009-05-17.html. O artigo está em espanhol.
Sinceramente, também não sinto vontade de escrever nada.
Encontro-me em viagem de trabalho pelo sertão nordestino. Não por acaso, trouxe na mala um livro de Benedetti: “Primavera num espelho partido”.
No dia da morte deste gênio das letras, acho que o melhor a fazer é não escrever nada sobre ele. Nossa melhor, e mais profunda homenagem, é seguir lendo a obra de Benedetti. Farei isso agora. Com licença.
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