Comissão da Verdade


  • Indícios mostram ligação dos EUA e Fiesp com tortura

    Realizada nesta segunda-feira e sob o tema “Relação entre FIESP e Consulado dos EUA com ditadura militar”, a audiência mostrou o resultado de pesquisas realizadas em documentos do Arquivo do Estado de São Paulo e ouviu sindicalistas e operários que foram perseguidos durante o regime militar.

  • Investigar ‘outro lado’ seria igualar nazis à Resistência

    Raymond Aubrac morreu no mês passado. Tinha 97 anos, viúvo. Na França, era tratado como herói. Lutou de armas na mão contra os nazistas e contra os franceses colaboracionistas, que aceitaram manter um regime fantoche em apoio a Hitler. No Brasil, Aubrac e a mulher talvez fossem chamados de “terroristas”.

  • “Militantes incinerados em usina de açúcar”

    Em “Memórias de uma Guerra Suja”, livro que acaba de ser editado, o ex-delegado Cláudio Guerra conta que, nos anos 70, os corpos de vários militantes de esquerda foram incinerados numa usina de açúcar no norte do Estado do Rio. As informações foram publicadas pelo jornalista Tales Faria, no IG. Ele teve acesso aos originais do livro.

  • Nada de comemoração: 64 foi golpe!

    Neste fim de semana completam-se 48 anos do golpe militar. Diferentemente de outros anos, os ânimos estão mais exaltados. Militares reformados vieram a público deslegitimar o atual ministro da Defesa, Celso Amorim, e marcaram festas e atos para comemorar o golpe. Do outro lado, a sociedade organizada e movimentos de direitos humanos vão às ruas denunciar os torturadores e militares golpistas. Não deixam que comemorem o golpe em paz e impunemente.

  • Levante Popular contra os torturadores

    por Rodrigo Vianna: acompanhei a manifestação organizada por jovens do movimento ”Levante Popular” em frente à empresa de Davi dos Santos Araújo, o “Capitão Lisboa”. Davi, na verdade, nunca foi capitão. Era delegado de polícia, trabalhou no DOI-CODI em São Paulo e é acusado de torturas, assassinatos e abusos sexuais durante a ditadura.

  • “Punir os que afrontam a Democracia”

    A Comissão da Verdade nem foi instalada, e o clima já esquentou. Dezenas, na realidade centenas de militares se insubordinaram, lançando um manifesto contra Dilma e o ministro da Defesa, Celso Amorim. Um manifesto contra a Democracia brasileira, seria melhor dizer.

  • Hora da verdade, Dilma; Comissão é sancionada hoje

    Do Brasil 247: A ditadura militar no Brasil acabou em 1985. Mesmo assim, o assunto ainda é um tabu no País. Os três últimos presidentes do país foram afetados pelo regime militar, mas só agora o assunto será enfrentado de forma oficial. A presidente da República, Dilma Rousseff, sanciona nesta sexta-feira (18) o projeto que cria a Comissão da Verdade e a Lei de Acesso à Informação.

  • “Direita precisou ressuscitar cabo Anselmo”

    Em uma semana em que a Câmara Federal realiza seminário latino-americano para discutir a anistia e o Senado faz audiência pública para debater a Comissão da Verdade, emissora de São Paulo entrevistará ex-militar que delatou diversos perseguidos políticos à ditadura. Para o advogado Aton Fon Filho, do Comitê Nacional pelo Direito à Memória, à Verdade e à Justiça, bancada desta noite do novo Roda Viva será a voz dos militares entrevistando um personagem sem credibilidade.

  • Ditadura: o julgamento da memória

    Por Nilmário Miranda: A criação da Comissão Nacional da Verdade é mais um passo na construção da nossa vigorosa democracia, com a mesma importância da Lei da Anistia de 1979, que apressou o fim da ditadura, apesar da autoanistia aos torturadores, da Lei dos Mortos e Desaparecidos Políticos de 1995 e da lei que instituiu a Comissão de Anistia em 2001. Por mais importante que seja também não é o ponto de chegada, o último capítulo de avaliação sobre o período ditatorial. A impunidade da tortura permanece como um desafio a ser enfrentado.

  • Aos crimes da ditadura, tolerância zero

    por Izaías Almada: A prática da tortura é um crime contra a Humanidade e, como tal, abominável e imprescritível. Cometido em que tempo for e sob qualquer condição, não se extingue e será passível de punição. Crime que não se beneficia de anistias, a não ser aquelas ainda geridas impropriamente num contexto de ilegalidade constitucional.