A Espanha que não ganhou a copa
publicada quarta-feira, 28/07/2010 às 08:01 e atualizada quinta-feira, 29/07/2010 às 08:49
É lugar comum afirmar que o futebol é fator unificador que ultrapassa classes, etnias e fronteiras. Contudo este discurso nem sempre encontra correspondência na realidade e a final da Copa deste ano veio provar isso: dentro da Espanha nem todos comemoram o título.
Por Juliana Sada
Após os jogos da semifinal da Copa do Mundo, a Espanha parecia um dos melhores lugares para ver o jogo final. O país apaixonado por futebol chegava à sua primeira decisão e o verão com temperaturas acima dos 30 graus garantiria a festa nas ruas. Coincidentemente, eu estava no país, mais precisamente na Catalunha. Por ali não havia encontrado nenhuma menção à Copa: não havia bandeiras, cartazes, propagandas… Fiquei ainda mais surpresa quando comecei a conversar com as pessoas. Ninguém planejava se reunir para ver o jogo, nem sair às ruas para comemorar e muito menos pendurar bandeiras da Espanha em suas varandas floridas. Havia até quem torcesse contra, mas a indiferença era o sentimento dominante.
A explicação dada era óbvia, mas de difícil compreensão: “somos catalães, não espanhóis”. Parecia não importar o fato de que entre os 22 jogadores convocados havia seis catalães (entre eles Puyol e Capdevila) e oito jogadores do Barcelona F.C. (como David Villa e Piqué). Diante disto, outra explicação surgia: “se o time vence, é a Espanha que ganhou. Se perde, foi o Barcelona”. Esta justificativa simples e direta continha algo que extrapolava o futebol.
A Catalunha sempre teve identidade própria e, apesar de nem todos reivindicarem a independência frente à Espanha há uma clara diferenciação interna. A história recente do país vem demonstrando que é possível uma convivência harmoniosa, desde que respeitadas as peculiaridades e demandas regionais. Entretanto, ao longo do tempo, a Catalunha – assim como outras regiões – foi alvo de diversos ataques que tentaram suprimir sua identidade. A ofensiva sistemática mais recente, e talvez a mais violenta, foi na ditadura do General Francisco Franco (1939-1976), durante a qual foi proibido o idioma catalão em escolas e órgãos oficiais e teve fim a autonomia e o estatuto próprio. Com o final do governo autoritário, aos poucos a Catalunha foi recuperando o que havia sido perdido.
Contudo, neste momento os catalães se sentem mais uma vez ameaçados. O Tribunal Constitucional (TC) espanhol anulou alguns itens do Estatuto catalão – conjunto de normas que rege a região. A sentença foi dada dez dias antes da final da Copa do Mundo, o que seguramente contribuiu para a indiferença frente à “Furia Roja”. O Estatuto havia sido reformulado e aprovado em 2005 pelo Parlamento Catalão. A partir de então, o texto tramitou e foi ratificado nas instâncias do Estado Espanhol. Em junho de 2006, realizou-se um referendo e 73,9% dos catalães aprovaram o texto, ainda que a participação na consulta tenha sido pequena – ligeiramente abaixo dos 50%.
Após aprovação popular, o Estatuto entrou em vigor. Porém , ao mesmo tempo, o conservador Partido Popular – herdeiro do franquismo – apresentava um recurso ao Tribunal Constitucional questionando 114 (dos 223) artigos do texto. A sentença do TC foi dada somente quatro anos depois, no final de junho e declarou inconstitucional 14 artigos do Estatuto. Além disso, o Tribunal declarou que o preâmbulo do texto não tem eficácia jurídica quando define a Catalunha como nação. Para o Tribunal, esta classificação não é válida e a sentença afirma que a Espanha é uma nação indissolúvel. Já os artigos anulados regulavam, sobretudo, o judiciário e a arrecadação de recursos. Entretanto, o artigo anulado que teve maior repercussão foi o que definia o catalão como idioma “preferencial” em meios de comunicação e órgãos públicos – ainda que se admita que esta seja a língua corrente nestes âmbitos e também nas escolas.
Crise aberta
A resolução do TC gerou revolta entre os catalães e houve uma radicalização nos discursos políticos. No sábado, dia 10 de julho, inacreditavelmente na véspera da decisão do mundial, mais de um milhão de pessoas (números oficiais) marcharam em Barcelona para protestar contra a sentença do Tribunal. De acordo com os organizadores, compareceram um milhão e meio de pessoas. A participação se torna ainda mais notável quando se leva em conta que Barcelona tem 1,6 milhões de habitantes e a Catalunha toda tem 7,5 milhões. Para Joan Ridao, do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), a resolução do TC e a manifestação são o “início de uma transição tranquila e democrática em direção a independência”. Em comunicado oficial o partido reafirmou a necessidade de formar um Estado catalão independente e lançou a campanha “Adeus, Espanha”.
O porta-voz do partido nacionalista catalão CiU (Convergência e União), principal força no Parlamento regional, Josep Duran Lleida, definiu a sentença do Tribunal como “o ato mais separador dos últimos 35 anos” e afirmou que se não houver sensibilidade em Madrid, se consolidará na Catalunha a ideia da independência como única solução. Outro parlamentar catalão, Joan Herrera, do ICV (ecossocialistas), afirmou que o teto da Constituição espanhola ficou tão baixo “que os catalães não podem caminhar erguidos” e defendeu a reforma da Carta Magna, para que se defina a Espanha como um Estado Plurinacional.
A segunda agremiação com mais cadeiras no Parlamento é o Partido Socialista da Catalunha (PSC), ao qual pertence o presidente da Catalunha. Por estar aliado nacionalmente com o PSOE – de José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro espanhol – o PSC evitou a radicalização do discurso, mas defendeu o Estatuto catalão e exigiu atitudes do Zapatero para avançar na questão. Do lado oposto da questão está o Partido Popular, que acusa o Estatuto de atentar contra a unidade espanhola e se aproveita do episódio para tentar desestabilizar o governo.
Em meio a tanta polêmica, Zapatero tem realizado discursos em defesa dos catalães, sinalizando vontade de encontrar uma saída. O chefe do governo declarou que não se pode “tapar a boca dos catalães que se sentem uma nação” e se comprometeu a desenvolver, via legislativo, os artigos vetados pelo TC. Entretanto, ainda não houve nenhuma iniciativa concreta neste sentido. Durante a sua campanha, Zapatero havia se comprometido com o Estatuto catalão e, ao longo do processo, seu partido, PSOE, foi um dos apoiadores da iniciativa.
Impasse e divisão
Na sexta-feira retrasada, 16 de julho, o Parlamento catalão aprovou uma resolução que reafirmava o conteúdo do preâmbulo do Estatuto, o qual define a Catalunha como nação. Entretanto, quando a questão chegou ao Congresso espanhol na terça-feira, a unidade catalã se dissolveu – sobretudo porque o PSC se aliou ao PSOE e votou contra a resolução que havia apoiado em Barcelona. Já que para o PSOE, como partido do chefe de governo, seria arriscado apoiar uma resolução que questiona a sentença dada pelo Tribunal. Como resultado, nenhuma das propostas apresentadas conseguiu os votos necessários para ser aprovada, deixando não só a Catalunha mas também a Espanha num impasse. Esta situação é confortável apenas para os conservadores já que mantém a sentença do Tribunal intacta.
Neste debate ainda há outros interesses envolvidos. Zapatero tenta resolver a situação de maneira mais consensual possível já que necessitará de apoio no Congresso para a aprovação do orçamento de 2011 e de reformas sociais antipopulares. Já a discussão entre os partidos catalães é balizada pelas eleições que ocorrerão na região no próximo semestre. Até o momento não houve recuos. A maioria dos partidos catalães segue afirmando seu direito a autodeterminação, questionando o Tribunal; os socialistas crêem que se deve acatar a decisão do TC e buscar outros caminhos de resolução; e os conservadores trabalham para manter a sentença.

Na esquina de um povoado: "não poderão nada frente um povo unido, alegre e combativo", na bandeira catalã "estrelada" usada pelos independentistas.
Entre os catalães é difícil encontrar uma resposta consensual sobre que medidas tomar. As sondagens de opinião da população não são cristalinas, nem revelam de maneira segura o desejo popular. Há cerca de um mês, quando questionados sobre seu voto caso houvesse um referendo oficial pela independência 48,1% afirmaram que seriam favoráveis e 35,3% contrários. Entretanto, uma pesquisa realizada após a sentença do TC sobre “o que convém mais a Catalunha agora” revelou que 47% da população crê que o melhor seria expandir o autogoverno, dentro de uma Espanha federal; 28,7% aposta na manutenção da atual situação, e apenas 16,2% deseja a independência.
O episódio retoma uma questão mais ampla, sobre a própria natureza do Estado Espanhol e sua relação com as diversas culturas e povos que nele vivem. A questão é antiga – remonta à própria formação da Espanha – e parece estar longe do fim. A demanda catalã leva nela o anseio de autodeterminação que é comum à outros grupos do País e reforça a necessidade de se avançar no reconhecimento pelo Estado de que a Espanha é plural e, sobretudo, de que os povos têm o direito de decidir sobre seu próprio destino.
(Fotos por Juliana Sada)
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22 Comentários






O povo unido jamais será vencido.
Filme – Final da Copa do Mundo de 1962 Brasil 3×1 Tchecoslováquia (Jogo Raro)
http://bit.ly/dl9RLn
Desculpe eu colocar em dúvida o 1 milhão de catalães em uma manifestação. Uma manifestação deste tamanho seria transmitida por todas as televisões do mundo inteiro. Nem distribuindo iPhones 4 de graça, você consegue juntar tal multidão. Deixamos por umas 15 mil pessoas.
Acho que o número não é o mais importante pra você. O que quer é minimizar a importância da luta de um povo pela sua dignidade nacional.
No Brasil você vota Serra, não é verdade?
Um abraço
Miriam, deixa eu dar meu pitaco aqui: não vi no comentário do Remindo nenhuma tentativa de desqualificar a luta dos catalães. Ele apenas contestou os números – usando algum humor. O artigo da Juliana é excelente, ela esteve na Catalunha logo depois da Copa, e escreve com o frescor de quem sentiu a temperatura no local. Mas isso não quer dizer que o Remindo precise acreditar nos números. A mim, parecem mesmo exagerados… O que não é exagero é afirmar que a Espanha está numa encruzilhada, anda mais depois de um tribunal internacional ter aceitado a independencia de Kosovo. Agora, como negar o mesmo (eventualmente) à Catalunha?
eles esta certissimo em nao comemorar ,por causa que esse titulo nao tem nada ver com eles , e segundo porque foi a maior zebra de copa do mundo , o time da espanha na minha o opiniao ,é um time comum, no mata mata quase perdeu para o parguai , depois passou pelo portugal,mas portugal com aquele artista em campo, o tal cristiano ronaldo , mas parece um artista do que jogador de futebol. alem do que na hora que precisa dele , ele nao serve para nada , a verdade é que ele deveria ser ator . depois veio a alemanha , que pipocou contra a espanha. e depois a final contra outra zebra, a holanda . se o carequinha fizesse pelo menos um dos gol que ele errou , a espanha estava no verdadeiro lugar dela ,o vice . enfim futebol é isso mesmo.
Pior que a da Catalunha é a situação da Galiza (ou, em espanhol, “Galicia”). Até o uso do idioma galego, muito parecido com o português – dizem que são dois dialetos da mesma língua, o galego-português, portanto os galegos são nossos irmãos –, vem sendo reprimido pelo governo central, que impõe o castelhano.
Catalães, bascos, galegos e até asturianos vivem a séculos flertando com a autonomia. Os bascos são os que mais realmente buscam a indepenência, mas usando a arma errada, criano um círculo vicioso de violência e gerando antipatia pela sua causa.
Excelente post, mas gostaria de fazer apenas uma correção:
Você cita em certo momento que “Esta situação é confortável apenas para os conservadores já que mantém a sentença do Tribunal intacta.” Não está totalmente correto, o partido Convergencia i Unió (CiU) é conservador, é um partido Nacionalista, mas conservador. O PP não é o único, ainda que seja o único franquista e claramente faxista.
E, o artigo está muito bom.
Na edição de agosto da Fórum publico um artigo analisando exatamente os mesmos aspectos que você analisou, mas dando mais ênfase À questão nacional e À vontade dos catalães de terem direito a decidir seu futuro, assim como querem Bascos e Galegos, e com menor força, Asturianos, Canários e andaluzes.
Aliás, aoAri, recomendo a leitura deste artigo, sobre o fechamento de um important ejornal Galego, monolingue, e a opressçao linguistica na Espanha: http://tsavkko.blogspot.com/2010/07/oxente-o-galego-sofre.html
Infelizmente falta um pouco mais de garra para todos esses povos. Não é possível que o povo de castela domine todos os outros. Ou isso, ou querem apenas barganhar autonomia interna numa atitude economicamente vantajosa, mas moralmente covarde.
Vivo em Barcelona e as cifras anunciadas aqui confirmam “somente” 70 mil pessoas na passeata.
Na final da Copa, nao houve muita comemoraçao,fato!Mas houve sim, focos de alegria…podem-se ver, ainda, algumas bandeiras da Espanha nas janelas de alguns apartamentos.
O que nao fica claro para mim é o papel de uma Catalunha independente dentro da UE.
Obrigada pelos comentários e discussão. A minhas fontes para as cifras da manifestação foram os jornais El Periódico de Catalunya e La Vanguardia; e a Òmnium Cultural, organizadora da manifestação. De acordo com os jornais, a polícia divulgou a cifra de 1,1 milhão de participantes. Todas as estimativas que encontrei eram acima de um milhão exceto as ditas por membros do PP.
Raphael, você tem razão, usei conservadores como sinonimo do PP mas o CiU também é. Obrigada pelo toque.
http://www.elpais.com/articulo/opinion/56000/millones/manifestantes/elpepiopi/20100718elpepiopi_5/Tes
O Puyol não é somente catalão, é ativista da causa. No Barcelona inclusive faz questão de usar a braçadeira de capitão com a bandeira catalã , como pode ser visto na foto: http://zonamixta.files.wordpress.com/2010/03/puyol.jpg
A FIFA, que reconhece mais países do que a ONU, não reconhece a seleção da Catalunha, que só joga partidas amistosas – até com Brasil já jogou. Se reconhecida, certamente a Espanha não teria sido campeã.
Estive recentemente na Catalunha e no País Basco (recomendo a viagem a quem tiver oportunidade). Pareceu-me que na Catalunha o movimento pela autonomia é ainda mais evidente do que em Euskadí, País Basco (o que nada significa que o movimento em Euskadí seja fraco). O catalão é muito mais difundido do que a língua basca entre seus respectivos nativos. Em Barcelona parece estar o foco de maior resistência à autonomia e à independência. Ali, alguns, mesmo defendendo a autonomia, temem que um impacto econômico negativo de alguma ordem (não sabm claramente precisar)possa acompanhá-la. É bom destacar que maioria esmagadora da juventude defende a autonomia e/ou a independência. . Parabéns a Juliana Sada pelo excelente artigo e também ao Rodrigo que nos trouxe a conhecimento. Recordo, de passagem, o sentimento de melancolia que abateu a torcida do real Madrid, time idolatrado por Franco, na ressaca da comemoração da Copa. Disseminou-se entre eles a sensação de que a Copa do Mundo era o último título que o Barcelona ainda não havia logrado (8 titulares do Barça foram titulares na partida da final com gol de Iniesta, cuja família foi chamada de a verdadeira Família Real da Espanha em Barcelona. Particularmente, desejo àquelas nações o que desejo para minha amada América Latina: autonomia real e, uma vez autônomos, integração cooperativa para desenvolvimento conjunto. Força al canut! Viska Barça! Viska Catalunya!
Marco: A questão não é tão simples. Castela não é fraca, domina o exército, por mais que a economia esteja nas mãos de Bascos e Catalães. Não é só possível como dominam. E nisto torturam, matam, ilegalizam… Não é só estalar o dedo e ter vontade, infelizmente.
E, deve-se notar os vários grupos. Claro, existem os que oscilam por puro interesse, vide o PSC na catalunya ou o PNV no Pais Basco, mas no geral o problema é mais profundo.
Camila: 70 mil? Só pode ser escárnio… E, o papel da Catalunya seria o de qualquer outro país, o de ser um Estado dentro da UE, mas ter o direito dee decidir como se organizar, como legislar seus próprios problemas e o que fazer com seu proprio dinheiro. Hoje é a Catalunya e o País Basco que sustentam o déficit espanhol.
Juliana: Todas as fontes mais confiáveis – e falo de BBC, Guardian, além de jornais locais e espanhóis – citam entre 1.1 milhão e 1.5, se aproximando mais do 1.5 milhão. Mesmo a política, durante a manifestação, não conseguiu dizer que eram menos de 1 milhão.
70 mil, repito, é escárnio, basta ver as fotos e vídeos da manifestação. E, o que sai da boca de “Popular” é lixo franquista.
E o artigo está muito bom, quando comecei a ler até senti um calafrio, hehe, graças que o foco foi diferente do meu!=P
Esse post passa a idéia de que os catalães não se ligam muito em futebol. A região acaba de abolir, também, as touradas, o que poderia significar que também não dão valor a esse outro tipo de espetáculo. Por trás desse fenômeno, porém, pode estar a economia. As touradas não estão mais dando lucro. Das três arenas apenas uma continuava a funcionar e nunca ficava lotada. No Brasil está ocorrendo algo parecido com o Jóquei Clube. As corridas de cavalo já não dão mais ibope. Os donos da raia até a venderiam, de bom grado, para que a prefeitura fizesse dela um parque. O futebol empresa, que eu pensei que fosse uma maravilha, em contraposição ao futebol de clubes sociais que temos por aqui, também anda mal das pernas, ou das finanças. O Barcelona contraiu um empréstimo no valor de 150 milhões de euros para, entre outras despesas, liquidar os salários de jogadores, técnicos e demais empregados, diz o site http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=213181&rss=1 Talvez venha daí a dificuldade dos catalães de se empolgarem com a vitória da seleção, ou com as tradicionais touradas.
Defender o separatismo mostra o grau de estupidez da esquerda catalã. È a mesma esquerda que defende a anexação do Tibet pela China. Dois pesos e duas medidas não é privilegio da direita. O motivo do separatismo é a ansia dos politicos em cargos caso o novo pais surja e também grandes interessses economicos querem a independencia. Tudo isso apoiado pela esquerda republicana esclerosada da catalunha. Só a familia real espanhola luta realmente pela união de todos os povos da espanha.
Fica a pergunta qual o significado deste post??? Um apoio ao separatismo no mundo. O separatismo insano destruiu a patria dos meus ancestrais a Iugoslavia.
Separatismo bom é o proposto pela esquerda e ruim o proposto pela direita.Todos os povos que vivem na espanha, reino unido, belgica tem suas linguas e costumes respeitados.
Marcelo: OS catalães não se ligam em futebol? Como assim? Experimente ver um jogo entre Barcelona e Espanyol…
Raphael. É claro que os catalães gostam de futebol e touradas. Eu não quis dizer os contrário. Se não gostassem, não comprariam tantos jogadores brasileiros e argentinos. O fato é que a economia pesa nesses gostos. Ainda dá para comer a paella, mas, os ingressos estão caros. Em plena crise, o Barcelona teve de fazer um empréstimo milionário para pagar salário de jogadores. No Brasil, também, temos o absurdo da construção de milionárias arenas enquanto os craques são exportados. Uma hora cai a ficha do povão. Por que os investimentos não são direcionados para algo mais produtivo que futebol, olimpíadas e para-olimpíadas?
Não sei se o problema é só no meu computador. Eu só consigo atualizar esse campo de comments se clicar ali em cima em algum novo comentário, no campo Últimos Comentários.