Filme mostra palestinos e israelenses lutando juntos (e vencendo)
publicada sexta-feira, 28/10/2011 às 12:26 e atualizada terça-feira, 01/11/2011 às 12:35
Por Juliana Sada
Na Cisjordânia está o pequeno povoado palestino de Budrus. Com apenas 1.400 habitantes, que têm na terra e nas oliveiras a sua sobrevivência, a vila ganhou destaque em 2003 e virou exemplo de resistência e solidariedade.
Budrus estava na rota do muro que o governo israelense constrói para separar Israel da Palestina, a obra invadiria território palestino e os habitantes de Budrus perderiam cerca de seis acres (em torno de 24 m²) e três mil oliveiras.
A população do vilarejo se organizou e resistiu. Foram dez meses e 55 manifestações pacíficas até o governo israelense recuar e mudar o trajeto do muro. Mas o mobilização não foi simples. A população teve que trabalhar em conjunto superando divisões e preconceitos. Membros de grupos rivais se uniram. Mulheres participaram das manifestações e foram fundamentais na mobilização, muitas vezes tomando a frente do conflito. Além disso, esses protestos foram pioneiros em unir palestinos e israelenses em manifestações conjuntas.
Essa é a história retratada pelo documentário Budrus, dirigido por Julia Bacha, que é lançado este mês no Brasil, em parceria com o Instituto da Cultura Árabe. No entanto, não é só isso. Budrus conta a história do líder local que organizou a resistência dos aldeões e se esforçou para unir membros do Fatah e Hamas nos protestos. Mostra um pouco da vida da jovem que sonha em estudar medicina enquanto lida com seus medos e luta pelo povoado, e se orgulha de ter protegido as oliveiras da escavadeira. Conta como se sente uma jovem militar israelense ao se ver na situação de confronto e, de alguma maneira, se identificar com as palestinas. E expõe como ativistas israelenses de esquerda decidiram lutar ombro a ombro junto com palestinos, no que chamam de “corresistência”.
O documentário consegue mostrar a beleza e leveza que se manifestam mesmo em situações de conflito como essa. Apesar do pano de fundo, são histórias com as quais é possível se identificar e, por isso, se envolver e se emocionar. Julia Bacha conta que é este o objetivo do documentário: sensibilizar através de uma narrativa, fazendo com

A diretora Julia Bacha: "buscamos criar visibilidade para as ações pacíficas que ocorrem" (Foto: Rodrigo Valente)
que se absorva novas informações, mesmo que contraditórias à uma visão já sedimentada. A diretora ressalta a importância de divulgar as ações não violentas, apresentando uma versão distinta da predominante na mídia. É para “cobrir esta lacuna” dos meios de comunicação que trabalha a organização Just Vision, que é a realizadora do documentário e da
qual faz parte Julia.
A primeira exibição de Budrus foi na própria vila e contou com a presença de metade da população. Julia conta que houve muito festejo e que foi a sessão que teve maior dificuldade em conversar com o público, por estar emocionada. Desde então, o documentário passou por diversos festivais de cinema e canais de televisão. Neste mês é lançado no Brasil pela Copacabana Filmes e tem sua última sessão hoje (28) em São Paulo às 18h, na Casa Jaya (Rua Capote Valente, 305, Pinheiros).
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10 Comentários







Deve ser um belo filme..tô com muita vontade de assistir.
Nem gosto de ver isto, pois me dá uma raiva, nojo, asco- sentimentos que não gosto de sentir- destas barbaridades que Israel faz contra os palestinos. Provavelmente com este meu comentário, me chamarão alguns de anti-semita. Digo: não sou, tenho amigos judeus, admiro vários judeus como Karl Marx, mas tenho minhas dúvidas se realmente HOJE, no século XXI, realmente persiste o anti-semitismo, que já houve, mas que se existe está bem reduzido a meia dúzia de gatos pingados. O que eu sei com certeza, é que Israel usa o tal anti-semitismo como propaganda política, isto, eu tenho certeza absoluta.
O último argumento do anti-semitismo: dizer que ele é invenção dos judeus…
Gostaria de ver esse documentário, haja visto que vivemos num momento de muita apreensão nessa região.Por favor corrija as suas medidas agrárias:seis acres equivalem a 2,4
hectares (ha)aproximadamente e não 24km² que equivalem,
2.400ha.
É mais uma prova de que a paz é possível e desejada.
Apenas uma ressalva em relação à área que seria perdida pelos habitantes de Brudus. 6 acres correspondem a 24.281 metros quadrados ou 2,428 ha, e não 24 quilômetros quadrados. 24 km quadrados correspondem a 2.400,0 ha.
Grato.
“No mundo dos quadrinhos, a invisibilidade costuma ser desejável: é um dos superpoderes que os mocinhos usam para combater os vilões. No caso
da greve da Unir, a invisibilidade é preocupante. A Reitoria foi
ocupada pelos estudantes há 24 dias. A greve resiste há 45 dias. O que
saiu ontem na Folha de São Paulo? Um dia de ocupação do prédio da
administração da FFLCH na USP. Motivo? Maconha, confronto com a
polícia militar. Um dia depois, o que sai na Folha de São Paulo?
“Traficante Polegar é transferido para presídio federal de Rondônia.”
Nem o tumulto na Usina Santo Antonio não conseguiu atravessar a
fronteira do Estado de Rondônia. Um professor da Universidade Federal
de Rondônia foi preso. O dossiê sobre as irregularidades
administrativas da UNIR foi enviado à Veja, Globo, Folha e políticos
de diferentes partidos. Cadê a publicidade da greve de 45 dias na
única universidade pública de Rondônia? Sem o apoio da mídia nacional,
nossos gritos não encontram ouvidos, nossas denúncias não resultam em
ações, nossas condições de trabalho/estudo não têm visibilidade.
Rondônia é o segundo estado mais corrupto do Brasil. Aqui os vilões
combatem os mocinhos, condenando-os à invisibilidade”, com apoio da
Mídia Nacional.
Assistam ao vídeo sobre a prisão do professor
grevista:http://www.youtube.com/watch?v=xeBQh3BlGaU
Acessem o blogo do Comando de Greve: http://comandodegreveunir.blogspot.com/
Repassem esse e-mail a sua lista de contatos.
Por favor, ajudem-nos a romper com o silêncio sobre a grave crise pela
qual passa a Universidade Federal de Rondônia.
O nome correto do documentario e do local na Palestina eh “BUDRUS”.
Também recomendo os filmes Paradise Now, Intervenção Divina e O Que Resta do Tempo.
Que tal este?
Documentário – Difamação – A Indústria do Antissemitismo – http://tinyurl.com/3tgd8ke
Quem diria que a filha do Edmar Bacha sairia uma artista com tanta sensibilidade e tanto humanismo. Parabéns Júlia.