»

O dinheiro que financia oposição a Chavez

publicada domingo, 27/06/2010 às 09:50 e atualizada domingo, 27/06/2010 às 09:54

O site da “Revista Forum” publica artigo esclarecedor de Eva Golinger, sobre a forma de financiamento da oposição na Venezuela. Nos anos 70 e 80, muita gente achava que era “paranóia” acusar a CIA de interferir nos assuntos brasileiros. Depois, com a abertura dos arquivos,  comprovou-se que a interferência aconteceu.

Na Venezuela,  não é preciso usar diretamente a CIA. Há entidades com jeito de ONG, mas que não passam de braços dos setores mais conservadores da politica dos EUA, a financiar a oposição a Chavez. Confiram – http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=8426.

AGÊNCIAS INVESTEM MILHÕES NA OPOSIÇÃO VENEZUELANA – por Eva Golinger

Um relatório preparado pelo Instituto FRIDE, da Espanha, com financiamento e apoio da Fundação Nacional para a Democracia (National Endowment for Democracy – NED) e pelo Movimento Mundial para a Democracia (entidade criada pela NED), revela que distintas agências internacionais investem entre 40 e 50 milhões de dólares em setores da oposição na Venezuela a cada ano.
 
 Segundo o relatório, que foi publicado em maio de 2010, os fundos multimilionários estão exclusivamente orientados para fins políticos e incluem grandes contribuições para partidos políticos venezuelanos, como Primeiro Justiça, Um Novo Tempo e Copei.
 
 No relatório, o governo do presidente Hugo Chávez está classificado como “autoritário” e “ditatorial”, além de “violador dos direitos humanos”. Os fundos internacionais destacados no relatório estão destinados a grupos venezuelanos com o objetivo de lutar contra o governo de Hugo Chávez, para “restaurar o Estado democrático”.
 
 Os autores do relatório admitem que a “assistência internacional” para fins políticos na Venezuela começou somente em 2001/2002 e, após o fracasso do golpe de Estado de abril de 2002, cresceu. Desde então, o principal objetivo dessas organizações tem sido impulsionar uma “mudança de regime” na Venezuela para conseguir derrocar permanentemente o presidente Chávez e acabar com a Revolução Bolivariana.
 
 Mais de 6 milhões de dólares estão destinados a grupos políticos na Venezuela este ano através das agências estadunidenses, como a Usaid, a NED, o Centro Carter, o Instituto Republicano Internacional (IRI), o Instituto Democrata Nacional (NDI), a Freedom House, a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF) e o Instituto da Sociedade Aberta (OSI). O OSI pertence ao bilionário húngaro George Soros, conhecido por seu extenso financiamento e apoio às chamadas “revoluções de cores”, em países como a Sérvia, a Ucrânia e a Geórgia, entre outros da Europa Oriental.
 
 Porém, não são somente os Estados Unidos que financiam a oposição na Venezuela. O relatório revela que devido aos “perigos” enfrentados pelos grupos venezuelanos que recebem as colaborações de Washington para fins políticos no país, criaram uma rede de “triangulação” para canalizar fundos através de fundações europeias e canadenses. A Comissão Europeia (EC) é uma das principais entidades que está filtrando esses fundos, com investimentos entre 6 e 7 milhões de euros a cada ano para grupos opositores na Venezuela. Este ano, segundo o relatório, a Comissão Europeia doou até 3 milhões de euros para financiar ONGs e projetos dedicados a demonstrar as supostas ameaças contra os direitos humanos e pela liberdade de expressão na Venezuela.
 
 A ajuda estadunidense se canaliza da seguinte maneira:
 
 Desde 2002, a contratista Development Alternatives Inc (DAÍ) investiu mais de 40 milhões de dólares em pequenas ONGs e programas dirigidos à formação e capacitação de jovens líderes políticos, movimentos estudantis, companhias midiáticas e “assuntos sociais”;
 
 O Instituto Democrata Nacional (NDI) financia desde 2002 partidos políticos da oposição e organizações de observação eleitoral. Fundou a organização venezuelana Olho Eleitoral e subministrou grandes contribuições a Súmate;
 
 O Instituto Republicano Internacional (IRI) financia e apoia estrategicamente aos partidos políticos da direita, como Copei, Primeiro Justiça e Um Novo Tempo;
 
 A NED investe ao redor de 1 milhão de dólares anualmente em distintas ONGs dedicadas aos temas “democracia” e “liberdade de expressão”, na Venezuela;
 
 Freedom House está desde 2004 na Venezuela trabalhando com os temas de direitos humanos e liberdade de expressão;
 
 A Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF) financia diretamente a ONGs venezuelanas para “fortalecer a sociedade civil”;
 
 O OSI está financiando projetos relacionados com as campanhas eleitorais da oposição.
 
 O relatório da NED revela que várias fundações alemãs também estão trabalhando com os partidos políticos e ONGs da oposição na Venezuela. As principais fundações da Alemanha são Konrad Adenauer (KAS) e Friedrich Ebert Foudation (ILDIS-FES). Essas duas fundações alemãs investem ao redor de 500 mil euros anuais em projetos com Copei, Primeiro Justiça e com a Universidade Católica Andrés Bello (Ucab), além de outras ONGs e grupos políticos na Venezuela.
 
 Os governos do Canadá e da Espanha são os outros principais doadores das atividades da oposição venezuelana, apesar de que muitos de seus fundos são também provenientes de Washington.
 
 Finalmente, o relatório evidencia que uma maioria das organizações venezuelanas que estão recebendo essas contribuições internacionais são realmente entidades “virtuais”. Não têm escritórios nem equipamentos, nem trajetórias de trabalho. São canais para filtrar recursos para a oposição venezuelana, para manter vivo o conflito político no país.
 
 Também afirmam no relatório que a maioria das agências Internacionais, com exceção da Comissão Europeia, está trazendo os fundos em moeda estrangeira e cambiando-os no mercado paralelo, em clara violação da lei venezuelana. Em alguns casos, como destaca o relatório da NED, abre contas no exterior para depositar os recursos ou os entregam em euros e em dólares em efetivo. A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela poderia utilizar a mala diplomática para trazer grandes quantidades de dólares ou euros ao país que, em seguida, seriam entregues a atores venezuelanos de forma ilegal, sem nenhuma contabilidade formal do Estado venezuelano.
 
 A maioria das agências estadunidenses que hoje financiam a oposição venezuelana opera através da Embaixada dos Estrados Unidos em Caracas. Quando antes tinham escritórios na Venezuela, agora operam a partir do exterior, para evitar o monitoramento do governo venezuelano.

Leia outros textos de Vasto Mundo

Compartilhe
  • Twitter
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Technorati
  • Reddit
  • Rec6
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • MySpace
  • StumbleUpon
  • Tumblr

10 Comentários

10 Comentários para “O dinheiro que financia oposição a Chavez”

  1. mineiro disse:

    esse dinheiro que essas agencias estao traficando para venezuela para fins democraticos como a cia maldita financiou para a democracia no brasil no regime de 64 e no chile de 1973. é tudo em nome da democracia , sempre da democracia e nunca para fins de derrubar governos legitimos . e esses malditos vao admitir que é para fins facistas. isso é ingenuidade nossa em acreditar nisso. isso tambem desmascara muitas ongs disfarçadas la e aqui tambem , temos que tomar muito cuidado com essas ongs pilantras , tem coisa que nao da para acreditar mesmo como o judiciario , a onu e agora ongs , nao sao todas , mais algumas estao infiltradas sim para fazer o serviço sujo .

  2. george disse:

    poderiamos pedir parte destes fundos para nos livrarmos da REDE GlOBO (REDE BOBO), uma empresa que nos destina a ver uma programacao bestializante, com um unico objetivo ter um multidao de imbecis, ja que estaremos fazendo o enterro da globo poderiamos tambem terminar com outras que passam o dia todo falando de artistas da bobo, programas da bobo, que fulana de tal da bobo esta dando para o fuluno da bobo, que beleza. se estes canais nao tem nenhuma programacao digna, desligue o sinal, e deixe o dial ser ocupado por outro grupo que tenha algo a apresentar. abs

  3. Antonio Lyra Filho disse:

    Acredito que parte deste fundos são destinados a jornalistas brasileiros para criar um clima contra Chavez.

    Um levantamento dos nomes seria uma exelente matéria.

  4. Flavio Lima disse:

    E nossa unica defesa é divulgar esse tipo de financiamento. Tem outra?

  5. rodrigo disse:

    Isso é revoltante.Eles se acham no direito de intervirem internamante em diversos países para terem governos obediente a ordem deles.Mas deixa estar isso um dia acabará A justiça divina não falha.

  6. rodrigo disse:

    Temos que popularizar essa informação para que cada vez meis brasileiros sabem disso e não se deixem enganar com a oposição.

  7. Cecéu disse:

    Esta era a situação vivida pelo Brasil em 1963. Sabe-se hoje que a CIA jamais age diretamente em tais situações. Age atraves de institutos, fundações e ONGs. Como a Fundação Ford, que distribuiu muito dinheiro da CIA pelo mundo afora, agraciando inclusive nosso Fernando Henrique com US$ 150.000,00 para que agisse dentro da USP, segundo o livro daquela inglesa.
    Isto mostra como avançamos e o quanto a Venezuela precisa avançar, até ter uma legislação eleitoral avançada e uma instituição eleitoral forte, que possa fiscalizar e cassar partidos antinacionais que recebam dinheiro de outros países, colocando-os na ilegalidade, que é o seu lugar.

  8. Como todo direitista é corrupto por definição, essa dinheirama deve estar indo direto para os bolsos de meia dúzia de maganos da oposição venezuelana. Esses gringos são mesmo uns otários!!!

  9. pablo disse:

    aqui no Brasil, no início dos anos 60, isso aconteceu com o tal de IBAD, e dizem que financiaram candidaturas de governo de estado de oposição ao Jango, meios de comunicação e até passeatas de classe média, que influenciaram na deposição do presidente.

  10. juan disse:

    luta frontal entre uribe e o novo presidente da colombia

    pq????

    este último deve saber muito da historia de uribe……

    o semanario da familia de santos, ataca frontalmente a uribe.

    http://www.semana.com/

Comentar