Rumores de golpe no Paraguai: Lugo reage!

publicada quinta, 05/11/2009 às 11:06 e atualizado quinta, 05/11/2009 às 11:11 | Comentários 1 Comentários

Há alguns dias, recebi de um amigo o comunicado de Carolus Wimmer, do Partido Comunista Venezuelano, alertando para os riscos de golpe no Paraguai.

Não tive tempo de checar. Estava  às voltas com palestras, compromissos familiares e gravações em São Paulo. Por isso, preferi não publicar.

Wimmer alertava para o risco de ser utilizada, no Paraguai, tática semelhante à usada em Honduras. Campanha virulenta contra o presidente consitucional, acusações sem provas que possam levar  à derrubada do governante, tudo feito com aparencia de legalidade - "golpe constitucional", como em Honduras.

Pois bem, vejo que a situacão no Paraguai  é seria mesmo. Lugo acaba de trocar a chefia das Forcas Armadas.  Abaixo, publico texto da BBC Brasil sobre o fato.

No Departamento de Estado, espalhados pelas Américas, agentes ligados à extrema-direita dos EUA seguem atuando. Em Honduras, no Paraguai, na Bolivia...

E no Brasil? Eles contam com colunistas e parte da imprensa - os golpistas de sempre estão  à espreita. Até um ex-presidente aceita fazer o papel de cassandra, aceita o papel de novo Carlos Lacerda, em artigo virulento contra o presidente Lula. 

Não tenhamos duvida - os golpistas estao  à espreita. No Brasil são - talvez - mais astutos, mais dissimulados. Cuidado com eles. 

E olho no Paraguai, porque a situacão lá é grave.

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texto da BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091105_lugo_forcasarmadas_mc_np.shtml

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, demitiu, nesta quarta-feira, os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica após negar a possibilidade de um golpe militar contra o governo.

Segundo um comunicado divulgado pelo setor de imprensa das Forças Armadas, Lugo deve empossar novos comandantes na quinta-feira.

A decisão de Lugo foi tomada um dia depois de ele ter negado, em entrevista coletiva, que haveria um plano de um golpe militar contra o governo.

“Posso garantir, como chefe das Forças Armadas, que institucionalmente não existe nenhum perigo de golpe de Estado promovido pelos militares”, afirmou.

Lugo ressaltou ainda que “nada e ninguém moverá o povo paraguaio do Palácio (presidencial) de López até 15 de agosto de 2013”, em referência a data final do atual mandato.

Os rumores sobre o suposto plano de golpe de Estado começaram a surgir com uma declaração do secretário de relações internacionais do Partido Comunista Venezuelano (PCV) e vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino), Carolous Wimmer.

Segundo a imprensa local, ele teria dito que os Estados Unidos e setores da direita paraguaia queriam concretizar um “golpe contra o governo de Lugo”.

De acordo com a edição online do jornal Última Hora, pouco antes do comunicado sobre as mudanças na cúpula militar, a embaixadora dos EUA em Assunção, Liliana Ayalde, negou as acusações de Wimmer.

“O que estamos fazendo aqui é uma cooperação, onde existe transparência. Desconheço e desminto totalmente (versões de organização de um golpe)”, disse ela ao jornal.

Bolívia

Além do comentário de Wimmer, o jornal paraguaio destaca ainda que presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teria sugerido um possível golpe contra o governo de Lugo durante a reunião da Alba na Bolívia.

Segundo o jornal, ele teria tido que “os ultradireitistas paraguaios usam a Bolívia como desculpas para atacar o governo de Fernando Lugo. Já estão os golpistas estão preparando golpe”.

Recentemente, Bolívia e Paraguai tiveram diferenças na região de fronteira. Após declarações dos políticos venezuelanos, o Senado paraguaio emitiu declaração pedindo a Lugo que exigisse explicações, via diplomática, do governo venezuelano.

De acordo com a imprensa local, Lugo teria encaminhado o documento ao Ministério das Relações Exteriores paraguaio.

Fernando Lugo vive diferenças com seu vice-presidente, Federico Franco, e outras dificuldades políticas, já que não conta com a maioria no Congresso Nacional.

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texto original (em espanhol) com a denuncia de Wimmer sobre o clima de golpe no Paraguai

Caracas, 02 de noviembre de 2009.- El vicepresidente del Parlamento Latinoamericano (Parlatino) y secretario de Relaciones Internacionales del Partido Comunista de Venezuela (PCV), Carolus Wimmer, denunció este lunes que en Paraguay hay en marcha una conspiración abierta, para propiciar un golpe de estado en contra del presidente constitucional de ese país, Fernando Lugo.

“El golpe de estado lo pretenden dar siguiendo la doctrina aplicada en Honduras, con los mismos actores: un congreso manejado por la derecha y los Estados Unidos jugando tras las sombras”, agregó.

El parlamentario recalcó que contra Lugo se ha desatado una feroz campaña para vincularlo a diferentes temas con la intención de llevarlo a un enjuiciamiento político en el congreso paraguayo.

“En estos momentos la campaña contra Lugo gira en tres aspectos principales, en primer lugar lo quieren vincular con el secuestro de un ganadero paraguayo, en segundo lugar con un supuesto ejercito guerrillero y en tercer lugar con una violación a la constitución de Paraguay, en el sentido que la lucha contra la pobreza que esta impulsando el presidente, la derecha la interpreta como un odio de clases, que está prohibido en la carta magna de ese país”, precisó.

El dirigente comunista señaló que al frente de esa campaña está el ex general golpista Lino Oviedo, el nieto del dictador Alfredo Strossner y un chileno de nombre Eduardo Avilés.

Indicó que este chileno residenciado en Paraguay está hablando la necesidad de conformar un Comando Anticomunista paraguayo, con cinco objetivos inmediatos y que estos puntos aparecen públicamente en los medios de comunicación y volantes impresos que son lanzados en las calles de Paraguay.

Según Carolus Wimmer los 5 puntos a que hace referencia la campaña son los siguentes:

1 Juntar dinero para liberar al ganadero secuestrado

2 Recaudar dinero para la organización del comando anticomunista paraguayo.

3 Recolectar dinero para comprar armas.

4 Perseguir, agarrar y liquidar físicamente a todos los comunistas.

5 Comunicar públicamente al gobierno del “señor Lugo que su fiesta comienza a terminarse, que su idilio con Chávez, Morales, Correa, Castro y otros, tiene sus días contados”.

Según Wimmer que este grupo hace énfasis en que ellos están preparados para jugarse el todo por el todo y que “están dispuestos a matar y a morir pero nunca a aflojar” y que esa prédica es apoyada por otras organizaciones de la derecha paraguaya.

Expresó que toda esta situación se enmarca en la pérdida de terreno de los Estados Unidos en América Latina con las victorias populares de los pueblos y que por lo tanto el gobierno de Obama recurre a la solución de los golpes de estados en la región.

Carolus Wimmer hizo un llamado a todos dirigentes, organizaciones e instituciones, a manifestar públicamente el apoyo al gobierno constitucional del presidente Lugo, mantener el estado de alerta ante la posibilidad de una escalada del conflicto, informar oportunamente al pueblo venezolano de la situación en Paraguay y a rechazar la campaña anticomunista dirigida y financiada por la embajada de los Estados Unidos.

Comentários 1 Comentários | Comentar!

 

Roberto Locatelli comentou em 05/11/2009 às 14:16

Perigo à vista. Precisamos, mais do que nunca, eleger Dilma e, se possível, derrotar os demo-tucanos aqui em São Paulo.

Escrevinhador por Rodrigo Vianna