PORÕES DA TORTURA 2

publicada quarta-feira, 18/08/2010 às 12:36 e atualizada quarta-feira, 18/08/2010 às 19:11

Na segunda reportagem da série, levada ao ar pelo “Jornal da Record”, o perfil de um empresário que jogava no time dos torturadores. Era apenas um. Muitos davam dinheiro para a “caixinha” que ajudava a bancar as torturas durante a ditadura no Brasil (1964-1985).

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4 Comentários

4 Comentários para “PORÕES DA TORTURA 2”

  1. Luiz Brasileiro disse:

    Muito boa mesmo a matéria Rodrigo. Defendo que devemos investigar, auditar as contas públicas do período da ditadura para que saibamos como foi usado o dinheiro público, pois além das violações aos Direitos Humanos com a tortura e morte de militantes de esquerda que a combatiam, a ditadura era também violadora do princípio democrático de o dinheiro público deve ser fiscalizado pelo Legislativo, os representantes do povo, e deve ser aplicado somente nos fins previstos em lei.

    A relação da ditadura com o dinheiro público e a promiscuidade com empresários que financiavam a captura, tortura e morte de militantes ainda está longe de ser esclarecida. Saber quem colaborava é uma ótima pista para posteriormente se auditar os contratos da empresa com a a ditadura pois esclarecerá a vantagem que os empresários levavam por colaborarem neste empreendimento sórdido.

    Existe muito lixo embaixo do tapete nesta relação da ditadura com o dinheiro público e os empresários que repassavam “uma ponta” da grana para a repressão.

    O problema é que a esquerda é pouco afeita a contabilidade, auditoria, preços, quantitativos, leis e contratos, daí tem deixado sem investigar a corrupção da época em que celerados mandavam e desmandavam no dinheiro público e na vida e na morte dos cidadãos.

    Abração. Parabéns pelas excelentes matérias.

    • Ronald Bastos disse:

      Acho que existe algum erro em seu entendimento. Não se está falando somente em dinheiro e vantagens adquiridas por apoiar a ditadura. Está se falando em terrorismo de estado, em TORTURA, em violação do estado democrático de direito, em violação dos Direitos Humanos, enfim em tudo aquilo que sociedade que se entenda como tal, tem de combater. É lamentável que em pleno século XXI nenhum líder militar tenha sido punido, é lamentável que nenhum empresário que colaborou com a ditadura tenha sido punido, é lamentável que as religiões que se omitiram durante a ditadura não tenham sido punidas, enfim é lamentável que esse período de nossa história não tenha sido passado a limpo.

  2. Luisa disse:

    Também considero importante o país rever sua história, para que coisas desses tipos não se repitam. Rodrigo, isto é tão sério no imaginário do povo brasileiro, sobretudo em alguns lugares, que as pessoas chegam ao ponto de considerar que o exército nas ruas sentem-se confortáveis. Olha a que ponto chegou alguns lugares. Isso dá margem para filmes com Tropa de Elite por mais bem feito que seja, mas ainda é apenas um filme, acabe colaborando para legitimar um tipo de polícia que age como justiceira.

    Ainda existe a situação de direitos constitucionais sendo violados, por exemplo, a invasão de casas sem mandato policial e alguns acharem isto normal. Isto é sério. A questão é uma invasão que se dá nos lugares pobres e sem perspectivas. As pessoas estão inebriadas das promessas que têm sido feitas, do tipo dia D, marco histórico que nem se dão conta de que há direitos de pessoas sendo violados em nome de algo melhor. Mas que de fato precisa mostrar que será melhor. É tudo muito louco isto.

  3. Luisa disse:

    Não quero afirmar com isto que irá acontecer a mesma coisa, mas você que conhece história sabe que Hitler cresceu na Alemanha porque encontrou situações adversas dentro da sociedade alemã e soube trabalhar aqui ao seu favor.

    Não quero afirmar que o nazismo irá acontecer no Brasil, mas quero afirmar que as situações adversas no Rio por décadas, têm gerado uma certa letargia em grande parte da população que coisas estão sendo feitas e têm legitimidade pela própria sociedade. Curiosamente, como acontece com a propaganda de guerra, aqui também se utiliza a mídia para legitimar tais ações. Claro que o país na desembocará para o nazismo, mas o que vimos na eleição, se não tivermos cuidado, veremos mais situações reacionárias. E o que é pior, uma polícia que não se corrige, mas que está a dominar vários pontos da cidade, como se fosse um braço terceirizado pelo próprio estado, mas com um discurso de que seja a banda podre. Como disse, tudo isso é muito louco.

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